Mundo

Trump critica democratas e fala em acordo com a China em último comício

06/11/2018, 03h32

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar as políticas dos democratas e a exaltar os resultados econômicos de sua gestão, durante o último comício de apoio aos candidatos republicanos para as eleições de meio de mandato, que acontecem nesta terça-feira, 6. “Amanhã (terça-feira), pegue sua família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e saia para votar por uma Câmara e um Senado republicanos”, incentivou Trump no ato, que ocorreu em Cape Girardeau, Missouri, na noite da segunda-feira, 5.

O Estado é chave para Trump, já que as pesquisas mais recentes mostram empate técnico na eleição para o Senado entre a democrata Claire McCaskill, que busca a reeleição, e o republicano Josh Hawley, com leve vantagem para o candidato do presidente. “Minha última parada é aqui. Por uma razão. Porque é a casa de Rush Limbaugh (comentarista da Fox News). É também o lugar em que Josh está concorrendo. Ele vai representar Missouri tão bem. Ele está liderando.”, disse o presidente.

Trump ainda criticou a candidata democrata. “Ela diz que concorda comigo na segurança da fronteira. Mas, amanhã, terça, é o dia da votação. Na quarta, ela não vai mais concordar”, disse o presidente, acrescentando que McCaskill votou na Câmara contra a redução dos impostos e contra a nomeação de Brett Kavanaugh, envolvido em suspeitas de abuso sexual, para a Suprema Corte.

O caso Kavanaugh também foi usado como arma contra os democratas no comício. Trump lembrou que, no sábado, 3, uma das supostas vítimas do juiz da Suprema Corte admitiu que havia mentido sobre o abuso, supostamente por influência do partido rival. “Os democratas exageraram”, disse o presidente.

Todo o discurso foi permeado por números da economia americana e exaltações da política comercial. “Estamos batendo recordes diários”, disse Trump, lembrando que foram criados 4,5 milhões de empregos desde a sua eleição, em 2016. “Nunca houve uma época tão boa para os trabalhadores americanos.”

Sobre a China, Trump afirmou que tem muito respeito pelo país e pelo presidente Xi Jinping, e que seu governo está fazendo um ótimo trabalho contra os supostos abusos chineses na área comercial. “Eles querem fazer um acordo e está bem para mim”, voltou a dizer.

Trump ainda criticou veículos de imprensa como CNN, NBC e CBS. “Não vou dizer que eles tratam a gente muito mal, mas estamos deixando eles loucos.” O comício foi interrompido por cinco minutos, para que uma mulher que passou mal fosse atendida.

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Goiás

MP deflagra Operação Mãos à Obra contra fraude em reforma da Câmara de Planaltina de Goiás

Atual prefeito é acusado de fraudes durante o período em era presidente da Câmara de Planaltina.
06/11/2018, 08h22

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagrou na madrugada desta terça-feira (6/11) a Operação Mãos à Obra, para apurar irregularidades detectadas na reforma da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás.

A operação ocorre simultaneamente nas cidades de Planaltina de Goiás, Goiânia, Formosa e na cidade-satélite do Guará, no Distrito Federal. Um dos alvos é o ex-presidente da Câmara de Planaltina e atual prefeito da cidade de Planaltina de Goiás, Pastor André.

A operação é coordenada pelo promotor Rafael Simonetti, da 4ª Promotoria de Planaltina de Goiás em parceria com o Centro de Inteligência do MPGO e conta com a participação de 15 promotores de Justiça, e apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Entorno do DF; da Polícia Civil com a atuação de 9 delegados e 37 agentes; e da Polícia Militar.

São Cumpridos oito mandados de prisão

Ao todo, estão sendo cumpridos 8 mandados de prisão, sendo 5 temporárias e 3 preventivas, além de 14 mandados de busca e apreensão, contra empresários suspeitos de terem participado de fraude nas licitações da reforma do prédio do poder legislativo de Planaltina.

Durante as investigações, o MP detectou que o atual prefeito da cidade, que na época da apuração dos fatos era presidente da Câmara de Planaltina, teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário público.

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Goiás

"Caiado está muito equivocado", diz equipe de transição de Zé Eliton

A afirmação foi feita pelo secretário Tito Amaral, em resposta às declarações de Caiado sobre o déficit orçamentário do Estado.

Por Ton Paulo
06/11/2018, 08h43

A equipe de transição do governador Zé Eliton (PSDB) convocou uma coletiva de imprensa na última segunda-feira (5/11), para fazer explanações acerca da polêmica em torno da assinatura do decreto que, supostamente, liberaria calote em servidores estaduais. A equipe garantiu que a folha de pagamento dos funcionários do Estado, referente ao mês de dezembro de 2018, será quitada até o dia 10 de janeiro de 2019, e afirmou que o governador eleito

A coletiva, que aconteceu no Palácio Pedro Ludovico, foi convocada depois que ataques por parte do governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) vieram à tona. Segundo Caiado, Zé Eliton estaria deixando o Estado com um déficit orçamentário de R$ 3 bi, e que o decreto de n° 9.346, de 31 de outubro de 2018, assinado por Zé Eliton, libera um calote nos servidores estaduais.

Durante a coletiva, Tito Amaral, secretário da Controladoria Geral do Estado e membro da equipe de transição de Zé Eliton, afirmou que “Caiado está muito equivocado”.

Tito reiterou, em resposta a uma declaração de Caiado sobre “números artificiais do governos”, que “se os números estão artificiais, é porque o pedido foi artificial”. Zé Eliton não participou da conversa. Segundo justificativa da assessoria de imprensa, porque ele acredita que não é o momento para politizar essa mudança de governo.

O secretário disse que, ao contrário do que afirmou Ronaldo Caiado, o déficit orçamentário do governo não é de R$ 3 bi, e sim de R$ 241 milhões.

Joaquim Mesquita, secretário de Gestão e Planejamento, da Segplan e também membro da equipe de transição, afirmou que, em oposto ao que vem sendo dito, o Estado tem feito o pagamento dos servidores regularmente. “Se nós voltarmos no tempo, veremos que desde abril vem-se afirmando que o estado não fará o pagamento de seus servidores. E o governo vem fazendo o pagamento”, declarou.

A polêmica em torno do decreto do “calote”

O texto do decreto assinado por Zé Eliton, na íntegra, especifica que “fica revogado o art. 45 do Decreto nº 9.143, de 22 de janeiro de 2018”, e que o “Decreto entra em vigor na data de sua publicação, com produção de efeitos a partir de 1º de novembro de 2018”.

Este artigo, agora sem validade, faz parte do decreto que estabelece normas complementares de programação e execução orçamentária, financeira e contábil para o exercício de 2018. Em seu texto, o artigo 45 especifica que “As despesas com pessoal e encargos sociais, oriundas das folhas de pagamento, bem como com estagiários e respectiva taxa de administração, deverão ser empenhadas e liquidadas dentro do respectivo mês de competência”.

Sua revogação, que já consta no decreto, libera o governo para deixar de fazer os pagamentos aos servidores nos respectivos meses trabalhados, o que constitui calote.

Entretanto, a equipe de transição garantiu que o pagamento será feito normalmente, e garantiu que a folha de pagamento dos funcionários do Estado, referente ao mês de dezembro de 2018, será quitada até o dia 10 de janeiro de 2019

Assim sendo, o governo de Zé Eliton finalizaria o ano com 12 folhas de pagamento de funcionários fechadas. A preocupação é em cumprir a vinculação constitucional.

Via: Mais Goiás 

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Mundo

Homem morre após ser atacado por tubarão na Austrália

Este é o terceiro incidente com tubarão em menos de dois meses na região da Grande Barreira de Coral.
06/11/2018, 09h18

Um homem morreu após ser atacado por um tubarão na costa de Queensland, no nordeste da Austrália, anunciaram as autoridades nesta terça-feira, (06/11). Este é o terceiro incidente do tipo em menos de dois meses na região da Grande Barreira de Coral.

Os socorristas informaram que o homem, de 33 anos, ficou gravemente ferido na perna e no punho ao ser atacado na segunda-feira, 5, no arquipélago de Whitsundays, diante de Queensland. Ele chegou a ser socorrido com a ajuda de um helicóptero, mas acabou morrendo em um hospital, segundo a rede estatal ABC.

“Sofreu várias mordidas graves, uma perda significativa de sangue e um ataque cardíaco”, explicou Ben McCauley, um dos socorristas.

Outros ataques de tubarão

Uma menina de 12 anos e uma mulher de 46 anos ficaram gravemente feridas em ataques de tubarão em um intervalo de 24 horas nas Whitsundays. Após os incidentes, as autoridades ordenaram o abate de vários tubarões de grande porte na área.

Os últimos incidentes reacenderam o debate sobre a melhor maneira de se evitar os encontros entre tubarões e praticantes de esportes aquáticos.

Cerca de 180 espécies de tubarões vivem na Austrália. Segundo estudos da agência científica governamental CSIRO, o país conta com 2.210 espécies adultas de tubarão branco, considerados os mais perigosos. (Com agências internacionais)

Imagens: tabora news 

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Economia

Editoras buscam tática para 'salvar' a Saraiva

A Saraiva acumulou uma dívida com fornecedores de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.
06/11/2018, 09h37

Depois de verem a Livraria Cultura sucumbir à recuperação judicial, por conta de seu alto endividamento, as editoras estão empenhadas em evitar que a Livraria Saraiva siga o mesmo destino, afirmam fontes do setor. O Sindicato Nacional das Editoras de Livros (Snel) convocou para terça-feira, (06/11), uma reunião para definir estratégias para negociar com a Saraiva, que acumulava dívida com fornecedores da ordem de R$ 485 milhões no fechamento do segundo trimestre.

O entendimento do setor, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, é que a Saraiva seria “grande demais para quebrar”. Mesmo após o fechamento de mais de 20 lojas na semana passada, a companhia ainda é a maior rede do País, com 84 unidades, e também tem uma venda forte pelo e-commerce. Hoje, a participação da Saraiva nas vendas de livros estaria em cerca de 30%. Logo, perder uma cadeia de distribuição deste porte poderia afetar o fluxo de caixa de curto prazo do segmento.

Problemas financeiros na Saraiva

O problema agora seria definir uma forma de negociar os débitos sem necessidade de recorrer à recuperação judicial – que garante ao devedor um período “sabático” de seis meses nos pagamentos aos credores. Para evitar a recuperação judicial, no entanto, a Saraiva estaria pedindo cortes de quase 50% nos valores devidos e também um prazo longo para pagamento. Apesar da disposição das editoras em conversar – tanto para recuperar dívidas que se estendem por até dois anos quanto para evitar a falência de pequenos selos de livros -, esse não é o tipo de negociação que se resolva facilmente.

Além de questões internas – como a malfadada aposta em produtos de tecnologia -, fontes ligadas à empresa dizem que a rede brasileira sofre também com a concorrência da Amazon, que hoje já representa cerca de 10% das vendas de livros no País. Embora a varejista online compre livros – em vez de pegá-los em consignação -, existe a preocupação de o mercado se concentrar demais nas mãos da gigante americana, que é conhecida por vender livros com descontos agressivos.

Apesar das dificuldades das livrarias, dados do Snel mostram que o consumo de livros no País voltou a crescer em 2018. De janeiro a outubro de 2018, as vendas em volume tiveram uma alta de 3,65%, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, houve uma alta de 5,37% no faturamento total. O valor médio por exemplar vendido também subiu, atingindo R$ 43,24.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: TecMundo 

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