Economia

BC da Austrália mantém taxa básica de juros na mínima histórica de 1,5%

06/11/2018, 04h32

O Banco Central da Austrália (RBA, pela sigla em inglês) decidiu nesta terça-feira manter sua taxa básica de juros na mínima histórica de 1,5%, patamar em que se encontra desde agosto de 2016.

“Levando-se em consideração as informações disponíveis, (o RBA) julgou que manter a postura de política monetária inalterada nesta reunião seria consistente com o crescimento sustentável da economia e para atingir a meta de inflação ao longo do tempo”, afirmou o presidente do BC australiano, Philip Lowe, em comunicado, sugerindo que continua aguardando sinais de fortalecimento dos salários e da inflação.

De qualquer forma, o RBA apresentou uma perspectiva mais otimista para a economia da Austrália, revisando projeções de Produto Interno Bruto (PIB) para cima e prevendo que a taxa de desemprego cairá para um nível ainda menor do que se calculava anteriormente.

O RBA estima que o PIB australiano crescerá em torno de 3,5% neste ano e em 2019. Já a previsão para a taxa de desemprego é que diminua do atual nível de 5%, o menor em seis anos, para 4,75% em 2020.

A decisão de política monetária do RBA veio em linha com as expectativas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Goiás

MP deflagra Operação Mãos à Obra contra fraude em reforma da Câmara de Planaltina de Goiás

Atual prefeito é acusado de fraudes durante o período em era presidente da Câmara de Planaltina.
06/11/2018, 08h22

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagrou na madrugada desta terça-feira (6/11) a Operação Mãos à Obra, para apurar irregularidades detectadas na reforma da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás.

A operação ocorre simultaneamente nas cidades de Planaltina de Goiás, Goiânia, Formosa e na cidade-satélite do Guará, no Distrito Federal. Um dos alvos é o ex-presidente da Câmara de Planaltina e atual prefeito da cidade de Planaltina de Goiás, Pastor André.

A operação é coordenada pelo promotor Rafael Simonetti, da 4ª Promotoria de Planaltina de Goiás em parceria com o Centro de Inteligência do MPGO e conta com a participação de 15 promotores de Justiça, e apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do DF; da Polícia Civil com a atuação de 9 delegados e 37 agentes; e da Polícia Militar.

São Cumpridos oito mandados de prisão

Ao todo, estão sendo cumpridos 8 mandados de prisão, sendo 5 temporárias e 3 preventivas, além de 14 mandados de busca e apreensão, contra empresários suspeitos de terem participado de fraude nas licitações da reforma do prédio do poder legislativo de Planaltina.

Durante as investigações, o MP detectou que o atual prefeito da cidade, que na época da apuração dos fatos era presidente da Câmara de Planaltina, teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário público.

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Goiás

"Caiado está muito equivocado", diz equipe de transição de Zé Eliton

A afirmação foi feita pelo secretário Tito Amaral, em resposta às declarações de Caiado sobre o déficit orçamentário do Estado.

Por Ton Paulo
06/11/2018, 08h43

A equipe de transição do governador Zé Eliton (PSDB) convocou uma coletiva de imprensa na última segunda-feira (5/11), para fazer explanações acerca da polêmica em torno da assinatura do decreto que, supostamente, liberaria calote em servidores estaduais. A equipe garantiu que a folha de pagamento dos funcionários do Estado, referente ao mês de dezembro de 2018, será quitada até o dia 10 de janeiro de 2019, e afirmou que o governador eleito

A coletiva, que aconteceu no Palácio Pedro Ludovico, foi convocada depois que ataques por parte do governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) vieram à tona. Segundo Caiado, Zé Eliton estaria deixando o Estado com um déficit orçamentário de R$ 3 bi, e que o decreto de n° 9.346, de 31 de outubro de 2018, assinado por Zé Eliton, libera um calote nos servidores estaduais.

Durante a coletiva, Tito Amaral, secretário da Controladoria Geral do Estado e membro da equipe de transição de Zé Eliton, afirmou que “Caiado está muito equivocado”.

Tito reiterou, em resposta a uma declaração de Caiado sobre “números artificiais do governos”, que “se os números estão artificiais, é porque o pedido foi artificial”. Zé Eliton não participou da conversa. Segundo justificativa da assessoria de imprensa, porque ele acredita que não é o momento para politizar essa mudança de governo.

O secretário disse que, ao contrário do que afirmou Ronaldo Caiado, o déficit orçamentário do governo não é de R$ 3 bi, e sim de R$ 241 milhões.

Joaquim Mesquita, secretário de Gestão e Planejamento, da Segplan e também membro da equipe de transição, afirmou que, em oposto ao que vem sendo dito, o Estado tem feito o pagamento dos servidores regularmente. “Se nós voltarmos no tempo, veremos que desde abril vem-se afirmando que o estado não fará o pagamento de seus servidores. E o governo vem fazendo o pagamento”, declarou.

A polêmica em torno do decreto do “calote”

O texto do decreto assinado por Zé Eliton, na íntegra, especifica que “fica revogado o art. 45 do Decreto nº 9.143, de 22 de janeiro de 2018”, e que o “Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com produção de efeitos a partir de 1º de novembro de 2018”.

Este artigo, agora sem validade, faz parte do decreto que estabelece normas complementares de programação e execução orçamentária, financeira e contábil para o exercício de 2018. Em seu texto, o artigo 45 especifica que “As despesas com pessoal e encargos sociais, oriundas das folhas de pagamento, bem como com estagiários e respectiva taxa de administração, deverão ser empenhadas e liquidadas dentro do respectivo mês de competência”.

Sua revogação, que já consta no decreto, libera o governo para deixar de fazer os pagamentos aos servidores nos respectivos meses trabalhados, o que constitui calote.

Entretanto, a equipe de transição garantiu que o pagamento será feito normalmente, e garantiu que a folha de pagamento dos funcionários do Estado, referente ao mês de dezembro de 2018, será quitada até o dia 10 de janeiro de 2019

Assim sendo, o governo de Zé Eliton finalizaria o ano com 12 folhas de pagamento de funcionários fechadas. A preocupação é em cumprir a vinculação constitucional.

Via: Mais Goiás 

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Mundo

Homem morre após ser atacado por tubarão na Austrália

Este é o terceiro incidente com tubarão em menos de dois meses na região da Grande Barreira de Coral.
06/11/2018, 09h18

Um homem morreu após ser atacado por um tubarão na costa de Queensland, no nordeste da Austrália, anunciaram as autoridades nesta terça-feira, (06/11). Este é o terceiro incidente do tipo em menos de dois meses na região da Grande Barreira de Coral.

Os socorristas informaram que o homem, de 33 anos, ficou gravemente ferido na perna e no punho ao ser atacado na segunda-feira, 5, no arquipélago de Whitsundays, diante de Queensland. Ele chegou a ser socorrido com a ajuda de um helicóptero, mas acabou morrendo em um hospital, segundo a rede estatal ABC.

“Sofreu várias mordidas graves, uma perda significativa de sangue e um ataque cardíaco”, explicou Ben McCauley, um dos socorristas.

Outros ataques de tubarão

Uma menina de 12 anos e uma mulher de 46 anos ficaram gravemente feridas em ataques de tubarão em um intervalo de 24 horas nas Whitsundays. Após os incidentes, as autoridades ordenaram o abate de vários tubarões de grande porte na área.

Os últimos incidentes reacenderam o debate sobre a melhor maneira de se evitar os encontros entre tubarões e praticantes de esportes aquáticos.

Cerca de 180 espécies de tubarões vivem na Austrália. Segundo estudos da agência científica governamental CSIRO, o país conta com 2.210 espécies adultas de tubarão branco, considerados os mais perigosos. (Com agências internacionais)

Imagens: tabora news 

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Economia

Editoras buscam tática para 'salvar' a Saraiva

A Saraiva acumulou uma dívida com fornecedores de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.
06/11/2018, 09h37

Depois de verem a Livraria Cultura sucumbir à recuperação judicial, por conta de seu alto endividamento, as editoras estão empenhadas em evitar que a Livraria Saraiva siga o mesmo destino, afirmam fontes do setor. O Sindicato Nacional das Editoras de Livros (Snel) convocou para terça-feira, (06/11), uma reunião para definir estratégias para negociar com a Saraiva, que acumulava dívida com fornecedores da ordem de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.

O entendimento do setor, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, é que a Saraiva seria “grande demais para quebrar”. Mesmo após o fechamento de mais de 20 lojas na semana passada, a companhia ainda é a maior rede do País, com 84 unidades, e também tem uma venda forte pelo e-commerce. Hoje, a participação da Saraiva nas vendas de livros estaria em cerca de 30%. Logo, perder uma cadeia de distribuição deste porte poderia afetar o fluxo de caixa de curto prazo do segmento.

Problemas financeiros na Saraiva

O problema agora seria definir uma forma de negociar os débitos sem necessidade de recorrer à recuperação judicial – que garante ao devedor um período “sabático” de seis meses nos pagamentos aos credores. Para evitar a recuperação judicial, no entanto, a Saraiva estaria pedindo cortes de quase 50% nos valores devidos e também um prazo longo para pagamento. Apesar da disposição das editoras em conversar – tanto para recuperar dívidas que se estendem por até dois anos quanto para evitar a falência de pequenos selos de livros -, esse não é o tipo de negociação que se resolva facilmente.

Além de questões internas – como a malfadada aposta em produtos de tecnologia -, fontes ligadas à empresa dizem que a rede brasileira sofre também com a concorrência da Amazon, que hoje já representa cerca de 10% das vendas de livros no País. Embora a varejista online compre livros – em vez de pegá-los em consignação -, existe a preocupação de o mercado se concentrar demais nas mãos da gigante americana, que é conhecida por vender livros com descontos agressivos.

Apesar das dificuldades das livrarias, dados do Snel mostram que o consumo de livros no País voltou a crescer em 2018. De janeiro a outubro de 2018, as vendas em volume tiveram uma alta de 3,65%, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, houve uma alta de 5,37% no faturamento total. O valor médio por exemplar vendido também subiu, atingindo R$ 43,24.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: TecMundo 

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