Economia

Confira dicas para aproveitar a Black Friday em Goiás; promoção ocorre em 23 de novembro 

Em 2017, irregularidades mais comuns foram: divergências de preços, produtos expostos à venda sem preço e simulação de desconto tentador.
08/11/2018, 19h38

A Black Friday no Brasil ocorrerá, este ano, oficialmente no dia 23 de novembro, mas diversas lojas anunciam promoções ao longo de todo o mês. E apesar dos preços chamativos, o consumidor deve estar sempre atento às falsas ofertas, divergências de preços e simulação de descontos. Já quem compra pela internet, além desses problemas, deve ficar ligado ainda se o site é confiável e no valor do frete. Pensando nisso, o Procon Goiás listou dicas para você aproveitar as promoções com tranquilidade em Goiás.

Até o momento, foram fiscalizados no estado 32 lojas físicas, sendo elas: Eletrosom, Novo Mundo, Ponto Frio, Byblos Perfumaria, hipermercado Extra, Flávio´s Calçados, Mega Deville Jóias, São Jorge Shopping da Construção, Casa Goianita, Casas Bahia, Dular Móveis, Exclusiva Utilidades, Fujiclick, Fujioka, Americanas, Magazine Luiza, O Boticário, Polishop, Primetek, Ricardo Eletro e Shopping dos Cosméticos.

Nesses locais foram coletados os preços promocionais para comparação. As planilhas com base nos preços de encartes, fôlderes e outros anúncios e também aquelas cujos preços já foram coletados nas lojas podem ser conferidas pelo seguinte endereço: https://www.procon.go.gov.br/noticias-procon/procon-goias-inicia-divulgacao-planilhas-de-precos-coletados-no-comercio-durante-fiscalizacao-da-black-friday.html. Equipes do Procon voltarão aos locais fiscalizados para verificar a possível prática de publicidade enganosa.

Dicas para aproveitar melhor a Black Friday

Veja abaixo algumas dicas preparadas pelo Procon Goiás, para os consumidores aproveitarem com tranquilidade o período de promoções mais aguardado do ano:

– Pesquise os preços dos produtos ou serviços desejados antes da compra em pelo menos três sites participantes da Black Friday e em outros fornecedores para verificar se a oferta é realmente vantajosa;

– Não se deixe levar pelo apelo emocional da oferta e comprar itens desnecessários, cujos valores, se somados a outras dívidas, podem dificultar o pagamento e levá-lo ao endividamento;

– Leia a política de privacidade da loja virtual para identificar os compromissos assumidos pela loja virtual quanto ao armazenamento e manipulação de senhas e dados. Importante que o consumidor fique atento aos requisitos de segurança para inserção de senhas e dados;

– Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a compra e a confirmação do pedido, como comprovante de pagamento, contrato e anúncios publicitários. É importante fazer a reprodução (captura) da tela dos preços constando o horário e o domínio do site, pois a oferta deve ser cumprida conforme veiculado;

– A comercialização de produtos, ou serviços em loja, física ou online, deve observar as determinações do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Nas compras pela internet o consumidor tem o prazo de até sete dias, contados do recebimento da mercadoria ou da contratação do serviço, para exercer o direito de arrependimento. Até este prazo, pode-se cancelar a compra independente do motivo, sem que nenhum valor lhe seja cobrado.

– Verifique se não houve o aumento do valor do frete, o que pode tornar o desconto menos vantajoso;

– Os produtos importados adquiridos no Brasil em estabelecimentos devidamente legalizados seguem as regras nacionais;

– Solicite que o prazo de entrega seja registrado na nota fiscal ou recibo. O consumidor só deve assinar o documento de recebimento do produto após examinar o estado da mercadoria. No caso de irregularidades, elas devem ser relacionadas, justificando assim o não recebimento;

– Caso o produto apresente vícios depois da entrega, deverá ser encaminhado à assistência técnica. A loja física ou virtual tem o prazo de 30 dias para solucionar o problema,  após esse prazo o consumidor poderá exigir sua troca por outro produto idêntico, a devolução integral do valor pago ou o abatimento proporcional do preço;

– Em caso de redução de preços por vício, a informação deve ser prévia e clara. Porém, o vício não pode comprometer o funcionamento, utilização ou finalidade do produto.

– Evite comprar produtos lançados na Black Friday, pois o consumidor não tem meios para aferir se o desconto vale ou não a pena.

Compras pela internet durante a Black Friday

O Procon ressalta que a segurança, principalmente nas plataformas online, deve se redobrada durante a Black Friday. Não compartilhe links via WhatsApp que prometam promoções milagrosas; na maioria das vezes a mensagem é falsa, com conteúdo malicioso que pode prejudicar seu sistema operacional do aparelho.

Quem vai adquirir produtos pela internet deve atentar com:

Certifique se o site é protegido pelo certificado SSL, que são: cadeado no navegador, a letra S no HTTP e o Selo de Segurança, além de confirmar se o Certificado Digital foi emitido para o mesmo endereço web da página pesquisada.

– Procure no site a identificação da loja, como razão social, CNPJ, endereço, telefone fixo e outras formas de contato, além do email;

– Cuidado ao clicar em links recebidos por email marketing. Veja se a extensão do destinatário do email corresponde ao da loja;

– Evite sites que exibem como forma de contato apenas um telefone celular;

– Prefira fornecedores recomendados por amigos ou familiares ou que possuam também estabelecimento físico, para facilitar a localização da empresa, caso ocorra algum problema;

– Prefira sites que tenham Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC);

– Instale programa de antivírus e o firewall, sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados, e mantenha atualizados no computador;

– Nunca realize transações online em lanhouses, cybercafés ou computadores públicos, pois podem não estar adequadamente protegidos;

– Evite os horários de pico de acessos, quando as páginas ficam mais lentas e, no caso de dúvidas, entre em contato com o SAC e os canais de rede social da empresa.

Denúncias de irregularidades na Black Friday

Caso o consumidor constate alguma irregularidade, o Procon Goiás pode ser acionado, das 7h às 18h, pelo Disque-Denúncia 151 ou (62) 3201-7100, ou pessoalmente na sede, localizada na Rua 8, nº 242, no Centro de Goiânia, ou no atendimento Vapt Vupt. Outra opção é o Procon Web (https://proconweb.ssp.go.gov.br).

Imagens: Bild 

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Política

Rocha Loures, ex-assessor de Michel Temer, vai tirar tornozeleira em Goiânia

Monitoramento foi suspenso pelo juiz Jaime Travassos Sarinho, da 15ª Vara de Brasília, a pedido da defesa.
08/11/2018, 20h24

Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), ex-deputado e ex-assessor de Michel Temer (MDB), não será mais monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele deve retirar o equipamento nos próximos dias, na Central Integrada de Monitoração Eletrônica (Cime), no Setor Bueno, em Goiânia. O uso do sistema de monitoramento foi suspenso pelo juiz Jaime Travassos Sarinho, da 15ª Vara de Brasília, a pedido da defesa de Loures.

Segundo a defesa, o Rocha Loures nunca descumpriu as regras estabelecidas pelo monitoramento por tornozeleira eletrônica, e apesar da retirada do aparelho, o ex-deputado deve cumprir algumas medidas cautelares como a obrigação de se recolher em casa durante a noite e se apresentar regularmente à Justiça.

Rochas Loures, o “homem da mala”

O ex-assessor especial do presidente Michel Temer (MDB) foi preso em junho de 2017, após ser flagrado pela Polícia Federal (PF) recebendo uma mala com R$ 500 mil, que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. A investigação foi iniciada com base em delação premiada da empresa.

Rocha Loures é um conhecido homem de confiança de Temer. Foi chefe de Relações Institucionais da Vice-Presidência sob Temer. Após o impeachment, virou assessor especial da Presidência e, em março, voltou à Câmara, ocupando a vaga do ministro da Justiça, Osmar Serraglio.

O pedido de prisão foi feito após o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio reassumir o cargo de deputado federal. Com o retorno, Loures, que era suplente de Serraglio, perdeu o foro privilegiado.

Rocha Loures põe tornozeleira em Goiânia

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures recebeu a tornozeleira eletrônica em julho do ano passado, em Goiânia. Ele foi solto depois de ficar preso por pouco mais de um mês na carceragem da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Na ocasião, a PF informou que não dispunha desse tipo de equipamento em suas unidades, próprio de órgãos penitenciários ou de segurança pública ostensiva. A tornozeleira eletrônica usada por Loures foi cedida pelo estado de Goiás.

Ainda em julho, o promotor de Justiça Fernando Krebs pediu o recolhimento do aparelho emprestado pelo Estado. De acordo com a ação, não havia justificativa para o empréstimo da tornozeleira, tendo em vista os indícios de violação de princípios constitucionais como o da impessoalidade e da moralidade.

“A ilegalidade está na concessão do privilégio, em burlar a fila”, afirmou o promotor, acrescentando que a medida violou preceitos basilares da República, onde todos os cidadãos são iguais, não podendo haver privilégios.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Economia

Como negociar dívidas para voltar a comprar no final de ano

Especialistas comentam caso de Raquel, uma psicóloga que superou o que parecia impossível: negociar as dívidas.
08/11/2018, 22h19

Durante anos a educadora sexual Raquel Malaghetta, de 26 anos, não conseguia deitar sem pensar que no dia seguinte tudo se repetiria. Bancos, lojas e prestadores de serviços ligariam para ela. E não tinha escapatória: sempre recebia ligações do conhecido DDD de São Paulo, muito familiar aos endividados.

De manhã, à tarde ou quando anoitecia, algum call center de cobrança ligaria para lembrar Raquel o que ela tentava esquecer:  precisava quitar as contas que foi adquirindo sem qualquer controle nos últimos anos.

Um dia era o cartão de crédito que estourou quando viu um par de sapatos recém-lançados na loja, depois o Iphone, a conta do bar, a cabeleireira. O descontrole transformou a vida de Raquel em uma fuga.

“Eu fugia sempre. Pagava apenas quem me pressionava”, confessa ela, que não consegue explicar por que, mesmo morando sozinha desde os 15 anos, chegou aos 26 com uma dívida de R$ 60 mil. “Nunca tive dificuldades para ganhar dinheiro, mas sempre me endividei. Quando apertava, fazia alguma coisa para pagar. Mas voltava a ficar devendo”, conta ela.

O psicólogo e mestre em Psicologia Social, Handersenn Shouzo Abe, entende o comportamento da Raquel. Ele recebe diversos casos em seu consultório com pacientes que não conseguem parar de comprar. E, pior, não conseguem pagar. “Muitas vezes a pessoa quer preencher o vazio por uma questão emocional”, explica. “Como se comprar fosse uma gratificação.”

Ele acredita que pacientes com este perfil precisam ter consciência que o equilíbrio é a melhor saída. “Comprar não é o problema, problema é comprar o que não se pode pagar”, explica Shouzo em seu consultório, no 8º andar de um edifício, em Goiânia.

Como Raquel, este tipo de consumidor representa 55% dos “consumidores em transição”, ou seja, com consumo consciente, mas longe do adequado. É o que revela uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O estudo avaliou consumidores de todas as capitais do país.

Ainda de acordo com os dados coletados na pesquisa, os consumidores pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados. Apenas 31% podem ser considerados efetivamente “consumidores conscientes”.

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Dados e arte: CNDL

Quando tudo começou

Aos 22 anos, Raquel adquiriu a primeira grande dívida com bancos: R$ 10 mil. Mesmo assim, abriu uma empresa. “Comecei errado, sei, mas a empresa deu certo e eu consegui quitar a conta.” Por sorte. Ela não havia adquirido nenhuma organização financeira e continuou gastando em investimentos que não rendiam muito na empresa e em sua vida pessoal.

Um dia, Raquel tentou ligar para os bancos. Ela queria negociar. Depois de horas, não aguentava mais esperar as mensagens eletrônicas que passavam de departamento em departamento. Desligou a ligação. Ela desistiu e continuou se endividando.

Pouco tempo depois perdeu o sono. Não conseguia mais sorrir e fugia das amigas porque as dívidas tinham chegado à monstruosa cifra dos R$60 mil. Raquel vivia apenas para pagar as contas básicas, fugindo dos cobradores enquanto os juros tiravam cada vez mais sua vontade de viver.

Também se lamentava de não conseguir nem mesmo passar um final de semana em Caldas Novas ou passear pelas calçadas de pedras de Pirenópolis. “Mas um dia me indicaram uma pessoa que poderia me ajudar. E deu certo”, comemora.

Na primeira reunião com o planejador financeiro pessoal, João Gondim, ela se assustou. Teria de abandonar o cartão de crédito e o cheque especial, pelo menos até pagar tudo o que devia. Aos 31 anos, João é um homem sorridente, de fala rápida e cheia de frases de efeito. “Mas que dão resultados”, garante ele (Veja os vídeos no final da reportagem).

“No primeiro momento, ele mesmo negociou algumas dívidas”, conta Raquel. Acostumado a organizar a vida de endividados, João enxerga em Raquel um exemplo de superação. “Em seis meses, ela conseguiu reorganizar a vida financeira, sanar algumas dívidas, elevar a autoestima e voltar a consumir, mas conscientemente”, se orgulha da aluna.

Perto de fechar o ano, Raquel tem perspectiva mais positiva que anos anteriores. Quer comprar roupas e sapatos novos para realizar o sonho de passar o reveillon na praia. “É o meu sonho e, com as dívidas encaminhadas, vou conseguir”, diz, otimista.

Tendência é que final de ano seja de mercado aquecido

Como renegociar dívidas para voltar a consumir no final de ano
Raquel volta a comprar, mas em dinheiro. “Estou mais feliz”. Foto: Yago Sales

O mesmo otimismo de Raquel percorre lojas em Goiânia, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO), Eduardo Gomes. Ele reconhece que as vendas não devem superar muito as do fim de 2017.

“Percebemos que vai aquecer um pouco porque muitos consumidores tiveram a oportunidade de receber o PIS [Programa de Integração Social] PASEP [Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público]. Por isso, muitos quitaram dívidas e agora podem comprar”, explica Gomes.

Para ele, o 13º salário é outro fator importante. “Deve injetar dinheiro suficiente para animar o mercado, considerando aposentados e servidores públicos”, esclarece. “As pessoas pagam as dívidas e consomem.”

Raquel voltará às compras, mas sem cartão de crédito. “Vou comprar à vista”, diz, enquanto pousa para a câmara em uma loja no Setor Bueno, em Goiânia. “Reconheço que ainda estou me reeducando porque ainda enfrento as dívidas. Me sinto melhor após superar esta etapa. Antes de decidir negociar e pagar tudo, me sentia frustrada por cada centavo que eu devia”, conta.

Dados da Camara dos Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL  Goiânia) mostram que o mês de outubro fechou com média positiva em relação ao número de exclusões – quando endividados quitam suas dívidas. A diretora executiva da CDL Goiânia, Alexandra Lima, comemora os números.

“O número de exclusões é importante porque as pessoas pagaram as dívidas e voltaram a ter crédito.” O dado é mais positivo ainda, salienta ela, pois ainda não saiu a primeira parcela do 13º salário. “A tendência é aumentar, ou seja, o comércio deve vender mais e estamos muito animados.

Alexandra recomenda que o melhor é procurar a negociação. “No site da CDL, existe o negociador online, onde a pessoa pode conseguir uma saída para a dívida.” Para ela, o consumidor também precisa procurar o lugar onde ele está sendo acionado para que o nome e o CPF sejam tirado do SPC.

Cuidado, cuidado…

Para o professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e psicólogo Wadson Arantes Gama, muitos consumidores compram para aliviar uma angústia. “Ele compra, compra, compulsivamente e se arrepende. Ele tem necessidade. São questões internas. Mas é possível compreender isso e negociar, primeiro consigo mesmo, depois para pagar”, assinala.

Para José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, iniciativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), para que a pessoa volte a consumir, ela precisa pagar a dívida. Ele alerta, contudo, para que o consumir aprenda com o erro.

“É muito comum a pessoa acertar e depois voltar a consumir como antes. A pessoa precisa rever que tipo de controle tem feito no consumo, a questão falta de organização. Ela precisa anotar, conferir, examinar. A pessoa não tem controle e, quando vê, está pagando juros e com contas atrasadas e tudo vira uma bola de neve”, esclarece Vignoli.

Ainda segundo ele, o excesso de parcelamento e compras impulsivas demonstram a forma com que o consumidor está lidando com o dinheiro. “O cartão de crédito sempre aparece em primeiro lugar nas estatísticas de endividamento. Mas o cartão de crédito não é culpado”, pontua. “Se essa dívida não é paga, não é culpa do cartão.”

José Vignoli alerta para taxas de juros que pegam consumidores desprevenidos. “Se eu sei que o banco cobra taxa absurda, tenho que tomar cuidado. As pessoas costumam não ter controle. É preciso saber o quanto está gastando e se é possível pagar.” Ele não acredita que cartões sejam vilões e precisam ser quebrados.

“O cartão de crédito é fundamental. Todo consumidor tem cartão de crédito, principalmente de classe C. Com a crise, as famílias se endividaram e isso contribuiu para a queda do consumo. Depois veio o desemprego. E a instabilidade política contribui para a queda das vendas. Mas com um cenário otimista, as pessoas acreditam que podem consumir e que vão poder comprar”, finaliza, sorrindo.

Raquel, que não é boba, optou pela educação financeira. “É a melhor forma de ser a pessoa mais feliz do mundo.

Como renegociar dívidas para voltar a consumir no final de ano

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Pegar dinheiro com parente é uma saída

Cuidado com comportamento compulsivo

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Brasil

Conselho Nacional de Educação aprova 20% de ensino médio online

O ensino a distância na educação básica é uma das ideias defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro.
09/11/2018, 07h56

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou na quinta-feira, 8, a liberação de 20% da carga horária do ensino médio diurno para a educação a distância. Segundo o texto, a modalidade deve ser utilizada “preferencialmente” na parte flexível prevista pela reforma, aprovada em 2017, para essa etapa de ensino. A mudança divide especialistas da área.

O ensino a distância na educação básica é uma das ideias defendidas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para atender locais mais remotos, por exemplo. Na avaliação de alguns conselheiros, a aprovação dos 20% limita uma eventual proposta mais ousada de utilização da modalidade nas escolas.

O texto aprovado atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para o ensino médio e regulamenta a reforma da etapa, que já havia aberto uma brecha para o ensino online. A reestruturação do médio, aprovada em 2017, prevê que 40% da carga horária seja flexível, com aprofundamento de estudos em áreas específicas optativas. Os outros 60% são para os conteúdos comuns, como Matemática e Linguagens.

Entre os que defendem a educação a distância, o argumento é o de que ela ajuda a aumentar a oferta de disciplinas não obrigatórias do novo ensino médio. Isso porque metade das cidades do País tem só uma escola de ensino médio e, por isso, faltam professores para as várias áreas que deveriam ser oferecidas. No entanto, ao não delimitar a modalidade apenas para a parte flexível, há o receio de que a alternativa seja usada para resolver o déficit de professores.

Para o membro do CNE Eduardo Deschamps, a atualização das diretrizes não abre brecha para esse tipo de uso, uma vez que o texto restringe as atividades online apenas com a presença de um professor, que deverá ser correlato à área. O texto aprovado, porém, não faz essa delimitação quanto a área de atuação do docente. “Não está no documento porque já há outros dispositivos na legislação que garantem essa ligação”, argumenta Deschamps. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou há dois dias que o CNE se articulava para concluir a votação já esta semana.

Repercussão

Salomão Ximenes, especialista em Educação da Universidade Federal do ABC (UFABC), diz que a medida pode ser usada para solucionar a falta de professores de áreas em que há um maior carência no País, como Física e Matemática. “Não resolve o problema da ausência de docentes e amplia o abismo entre escolas. A igualdade de condições de acesso e permanência na escola tende ainda mais a ser violada.”

Para Neide Noffs, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o ensino presencial é indispensável e mais importante para a formar o jovem. Mas avalia que a modalidade a distância pode contribuir no aprendizado, se usada como complemento ou aprofundamento. “Pode ser algo interessante para o aluno, como uma oficina de escrita ou atividade complementar de atualidades.”

Prós e contras

Facilidade – Os defensores do ensino a distância dizem que a modalidade facilita a oferta de diferentes percursos formativos, previstos pela reforma do ensino médio. Metade dos municípios do País tem apenas uma escola dessa etapa.

Restrição – Outro argumento favorável à mudança é de que a regulamentação impede propostas que queiram liberar ainda mais tempo de ensino online no ensino médio.

Tecnologia – Os defensores também afirmam que as aulas online podem despertar mais a atenção dessa nova geração de alunos.

Aprendizagem – Já aqueles que são contrários à medida dizem que há riscos de perda de aprendizagem com o ensino a distância nessa faixa etária. Segundo eles, a convivência escolar é importante para o desenvolvimento de habilidades e competências.

Precarização – Há também o receio de que a medida seja usada em situações de falta de professor, especialmente, em disciplinas onde há um grande déficit, como Física.

Desigualdades – Especialistas temem que o uso da tecnologia para complementar a carga horária seja mais disseminada em escolas com pouca estrutura e falta de professores, ampliando o abismo da qualidade educacional no País.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

UFG anuncia abertura de cursos de graduação e especialização em Anápolis e outros municípios de Goiás

A aprovação dos cursos a distância foi feita por meio de articulação do CIAR, um órgão suplementar da Reitoria da universidade.

Por Ton Paulo
09/11/2018, 08h03

A Universidade Federal de Goiás (UFG) obteve 1.200 vagas aprovadas em cursos gratuitos de graduação e especialização a distância, financiados pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), da CAPES. Os cursos superiores devem ser abertos já em 2019, em cidades como Anápolis, Goianésia e Inhumas.

A aprovação dos cursos foi feita por meio de articulação do CIAR, um órgão suplementar da Reitoria da universidade, e as propostas submetidas pela UFG contemplam diversas áreas do conhecimento, tais como Biologia, Biblioteconomia, Matemática e Artes Visuais.

As provas para os cursos de especialização serão reguladas por editais específicos, lançados no período de inscrições, com provável início das aulas em março de 2019. Já a seleção para os cursos de graduação deve ocorrer por meio de um vestibular ou utilizando a nota obtida no Enem. As provas para os cursos de graduação devem ser realizadas entre maio e junho do próximo ano, com provável início das aulas em agosto de 2019.

É possível fazer um cadastro e registrar interesse em até duas formações em qualquer nível, permitindo que o CIAR notifique os interessados diretamente por e-mail, caso um dos cursos escolhidos abra inscrições.

Também estão previstos processos seletivos de Tutores para atuação em alguns dos cursos com turmas em andamento e também nos cursos que devem iniciar suas atividades em 2019.

O cronograma previsto para as seleções de Cursistas e Tutores será divulgado no site do CIAR e nos canais do órgão no FacebookInstagramYoutube Twitter.

Confira abaixo a lista dos cursos de graduação – licenciatura e bacharelado – e especialização que serão abertos pela UFG, assim como os polos de destino:

Cursos EaD de Graduação 2019

Artes Visuais (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG)

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Anápolis, Cezarina, Goianésia, Inhumas

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Biblioteconomia (bacharelado)

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/UFG)

Vagas: 200

Polos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Jataí, Uruaçu

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Biologia (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFG)

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Cezarina, Cidade de Goiás, Goianésia, Goiânia

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Matemática (licenciatura)

Unidade acadêmica responsável: Regional Catalão da UFG

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Alto Paraíso, Cidade de Goiás, Goianésia, Inhumas

Seleção: Estimada para maio/junho de 2019

Início das Aulas: Estimado para agosto de 2019

Cursos EaD de Especialização 2019

Educação Inclusiva e Tecnologias Assistivas

Unidade acadêmica responsável: Media Lab / UFG

Vagas: 150

Polos: Catalão, Cavalcante, Formosa, Goiânia, Mineiros

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

Educação Patrimonial: Escolas, Museus e Comunidades

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Ciências Sociais da UFG (FCS/UFG)

Vagas: 100

Polos: Águas Lindas, Aparecida de Goiânia, Catalão, São Simão, Cavalcante

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

Ensino das Artes Visuais: Abordagens Metodológicas e Processos de Criação

Unidade acadêmica responsável: Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG)

Vagas: 150

Polos: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Cavalcante, Goianésia, Mineiros

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

 

Gestão e Práticas Educacionais Inclusivas

Unidade acadêmica responsável: Regional Goiás da UFG

Vagas: 150

Polos: Alexânia, Goianésia, Cidade de Goiás, Inhumas, Uruana

Seleção: Entre novembro de 2018 e março de 2019

Início das Aulas: Estimado para março de 2019

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