Goiás

Como votaram os senadores goianos no aumento de 5 mil reais para o STF

Se sancionado pelo presidente Michel Temer, o reajuste trará um aumento de mais de R$ 5 mil aos ministros do STF, que passarão a ganhar R$ 39 mil.

Por Ton Paulo
08/11/2018, 07h56

Os três senadores goianos que representam o Estado votaram contra a proposta aprovada na última quarta-feira (7/11) no Senado Federal, de reajuste salarial de 16,38% para o STF e a procuradoria-geral da República. O salário dos magistrados hoje é de R$ 33,7 mil e passará a ser de R$ 39,2 mil. A votação terminou com o seguinte placar: 41 senadores a favor do reajuste, 16 contrários e uma abstenção. Agora, a proposta vai para sanção do presidente Michel Temer, a quem cabe aprovar ou rejeitar o projeto.

Os três senadores goianos – Lúcia Vânia (PSB), Ronaldo Caiado (DEM), eleito governador de Goiás nestas eleições, e Wilder Morais (DEM) – votaram contra o aumento para os magistrados do STF. Entretanto, por maioria de votos, a pauta do reajuste foi aprovada.

O aumento dos ministros, de 16,38%, será de R$ 5.530,32 reais.

Temer sinalizou que vai sancionar

O presidente Michel Temer (MDB) havia sinalizado anteriormente que que sancionaria o aumento. No final de agosto deste ano, Temer fechou um acordo com o Judiciário para incluir o reajuste salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF ) no Orçamento de 2019, que foi enviado ao Congresso e aprovado.

Para evitar que o aumento, de 16,38%, impacte ainda mais as contas públicas, os ministros da Corte se comprometeram a mandar ao Parlamento uma proposta acabando com o auxílio-moradia.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deve apresentar à equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro um relatório com dados sobre o reajuste nos salários dos ministros do tribunal.

Toffoli também pretende agir para acelerar o julgamento sobre a legalidade do auxílio-moradia para magistrados, já que o fim do benefício é uma das alternativas para reduzir o impacto do reajuste, aprovado pelo Senado.

Veja como votaram todos os senadores no reajuste que foi aprovado para o STF:

A favor 

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Aécio Neves (PSDB-MG)

Ângela Portela (PDT-RR)

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Antônio Valadares (PSB-SE)

Armando Monteiro (PTB-PE)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Cidinho Santos (PR-MT)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Edison Lobão (MDB-MA)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Fernando Coelho (MDB-PE)

Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)

Hélio José (PROS-DF)

Ivo Cassol (PP-RO)

Jorge Viana (PT-AC)

José Agripino (DEM-RN)

José Amauri (PODE-PI)

José Medeiros (PODE-MT)

José Serra (PSDB-SP)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Paulo Rocha (PT-PA)

Raimundo Lira (PSD-PB)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Roberto Rocha (PSDB-MA

)Romero Jucá (MDB-RR)

Rose de Freitas (PODE-ES)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Telmário Mota (PTB-RR)

Valdir Raupp (MDB-RO)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Walter Pinheiro (Sem partido-BA)

Wellington Fagundes (PR-MT)

Zeze Perrella (MDB-MG)

Contra

Airton Sandoval (MDB-SP)

Cristóvam Buarque (PPS-DF)

Fátima Bezerra (PT-RN)

Givago Tenório (PP-AL)

José Pimentel (PT-CE)

Lídice da Mata (PSB-BA)

Lúcia Vânia (PSB-GO)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Regina Sousa (PT-PI)

Reguffe (Sem partido-DF)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Roberto Requião (MDB-PR)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Vanessa Graziottin (PCdoB-AM)

Wilder Morais (DEM-GO)

Abstenção

José Maranhão (MDB-PB)

Via: O Popular G1 

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Economia

Senado aprova corte em fundo para Educação

Foi cortado pela metade uma das fontes de recursos do Fundo Social do Pré-Sal.
08/11/2018, 09h13

O Senado cortou pela metade uma das fontes de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, destinado a investimentos em saúde e educação. Por meio de um projeto de lei, os senadores destinaram 50% dos recursos vindos da comercialização do petróleo do pré-sal, que iriam integralmente para o Fundo Social, para outro fundo, voltado para expansão de gasodutos e para o fundo de participação de Estados e municípios. A proposta ainda precisa passar pela Câmara.

O Brasduto contará com 20% dos recursos da comercialização do petróleo do pré-sal. Outros 30% serão destinados aos fundos de participação de Estados e Municípios. O fundo dos gasodutos ainda poderá contar com recursos do Orçamento.

O acordo para a votação do texto, que estava em um projeto de lei sobre o pagamento de multas indenizatórias a usuários de energia prejudicados por distribuidoras, teve apoio do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Na quarta-feira, 7, os senadores retiraram da proposta o item que privilegia a seleção e construção de gasodutos que já obtiveram licenciamento ambiental. Agora, o critério de escolha será definido pelo comitê gestor do Brasduto. A rede de novos gasodutos já licenciados ampliaria a rede em 6,7 mil km.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Quadrilha cobrava até mil reais para falsificar documentos de veículos, em Goiânia

Os criminosos foram presos na operação Cartório do Crime, realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA).

Por Ton Paulo
08/11/2018, 09h24

Uma associação criminosa que atuava falsificando documentos das mais variadas espécies, entre elas a de veículos, cobrando até mil reais pelo serviço, foi desarticulada por uma operação da Polícia Civil (PC) na manhã desta quinta-feira (8/11). A Operação Cartório do Crime, realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), executou, até agora, 10 mandados de prisão. Os criminosos atuavam em Goiânia e região metropolitana.

Aproximadamente 70 policiais civis participaram das diligências para o cumprimento de 10 mandados de prisão temporária e 17 mandados de busca e apreensão nas cidades goianas de Goiânia, Abadia de Goiás e Trindade. Entre os presos estão os responsáveis pelas falsificações de documentos, além de despachantes e contadores que comercializavam os papéis falsos.

De acordo com o delegado Fábio Meirelles, responsável pelas investigações que já vinham acontecendo há cerca de oito meses, a quadrilha atuava falsificando todo tipo de documento: procurações, contratos, documentação de veículos e etc. Segundo o delegado, eles cobravam de R$ 100 a R$ 1.000 reais pelas falsificações, dependendo do documento.

Durante as buscas os policiais encontraram diversos documentos falsos, computadores, impressoras e outros instrumentos utilizados nas falsificações.

Participaram das diligências as equipes da DERFRVA, DENARC, DECON, GIH/2ªDRP, GT3, GOI e GPO.

Criminosos atuavam há mais de um ano

Ainda segundo informações do delegado Fábio, a associação criminosa já vinha atuando há mais de um ano. Os membros do grupo pegavam “encomendas” de falsificação de documentos em Goiânia e na região metropolitana da capital.

Segundo o delegado, os preços das falsificações variavam de acordo com o nível de dificuldade da fraude. Quanto mais difícil falsificar o documento encomendado, mais caro era.

Os 10 suspeitos foram presos e responderão por associação criminosa e falsificação documental. A pena para os dois crimes somados pode chegar a mais de 10 anos.

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Mundo

Casa Branca suspende credencial de jornalista da CNN que discutiu com Trump

O fato aconteceu um dia depois das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA.
08/11/2018, 09h26

A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira, 7, a suspensão da credencial do jornalista da CNN Jim Acosta, depois que ele protagonizou uma intensa discussão com o presidente americano, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva.

“O presidente Trump acredita na liberdade de imprensa e espera que façam perguntas difíceis a ele e a seu governo. No entanto, nunca vamos tolerar um jornalista que ponha as mãos em cima de uma mulher jovem que simplesmente tenta fazer seu trabalho como estagiária na Casa Branca”, declarou em um comunicado a porta-voz da presidência, Sarah Sanders, com relação ao momento em que Acosta confrontou a funcionária porque não queria soltar o microfone.

“Como resultado do incidente de hoje (quarta-feira), a Casa Branca suspende a credencial permanente do jornalista envolvido até novo aviso”, disse Sarah.

Uma associação que representa os jornalistas que cobrem a Casa Branca considerou inaceitável a medida tomada pelo Executivo americano. “A Associação de Correspondentes da Casa Branca se opõe fortemente à decisão da administração Trump de usar credenciais de segurança do serviço secreto dos Estados Unidos como uma ferramenta para punir um repórter com quem tem um relacionamento difícil”, reagiu o grupo em um comunicado. “Exortamos a Casa Branca a reverter imediatamente esta ação frágil e equivocada.”

Decisão do Trump

A coletiva durante a qual ocorreu o incidente se deu um dia depois das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA. Trump reagiu a uma pergunta da CNN sobre o tema da caravana de migrantes que avança para a fronteira do país, originária da América Central. Quando Acosta perguntou ao presidente se ele havia “demonizado os migrantes” durante a campanha eleitoral, Trump respondeu: “Não, quero que entrem no país. Mas têm de entrar legalmente”.

Acosta insistiu: “Estão a centenas de milhas de distância. Isso não é uma invasão”, afirmou, usando a palavra com a qual Trump havia definido o fluxo de migrantes. O presidente, então, reagiu de modo contundente. “Honestamente, acho que você deveria me deixar dirigir o país. Você dirige a CNN, e se fizesse isso bem, sua audiência seria mais alta”, disse Trump.

“Já chega. Abaixe o microfone”, acrescentou o republicano, irritado com Acosta. O jornalista da CNN se recusou a entregar o microfone e se sentar, e continuou fazendo perguntas. “A CNN deveria se envergonhar de ter você trabalhando para eles, você é grosseiro e uma pessoa horrível”, disse o presidente.

Antes da pergunta seguinte, o jornalista da NBC Peter Alexander defendeu Acosta dizendo que era um “repórter diligente”, o que despertou a ira de Trump. “Tampouco sou seu fã. Para ser honesto, você não é o melhor”, disse o presidente a Alexander.

Trump voltou a se dirigir a Acosta. “Quando você informa notícias falsas, o que a CNN faz muito, você é inimigo do povo”, afirmou. Durante a entrevista, o magnata também silenciou outra jornalista da CNN, April Ryan, quando ela tentava lhe fazer uma pergunta sem microfone.

Em sua conta no Twitter, Acosta ressaltou que não é “inimigo”. “Não somos inimigos do povo. Não sou seu inimigo. Você não é meu inimigo. É errado qualificar seus colegas americanos como inimigos. Estamos todos no mesmo time. Somos todos americanos.”

‘Longe demais’

Em um comunicado, a CNN considerou que “os ataques deste presidente à imprensa foram longe demais”. “Não são apenas perigosos, são preocupantemente antiamericanos”, afirmou a emissora, que expressou seu apoio a Acosta e a “jornalistas de todos os lados”.

Após os embates com os representantes de emissoras de televisão, o presidente acusou uma jornalista negra de ser “racista” por tê-lo interrogado sobre sua retórica “nacionalista” que estimulou supremacistas brancos.

“Tenho uma cobertura (da mídia) muito incorreta”, disse Trump. “Eu poderia fazer algo fantástico, e eles (os jornalistas) fariam algo ruim”, queixou-se. Ao fim da coletiva de quase uma hora e meia, o presidente destacou que acredita que “o tom possa melhorar (com a imprensa), mas isso começa com a mídia”. (Com agências internacionais)

Imagens: Istoé 

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Goiás

Portal Dia Online encontra preso do semiaberto com tornozeleira desligada, em Aparecida de Goiânia

Preso estava tranquilamente no Terminal Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia.
08/11/2018, 09h31

Solto há três meses após ganhar progressão de pena – foi para o semiaberto – um preso de 26 anos desligou a tornozeleira eletrônica no sábado (3/11). “Desliguei para sair de noite”, justificou ele, no Terminal Veiga Jardim, em Aparecida de Goiânia.

Ele foi encontrado pelo repórter no início da tarde de domingo (4/11) Terminal Veiga Jardim, depois de ter passado mais de dez horas com o aparelho desligado sem ter sido localizado por agentes responsável pelo monitoramento e busca de presos que desaparecem no sistema.

Enquanto ele fumava, contou um pouco da rotina dos últimos seis anos desde que foi preso após matar a vítima de um assalto em 2012. “Não gosto nem de lembrar, mano. Matei sem ver.”

Ele comenta sobre as dificuldades de conseguir emprego, se lembra do horror da Casa de Prisão Provisória (CPP) e Penitenciária Odenir Guimarães – inclusive da guerra entre facções no Complexo Prisional e revela como conseguiu se acostumar à cadeia.

“Tive de ser batizado pelo Comando Vermelho para não morrer”, conta. Ele garante que não trabalha para a facção do lado de fora da prisão.

Preso do semiaberto conta como entram drogas e celulares na cadeia

“Tudo lá dentro da cadeia é dinheiro. Tinha que conseguir R$400 por semana para me manter, ajudar na cela e nas drogas”, conta, entre tragadas de um cigarro que ele conseguiu de um rapaz vestido com calça e camisa social. “Depois fiz os corres para comprar um celular lá dentro.”

Ao Portal Dia Online, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de Goiás, Maxsuell Miranda das Neves, comentou isso em uma entrevista no dia 1º de janeiro sobre apreensão de mini-celulares. “Não fica barato um preso conseguir um celular. Ele precisa corromper servidores, advogados e familiares. Fora o valor do aparelho”, disse.

O repórter quer saber como. “Ligando para as tias”, diz ele, em referência a golpes. “Depois a gente conseguia créditos e planos nas operadoras”. Depois de resistir, decide contar como conseguia celular dentro da cadeia. “A gente paga pros agentes, R$3 ou R$4 mil, mano.”

Segundo ele, ou os agentes entram com os aparelhos e drogas ou facilitam a entrada dos familiares. “Por isso tem que ajudar lá.”

O rapaz não conseguiu emprego desde que saiu para rua porque, diz ele, as pessoas não dão chance para quem usa tornozeleira. Ele sabe que pode ser punido – voltando para o regime fechado – por desligar a tornozeleira. É o que explica ao Portal Dia Online, o coordenador da Central de Monitoração Eletrônica da Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP), Rodrigo Helou.

“Se ele for encontrado, provavelmente haverá regressão de regime ou mandado de prisão de aberto.” Ou seja, ele pode voltar para a cadeia. E não vai adiantar ele contar as histórias que ele contou para a reportagem.

“Ali é um inferno. Vi gente sendo espancada e tendo olhos arrancados”, lembra o preso, com currículo criminal robusto: passagens por tráfico, roubo e latrocínio. Quando foi indagado se ele continua cometendo crimes, ele garante que não.

Durante toda a noite em que esteve com a tornozeleira eletrônica desligada, nenhum dos 30 servidores responsáveis pelo monitoramento acionou a equipe de agentes que vão atrás de presos que, ou não colocam para carregar ou violam para fugir.

Segundo Rodrigo Helou, cerca de 30 servidores monitoram as tornozeleiras de pelo menos 1.100 presos do semiaberto em Goiânia e Aparecida de Goiânia. São 4 mil em todo o Estado de Goiás e 3 mil em toda Região Metropolitana da capital. “Os agentes vão até o local, normalmente com apoio de policiais militares e verificamos onde está o preso”, explica ele.

Quando há regressão de pena, o preso sai do regime fechado e vai para o regime semiaberto. “Quando o preso trabalha, ele tem autorização para pernoitar em sua casa. Quando não trabalha, ele tem que voltar para a unidade prisional e, no final de semana, fica recolhido na unidade prisional integralmente.

No caso do preso encontrado pela reportagem no Terminal Veiga Jardim, Rodrigo Helou diz que é excessão. “Esses casos chegam a no máximo a 2%.”

Ainda segundo Helou, caso o preso seja identificado, ele deve ser levado de volta para a unidade prisional e deve responder a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). “O processo  encaminha para o juiz, que normalmente manda regredir”, resume Helou.

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