Goiás

Casa do deputado estadual Daniel Messac é alvo de busca e apreensão

Daniel Messac é apontado como líder do grupo criminoso.
08/11/2018, 10h45

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Goiás (GAECO-MPGO) cumpre, na manhã desta quinta-feira (8/11), dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Um dos mandados de busca e apreensão é cumprido na casa do deputado estadual Daniel Messac (PTB), que foi apontando como chefe de um esquema criminoso descoberto pela polícia em 2014.

A ação visa prender preventivamente um ex-policial federal, exonerado do cargo em abril deste ano e o pastor de uma igreja evangélica, por atrapalharem as investigações de uma organização criminosa. Onde coagiram uma das testemunhas da Operação Poltergeist deflagrada em 2014, para investigar a contratação de “funcionários fantasmas” para trabalhar na Assembleia Legislativa de Goiás.

Além dos integrantes do Gaeco, participam do cumprimento dos mandados nesta quarta-feira agentes da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), promotores de Justiça e o Centro de Inteligência (CI) do MPGO.

O desembargador João Waldeck de Sousa, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), foi o responsável por determinar o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do deputado, uma vez que o parlamentar possui foro privilegiado.

Segundo as informações, os presos serão ouvidos ainda hoje e levados posteriormente para à Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.

Deputado era líder do esquema

O deputado estadual Daniel Messac foi denunciado na Operação Poltergeist como líder do esquema, em abril de 2015, que contratava funcionários fantasmas para Assembleia Legislativa e para prefeitura de Goiânia. Além de Messac outras 36 pessoas foram denunciadas na operação por envolvimento no esquema.

A assessoria de imprensa do deputado informou ao Portal Dia Online que no momento apenas acompanha os agentes do MP e PC, e que ele não vai se manifestar no momento.

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Política

Onyx, Moro, Mourão, coronel Ferreira e Frota já estão no centro de transição

Moro já foi confirmado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
08/11/2018, 10h50

O ministro extraordinário e coordenação da equipe de transição do novo governo, Onyx Lorenzoni, despacha na manhã desta quinta-feira, 8, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde estão concentrados os trabalhos da transição.

O juiz Sérgio Moro, confirmado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, também já está no local, onde participa de reuniões. A pauta dos encontros de Moro nesta quinta são medidas de combate à corrupção que o futuro governo poderá apresentar ao Congresso Nacional.

Já chegaram ao local o vice-presidente eleito Hamilton Mourão e o deputado eleito Alexandre Frota (PSL-SP). O coronel Oswaldo Ferreira também chegou ao local e disse que inicia nesta quinta as conversas para o Programa de Parcerias de Investimento (PPI). O militar informou que iniciará o contato com todas as áreas de infraestrutura.

Imagens: Revide 

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Brasil

Número de empregados no País cresce 1,7 milhão entre 2012 e 2017

Os homens ainda dominam o mercado de trabalho com 56,6%.
08/11/2018, 11h07

O número de pessoas empregados no Brasil aumentou de 89,7 milhões em 2012 para 91,4 milhões em 2017.

É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad-C): Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2012-2017, divulgada hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo indica que o pico de pessoas ocupadas no país ocorreu em 2015, com 92,6 milhões, tendo caído 1,5% em 2016 e apresentado “discreta” recuperação de 0,3% em 2017.

A economista técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que a proporção entre homens e mulheres no mercado ficou um pouco mais equilibrada, porém, o motivo principal foi a perda de postos de trabalho pela parcela masculina.

“A gente tem estruturalmente que os homens são predominantes na população ocupada, na série histórica desde 2012. Essa diferença sempre existiu. O que houve em 2017 é que a queda da ocupação entre os homens foi tão acentuada que essa diferença ficou menor, não necessariamente porque houve um grande avanço na ocupação da mulher”, disse.

Na análise por sexo, o predomínio masculino permanece com 56,6% das pessoas ocupadas em 2017 sendo homens.

Porém, a expansão na ocupação se deu apenas entre as mulheres no ano passado, o que fez com que a diferença de ocupação entre os sexos chegasse ao menor valor na série analisada, passando de 42,3% das pessoas ocupadas, sendo mulheres em 2012, para 43,4% em 2017.

Empregos no setor privado

A leve recuperação na ocupação vista no ano passado não se reflete no setor privado, já que o número de trabalhadores com carteira assinada teve queda de 1,12 milhão, chegando a 36,3% das pessoas ocupadas, enquanto 600 mil aumentaram o contingente de trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada, chegando a 25,3% e 12,2% do total de ocupados no país, respectivamente.

Segundo Adriana, os dados ainda não refletem os efeitos da reforma trabalhista, aprovada em 2017.

“Os dados são de 2017 e a implantação [da reforma trabalhista] foi no fim de novembro de 2017, e na prática começou a ser feita em 2018. Então a pesquisa não cobre os possíveis impactos da legislação”.

Ficaram estáveis o número de trabalhadoras domésticas, com 6,8% do total, empregados no setor público (12,4%), empregadores (4,6%) e trabalhadores familiares auxiliares (2,5%).

Por grupamento de atividade, o setor que mais perdeu postos de trabalho de 2015 para 2016 foi a indústria geral, com 1,3 milhão de pessoas a menos empregadas, mas também foi um dos que teve a maior recuperação em 2017, ganhando 335 mil pessoas empregadas no setor.

No total, 13% das pessoas ocupadas no Brasil trabalham na indústria. O destaque da recuperação de 2017 foi o grupamento de Alojamento e Alimentação, que recebeu 500 mil pessoas

O IBGE aponta também que a proporção de pessoas que trabalham no turno diurno na ocupação principal caiu de 93,3% em 2012 para 92,5% em 2017. O total fica em 90,6% entre os homens e em 94,6% entre as mulheres.

Imagens: Veja 

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Goiás

Irmão de Marconi Perillo já havia sido denunciado no esquema liderado por Daniel Messac

O irmão do ex-governador Marconi Perillo, Antonio Pires Perillo, havia sido denunciado pelo MP-GO pelo crime de peculato em 2014, na mesma operação que denunciou o deputado estadual Daniel Messac.

Por Ton Paulo
08/11/2018, 11h09

O irmão do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), Antonio Pires Perillo, o “Toninho”, havia sido denunciado pelo Minis­té­rio Público de Goiás (MP-GO) pelo crime de peculato em 2014, na Operação Poltergeist, a mesma que denunciou o deputado estadual Daniel Messac (PTB). Messac, que teve a casa alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã de hoje (8/11), foi apontado como chefe de um esquema de contratação de servidores fantasmas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Toninho também esteve envolvido no caso Cachoeira. De acordo com as investigações, ele tinha uma das linhas de rádio Nextel habilitadas no Estados Unidos para evitar grampos. O relator da CPI à época, deputado Odair Cunha (PT-MG), chegou a pedir o indiciamento dele pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, tráfico de influência e fraude em licitações.

De acordo com o relatório, ele trabalhou “intensamente” para beneficiar o grupo criminoso comandado pelo contraventor, inclusive em negociações envolvendo obras públicas. O relatório, no entanto, foi modificado antes da aprovação.

Daniel Messac era o líder do esquema de servidores fantasmas na Alego, diz MP

Daniel Messac, que atualmente exerce o mandato de deputado estadual, seria o chefe do esquema que contratava servidores fantasmas da Alego, conforme apontado pelas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás.

O Gaeco cumpre ainda dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Estão sendo presos preventivamente o ex-policial federal Anderson Luis Coelho, que teve a perda do cargo decretada em abril de 2018, e o pastor Vagno Sebastião Fernandes de Miranda, ambos envolvidos no embaraço à investigação de organização criminosa, por coagirem uma testemunha da Operação Poltergeist, ocorrida em 2014, que apurou a contratação de “funcionários fantasmas” na Assembleia Legislativa de Goiás, e que ainda será inquirida na ação penal dela decorrente.

Procurada pela reportagem do Dia Online, a equipe de gabinete do deputado informou que não vai se pronunciar por enquanto.

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Goiás

Operação Baco desarticula organização especializada em roubo de cargas, em Goiás

Grupo causou prejuízo superior a R$ 15 milhões de reais.
08/11/2018, 11h15

Uma ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal de Goiás (PRF) e a Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (Decar) deflagrou nesta quarta-feira (8/11), a Operação Baco que cumpre oito mandados de prisão e seis de busca e apreensão, para desarticular uma organização criminosa especializada em roubo de cargas nas rodovias que cortam o Estado.

O grupo visava principalmente cargas de produtos alimentícios e bebidas. Segundo as informações divulgadas, as investigações começaram em 2017 através de uma força-tarefa entre a PRF e PCGO, que prendeu centenas de criminosos pelos crimes durante os trabalhos. Participaram da ação 30 policiais rodoviários federais e 30 policiais civis.

O delegado da Decar, Alexandre Bruno, afirmou ao Portal Dia Online que foram presas seis pessoas que pertencem a organização e que outros dois envolvidos não foram encontrados em suas residências, mas que os advogados dos suspeitos ligaram para a polícia e afirmaram que eles vão se apresentar espontaneamente nesta quarta-feira.

Motoristas eram sequestrados

Alexandre Bruno afirma que ” o grupo agia da maneira corriqueira, três suspeitos iam para às rodovias e esperavam o caminhão de cargas passar, momento em que eles acompanhavam e um dos integrantes dava um tiro pra cima, obrigando os motoristas a parar o veículo. Depois pegavam o caminhão e levava para uma fazenda no Estado de Goiás, onde mantinham os motoristas em cárcere privado até a carga ser encaminhada para depósitos e supermercados e só então liberavam os motoristas”.

O dano estimado causado pelo grupo é superior a R$ 12 milhões de reais e estão envolvidos em pelo menos oito roubos de cargas no Estado de Goiás. Os suspeitos serão indiciados pelos crimes de roubo com a utilização de arma de fogo, restrição a liberdade  e organização criminosa

Segundo as informações divulgadas, a maioria das cargas roubadas foram recuperadas pelo menos um dia depois do crime ser cometido, em depósitos e supermercados que compravam os produtos para revender.

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