Goiás

Região central de Goiás recebe alerta de perigo por acumulado de chuvas

O Inmet alerta para o risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.

Por Ton Paulo
05/11/2018, 08h16

O Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu no último domingo (4/11) um alerta de perigo para os municípios da região central do Estado de Goiás, em decorrência do acumulado de chuvas que está previsto para os próximos quatro dias. O alerta é considerada de nível crítico.

Publicado no site oficial Centro Virtual para Avisos de Eventos Meteorológicos Severos para o Sul da América do Sul (Alert-As), o alerta emitido pelo Inmet traz informações sobre grande possiblidade de chuva entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, além do risco de alagamentos, deslizamentos de encostas, transbordamentos de rios, em cidades com tais áreas de risco.

O alerta abrange municípios das regiões Centro Goiano, Sul Goiano, Noroeste Goiano, Centrossul Mato-Grossense, Nordeste Mato-Grossense e Sudeste Mato-Grossense. Os municípios de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Anicuns e Ceres são alguns dos que devem tomar os devidos cuidados nos próximos dias.

Entre as precauções sugeridas pelo Inmet e veiculados pelo Alert-AS, estão as seguintes:

  • Evitar enfrentar o mau tempo;
  • Observar alteração nas encostas;
  • Se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia;
  • Em caso de situação de inundação, ou similar, proteger seus pertences da água envoltos em sacos plásticos;
  • Obter mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Semana será de instabilidade para o Centro-Oeste, diz Climatempo

De acordo com o site Climatempo, esta será uma semana muito instável na região Centro-Oeste do país. A chuva dará pouca trégua. Todos os estados e o Distrito Federal terão muitas pancadas de chuva até o final desta semana. Há risco de vários temporais nos próximos dias. Todas as capitais também estão sujeitos a chuvas de forte intensidade

O site Climatempo publicou ainda que as áreas de instabilidade na região Centro-Oeste continuam muito ativas nesta segunda-feira (5/11). De acordo com o site, sistemas ficam organizados por causa da circulação de ventos nos níveis mais baixos da atmosfera, que formam áreas de baixa pressão atmosférica.

Segundo o site especializado em previsão do tempo e clima, a passagem de uma frente fria pelo Espírito Santo ajuda a provocar mais instabilidade especialmente sobre Goiás e sobre o Distrito Federal. Por isso esta segunda-feira é de alerta nessas áreas do Centro-Oeste.

A previsão é de pancadas de chuvas frequentes e a risco de temporais, inclusive em Goiânia e também em Brasília. Em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul, as pancadas de chuva também podem ser de forte intensidade, principalmente à tarde e à noite.

Via: Climatempo 

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Política

Lorenzoni é nomeado ministro extraordinário para coordenar transição de Bolsonaro

A escolha foi feita pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.
05/11/2018, 08h32

O Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, dia (05/10), publica a nomeação do deputado federal Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM-RS) para exercer o cargo de ministro de Estado extraordinário e atuar na coordenação da equipe de transição do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Lorenzoni já foi escolhido por Bolsonaro para ocupar a chefia da Casa Civil do novo governo.

Conforme o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, já informou, Lorenzoni se licenciará da Câmara dos Deputados para poder coordenar os trabalhos da transição. O suplente da coligação, Washington Stecanela Cerqueira, do PDT do Rio Grande do Sul, assumirá o mandato.

Mesmo licenciado da Câmara, Lorenzoni poderá manter o salário de deputado, que é de R$ 33.763, maior do que o de ministro (R$ 30.934) e o dos demais cargos da transição, que pode variar de R$ 2,5 mil a R$ 16,5 mil.

A expectativa é que ainda nesta segunda-feira também sejam nomeadas 22 pessoas dos 50 nomes que poderão integrar a equipe da transição de Bolsonaro. A nomeação desses 22 nomes foi anunciada semana passada por Lorenzoni.

Os nomes também serão publicados no Diário Oficial da União. O grupo trabalhará com servidores do governo de Michel Temer, designados para este período, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Imagens: carta capital 

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Brasil

Processo criminal sobre tragédia de Mariana ainda ouve testemunhas

A tragédia completou três anos.
05/11/2018, 08h46

Passados três anos da tragédia de Mariana, a Justiça Federal ainda ouve testemunhas no processo criminal envolvendo o episódio. Entre os réus estão o então presidente da mineradora Samarco, Ricardo Vescovi, e o então diretor-geral de Operações da empresa, Kleber Terra. Também respondem pelo crime 11 integrantes do conselho de administração da empresa, que são representantes da Vale e da BHP Billiton. As duas mineradoras são acionistas da Samarco.

Ao todo, 21 réus são julgados pelos crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual, que ocorre quando se assume o risco de matar sem se importar com o resultado da conduta. Um 22º réu responde por emissão de laudo enganoso. Trata-se do engenheiro da empresa VogBr, Samuel Loures, que assinou documento garantindo a estabilidade da barragem que se rompeu. A Samarco, a Vale, a BHP Billinton e a VogBR também são julgadas no processo.

Na última decisão tomada no âmbito do processo, ocorrida em 15 de outubro, o juiz Jacques Queiroz Ferreira cancelou audiências que estavam marcadas para outubro e novembro. Estavam previstos depoimentos de testemunhas de defesa. O magistrado optou pelo cancelamento com o objetivo de aguardar a publicação do inteiro teor de duas decisões de habeas corpus proferidas em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. “É prudente que se suspenda a oitiva das testemunhas, visando evitar a prática de atos processuais inúteis”, escreveu o Jacques Ferreira no despacho.

Entre junho e outubro de 2018, foram ouvidas diversas testemunhas de acusação. Além das testemunhas de defesa, ainda estão pendentes depoimentos de outras testemunhas de acusação que deverão ocorrer em seus respectivos endereços. Três deles residem no Canadá. Ao todo, o processo deve ouvir mais de 200 testemunhas.

Memória

A tragédia de Mariana completa três anos hoje (05/10). Na ocasião, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu liberando rejeitos de mineração no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas. Houve também poluição da bacia do Rio Doce e devastação de vegetação. A ação criminal tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) desde novembro de 2016, quando foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

No ano passado, o juiz chegou a manter a tramitação do processo suspensa por mais de quatro meses para verificar alegações feitas pelas defesas de Ricardo Vescovi e Kleber Terra. Eles pediam a anulação da ação, sob o argumento de que foram usadas provas ilegais, como escutas telefônicas que teriam sido feitas fora do período determinado judicialmente. Em novembro de 2017, o magistrado considerou a solicitação improcedente e determinou a retomada do trâmite.

Procurado pela Agência Brasil, o MPF disse em nota que espera pela marcação dos depoimentos das testemunhas de defesa. “Não é possível prever uma data para conclusão do julgamento”, acrescenta o texto. A denúncia apresentada em 2016 pede que os réus sejam submetidos ao júri popular. Além do processo criminal, o MPF também moveu uma ação civil pública voltada para a reparação ambiental e socioeconômica, onde estima os prejuízos da tragédia em R$ 155 bilhões.

No mês passado, houve um acordo com as mineradoras, que envolve mudanças na condução das ações em curso, o que implicará na extinção de pedidos que constavam na ação civil pública.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Operação Finados fecha com menos acidentes nas rodovias goianas em relação ao ano passado

Em contrapartida, o número de óbitos subiu em relação a 2017, segundo a PRF.

Por Ton Paulo
05/11/2018, 08h55

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o resultado da Operação Finados, realizada nesse feriado nas rodovias de Goiás para fiscalizar e prevenir acidentes. A operação, que teve início na última quinta-feira (1/11) e terminou nesse domingo (4/11), contabilizou 16 acidentes, 19 feridos e duas mortes.

Em relação ao de 2017, o número de acidentes e de feridos diminuiu mas o de óbitos aumentou. Segundo o relatório divulgado pela PRF, ano passado o feriado fechou com 26 acidentes, 21 feridos e uma vítima fatal.

Quanto às infrações, houve um total de 2.486. Segundo a PRF, 142 motoristas foram autuados por estarem sem o cinto de segurança, 14 por usarem o celular ao volante e 75 por realizarem ultrapassagem indevida.

O número de imagens captadas pelo radar, que vão ser convertidas em multas, chegou a 2.764. Ao todo, 1.047 motoristas foram atingidos pelo Comando Educativo da PRF.

A Operação Finados

A PRF atuou na Operação Finados da quinta-feira (1/11) até domingo (4/11), em razão do feriadão nacional. A corporação conta com o apoio da tecnologia reforçando a vigilância nas estradas para coibir crimes, infrações e prevenir acidentes.

A fiscalização por videomonitoramento foi implementada nas rodovias goianas, com agentes da PRF fiscalizando através das quase 200 câmeras das concessionárias instaladas nas BRs 050, 060 e 153, abrangendo um trecho de 1.600 quilômetros.

O uso das câmeras é mais um aporte tecnológico das Concessionárias que se junta aos radares para potencializar a capacidade de fiscalização dos policiais rodoviários federais, ampliando o alcance da vigilância e inibindo condutas irregulares dos motoristas como ultrapassagens proibidas, falta do cinto de segurança e excessos de velocidade.

Nos feriados de 07 de setembro e 12 de outubro, a PRF atendeu 59 acidentes que deixaram 74 pessoas feridas e resultaram na morte de 13 pessoas. Foram flagradas mais de 11 mil infrações nos 8 dias de operação.

Ao longo das rodovias, policiais estão vigilantes para coibir as infrações e prevenir acidentes de trânsito. Os motoristas, por sua vez, devem dirigir com atenção e cuidado. Condutas simples como manter uma distância segura do veículo que vai à frente, respeitar a sinalização da via e não exceder o limite de velocidade são fatores importantes para evitar as colisões traseiras e saídas de pista, tipos de acidentes recorrentes nos últimos feriados.

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Mundo

El Chapo, um dos maiores traficantes do mundo, será julgado nos EUA

O processo de El Chapo tem quase 15 mil páginas.
05/11/2018, 09h07

Apontado como um dos principais líderes do tráfico de drogas no mundo, o mexicano Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, conhecido como  El Chapo, será julgado hoje (05/10), em Nova York, por assassinatos, narcotráfico e conspirações. Crimes que podem levá-lo à prisão perpétua.

Os principais jornais e emissoras de televisão dos Estados Unidos e da Europa destacam o julgamento do narcotraficante.

A idade de El Chapo é incerta porque ele tem documentos com datas distintas de nascimento: em um, teria 61 anos, em outro, 63.

El Chapo era o chefe do Cartel de Sinaloa e está preso no Manhattan Correctional Center, desde janeiro de 2017.

De acordo com a imprensa internacional, o processo dele tem quase 15 mil páginas.

Detido várias vezes desde 1993, foi capaz de fugas cinematográficas. A caçada a ele envolveu autoridades e agentes dos Estados Unidos e do México. Preso, ele foi extraditado para os Estados Unidos.

Os jornais portugueses informam que os advogados de El Chapo afirmam que ele está mal psicologicamente, pois é mantido preso em uma cela solitária, isolado dos demais, o que gera uma série de transtornos, como perda de memória e idéias fixas.

As autoridades norte-americanas afirmam que o isolamento é necessário porque ele já fugiu de prisões de alta segurança.

O criminoso negou ser o chefe do Cartel de Sinaloa, organização responsável pelo destino de parte da cocaína enviada para os Estados Unidos, lavagem de dinheiro, sequestros e assassinatos.

Imagens: Exame.com 

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