Mundo

Homem morre após ser atacado por tubarão na Austrália

Este é o terceiro incidente com tubarão em menos de dois meses na região da Grande Barreira de Coral.
06/11/2018, 09h18

Um homem morreu após ser atacado por um tubarão na costa de Queensland, no nordeste da Austrália, anunciaram as autoridades nesta terça-feira, (06/11). Este é o terceiro incidente do tipo em menos de dois meses na região da Grande Barreira de Coral.

Os socorristas informaram que o homem, de 33 anos, ficou gravemente ferido na perna e no punho ao ser atacado na segunda-feira, 5, no arquipélago de Whitsundays, diante de Queensland. Ele chegou a ser socorrido com a ajuda de um helicóptero, mas acabou morrendo em um hospital, segundo a rede estatal ABC.

“Sofreu várias mordidas graves, uma perda significativa de sangue e um ataque cardíaco”, explicou Ben McCauley, um dos socorristas.

Outros ataques de tubarão

Uma menina de 12 anos e uma mulher de 46 anos ficaram gravemente feridas em ataques de tubarão em um intervalo de 24 horas nas Whitsundays. Após os incidentes, as autoridades ordenaram o abate de vários tubarões de grande porte na área.

Os últimos incidentes reacenderam o debate sobre a melhor maneira de se evitar os encontros entre tubarões e praticantes de esportes aquáticos.

Cerca de 180 espécies de tubarões vivem na Austrália. Segundo estudos da agência científica governamental CSIRO, o país conta com 2.210 espécies adultas de tubarão branco, considerados os mais perigosos. (Com agências internacionais)

Imagens: tabora news 

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Economia

Editoras buscam tática para 'salvar' a Saraiva

A Saraiva acumulou uma dívida com fornecedores de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.
06/11/2018, 09h37

Depois de verem a Livraria Cultura sucumbir à recuperação judicial, por conta de seu alto endividamento, as editoras estão empenhadas em evitar que a Livraria Saraiva siga o mesmo destino, afirmam fontes do setor. O Sindicato Nacional das Editoras de Livros (Snel) convocou para terça-feira, (06/11), uma reunião para definir estratégias para negociar com a Saraiva, que acumulava dívida com fornecedores da ordem de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.

O entendimento do setor, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, é que a Saraiva seria “grande demais para quebrar”. Mesmo após o fechamento de mais de 20 lojas na semana passada, a companhia ainda é a maior rede do País, com 84 unidades, e também tem uma venda forte pelo e-commerce. Hoje, a participação da Saraiva nas vendas de livros estaria em cerca de 30%. Logo, perder uma cadeia de distribuição deste porte poderia afetar o fluxo de caixa de curto prazo do segmento.

Problemas financeiros na Saraiva

O problema agora seria definir uma forma de negociar os débitos sem necessidade de recorrer à recuperação judicial – que garante ao devedor um período “sabático” de seis meses nos pagamentos aos credores. Para evitar a recuperação judicial, no entanto, a Saraiva estaria pedindo cortes de quase 50% nos valores devidos e também um prazo longo para pagamento. Apesar da disposição das editoras em conversar – tanto para recuperar dívidas que se estendem por até dois anos quanto para evitar a falência de pequenos selos de livros -, esse não é o tipo de negociação que se resolva facilmente.

Além de questões internas – como a malfadada aposta em produtos de tecnologia -, fontes ligadas à empresa dizem que a rede brasileira sofre também com a concorrência da Amazon, que hoje já representa cerca de 10% das vendas de livros no País. Embora a varejista online compre livros – em vez de pegá-los em consignação -, existe a preocupação de o mercado se concentrar demais nas mãos da gigante americana, que é conhecida por vender livros com descontos agressivos.

Apesar das dificuldades das livrarias, dados do Snel mostram que o consumo de livros no País voltou a crescer em 2018. De janeiro a outubro de 2018, as vendas em volume tiveram uma alta de 3,65%, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, houve uma alta de 5,37% no faturamento total. O valor médio por exemplar vendido também subiu, atingindo R$ 43,24.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: TecMundo 

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Goiás

Polícia deflagra operação que investiga fraudes em vistorias no Detran Goiás

Ação investiga funcionários e despachantes envolvidos em esquema.
06/11/2018, 09h52

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) e o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (DETRAN-GO) deflagraram Operação Simulatio que investiga esquema de fraude envolvendo funcionários públicos e despachantes, que fraudavam vistorias do departamento. A ação é feita por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubo de Veículos (DERFRVA),  na manhã terça-feira (6/11).

Segundo a PC, mais de 100 policiais estão envolvidos na operação que conta também com a presença de vários  fiscais do Detran. A operação acontece neste momento em 14 cidades do Estado de Goiás, entre elas Formosa, Itapuranga, Nova Crixas, Aguas Lindas, Aparecida de Goiânia, Planaltina, Guapó entre outros.

Os resultados da operação foram apresentados pelo delegado Cleybio Januário, em entrevista coletiva na sede da  DERFRVA, na manhã desta segunda-feira (6/11). Foram cumpridos durante a ação 33 mandados de busca e apreensão e até a coletiva já haviam sido cumpridos 15 mandados de prisão de um total de 18. Além dos documentos que compravam as irregularidades, nas residências dos suspeitos de participar do esquema foram apreendidas armas de fogo e munições sem registro.

Segundo o delegado as investigações tiveram início a partir do segundo semestre do ano passado, quando uma servidora do Detran, aprovou a vistoria de aproximadamente 1000 veículos. O esquema contava com a participação de despachantes e de servidores Circunscrição Regional do Trânsito (Ciretran) das cidades envolvidas na operação desta terça-feira (6/11).

De acordo com as informações divulgadas na coletiva de imprensa, a servidora ganhava pequenos valores em cada vistoria. Valores que em algumas ocasiões eram divididos entre ela e os despachantes e servidores dos Ciretrans das cidades onde a operação aconteceu.

“Os despachantes solicitavam a vistoria a essa servidora, que fazia as vistorias, na verdade simulava as vistorias que não existia e o servidor que concluía a transferência dando aparência regular e licita daqueles veículos que as vezes eram até clonados” conta o delegado.

A servidora e os envolvidos no esquema serão indiciados pelo crime de inserção de dados falsos e corrupção passiva. O delegado afirmou que está analisado toda documentação apreendida durante a operação, para verificar se os suspeitos se enquadram em organização criminosa.

Outra Operação da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubo de Veículos

Em 2018 a DERFRVA deflagrou outras operações. A última foi feita na região da Vila Canaã, em Goiânia, no último dia (18/10) a delegacia prendeu o dono de uma loja e seus funcionários, vendendo peças de carros roubados. Entre as peças de veículos comercializadas pela loja, foram encontradas a de um veículo modelo Jeep Renegade com registro de furto no Rio de Janeiro.

Outra prisão aconteceu na manhã do mesmo dia e pela equipe do CPE 90 da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) outro proprietário de autopeças e seus funcionários também foram presos. Neste caso, a prisão foi feita depois de uma denúncia do roubo de uma caminhonete Ford Ranger. Ao chegar na loja, os policiais encontraram o veículo e constataram que o dono encomendava o roubo dos carros, para desmanche e depois revender as peças.

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Política

Presidente eleito Jair Bolsonaro chega a Brasília

O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão recepcionou Bolsonaro.
06/11/2018, 10h15

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), desembarcou por volta das 9h desta terça-feira, (06/11), na Base Aérea de Brasília, para a sua primeira viagem à capital federal depois das eleições. O jato Legacy da Força Aérea Brasileira (FAB) que transportou Bolsonaro atrasou cerca de 20 minutos no seu deslocamento a partir do Rio de Janeiro.

As primeiras informações indicam que a aeronave fez uma volta sobre Unaí (MG), a cerca de 160 quilômetros do Distrito Federal. Devido ao tempo nublado, a pista de pouso estava sendo operada por meio de aparelhos.

Na chegada ao terminal da Base, Bolsonaro, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, e outros integrantes de sua equipe foram recepcionados pelo comandante do local, brigadeiro do Ar Ari Soares Mesquita, e pelo general reformado Augusto Heleno Ribeiro, indicado para integrar o novo governo.

A previsão é que Bolsonaro faça um percurso de carro até o Congresso Nacional, onde participa de cerimônia de celebração dos 30 anos da Constituição Federal, por volta das 10h. O presidente eleito terá a escolta da Polícia Federal e de homens da Polícia Militar.

Em frente à Base Aérea, o clima é tranquilo. Há apenas um grupo de jornalistas e 35 agentes do Batalhão de Infantaria da Base, que fazem a segurança do local. Perto dali, a cerca de dois quilômetros da Base, também há um grupo de apoiadores de Bolsonaro – que deverá acompanhar a comitiva do presidente eleito até ao Congresso.

Depois da sessão no Congresso, conforme o Estado apurou, Bolsonaro deve se reunir com representantes das Forças Armadas. Também deve ter uma série de reuniões com a equipe de transição, nomeada na Segunda-feira (5) e que está sob a coordenação do ministro extraordinário Onyx Lorenzoni.

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Goiás

Esquema de imobiliária em Bela Vista de Goiás vendia o mesmo lote para várias pessoas

Os donos da imobiliária falsificavam os documentos do lote e faziam a revenda mesmo depois de ele ter sido quitado pelo comprador. Delegado responsável pela operação afirma que o esquema vem desde a década de 1980.

Por Ton Paulo
06/11/2018, 10h26

Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (6/11) em Bela Vista de Goiás, a 50 quilômetros de Goiânia, na Operação Solo Sagrado. A operação, deflagrada pela Polícia Civil (PC), investiga o esquema fraudulento de uma imobiliária que fazia a venda de um mesmo lote para várias pessoas diferentes. Os donos da imobiliária falsificavam os documentos do lote e faziam a revenda mesmo depois de ele ter sido quitado pelo comprador. Delegado responsável pela operação afirma que o esquema vem desde a década de 1980.

Considerado um dos maiores loteamentos da América Latina, o Parque Las Vegas foi lançado ainda na década de 1980, em Bela Vista de Goiás, sendo a imobiliária A Pontual a principal responsável pela venda dos lotes.

De acordo com o delegado Alexandre Lourenço, responsável pela Operação Solo Sagrado, os proprietários da imobiliária faziam a venda dos lotes, que eram quitados normalmente, mas sem a transcrição. Após um tempo, os responsáveis pela venda se aproveitavam de quem havia comprado o lote sem se atentar a ele, e verificavam se ele já havia sido ocupado. Em caso negativo, os suspeitos conferiam no cartório se o lote ainda não havia sido transcrito para o comprador.

Quando confirmavam, os donos da imobiliária então voltavam a vender o lote, ou o davam para alguma empresa como pagamento de dívidas da imobiliária.

Segundo o delegado Alexandre Lourenço, a operação foi deflagrada em razão de cinco lotes, no valor de R$ 90 mil cada, que foram usadas nesse esquema. Mas, segundo o delegado, há muitos outros. “É incontável o número de lotes que eles usaram para fazer esse esquema. Esses cinco são só os que estão na minha mesa agora. O lote mais barato que eles venderam custa R$ 35 mil”, conta.

Alexandre afirma que, além de Bela Vista de Goiás, a imobiliária A Pontual Imóveis também possui unidades em Aragoiânia, Goiânia, e entorno de Brasília, e que há suspeitas do mesmo esquema fraudulento nesses lugares. Ele ainda afirma que o número de pessoas que foram lesadas no esquema ainda será estimado.

Foram presos na operação Douglas Bucalem, proprietário da imobiliária, Daniel Bucalem, irmão de Douglas e ex-sócio proprietário e Wilton, corretor de imóveis na empresa.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com uma dos responsáveis pela imobiliária A Pontual, que afirmou que não vai se manifestar sobre o caso.

Eles serão indiciados por estelionato e associação criminosa.

Imobiliária havia sido proibida de vender lotes em 2014, em Bela Vista de Goiás

Em julho de 2014, um juiz da comarca de Bela Vista de Goiás deferiu liminar requerida pelo Ministério Público de Goiás e proibiu a A Pontual de vender ou efetuar qualquer outro tipo de negociação envolvendo lotes no loteamento Parque Las Vegas.

De acordo com o estipulado na liminar, a proibição abarcou lotes que estavam em nome da Pontual e também da Morama Empreendimentos Imobiliários Ltda., Stanza Construtora e Incorporadora Ltda. e J. Virgílio.

Além de vetar a venda dos lotes, a decisão judicial também proíbe a publicidade do empreendimento. O magistrado vedou ainda à empresa o recebimento de prestações vencidas e vincendas previstas nos contratos do loteamento.

Na ação cautelar, proposta pelo promotor de Justiça Carlos Vinícius Alves Ribeiro, o MP relatou que o loteamento Parque Las Vegas foi aprovado e registrado em novembro de 1981, contando com 4.554 unidades, todas de propriedade, inicialmente, da Morama Empreendimentos Imobiliários e da Pontual Imóveis.

Segundo informado na ação, certidão emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis aponta que, deste total, apenas 1.163 lotes foram registrados, restando 3.391 sem qualquer registro.

Em depoimentos prestados ao MP em 2009, os proprietários à época do loteamento por parte da Morama, Itamar Lourenço Ribeiro e João de Oliveira Carvalho, ressaltaram que todas as unidades do loteamento foram vendidas, sem qualquer exceção, tendo as prestações pagas sido recebidas pela Pontual.

Contudo, mesmo com a confirmação da alienação de todos os lotes, foi apurado no curso das investigações que houve novas negociações envolvendo as unidades já vendidas. Uma delas envolveu a transferência de 920 lotes para o nome de Maria de Fátima Almeida, mãe dos atuais representantes da Pontual Imóveis.

De acordo com o promotor, todos esses lotes negociados já tinham seus legítimos proprietários. Para comprovar isso, foi juntada aos autos uma planilha com a indicação dos lotes e seus donos.

Diante desse quadro, o MP decidiu propor a ação cautelar para impedir novas negociações, com o objetivo de evitar mais danos à ordem urbanística do município.

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