Mundo

Casa Branca suspende credencial de jornalista da CNN que discutiu com Trump

O fato aconteceu um dia depois das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA.
08/11/2018, 09h26

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira, 7, a suspensão da credencial do jornalista da CNN Jim Acosta, depois que ele protagonizou uma intensa discussão com o presidente americano, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva.

“O presidente Trump acredita na liberdade de imprensa e espera que façam perguntas difíceis a ele e a seu governo. No entanto, nunca vamos tolerar um jornalista que ponha as mãos em cima de uma mulher jovem que simplesmente tenta fazer seu trabalho como estagiária na Casa Branca”, declarou em um comunicado a porta-voz da presidência, Sarah Sanders, com relação ao momento em que Acosta confrontou a funcionária porque não queria soltar o microfone.

“Como resultado do incidente de hoje (quarta-feira), a Casa Branca suspende a credencial permanente do jornalista envolvido até novo aviso”, disse Sarah.

Uma associação que representa os jornalistas que cobrem a Casa Branca considerou inaceitável a medida tomada pelo Executivo americano. “A Associação de Correspondentes da Casa Branca se opõe fortemente à decisão da administração Trump de usar credenciais de segurança do serviço secreto dos Estados Unidos como uma ferramenta para punir um repórter com quem tem um relacionamento difícil”, reagiu o grupo em um comunicado. “Exortamos a Casa Branca a reverter imediatamente esta ação frágil e equivocada.”

Decisão do Trump

A coletiva durante a qual ocorreu o incidente se deu um dia depois das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA. Trump reagiu a uma pergunta da CNN sobre o tema da caravana de migrantes que avança para a fronteira do país, originária da América Central. Quando Acosta perguntou ao presidente se ele havia “demonizado os migrantes” durante a campanha eleitoral, Trump respondeu: “Não, quero que entrem no país. Mas têm de entrar legalmente”.

Acosta insistiu: “Estão a centenas de milhas de distância. Isso não é uma invasão”, afirmou, usando a palavra com a qual Trump havia definido o fluxo de migrantes. O presidente, então, reagiu de modo contundente. “Honestamente, acho que você deveria me deixar dirigir o país. Você dirige a CNN, e se fizesse isso bem, sua audiência seria mais alta”, disse Trump.

“Já chega. Abaixe o microfone”, acrescentou o republicano, irritado com Acosta. O jornalista da CNN se recusou a entregar o microfone e se sentar, e continuou fazendo perguntas. “A CNN deveria se envergonhar de ter você trabalhando para eles, você é grosseiro e uma pessoa horrível”, disse o presidente.

Antes da pergunta seguinte, o jornalista da NBC Peter Alexander defendeu Acosta dizendo que era um “repórter diligente”, o que despertou a ira de Trump. “Tampouco sou seu fã. Para ser honesto, você não é o melhor”, disse o presidente a Alexander.

Trump voltou a se dirigir a Acosta. “Quando você informa notícias falsas, o que a CNN faz muito, você é inimigo do povo”, afirmou. Durante a entrevista, o magnata também silenciou outra jornalista da CNN, April Ryan, quando ela tentava lhe fazer uma pergunta sem microfone.

Em sua conta no Twitter, Acosta ressaltou que não é “inimigo”. “Não somos inimigos do povo. Não sou seu inimigo. Você não é meu inimigo. É errado qualificar seus colegas americanos como inimigos. Estamos todos no mesmo time. Somos todos americanos.”

‘Longe demais’

Em um comunicado, a CNN considerou que “os ataques deste presidente à imprensa foram longe demais”. “Não são apenas perigosos, são preocupantemente antiamericanos”, afirmou a emissora, que expressou seu apoio a Acosta e a “jornalistas de todos os lados”.

Após os embates com os representantes de emissoras de televisão, o presidente acusou uma jornalista negra de ser “racista” por tê-lo interrogado sobre sua retórica “nacionalista” que estimulou supremacistas brancos.

“Tenho uma cobertura (da mídia) muito incorreta”, disse Trump. “Eu poderia fazer algo fantástico, e eles (os jornalistas) fariam algo ruim”, queixou-se. Ao fim da coletiva de quase uma hora e meia, o presidente destacou que acredita que “o tom possa melhorar (com a imprensa), mas isso começa com a mídia”. (Com agências internacionais)

Imagens: Istoé 

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Goiás

Portal Dia Online encontra preso do semiaberto com tornozeleira desligada, em Aparecida de Goiânia

Preso estava tranquilamente no Terminal Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia.
08/11/2018, 09h31

Solto há três meses após ganhar progressão de pena – foi para o semiaberto – um preso de 26 anos desligou a tornozeleira eletrônica no sábado (3/11). “Desliguei para sair de noite”, justificou ele, no Terminal Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia.

Ele foi encontrado pelo repórter no início da tarde de domingo (4/11) Terminal Veiga Jardim, depois de ter passado mais de dez horas com o aparelho desligado sem ter sido localizado por agentes responsável pelo monitoramento e busca de presos que desaparecem no sistema.

Enquanto ele fumava, contou um pouco da rotina dos últimos seis anos desde que foi preso após matar a vítima de um assalto em 2012. “Não gosto nem de lembrar, mano. Matei sem ver.”

Ele comenta sobre as dificuldades de conseguir emprego, se lembra do horror da Casa de Prisão Provisória (CPP) e Penitenciária Odenir Guimarães – inclusive da guerra entre facções no Complexo Prisional e revela como conseguiu se acostumar à cadeia.

“Tive de ser batizado pelo Comando Vermelho para não morrer”, conta. Ele garante que não trabalha para a facção do lado de fora da prisão.

Preso do semiaberto conta como entram drogas e celulares na cadeia

“Tudo lá dentro da cadeia é dinheiro. Tinha que conseguir R$400 por semana para me manter, ajudar na cela e nas drogas”, conta, entre tragadas de um cigarro que ele conseguiu de um rapaz vestido com calça e camisa social. “Depois fiz os corres para comprar um celular lá dentro.”

Ao Portal Dia Online, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de Goiás, Maxsuell Miranda das Neves, comentou isso em uma entrevista no dia 1º de janeiro sobre apreensão de mini-celulares. “Não fica barato um preso conseguir um celular. Ele precisa corromper servidores, advogados e familiares. Fora o valor do aparelho”, disse.

O repórter quer saber como. “Ligando para as tias”, diz ele, em referência a golpes. “Depois a gente conseguia créditos e planos nas operadoras”. Depois de resistir, decide contar como conseguia celular dentro da cadeia. “A gente paga pros agentes, R$3 ou R$4 mil, mano.”

Segundo ele, ou os agentes entram com os aparelhos e drogas ou facilitam a entrada dos familiares. “Por isso tem que ajudar lá.”

O rapaz não conseguiu emprego desde que saiu para rua porque, diz ele, as pessoas não dão chance para quem usa tornozeleira. Ele sabe que pode ser punido – voltando para o regime fechado – por desligar a tornozeleira. É o que explica ao Portal Dia Online, o coordenador da Central de Monitoração Eletrônica da Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), Rodrigo Helou.

“Se ele for encontrado, provavelmente haverá regressão de regime ou mandado de prisão de aberto.” Ou seja, ele pode voltar para a cadeia. E não vai adiantar ele contar as histórias que ele contou para a reportagem.

“Ali é um inferno. Vi gente sendo espancada e tendo olhos arrancados”, lembra o preso, com currículo criminal robusto: passagens por tráfico, roubo e latrocínio. Quando foi indagado se ele continua cometendo crimes, ele garante que não.

Durante toda a noite em que esteve com a tornozeleira eletrônica desligada, nenhum dos 30 servidores responsáveis pelo monitoramento acionou a equipe de agentes que vão atrás de presos que, ou não colocam para carregar ou violam para fugir.

Segundo Rodrigo Helou, cerca de 30 servidores monitoram as tornozeleiras de pelo menos 1.100 presos do semiaberto em Goiânia e Aparecida de Goiânia. São 4 mil em todo o Estado de Goiás e 3 mil em toda Região Metropolitana da capital. “Os agentes vão até o local, normalmente com apoio de policiais militares e verificamos onde está o preso”, explica ele.

Quando há regressão de pena, o preso sai do regime fechado e vai para o regime semiaberto. “Quando o preso trabalha, ele tem autorização para pernoitar em sua casa. Quando não trabalha, ele tem que voltar para a unidade prisional e, no final de semana, fica recolhido na unidade prisional integralmente.

No caso do preso encontrado pela reportagem no Terminal Veiga Jardim, Rodrigo Helou diz que é excessão. “Esses casos chegam a no máximo a 2%.”

Ainda segundo Helou, caso o preso seja identificado, ele deve ser levado de volta para a unidade prisional e deve responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). “O processo  encaminha para o juiz, que normalmente manda regredir”, resume Helou.

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Política

Bolsonaro negocia reforma da Previdência com parlamentares

Presidente eleito tenta aprovar medidas consensuais ainda este ano.
08/11/2018, 09h39

O presidente eleito Jair Bolsonaro se reúne hoje (8), pela manhã, com parlamentares no apartamento funcional dele em Brasília, para negociar a parte da reforma da Previdência. A finalidade é garantir a aprovação ainda este ano de algumas propostas de tramitação mais simples no Congresso Nacional.

Em meio a dificuldades pela falta de consenso no Congresso Nacional, Bolsonaro indicou ontem (7) que a negociação passa por buscar a aprovação de medidas que não alterem a Constituição.

Segundo o presidente eleito, a aprovação da reforma da reforma da Previdência é um avanço também para buscar soluções para as contas públicas. “O que queremos é votar alguma coisa o quanto antes”, ressaltou Bolsonaro em entrevista ontem.

Pontos

A aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) depende do apoio de dois terços dos 513 deputados e 81 senadores, em dois turnos de votação em cada Casa, antecedida por um processo de negociação. A demora é certa pela tradição do Congresso.

Portanto, a equipe de Bolsonaro pode deixar para uma segunda etapa eventuais mudanças sobre a fixação da idade mínima. O presidente eleito afirmou em várias ocasiões ser favorável à definição de idade mínima para aposentadoria para o setor público, consideradas as exceções.

A reforma da Previdência é tema constante das reuniões de Bolsonaro e sua equipe. Também nas conversas que manteve ontem (7) com os presidentes Michel Temer e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), o assunto veio à tona.

Agricultura

Também pela manhã, Bolsonaro vai se reunir com a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) confirmada como a primeira mulher ministra do seu governo. Ontem (7) ele mesmo confirmou o nome dela para o Ministério da Agricultura.

Tereza Cristina teve o nome indicado pela bancada ruralista no Congresso Nacional reúne aproximadamente 260 parlamentares.

Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA) e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB).

Retorno

Após as reuniões com os parlamentares em Brasília, Bolsonaro retorna ainda hoje para o Rio de Janeiro. A previsão é que na próxima semana ele desembarque novamente na capital federal.

Na quarta-feira (14), o presidente eleito deve se reunir com os 27 governadores – eleitos e reeleitos – em Brasília. A disposição é para fechar o chamado pacto federativo.

Imagens: Agência Brasil 

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Saúde

Homens dizem cuidar mais da saúde após participar de pré-natal

Envolvimento do pai no nascimento da criança é principal estímulo.
08/11/2018, 10h11

Oito em cada dez homens presentes em consultas de pré-natal passaram a ficar mais cuidadosos com a própria saúde, segundo pesquisa divulgada hoje (08/11) pelo Ministério da Saúde. O estudo indica que 72,25% dos pais ou cuidadores entrevistados pela pasta participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras. Desse total, 80,71% afirmaram que esse envolvimento os motivou a cuidar melhor de sua saúde.

“Os dados demonstram que a paternidade é a principal porta de entrada do homem na unidade de saúde para que ele também se cuide”, informou o ministério.

Nesta terceira etapa da pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, foram feitas 37.322 entrevistas com pais ou cuidadores que assumiram a figura paterna e que acompanharam o pré-natal, parto e pós-parto de crianças nascidas no Sistema Único de Saúde (SUS) no ano de 2015.

O objetivo do estudo, de acordo com a pasta, é obter dados sobre acesso, acolhimento e cuidados com a saúde masculina nos serviços públicos de saúde e levantar informações sobre o envolvimento do pai no pré-natal e no nascimento da criança. A coleta de informações foi feita entre março de 2017 e março deste ano.

Falhas

Embora a pesquisa aponte maior conscientização em relação à saúde, ainda é alto o número de homens que não têm na sua rotina o cuidado com a saúde. Quando questionados sobre o costume de buscar estabelecimentos públicos de saúde, 36,36% dos entrevistados afirmaram não ter o hábito de ir a esses locais. Desse total, 47,57% (6.455) informaram como motivo nunca ter precisado, falta de interesse ou não gostar de hospital.

“Muitos agravos poderiam ser evitados caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção”, destacou o ministério.

Novembro Azul

O tema da campanha Novembro Azul este ano é Homem, da Infância à Velhice, Cuide de Sua Saúde, de Novembro a Novembro. A proposta, segundo a pasta, é chamar a atenção da população, dos gestores e dos profissionais de saúde para a importância de olhar para a saúde do homem de forma integral, e não apenas para a questão da próstata.

Ao longo de todo o mês, o ministério vai intensificar ações de comunicação nas redes sociais, na TV e no rádio, além da realizar eventos relacionados à campanha. No próximo dia 14, ocorre o 4º Fórum Ser Homem: Discutindo Políticas Públicas para a Saúde do Homem, no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.

O encontro é uma parceria com o Instituto Lado a Lado, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Já nos dias 21 e 22, a pasta promove o Simpósio Internacional: Saúde do Homem Integral e a Construção e Planejamento de Linha de Cuidado Participativa.

O evento será no Hospital Regional do Paranoá, em Brasília, com a presença de Noel Richardson, representante da Irlanda, primeiro país a implantar a política de saúde do homem. Também participa do encontro o professor da Universidade de Brasília (UnB) Muna Muhammad Odeh.

Números

Dados do ministério mostram que, em 2017, foram registrados, no SUS, 533 milhões de atendimentos ambulatoriais e 4,3 milhões de procedimentos hospitalares em homens. No mesmo período, no âmbito da estratégia Pré-Natal do Parceiro, foram registradas 3.795 consultas e 31.732 exames de detecção do HIV e sífilis no parceiro ou na gestante.

O Sistema de Informações de Mortalidade da pasta msotra que, em 2016, 736.842 homens morreram em todo o país. Entre as principais causas de morte estão: tipos diversos de câncer (112.272), como próstata, fígado, pulmonar e de pele; doenças do coração (68.018); agressões (56.409); acidentes (84.139), em especial de transporte (31.565); doenças cerebrovasculares (51.753) e gripe e pneumonia (41.695).

Imagens: Agência Brasil 

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Esportes

Lesionado, Coutinho fica até 3 semanas fora do Barça e deve desfalcar a seleção

Coutinho sofreu uma pequena ruptura no músculo da perna.
08/11/2018, 10h24

O Barcelona confirmou que Philippe Coutinho sofreu uma pequena ruptura do músculo bíceps femoral da perna esquerda e ficará afastado dos gramados de duas a três semanas. Com o resultado dos exames, divulgados nesta quinta-feira, o jogador vai perder os dois próximos amistosos da seleção brasileira, contra Camarões e Uruguai, respectivamente nos dias 16 e 20 de novembro, em Londres.

O brasileiro sofreu a lesão durante o empate com a Inter de Milão, por 1 a 1, na terça-feira, em jogo válido pelo Grupo B da Liga dos Campeões. O meia foi decisivo no confronto e deu a assistência no gol marcado por Malcom, aos 37 minutos do segundo tempo.

Com o prazo de recuperação dado pelo clube catalão, Coutinho ficará de fora de dois compromissos do Campeonato Espanhol, contra Betis e Atlético de Madrid, e deve perder ao menos um jogo da Liga dos Campeões, diante do PSV.

Segundo a imprensa espanhola, Ousmane Dembélé e Malcom brigam pela vaga de titular na equipe de Ernesto Valverde. Quem está recuperado da lesão no cotovelo e pode reforçar o Barcelona no domingo é o argentino Lionel Messi, que foi desfalque nos últimos cinco compromissos da equipe.

Mesmo com problemas de lesões nesta primeira metade da temporada europeia, o Barcelona lidera o ‘grupo da morte’ da Liga dos Campeões e está na ponta do Campeonato Espanhol, no qual volta a atuar neste domingo, contra o Betis, em casa.

Imagens: UOL 

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