Goiás

Corpo de mulher é abandonado em caixa a poucos metros da rodoviária de Goiânia

Gessika Sousa dos Santos, de 27 anos, foi espancada e esfaqueada diversas vezes.
30/10/2018, 12h49

Por volta das 5h30 da manhã desta terça-feira (30/10) o corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, enrolado em um lençol e amarrado com fios pretos na Praça do Trabalhador, no Setor Norte Ferroviário, a 200 metros da Rodoviária de Goiânia.

O corpo de Gessika Sousa dos Santos, de 27 anos, foi deixado, segundo a delegada que investiga o caso, Magda D’ávila, ao lado da moto dela.

Dois homens em um carro chegaram às 23h e abandonaram a caixa no Coreto da Rodoviária. Em seguida, um terceiro suspeito deixou a moto da vítima, uma FZ25 Fazer azul, ano 2007.  Foi o que contou para a Polícia Civil um morador de rua que viu tudo.

Conforme a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), um comerciante avistou a caixa às 5h30, pegou uma madeira, abriu a caixa e encontrou o corpo de uma mulher muito machucado de espancamento.

A cena chamou atenção dos pedestres apressados que tiraram os celulares dos bolsos e bolsas e começaram a filmar a cena. Vídeos e fotos se espalharam pelas redes sociais. Às 8h, a Polícia Civil ainda não havia chegado no local em que o corpo foi encontrado. A PM delimitou a área com fita de isolamento preta e verde, mais conhecida como fita zebrada.

Corpo encontrado em Goiânia tem perfurações e marca de espancamentos

Corpo de mulher é deixado em caixa a poucos metros da rodoviária de Goiânia

“A gente busca imagens na região, ouve testemunhas e faz oitivas em busca de informações que elucidem o caso”, destaca a delegada, Magda D’ávila, durante um rápido telefonema antes de ela entrar em uma viatura e seguir atrás dos rastros deixados pelos assassinos.

O corpo da vítima, conta a delegada, apresenta marcas de espancamento e perfurações de facadas. “Há suspeita de abuso sexual também”, diz.

O corpo da mulher que trabalhava em uma padaria na Avenida Goiás Norte, no Balneário Meia Ponte, foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), mas não havia sido identificado no início da tarde.

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Goiás

Bombeiros alertam sobre riscos de afogamentos com proximidade do Verão, em Goiás

Tenente Coronel Fernando Caramaschi afirma que afogamento não é acidente, não acontece por acaso e tem prevenção.
30/10/2018, 13h46

O número de afogamentos no mês de outubro chamou a atenção do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), principalmente pela proximidade do período de férias.

Em um levantamento feito pelos bombeiros, durante o mês de outubro foram registrados sete casos de afogamento com crianças entre 0 e 11 anos, com o número sendo o maior durante o ano de 2018.

Segundo dados divulgados pela corporação, no Brasil o afogamento continua sendo o maior responsável por mortes acidentais de crianças. Os bombeiros informaram que todos os dias pelo menos 17 pessoas morrem afogadas no país, e três são crianças, segundo levantamento do Ministério da Saúde (MS).

Com a proximidade do verão e das férias, a corporação faz um alerta sobre a importância de redobrar a vigilância e evitar tragédias em rios, lagos, piscinas e balneários.

O assessor de comunicação do CBMGO, Tenente Coronel Fernando Caramaschi, afirma que “afogamento não é acidente, não acontece por acaso e tem prevenção”. Segundo o Tenente, o primeiro passo é fazer a prevenção observando e supervisionado as crianças o tempo todo e sem descanso próximas a água.

Para Caramaschi, um dos lemas que a corporação trabalha é “água no umbigo, sinal de perigo”. É recomendado aos pais que estejam sempre atentos mesmo que as piscinas sejam infantis ou que a criança saiba nadar.

Estatística – 2018

Em Goiás, os Bombeiros divulgaram um levantamento desde o mês de janeiro com a quantidade de afogamentos com crianças com idade entre 0 e 11 anos durante o ano. Em 2018 foram registrado até o momento 24 afogamentos, com o maior número sendo registrado durante o mês de outubro com sete casos.

Afogamentos em Goiás envolvendo crianças durante o mês de Outubro

No dia 14 de outubro, David Gabriel Barros, de 6 anos de idade, morreu afogado em uma piscina do Clube Jaó, em Goiânia, no momento em que sua mãe tinha saído para fazer mamadeira para sua irmã mais nova. O menino só foi encontrado depois de 15 minutos, mas apesar do esforço dos Bombeiros, infelizmente o ele morreu no local.

Outros caso foram registrados durante a semana, com um em Luziânia, onde um outro menino com nome de Gabriel Conceição, de 6 anos, morreu afogado na piscina de casa. Quis o destino que dos casos registrado na mesma semana, envolvesse um outro menino de nome Gabriel Rodrigues dos Santos, de 14 anos, que morreu afogado depois de salvar o irmão no Residencial Santa Fé, em Goiânia.

Último caso foi registrado na tarde da última segunda-feira (29/10) quando a pequena Thayriny Vitória Pereira Neves, de 5 anos, morreu afogada em um tanque de peixes em um pesque e pague na cidade de São Luís de Montes Belos.

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Saúde

Descoberta de vírus da zika em macacos sugere ciclo silvestre da doença

Estudo indica que animais mortos por humanos poderiam estar infectados.
30/10/2018, 14h01

Um estudo feito por pesquisadores, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mostrou que macacos haviam sido mortos a tiros ou pauladas pela população nos municípios de São José do Rio Preto (São Paulo) e de Belo Horizonte estavam infectados com o vírus da zika, o que fez com que adoecessem e ficassem mais vulneráveis ao ataque humano. Os ataques ocorreram porque as pessoas suspeitavam que eles estavam com febre amarela.

“A descoberta indica que existe o potencial de um ciclo silvestre para a zika no Brasil, como acontece com a febre amarela. Se o ciclo silvestre for confirmado, isso muda completamente a epidemiologia da zika, porque passa a existir um reservatório natural a partir do qual o vírus pode reinfectar muito mais frequentemente a população humana”, disse o coordenador do estudo, Marcio Lacerda Nogueira, que é professor na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.

Vírus da zika em macacos

Segundo Nogueira, apesar de  já ter encontrado vírus da zika em macacos que vivem perto de humanos no Ceará, esta é a primeira vez que é identificado como epidemia. O professor disse ainda que, durante a epidemia de febre amarela, os pesquisadores perceberam que havia muitos macacos mortos, não pela febre amarela, mas pela ação das populações humanas, com medo de serem contagiadas. Esses macacos foram mortos a tiros, pauladas ou mordidos por cachorros.

“Quando saudáveis, esses primatas, principalmente saguis e micos, são muito difíceis de capturar. Raciocinamos, então, que, se estavam sendo mortos com facilidade, era porque poderiam estar doentes. Não com a febre amarela, uma doença que os mata. Mas com alguma outra doença, que, sem matar, os deixava mais fracos e vulneráveis”, explicou Nogueira.

Após análise de carcaças dos macacos, constatou-se que o vírus que os infectou é muito parecido com o que estava infectando os humanos. No mesmo lugar onde as carcaças foram coletadas, foram encontrados e coletados mosquitos infectados por zika.

“Para levar adiante o estudo, induzimos infecção experimental por zika em macacos vivos. E a inoculação dos vírus provocou presença de vírus no sangue. Os macacos tiveram alteração de comportamento, confirmando nossa hipótese inicial, de que a infecção os teria tornado mais suscetíveis a serem capturados e mortos”, acrescentou o pesquisador.

Ciclo da febre amarela

Os pesquisadores concluíram que a infecção natural e experimental de macacos com zika indica que esses animais podem ser hospedeiros vertebrados na transmissão e circulação do vírus em ambientes tropicais urbanos, mas é preciso que sejam feitos mais estudos para avaliar o papel deles macacos na manutenção do ciclo urbano do zika.

Segundo o professor no Centro de Doenças Tropicais da University of Texas Medical Branch (UTMB) Nikos Vasilaks, doenças que ocorrem ao mesmo tempo em vários animais de uma mesma área geográfica serão sempre fonte de epidemias entre humanos, mesmo após um possível controle e erradicação do ciclo de transmissão urbana por meio das vacinas e antivirais.

“É um fator fundamental que deve ser levado em conta pelos responsáveis por políticas públicas e pelo setor de saúde, bem como por desenvolvedores de vacinas”, afirmou Vasilaks.

O vírus da zika apareceu originalmente em macacos na África. Esporadicamente, o vírus saía das florestas e infectava populações humanas. Quando se propagou da África para a Ásia, o vírus passou a circular só entre humanos. E, aparentemente, manteve essa característica quando se instalou nas Américas, o que sugeria um ciclo semelhante ao do vírus da dengue.

Segundo o professor, a a nova descoberta sugere uma epidemia mais parecida com a da febre amarela, o que, se for confirmado, pode tornar o combate à zika mais difícil. “Nossas observações terão implicações importantes na compreensão da ecologia e da transmissão de zika nas Américas. Embora este seja um dos primeiros passos no estabelecimento de um ciclo de transmissão entre primatas não humanos no Novo Mundo e mosquitos arbóreos, as implicações são enormes, pois é impossível erradicar esse ciclo de transmissão”, disse Vasilaks.

Imagens: Agência Brasil 

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Política

SBP pede investigação sobre exploração de crianças durante as eleições

A Sociedade Brasileira de Pediatria explica que a exposição de pessoas de 0 a 19 anos nos vídeos é análoga aos casos de exploração sexual ou de trabalho e fere o Estatuto da Criança e do Adolescente; os pais ou responsáveis pelas crianças devem ser responsabilizados.
30/10/2018, 14h34

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) apresentou nesta terça-feira (30) uma denúncia sobre a exploração de crianças em vídeos que circularam nas redes sociais e grupos de WhatsApp durante a campanha eleitoral deste ano. A solicitação da entidade para apurar os abusos praticados contra crianças nas eleições foi entregue à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para a PF, a SBP pediu que se abra investigação para identificar e punir os responsáveis pela produção e distribuição massiva dos vídeos. Ao Ministério Público, os pediatras pedem que a demanda seja encaminhada ao Poder Judiciário. Ao TSE, a solicitação é para que sejam criadas regras explícitas que impeçam novas ocorrências como essas nas próximas eleições.

A SBP explica que a exposição de pessoas de 0 a 19 anos nos vídeos é análoga aos casos de exploração sexual ou de trabalho e fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a Sociedade, os pais ou responsáveis pelas crianças devem ser responsabilizados.

Vídeo de exploração de crianças

Um dos vídeos citados pela SBP é o que apresenta crianças repetindo, a mando de adultos, “declarações e textos incompatíveis com suas idades e graus de desenvolvimento intelectual e cognitivo”. A entidade também usa o exemplo de imagens em que crianças aparecem segurando armas.

“Ao usar meninos e meninas em propagandas com o objetivo de influenciar o voto dos eleitores, os autores dos vídeos ferem os direitos de imagem dessas crianças, o que configura abuso que deve ser punido com base na legislação em vigor”, diz a nota.

A Sociedade criticou a forma como se deu a campanha eleitoral, em que nem as crianças foram poupadas de situações ilegais, do movimento de troca de acusações e disseminação de notícias falsas e recomendou que os políticos baseiem suas ações de marketing na legislação e na ética.

“A SBP lamenta que fatos como esses, envolvendo crianças, tenham acontecido no curso de uma disputa eleitoral, a qual deveria ser período de ampla reflexão em torno de programas e plataformas, ensinando às novas gerações como se exerce a cidadania”.

Imagens: R7 

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Brasil

Mãe de menino fantasiado de escravo pede desculpas, fecha conta e apaga posts

"Jamais foi minha intenção ofender alguém, estou extremamente arrependida por tudo que aconteceu", escreveu a mulher em publicação no Instagram.
30/10/2018, 15h00

Depois da polêmica causada nas redes sociais uma mãe que mandou o filho para uma festa de Halloween na escola fantasiado de escravo, em Natal, pediu desculpas, excluiu seguidores, fechou sua conta no Instagram e apagou posts. “Queria somente pedir desculpas pelo fato! Jamais foi minha intenção ofender alguém, estou extremamente arrependida por tudo que aconteceu e me sentindo MUITO mal com os xingamentos e ameaças horríveis que estão me mandando. Desculpa a todos, do fundo do meu coração! #paz”, escreveu a mulher na rede social Instagram nesta terça-feira, 30.

Mais cedo, a Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público do Rio Grande do Norte instaurou um procedimento para acompanhar o caso. Em nota, o MP afirmou que o acompanhamento do caso transcorrerá em segredo de Justiça por envolver uma criança, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O Colégio CEI, onde a criança estuda, emitiu nota. “Lamentavelmente, a escolha do traje para a participação do Halloween, feita pela família do aluno, tocou numa ferida histórica do nosso País. Amargamos as sequelas do trágico período da escravidão até os dias de hoje. O Colégio CEI não incentiva nem compactua com qualquer tipo de expressão de racismo ou preconceito, tendo os princípios da inclusão e convivência com a diversidade como norte da nossa prática pedagógica”. A escola não impediu a participação do aluno na festa.

A mulher foi procurada pela reportagem, mas não respondeu às tentativas de contato telefônico.

Repercussão da postagem em que menino aparece fantasiado de escravo

O caso ganhou repercussão nacional com a replicação em massa da postagem feita pela mãe. Na postagem, ela afirmou: “Quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio! #Escravo”. O menino aparece pintado, com maquiagem que imita as escaras provocadas por chicotadas e tem as mãos acorrentadas.

Os comentários que se seguiram à publicação enalteciam a criatividade da mãe. Quando as imagens começaram a circular nas redes sociais, centenas de pessoas comentaram a postagem chamando-a de “racista e preconceituosa”. O cantor Marcelo D2 republicou as imagens e entrou na discussão online. “Quando você pensa que já viu de tudo na vida”, escreveu o cantor.

Depois que a postagem do cantor ultrapassou os 2 mil retweets no Instagram, a mãe se manifestou pela mesma rede social. “Não leiam livros de história do Brasil. Eles dizem que existiu escravidão de negros no País, mas isso é mentira. Não discuta com essa afirmação, pois você estará sendo racista, A PIOR PESSOA, um lixo. Só não entendi ainda se o problema foi o a fantasia ou o “17” na foto”, escreveu.

O professor de História da África da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Amailton Magno de Azevedo, avaliou como desnecessária a postura da mãe em fantasiar o filho de escravo. Segundo Azevedo, trata-se de uma “abordagem ultrapassada, falida e deslocada e que faz reavivar uma mentalidade escravocrata”. “O passado histórico ainda persiste no imaginário brasileiro. Temos que combater este tipo de postura, mirar na pluralidade e ter outra narrativa. O negro tem que ser inserido na sociedade de maneira mais digna.”

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