Economia

Como negociar dívidas para voltar a comprar no final de ano

Especialistas comentam caso de Raquel, uma psicóloga que superou o que parecia impossível: negociar as dívidas.
08/11/2018, 22h19

Durante anos a educadora sexual Raquel Malaghetta, de 26 anos, não conseguia deitar sem pensar que no dia seguinte tudo se repetiria. Bancos, lojas e prestadores de serviços ligariam para ela. E não tinha escapatória: sempre recebia ligações do conhecido DDD de São Paulo, muito familiar aos endividados.

De manhã, à tarde ou quando anoitecia, algum call center de cobrança ligaria para lembrar Raquel o que ela tentava esquecer:  precisava quitar as contas que foi adquirindo sem qualquer controle nos últimos anos.

Um dia era o cartão de crédito que estourou quando viu um par de sapatos recém-lançados na loja, depois o Iphone, a conta do bar, a cabeleireira. O descontrole transformou a vida de Raquel em uma fuga.

“Eu fugia sempre. Pagava apenas quem me pressionava”, confessa ela, que não consegue explicar por que, mesmo morando sozinha desde os 15 anos, chegou aos 26 com uma dívida de R$ 60 mil. “Nunca tive dificuldades para ganhar dinheiro, mas sempre me endividei. Quando apertava, fazia alguma coisa para pagar. Mas voltava a ficar devendo”, conta ela.

O psicólogo e mestre em Psicologia Social, Handersenn Shouzo Abe, entende o comportamento da Raquel. Ele recebe diversos casos em seu consultório com pacientes que não conseguem parar de comprar. E, pior, não conseguem pagar. “Muitas vezes a pessoa quer preencher o vazio por uma questão emocional”, explica. “Como se comprar fosse uma gratificação.”

Ele acredita que pacientes com este perfil precisam ter consciência que o equilíbrio é a melhor saída. “Comprar não é o problema, problema é comprar o que não se pode pagar”, explica Shouzo em seu consultório, no 8º andar de um edifício, em Goiânia.

Como Raquel, este tipo de consumidor representa 55% dos “consumidores em transição”, ou seja, com consumo consciente, mas longe do adequado. É o que revela uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O estudo avaliou consumidores de todas as capitais do país.

Ainda de acordo com os dados coletados na pesquisa, os consumidores pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados. Apenas 31% podem ser considerados efetivamente “consumidores conscientes”.

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Dados e arte: CNDL

Quando tudo começou

Aos 22 anos, Raquel adquiriu a primeira grande dívida com bancos: R$ 10 mil. Mesmo assim, abriu uma empresa. “Comecei errado, sei, mas a empresa deu certo e eu consegui quitar a conta.” Por sorte. Ela não havia adquirido nenhuma organização financeira e continuou gastando em investimentos que não rendiam muito na empresa e em sua vida pessoal.

Um dia, Raquel tentou ligar para os bancos. Ela queria negociar. Depois de horas, não aguentava mais esperar as mensagens eletrônicas que passavam de departamento em departamento. Desligou a ligação. Ela desistiu e continuou se endividando.

Pouco tempo depois perdeu o sono. Não conseguia mais sorrir e fugia das amigas porque as dívidas tinham chegado à monstruosa cifra dos R$60 mil. Raquel vivia apenas para pagar as contas básicas, fugindo dos cobradores enquanto os juros tiravam cada vez mais sua vontade de viver.

Também se lamentava de não conseguir nem mesmo passar um final de semana em Caldas Novas ou passear pelas calçadas de pedras de Pirenópolis. “Mas um dia me indicaram uma pessoa que poderia me ajudar. E deu certo”, comemora.

Na primeira reunião com o planejador financeiro pessoal, João Gondim, ela se assustou. Teria de abandonar o cartão de crédito e o cheque especial, pelo menos até pagar tudo o que devia. Aos 31 anos, João é um homem sorridente, de fala rápida e cheia de frases de efeito. “Mas que dão resultados”, garante ele (Veja os vídeos no final da reportagem).

“No primeiro momento, ele mesmo negociou algumas dívidas”, conta Raquel. Acostumado a organizar a vida de endividados, João enxerga em Raquel um exemplo de superação. “Em seis meses, ela conseguiu reorganizar a vida financeira, sanar algumas dívidas, elevar a autoestima e voltar a consumir, mas conscientemente”, se orgulha da aluna.

Perto de fechar o ano, Raquel tem perspectiva mais positiva que anos anteriores. Quer comprar roupas e sapatos novos para realizar o sonho de passar o reveillon na praia. “É o meu sonho e, com as dívidas encaminhadas, vou conseguir”, diz, otimista.

Tendência é que final de ano seja de mercado aquecido

Como renegociar dívidas para voltar a consumir no final de ano
Raquel volta a comprar, mas em dinheiro. “Estou mais feliz”. Foto: Yago Sales

O mesmo otimismo de Raquel percorre lojas em Goiânia, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO), Eduardo Gomes. Ele reconhece que as vendas não devem superar muito as do fim de 2017.

“Percebemos que vai aquecer um pouco porque muitos consumidores tiveram a oportunidade de receber o PIS [Programa de Integração Social] PASEP [Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público]. Por isso, muitos quitaram dívidas e agora podem comprar”, explica Gomes.

Para ele, o 13º salário é outro fator importante. “Deve injetar dinheiro suficiente para animar o mercado, considerando aposentados e servidores públicos”, esclarece. “As pessoas pagam as dívidas e consomem.”

Raquel voltará às compras, mas sem cartão de crédito. “Vou comprar à vista”, diz, enquanto pousa para a câmara em uma loja no Setor Bueno, em Goiânia. “Reconheço que ainda estou me reeducando porque ainda enfrento as dívidas. Me sinto melhor após superar esta etapa. Antes de decidir negociar e pagar tudo, me sentia frustrada por cada centavo que eu devia”, conta.

Dados da Camara dos Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL  Goiânia) mostram que o mês de outubro fechou com média positiva em relação ao número de exclusões – quando endividados quitam suas dívidas. A diretora executiva da CDL Goiânia, Alexandra Lima, comemora os números.

“O número de exclusões é importante porque as pessoas pagaram as dívidas e voltaram a ter crédito.” O dado é mais positivo ainda, salienta ela, pois ainda não saiu a primeira parcela do 13º salário. “A tendência é aumentar, ou seja, o comércio deve vender mais e estamos muito animados.

Alexandra recomenda que o melhor é procurar a negociação. “No site da CDL, existe o negociador online, onde a pessoa pode conseguir uma saída para a dívida.” Para ela, o consumidor também precisa procurar o lugar onde ele está sendo acionado para que o nome e o CPF sejam tirado do SPC.

Cuidado, cuidado…

Para o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e psicólogo Wadson Arantes Gama, muitos consumidores compram para aliviar uma angústia. “Ele compra, compra, compulsivamente e se arrepende. Ele tem necessidade. São questões internas. Mas é possível compreender isso e negociar, primeiro consigo mesmo, depois para pagar”, assinala.

Para José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, iniciativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), para que a pessoa volte a consumir, ela precisa pagar a dívida. Ele alerta, contudo, para que o consumir aprenda com o erro.

“É muito comum a pessoa acertar e depois voltar a consumir como antes. A pessoa precisa rever que tipo de controle tem feito no consumo, a questão falta de organização. Ela precisa anotar, conferir, examinar. A pessoa não tem controle e, quando vê, está pagando juros e com contas atrasadas e tudo vira uma bola de neve”, esclarece Vignoli.

Ainda segundo ele, o excesso de parcelamento e compras impulsivas demonstram a forma com que o consumidor está lidando com o dinheiro. “O cartão de crédito sempre aparece em primeiro lugar nas estatísticas de endividamento. Mas o cartão de crédito não é culpado”, pontua. “Se essa dívida não é paga, não é culpa do cartão.”

José Vignoli alerta para taxas de juros que pegam consumidores desprevenidos. “Se eu sei que o banco cobra taxa absurda, tenho que tomar cuidado. As pessoas costumam não ter controle. É preciso saber o quanto está gastando e se é possível pagar.” Ele não acredita que cartões sejam vilões e precisam ser quebrados.

“O cartão de crédito é fundamental. Todo consumidor tem cartão de crédito, principalmente de classe C. Com a crise, as famílias se endividaram e isso contribuiu para a queda do consumo. Depois veio o desemprego. E a instabilidade política contribui para a queda das vendas. Mas com um cenário otimista, as pessoas acreditam que podem consumir e que vão poder comprar”, finaliza, sorrindo.

Raquel, que não é boba, optou pela educação financeira. “É a melhor forma de ser a pessoa mais feliz do mundo.

Como renegociar dívidas para voltar a consumir no final de ano

É preciso saber quanto ganha e quanto gasta

Pegar dinheiro com parente é uma saída

Cuidado com comportamento compulsivo

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Brasil

Conselho Nacional de Educação aprova 20% de ensino médio online

O ensino a distância na educação básica é uma das ideias defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.
09/11/2018, 07h56

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou na quinta-feira, 8, a liberação de 20% da carga horária do ensino médio diurno para a educação a distância. Segundo o texto, a modalidade deve ser utilizada “preferencialmente” na parte flexível prevista pela reforma, aprovada em 2017, para essa etapa de ensino. A mudança divide especialistas da área.

O ensino a distância na educação básica é uma das ideias defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para atender locais mais remotos, por exemplo. Na avaliação de alguns conselheiros, a aprovação dos 20% limita uma eventual proposta mais ousada de utilização da modalidade nas escolas.

O texto aprovado atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o ensino médio e regulamenta a reforma da etapa, que já havia aberto uma brecha para o ensino online. A reestruturação do médio, aprovada em 2017, prevê que 40% da carga horária seja flexível, com aprofundamento de estudos em áreas específicas optativas. Os outros 60% são para os conteúdos comuns, como Matemática e Linguagens.

Entre os que defendem a educação a distância, o argumento é o de que ela ajuda a aumentar a oferta de disciplinas não obrigatórias do novo ensino médio. Isso porque metade das cidades do País tem só uma escola de ensino médio e, por isso, faltam professores para as várias áreas que deveriam ser oferecidas. No entanto, ao não delimitar a modalidade apenas para a parte flexível, há o receio de que a alternativa seja usada para resolver o déficit de professores.

Para o membro do CNE Eduardo Deschamps, a atualização das diretrizes não abre brecha para esse tipo de uso, uma vez que o texto restringe as atividades online apenas com a presença de um professor, que deverá ser correlato à área. O texto aprovado, porém, não faz essa delimitação quanto a área de atuação do docente. “Não está no documento porque já há outros dispositivos na legislação que garantem essa ligação”, argumenta Deschamps. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou há dois dias que o CNE se articulava para concluir a votação já esta semana.

Repercussão

Salomão Ximenes, especialista em Educação da Universidade Federal do ABC (UFABC), diz que a medida pode ser usada para solucionar a falta de professores de áreas em que há um maior carência no País, como Física e Matemática. “Não resolve o problema da ausência de docentes e amplia o abismo entre escolas. A igualdade de condições de acesso e permanência na escola tende ainda mais a ser violada.”

Para Neide Noffs, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o ensino presencial é indispensável e mais importante para a formar o jovem. Mas avalia que a modalidade a distância pode contribuir no aprendizado, se usada como complemento ou aprofundamento. “Pode ser algo interessante para o aluno, como uma oficina de escrita ou atividade complementar de atualidades.”

Prós e contras

Facilidade – Os defensores do ensino a distância dizem que a modalidade facilita a oferta de diferentes percursos formativos, previstos pela reforma do ensino médio. Metade dos municípios do País tem apenas uma escola dessa etapa.

Restrição – Outro argumento favorável à mudança é de que a regulamentação impede propostas que queiram liberar ainda mais tempo de ensino online no ensino médio.

Tecnologia – Os defensores também afirmam que as aulas online podem despertar mais a atenção dessa nova geração de alunos.

Aprendizagem – Já aqueles que são contrários à medida dizem que há riscos de perda de aprendizagem com o ensino a distância nessa faixa etária. Segundo eles, a convivência escolar é importante para o desenvolvimento de habilidades e competências.

Precarização – Há também o receio de que a medida seja usada em situações de falta de professor, especialmente, em disciplinas onde há um grande déficit, como Física.

Desigualdades – Especialistas temem que o uso da tecnologia para complementar a carga horária seja mais disseminada em escolas com pouca estrutura e falta de professores, ampliando o abismo da qualidade educacional no País.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

UFG anuncia abertura de cursos de graduação e especialização em Anápolis e outros municípios de Goiás

A aprovação dos cursos a distância foi feita por meio de articulação do CIAR, um órgão suplementar da Reitoria da universidade.

Por Ton Paulo
09/11/2018, 08h03

A Universidade Federal de Goiás (UFG) obteve 1.200 vagas aprovadas em cursos gratuitos de graduação e especialização a distância, financiados pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), da CAPES. Os cursos superiores devem ser abertos já em 2019, em cidades como Anápolis, Goianésia e Inhumas.

A aprovação dos cursos foi feita por meio de articulação do CIAR, um órgão suplementar da Reitoria da universidade, e as propostas submetidas pela UFG contemplam diversas áreas do conhecimento, tais como Biologia, Biblioteconomia, Matemática e Artes Visuais.

As provas para os cursos de especialização serão reguladas por editais específicos, lançados no período de inscrições, com provável início das aulas em março de 2019. Já a seleção para os cursos de graduação deve ocorrer por meio de um vestibular ou utilizando a nota obtida no Enem. As provas para os cursos de graduação devem ser realizadas entre maio e junho do próximo ano, com provável início das aulas em agosto de 2019.

É possível fazer um cadastro e registrar interesse em até duas formações em qualquer nível, permitindo que o CIAR notifique os interessados diretamente por e-mail, caso um dos cursos escolhidos abra inscrições.

Também estão previstos processos seletivos de Tutores para atuação em alguns dos cursos com turmas em andamento e também nos cursos que devem iniciar suas atividades em 2019.

O cronograma previsto para as seleções de Cursistas e Tutores será divulgado no site do CIAR e nos canais do órgão no FacebookInstagramYoutube Twitter.

Confira abaixo a lista dos cursos de graduação – licenciatura e bacharelado – e especialização que serão abertos pela UFG, assim como os polos de destino:

Cursos EaD de Graduação 2019

Artes Visuais (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG)

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Anápolis, Cezarina, Goianésia, Inhumas

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Biblioteconomia (bacharelado)

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/UFG)

Vagas: 200

Polos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Jataí, Uruaçu

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Biologia (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFG)

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Cezarina, Cidade de Goiás, Goianésia, Goiânia

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Matemática (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Regional Catalão da UFG

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Alto Paraíso, Cidade de Goiás, Goianésia, Inhumas

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Cursos EaD de Especialização 2019

Educação Inclusiva e Tecnologias Assistivas

Unidade acadêmica responsável: Media Lab / UFG

Vagas: 150

Polos: Catalão, Cavalcante, Formosa, Goiânia, Mineiros

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

Educação Patrimonial: Escolas, Museus e Comunidades

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Ciências Sociais da UFG (FCS/UFG)

Vagas: 100

Polos: Águas Lindas, Aparecida de Goiânia, Catalão, São Simão, Cavalcante

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

Ensino das Artes Visuais: Abordagens Metodológicas e Processos de Criação

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG)

Vagas: 150

Polos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Cavalcante, Goianésia, Mineiros

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

 

Gestão e Práticas Educacionais Inclusivas

Unidade acadêmica responsável: Regional Goiás da UFG

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Goianésia, Cidade de Goiás, Inhumas, Uruana

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

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Goiás

Pela primeira vez, Goiânia recebe congresso de Nanismo

O evento, que traz como tema  o lema “Um novo olhar” sobre o Nanismo, acontece dos dias 9 a 11 de novembro, em Goiânia.

Por Ton Paulo
09/11/2018, 09h18

A cidade de Goiânia recebe nesta sexta e sábado, dias 9 e 10 de novembro, o 3º Congresso de Nanismo, em comemoração ao mês do Nanismo. Será realizado ainda, como extensão do congresso, o 1º Encontro Nacional do Somos Todos Gigantes (STG), que vai acontecer no dia 11/11, domingo. É a primeira vez que a capital recebe este congresso.

O evento, que acontece em parceria com a Faculdade Sul Americana (Fasam) e o site Curta Mais, traz como tema  o lema “Um novo olhar”, que tem como foco a geração de conhecimento específico e conquista de aliados, tanto para quem convive com o nanismo quanto para quem trabalha com ele.

De acordo com Juliana Yamin, empresária e idealizadora do STG, um dos objetivos é conectar pessoas a uma mesma causa. “Sentimos falta de um momento e espaço para maior convivência entre os participantes para a troca de experiências. Queremos proporcionar esse momento riquíssimo de vivência aos participantes do Congresso. Certamente será um momento de muita descontração, aprendizado e troca”, explica.

Compondo o grupo, adultos com baixa estatura e muita representatividade, como é o caso de Kênia Rio, presidente da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro (ANAERJ); e mães super atuantes como Elisangela Paulino Alves Ribeiro, mãe do gigante Henrique e idealizadora da futura Associação de Nanismo de São Paulo; Vélvit Ferreira Severo, mãe de Théo, e Flávia Berti Hoffmann, mãe de Bernardo, criadoras da Cartilha Escola para Todos – Nanismo; além de outras personalidades fundamentais na evolução da inclusão no país.

O evento será composto por três etapas. Dia 9/11, sexta-feira, começa com atendimentos médicos locais com os profissionais palestrantes, especialistas preparados para lidar com as questões específicas relacionadas ao nanismo. No sábado, dia 10/11, estão programados os painéis – e aqui uma segunda novidade: os painéis serão divididos entre, de um lado, os interesses de adultos com nanismo e, de outro, os de pais de crianças com a condição. O fechamento acontecerá no domingo, dia 11/11, durante um momento de confraternização que vai marcar o 1º Encontro STG.

Também haverá o espaço kids, que está previsto pela organização para que os pais possam assistir à programação com maior tranquilidade.

Confira a programação

Durante o primeiro dia de congresso (09/11), o Parque Estação Turma da Mônica do Shopping Cerrado vai abrir as portas de seu espaço acessível para as crianças do evento, enquanto acontece o Congresso Médico.

Para o segundo dia de encontro (10/11), como a programação será extensa, a organização vai servir um Coffee Break pela manhã e tarde além de almoço no local. O terceiro dia do evento (11/11) será reservado para o 1º Encontro Somos Todos Gigantes, uma oportunidade para troca de impressões, estreitamento laços, com um cardápio especial.

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Goiás

Goiano Joesley Batista, dono da JBS, é preso em Minas Gerais

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
09/11/2018, 09h43

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, está entre os presos da Operação Capitu, deflagrada nesta sexta-feira (9) pela Polícia Federal.

Ele é suspeito de envolvimento no pagamento de propina a servidores e agentes políticos que atuavam no Ministério da Agricultura e na Câmara dos Deputados. Além dele, foi preso o ex-ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB).

Ao todo, 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária estão sendo cumpridos, a pedido do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal.

A operação tem por base a delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Por meio de nota, a defesa de Joesley informou que a prisão de seu cliente foi recebida com “estranheza”, uma vez que o empresário é colaborador da Justiça, função que estaria sendo cumprida “à risca”.

“Causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração.

A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota, em declaração atribuída ao advogado André Callegari.

Em julho de 2016, Josley foi investigado pela Operação Lava Jato, por supostos pagamentos de propinas pela JBS ao deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para liberação de recursos

Em 17 de maio de 2017, o Jornal O Globo divulgou que Joesley, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, entregou uma gravação feita na noite de 7 de março de 2017, de uma conversa reservada que teve com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu.

O diálogo tratava de uma suposta “compra do silêncio” de Cunha, que havia sido preso naquela operação, do suborno de juízes e de outros assuntos polêmicos. Uma séria crise política se instalou no governo depois desta divulgação.

Imagens: R7 

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