Entretenimento

A música documentada em cinema

03/11/2018, 11h08

Filmes inéditos exploram o rico cancioneiro brasileiro por meio de biografias de cantores e de gêneros musicais

Não é de hoje que o cinema nacional joga suas lentes para a música popular brasileira e para a vida dos seus cantores e instrumentistas. O dueto entre cinema e música já gerou filmes como Cazuza – O Tempo Não Para, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, Dois Filhos de Francisco, de Breno Silveira, e os documentários Uma Noite em 67, de Renato Terra e Ricardo Calil, e Tropicália, de Marcelo Machado, para ficar em alguns títulos bem sucedidos.

Nos próximo ano, chegarão aos cinemas documentários biográficos de sambistas – Wilson das Neves, Mussum, Adoniran Barbosa e Clementina de Jesus -, da maior divulgadora da música caipira, Inezita Barroso, do cantor e poeta Arnaldo Antunes e da cantora, ativista e performática Linn da Quebrada. Além de O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, Azougue Nazaré, de Tiago Melo, sobre o embate entre o maracatu e um pastor na Zona da Mata em Pernambuco e Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani, uma homenagem às músicas, a maior parte composições brasileiras, o único longa que estreia ainda este ano, agora em novembro.

Uma das composições do compositor, cantor e baterista, Wilson das Neves (1903-2017), O Samba é Meu Dom, intitula o documentário de Cristiano Abud, diretor mineiro, que entre 2009 a 2012, acompanhou junto com sua equipe, a rotina de trabalho e de vida de Neves. Além desse material captado por Abud, o filme traz depoimentos de artistas que trabalharam com o sambista, como Chico Buarque e Elza Soares e imagens de arquivo.

Com uma narrativa semelhante, Inezita, de Helio Goldsztejn, reconstrói a trajetória de Inezita Barroso (1925-2015), conhecida do grande público pelo programa Viola, Minha Viola, que ela apresentou durante 35 anos, na TV Cultura. O documentário, no entanto, mostra outras facetas da cantora, apresentadora e atriz – chegou a fazer sete filmes. Inezita não foi somente uma incansável divulgadora da música caipira. Chegou a viajar por todo país coletando material sobre manifestações culturais populares, assim como fizera Mário de Andrade.

Duas diretoras, Ana Rieper e Susanna Lira, fazem dois belos retratos dos seus personagens documentados. Em Clementina, Ana Rieper vai atrás das origens da Clementina de Jesus (1901-1987), em Valência, no Rio de Janeiro, para traçar um painel antropológico da sambista carioca, que começou a cantar já com 63 anos, grande parte deles trabalhando como empregada doméstica. Enquanto que, em Mussum, Um Filme do Cacildis, Susanna Lira equilibra bem as histórias do comediante de Os Trapalhões, com o seu trabalho como músico do grupo Os Originais do Samba, que lhe dava um enorme prazer, e a maneira como Antônio Carlos Bernardo Gomes, o Mussum, educava seus filhos e lidava com o preconceito racial.

Em épocas distintas, São Paulo foi o berço e alimentou a obra de três artistas: o sambista, humorista e ator, Adoniran Barbosa (1910-1982), o cantor e poeta Arnaldo Antunes e a performática e funkeira Lynn da Quebrada. No documentário Adoniran – Meu Nome é João Rubinato, Pedro Serrano recupera a vida do autor de clássicos como Trem das Onze e Saudosa Maloca, que perambulava pelos bairros populares e o centro de São Paulo à procura das histórias do seu povo simples, fonte da poesia de suas composições.

Com a Palavra, Arnaldo Antunes, Marcelo Machado coloca o ex-integrante do Titãs para assistir imagens de sua carreira. Dessa relação, o diretor revela um artista coerente e sem medo de se arriscar. Um Arnaldo Antunes múltiplo e indecifrável. Numa São Paulo com sua violência crescente e quase sem poesia, Linn da Quebrada, personagem retratada no corajoso e transgressor Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman, faz do seu corpo e da sua voz ecos de uma sobrevivência marginalizada.

Da ficção, vêm três filmes que procuram dar conta de um universo mais amplo da música como gênese e como dispositivo narrativo. O diretor Cacá Diegues faz de O Grande Circo Místico um ato arriscado ao transpor para o cinema a poesia de Jorge Lima, que já sido adaptada em musical por Chico Buarque e Edu Lobo. Já Todas as Canções de Amor, de Joana Mariani, utiliza criativamente alguns clássicos do repertório da MPB e de quatro músicas internacionais para narrar a história de dois casais, em tempos distintos, entre cotidianos, brigas e reconciliações.

De Pernambuco, vem Azougue Nazaré, de Tiago Melo, um filme que trabalha na fronteira tênue entre o documentário e a ficção. A história se passa em Nazaré da Mata, numa zona canavieira, quando um grupo de maracatus entra em confronto com um pastor de uma igreja neopentecostal da região, que enxerga naquela manifestação popular de raízes africanas uma adoração ao demônio. Um filme que discute a intolerância religiosa com as tradições culturais afrobrasileiras. O longa ganhou o Bright Future do Festival de Roterdã desde ano.

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Goiás

Homens que amarraram idosa para roubar fazenda morrem em troca de tiros com a polícia

A dupla de assaltantes veio a óbito depois de um confronto direto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar em Bela Vista de Goiás.

Por Ton Paulo
03/11/2018, 11h28

Dois homens suspeitos de roubar uma fazenda morreram na noite desta sexta-feira (2/11) depois de uma troca de tiros com a polícia, em Bela Vista de Goiás. Segundo informações da corporação, a dupla teria participado do crime que envolveu outras três pessoas. Para roubar a fazenda, eles renderam e amarram uma idosa.

A dupla de assaltantes veio a óbito depois de um confronto direto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar em Bela Vista de Goiás. De acordo com o tentente Eduardo, do Bope, a um jornal local, a dupla é suspeita de participar do roubo ocorrido no mesmo no dia na região onde um grupo de cinco homens invadiu uma fazenda e renderam uma idosa, que era a única moradora do lugar.

Segundo o tenente, eles renderam a senhora, amarraram-na e roubaram alguns artigos de fazenda, chegando a levar um guincho para carregar o caminhão da propriedade.

A idosa, contudo, conseguiu se soltar e acionou a polícia. Enquanto isso, uma equipe do Bope fazia patrulhamento de rotina na região e se deparou com dois homens que estavam com caminhão sendo guinchado por outro. O tenente contou que, no momento em que eles viram a polícia, saíram correndo e entraram no mato. Entretanto, a equipe policial foi atrás dos suspeitos, se embrenhando na mata.

Na mata, os dois suspeitos começaram a atirar contra os policiais do Bope, que revidaram. A dupla foi alvejada e chegou a ser atendida por socorristas do Samu, mas vieram a óbito no local.

Assaltante de banco também morreu após trocar tiros com a polícia

No dia 24 do último mês de outubro, um homem identificado como José Saulo dos Reis Junior, mais conhecido como Juninho da Viela, ou “Tucano”, de 41 anos, também morreu depois de trocar tiros com uma equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) no setor Centro-Oeste, em Goiânia. Juninho da Viela era considerado um dos maiores assaltantes a carros fortes e bancos em vários Estados do Brasil.

De acordo com as informações divulgadas pela ROTAM, a equipe estava fazendo patrulhamento na região, quando encontrou o indivíduo em atitude suspeita e tentaram aborda-lo. A polícia informou ao Portal Dia Online que no momento em que foi dada a voz de parada, ele reagiu efetuando vários disparos contra a equipe. Os policiais, então, revidaram e alvejaram Juninho da Viela.

Via: Mais Goiás 

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Goiás

Morre menino com deficiência que teve o corpo queimado durante incêndio dentro de casa, em Vila Propício

O adolescente de 13 anos, que possuía deficiência mental e motora, teve o óbito confirmado pelo Hugol no começo desta tarde (3/11).

Por Ton Paulo
03/11/2018, 12h54

O adolescente Kesly Madria Alves Pina, de 13 anos, que teve 80% do corpo queimado em um incêndio na casa onde morava, no município de Vila Propício, interior do Estado, não resistiu às graves queimaduras e veio a óbito neste sábado (3/11). Ele estava internado desde ontem (2/11) no Hugol, em Goiânia.

De acordo com informações da Polícia Civil de Goianésia, que investiga o ocorrido, a residência onde Kesly, que possuía deficiência mental e motora, morava, pegou fogo depois que uma centelha de fogo atingiu o quarto do menino enquanto uma parente dele, de 18 anos, usava um maçarico para queimar teias de aranha nos cômodos.

Após eliminar as teias do quarto do adolescente, ela foi para outro cômodo. Logo depois, percebeu as chamas e pediu ajuda a vizinhos.

O caso aconteceu no fim da manhã de sexta-feira (2/11). Ainda de acordo com a Polícia Civil, tudo indica que se tratou de um acidente.

Quando a equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local, o fogo já havia sido controlado. Conforme a corporação, o quarto ficou parcialmente queimado. As chamas atingiram e estragaram colchões, inclusivo o do adolescente, móveis e o telhado.

Os bombeiros chegaram a socorrer o adolescente que, segundo eles, vivia acamado. Eles encaminharam o menino ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

O falecimento de Kesly foi confirmado pelo hospital no começo da tarde deste sábado.

Investigação

O caso é investigado pela equipe da Polícia Civil de Goianésia, que também é responsável por Vila Propício, cidade localizada a 66 km de distância. Segundo o relato da jovem aos policiais, ela acredita que uma faísca caiu no colchão enquanto ela queimava as teias de aranha e originou as chamas.

A polícia acredita que o incêndio foi acidental. Na próxima semana devem ser ouvidos familiares e vizinhos da família.

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Goiás

Corpo de advogada morta a tiros é enterrado, em Goiânia

A Ordem dos Advogados do Brasil - seção de Goiás, lamentou, por meio de nota, o assassinato da advogada Rina Mendes e "cobra a apuração imediata" do crime.
03/11/2018, 14h28

Familiares, amigos e colegas de profissão se despediram da advogada Rina Mendes dos Santos, 59 anos, assassinada na manhã desta sexta-feira (2/10) durante a madrugada e a manhã deste sábado.

O corpo foi enterrado pontualmente às 14h no Cemitério Santana. Rina, que tem no currículo defesas de traficantes e ladrões de cargas, foi velada sob forte emoção da família na Igreja Nossa Senhora Aparecida, que fica na rua Benjamin Constant, no tradicional bairro Campinas.

A advogada estacionou seu carro em uma Avenida no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia, quando um homem desceu de um automóvel branco e a atingiu com vários tiros que acertam o rosto e pescoço. Preliminarmente, a advogada ia receber uma quantia em dinheiro.

A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio de nota emitida pela assessoria de imprensa, não deve se pronunciar sobre os rumos das investigações.  Rina era especialista na área criminal há mais de duas décadas.

A Ordem dos Advogados do Brasil – seção de Goiás, lamentou, por meio de nota, o assassinato da advogada Rina Mendes e “cobra a apuração imediata” do crime.

Relembre o caso da advogada

advogada criminalista Rina Mendes dos Santos, de 59 anos, foi morta a tiros no início da tarde desta sexta-feira (2/11), na praça Dona Gercina Borges Teixeira, no Conjunto Vera Cruz I, em Goiânia.

A Polícia Militar do Estado de Goiás (PM) foi chamada para atender a ocorrência e fazer o isolamento da área. A PM informou ao Portal Dia Online que testemunhas contaram que um outro carro se aproximou do veículo da advogada e os ocupantes efetuaram vários disparos contra ela e fugiram do local.

Ainda segundo as informações da polícia, nenhum suspeito foi identificado e não se sabe a motivação do crime. O caso agora será investigado pela Delegacia de Homicídios de Goiânia (DIH).

O delegado plantonista da DIH, Marco Aurélio, esta no local e espera a perícia finalizar o trabalho, para dar sequência ao início das investigações e esclarecer a motivação do assassinato da doutora Rina Mendes.

Advogada diz que possivelmente assassinato de Rina pode ter haver com exercício da profissão

A Vice presidente da Comissão de direitos e prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil seção Goiás (OAB-GO) Dra. Márcia Póvoa disse à reportagem do Portal Dia Onlineque as informações de que doutora Rina saiu para receber uma quantia em dinheiro, até o momento são verdadeiras, mas que a OAB busca entender se realmente foi isso que aconteceu.

Confira a nota na íntegra

“A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informa que, na manhã desta sexta-feira (2/11), foi informada a respeito do homicídio da advogada criminalista Rina Mendes dos Santos, ocorrido na região do Vera Cruz, em Goiânia.

A seccional goiana acompanha o caso e está em constante contato com a Polícia Militar e Civil. A OAB-GO cobra a apuração imediata do ocorrido para dar mais esclarecimentos à advocacia.

A propósito, a Ordem parabeniza as forças policiais pelos serviços prestados à sociedade goiana e a atenção que têm tido com a OAB-GO.

Lúcio Flávio Siqueira de PaivaPresidente da OAB-GO”

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Goiás

Motorista bêbado provoca acidente e motoqueiro morre, em Goiás

Um Ford Fusion do condutor embriagado atingiu a traseira da moto do jovem motoqueiro.
03/11/2018, 15h09

Pelo menos 0,35 miligramas de álcool por litro consumidos por um motorista pode ter provocado um acidente que provocou a morte de um motociclista de 27 anos por volta de 5h deste sábado (3/10), na BR-364, entre São Simão e Cachoeira Alta, Região Sul de Goiás. A vítima trabalhava em um laticínio da região e não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O condutor do carro que atingiu o motociclista na traseira e o lançou a mais de 50 metros distante de sua moto, passou pelo teste do bafômetro sem qualquer resistência.

Um carro de luxo, o Ford Fusion do condutor embriagado, atingiu a traseira da moto do jovem motoqueiro. Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor do carro, um ano mais velho que a vítima, informou que não viu o motoqueiro. Ainda conforme ele, após a colisão, sentiu a força do impacto do airbarg do carro.

Ele desceu, como contou para a PRF, do Fusion e viu a vítima caída no chão. Ele foi levado pelos policiais da PRF para a delegacia de São Simão.

Delegacia apura o que motivou acidente em Goiás, fora a bebida alcoólica

Motorista bêbado provoca acidente e motoqueiro morre, em Goiás
Carro do condutor embriagado. Foto: PRF

Conforme o delegado Rafael Gonçalves do Carmo, responsável pelo registro do caso, informou ao G1, o condutor do carro passou pelo teste do bafômetro e que a delegacia vai apurar as circunstâncias do acidente.

Ainda segundo o delegado revelou, o motorista pode responder o processo em liberdade e deve responder por homicídio culposo, ou seja, quando o condutor não teve a intenção de matar.

“Ele foi ouvido e liberado porque prestou socorro, acionou a Polícia Rodoviária Federal e aguardou no local a chegada dos policiais”, disse o delegado ao G1.

Na Lei:

“Art. 306. Conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência: Penas – detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensãoou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor”

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