Saúde

Dez pessoas são condenadas por desvio de recursos para tratamento contra câncer em Goiás

Condenados pegaram de 3 a 61 anos de prisão; cabe recurso da decisão.
06/11/2018, 20h35

Justiça goiana condenou dez pessoas, de 3 a 61 anos de prisão, por desvio de recursos para tratamento contra o câncer em Goiás. Entre os réus estão a ex-presidente da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), Criseide Castro Dourado; o ex-tesoureiro da associação, Clécio Paulo Carneiro; o então gerente financeiro, Antônio Afonso Ferreira, e o ex-supervisor administrativo do Hospital Araújo Jorge Amarildo Cunha Brito. A decisão foi da juíza Suelenita Soares Correia, que permitiu que os condenados recorram em liberdade.

Os citados acima e outros seis foram investigados no âmbito da Operação Biópsia, deflagrada em fevereiro de 2012 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco) do Ministério Público de Goiás (MPGO). Dentre os condenados, estão ainda Paulo Rassi, ex-secretário municipal de Saúde de Goiânia e Alessandro Leonardo Magalhães, então assessor do secretário e atual secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia.

Esquema de desvio de recursos para tratamento contra câncer em Goiás

De acordo com a ação, os desvios, que ultrapassam R$ 1 milhão, ocorreram por meio de pagamento de notas fiscais relativas à falsa prestação de serviços de consultorias e assessorias genéricas em favor do Hospital Araújo Jorge, assim como pelo pagamento de notas fiscais de aquisição do quimioterápico Glivec, sem a entrega do produto.

As investigações apontaram ainda que os lotes dos medicamentos constantes das notas fiscais sequer foram produzidos, além de ficar comprovado o desvio de recursos públicos por meio de suposta compra de soros fisiológicos, que não foram entregues.

Segundo a sentença, durante as investigações foram identificados três esquemas utilizados para o desvio de verbas públicas ocorridos na ACCG. Os envolvidos foram condenados por associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro. Além da pena, os réus devem reparar os danos causados, chegando-se ao valor total de R$ 1.015.884,22.

Condenados por desvio de recursos para tratamento contra câncer em Goiás

Veja abaixo quem são os dez condenados e a pena de cada um deles:

Criseide Dourado, ex-presidente da ACCG

  • Crimes: quadrilha, peculato doloso, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica
  • Pena: 61 anos, 6 meses e 15 dias, em regime fechado
  • Valor a devolver: R$ 1.015.884,22

Clécio Paulo Carneiro, ex-tesoureiro da associação

  • Crimes: peculato culposo
  • Pena: 3 anos e 9 meses, em regime aberto
  • Valor a devolver: R$ 479.084,22

Antônio Afonso Ferreira, ex-gerente financeiro

  • Crimes: peculato culposo
  • Pena: 3 anos 4 meses, em regime aberto
  • Valor a devolver: R$ 638.604,22

Amarildo Cunha Brito, ex-supervisor administrativo do Hospital Araújo Jorge 

  • Crimes: quadrilha e peculato doloso
  • Pena: 19 anos e 6 meses,em regime fechado
  • Valor a devolver: R$ 848.468,00

Marcelo Rodrigues Gomes, empresário 

  • Crimes: quadrilha e peculato doloso
  • Pena: 6 anos, em regime semiaberto
  • Valor a devolver: R$ 152.148,00

Leonardo Souza Rezende, empresário 

  • Crimes: peculato doloso
  • Pena: 4 anos e 6 meses, em regime semiaberto
  • Valor a devolver: R$ 377,280,00

Rafael José Lemos Filho, empresário 

  • Crimes: quadrilha e peculato doloso
  • Pena: 15 anos, em regime fechado
  • Valor a devolver: —

Milton Lopes de Souza, empresário  

  • Crimes: quadrilha, peculato doloso e falsidade ideológica
  • Pena: 16 anos e 6 meses,em regime fechado
  • Valor a devolver: —

Paulo Rassi, ex-secretário municipal de Saúde de Goiânia

  • Crimes: peculato doloso
  • Pena: 7 anos, em regime semiaberto
  • Valor a devolver: R$ 377.280,00

Alessandro Leonardo Magalhães, então assessor do secretário e atual secretário de Saúde de Aparecida de Goiânia

  • Crimes: peculato doloso
  • Pena: 4 anos e 6 meses, em regime semiaberto
  • Valor a devolver: R$ 377.280,00
Via: MP-GO 
Imagens: Curta Mais 

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Esportes

Vila Nova é goleado e vê chances diminuirem

Atacante Wellinton Júnior foi o grande carrasco do Vila Nova na goleada do Brasil de Pelotas.
06/11/2018, 21h13

O Vila Nova entrou em campo na noite desta-feira (6/11) no Estádio Bento de Freitas, no Rio Grande do Sul, para enfrentar o Brasil de Pelotas pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. No entanto, o que se viu foi um passeio dos donos da casa, que golearam o time goiano pelo placar de 5 a 0.

Jogando fora de casa o Vila precisava da vitória para se manter vivo na luta pelo acesso à elite do futebol nacional. Porém, pouco se viu e quando tentava pecava nas finalizações ou esbarrava na forte marcação dos donos da casa.

O Brasil de Pelotas que luta para não cair para a terceira divisão, começou a pressionar e foi melhor durante todo o jogo, tendo as melhores oportunidades durante todo o jogo e aos 41′ do primeiro tempo abriu o marcador. Itaqui cobrou escanteio e o lateral direito Eder Sciola testou para marcar o primeiro do xavante, Brasil de Pelotas 1 x 0 Vila Nova.

Segundo tempo

Com o resultado adverso o colorado goiano teve que sair para buscar o resultado e pelo menos tentar empatar, para não ficar tão longe do G-4. Todavia, quem se aproveitou foi o Brasil de Pelotas, tanto que a tônica do segundo tempo foi a mesma do primeiro. Com o Vila errando muito e os donos da casa aproveitando as oportunidades.

Tanto que aos 10′ da etapa complementar o Vila buscava o ataque, mas acabou perdendo a bola, Wellinton Junior partiu na velocidade, tentou o passe do outro lado, mas a zaga cortou, na sobra a bola ficou com Léo Itaperuna que devolveu para Wellinton Junior que tocou por cima do goleiro Rafael Santos marcando o segundo gol do time xavante.

Se a situação já não estava favorável ao Vila Nova, ficou ainda pior aos 17′ Lourency recebeu na ponta direita, deixou o marcador no chão e bateu sem chances para o goleiro Rafael Santos. Enquanto o Vila tentava sem objetividade chegar ao gol adversário, o Brasil de Pelotas nos contra ataques chegava com perigo. Tanto que aos 30′ da etapa final Wellinton Júnior apareceu para marcar o segundo dele no jogo e o quarto do Brasil de Pelotas.

Você está pensando que acabou né? Engano seu amigo, deu tempo para mais um no apagar das luzes Wellinton Junior puxou o contra ataque, limpou a marcação e encontrou Michel sozinho que só teve o trabalho de empurrar pro fundo das redes e “fechar o caixão”, Brasil de Pelotas 5 x 0 Vila Nova.

Com a derrota colorada e com a vitória do Londrina fora de casa, o Vila Nova caiu da quinta para a sétima posição com 52 pontos, ficando a cinco pontos do Avaí que tem 57 e é o quarto colocado. Na próxima sexta-feira (9/11) o time de Hemerson Maria recebe o Figueirense, tendo chances ainda de chegar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

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Goiás

Goiás tem ao menos 1.500 membros do PCC e CV, segundo Ministério da Segurança Pública

Os números foram entregues ao governador eleito, Ronaldo Caiado, em audiência que ele teve na tarde de ontem (6/11) com o ministro Raul Jungmann.

Por Ton Paulo
07/11/2018, 08h12

Um dado preocupante relacionado à segurança pública goiana foi entregue na última terça-feira (6/11) pelo Ministério da Segurança Pública ao governador eleito Ronaldo Caiado (DEM). De acordo com o relatório entregue ao democrata, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) contam com ao menos 1.500 membros em Goiás, respectivamente.

Como adiantou o jornal O Popular, os números foram entregues ao democrata em audiência que ele teve na tarde de ontem com o ministro Raul Jungmann. As informações também dão conta de que os integrantes das facções estão distribuídos principalmente em grandes cidades goianas como Anápolis, Catalão, Formosa, Jataí e Itumbiara.

Caiado também foi informado que os números podem ser ainda maiores, uma vez que o levantamento está incompleto e não considera Goiânia e sua região metropolitana.

Apesar de contar com mais integrantes, o PCC teria organização financeira inferior à do Comando Vermelho no Estado. No início do ano, o Ministério Público divulgou levantamento apontando que 11 facções contavam juntas com 700 membros dentro de presídios em Goiás.

A audiência de Jungmann com Caiado integra uma agenda que o governador eleito tem feito em Brasília em busca de recursos federais e informações paralelas à transição realizada com o governo estadual.

O PCC e o CV

O PCC é uma facção criminosa que nasceu em São Paulo, mas que hoje está presente em mais de 20 estados brasileiros e em outros países fronteiriços com o Brasil, como Paraguai e Bolívia. Trata-se de uma organização criminosa que movimenta milhões por ano, alicia milhares de criminosos em uma só rede e planeja diversos tipos de atos ilícitos no país.

Atualmente, o grupo pode ser encontrado em 90% dos presídios da capital paulista e consegue faturar R$ 120 milhões por ano. Para ter este dinheiro, a organização recebe uma espécie de mensalidade dos integrantes, onde os que estão livres pagam uma taxa de R$ 1 mil e os que estão presos R$ 50.

Além disso, o PCC é financiado pela venda de drogas e assaltos à banco, sequestros, assassinatos etc.

Já o CV é outra das maiores organizações criminosas do Brasil. Foi criada em 1979 na prisão Cândido Mendes, na Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Entre os integrantes da facção, que se tornaram notórios depois de suas prisões, estão o líder Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP, Mineiro da Cidade Alta, Elias Maluco e Fabiano Atanazio (FB). O CV já possui ramificações em outros estados brasileiros como Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, Pará, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Mato Grosso do Sul, Goiás,Distrito Federal, Amazonas e algumas partes de Minas Gerais, Piauí , Paraíba, Pernambuco e da Bahia. Nos estados do Rio de Janeiro, Rondônia, Mato Grosso, Acre, Ceará e Tocantins o CV é maioria no sistema penitenciário

Via: O Popular 

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Goiás

Policiais Militares são presos em Goiânia após sumiço de homem em abordagem

Pedro estava em casa quando foi abordado pelos policiais e não foi mais visto.
07/11/2018, 08h33

O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou na manhã desta quarta-feira (7/11) a Operação Pacto de Silêncio, que investiga o envolvimento de Policiais Militares do Estado de Goiás (PMGO)  no desaparecimento de Pedro Henrique Rodrigues, de 22 anos, em agosto deste ano.

Pedro Henrique foi preso em 2017 por tráfico de drogas, mas respondia o processo em liberdade, quando foi abordado por PMs dentro de sua residência, em Goiânia. Em entrevista à Tv Anhanguera, a família contou que os policiais torturaram Pedro enfiando a cabeça dele em um balde de água, e o agrediram com socos e chutes até ele ficar desacordado. Segundo a família, os PMs envolvidos na ocorrência colocaram a vítima na viatura, alegando que iriam levá-lo para receber atendimento médico.

A operação acontece em parceria com a corregedoria da PM, cumpre nove mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Entre os presos estão sete soldados e dois tenentes que são investigados pelo desaparecimento de Pedro, assassinato e ocultação de cadáver.

Porta Voz da PM diz que própria corporação levou os policiais para o MP

O Coronel Marcelo Granja, Porta Voz da PM, afirmou ao Portal Dia Online que os policiais militares envolvidos na abordagem foram conduzidos pela própria corporação até a sede do Ministério Público para prestar esclarecimentos sobre o caso.

“Agora eles vão ficar presos no presídio militar e o MP tem 30 dias para ouvi-los, uma vez que suas prisões são preventivas”, informa o Coronel.

O Coronel contou que logo após o fato, a própria corporação instaurou inquérito policial militar para investigar o caso.

Imagens: G1 

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Economia

JBS se une ao Alibaba para vender carne

O acordo pode movimentar US$ 1,5 bilhão em três anos.
07/11/2018, 08h36

A gigante de carnes JBS, dos irmãos Batista, informou na terça-feira, 6, que assinou um memorando de entendimentos com a gigante chinesa de e-commerce Alibaba para vender carnes na China, em um acordo que pode movimentar até US$ 1,5 bilhão em três anos.

O documento foi assinado por Renato Costa, presidente da JBS Carnes Brasil, e Richard Wang, executivo da Win Chain, subsidiária da gigante Alibaba que é dedicada à indústria de alimentos frescos e que coordena a cadeia de suprimentos da companhia, afirmou a empresa brasileira em comunicado ao mercado.

Segundo a JBS, o acordo comercial permitirá expandir negócios da dona da marca Friboi nos mercados para clientes corporativos e consumidor final da China, principalmente para carne bovina. O país é um dos principais destinos dos produtos da gigante brasileira.

A companhia já vinha fazendo testes com o Alibaba para atender à demanda de cortes e embalagens da varejista eletrônica. Os primeiros embarques para atender a pedidos devem acontecer em 30 dias.

Mercado doméstico

No Brasil, a JBS, líder do segmento, adotou uma estratégia agressiva de varejo próprio, com a abertura de lojas da Swift para vender diretamente ao consumidor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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