Entretenimento

Acervo Eleonore Koch é colocado à venda em SP; dia 15, Nova York disputa Pollock

11/11/2018, 16h56

Dois grandes leilões movimentam a semana: o da pintora de origem alemã Eleonore Koch, morta em agosto, que será realizado por James Lisboa amanhã, dia 12, e o do pintor norte-americano Jackson Pollock, cuja tela de número 16 (1950), propriedade do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, será colocada à venda pela casa de leilões Phillips, de Nova York, no dia 15, para saldar dívidas do museu e garantir segurança financeira à instituição para realizar exposições e se manter. A pintura de Pollock, doada ao museu carioca pelo milionário Nelson Rockefeller, em 1952, já tem interessados e deve alcançar algo em torno de US$ 18 milhões (R$ 67 milhões). Pollock é o quarto nome mais caro da história da arte. Uma tela sua alcançou US$ 140 milhões num leilão. Já Eleonore Koch não é conhecida fora do círculo volpiano – a pintora, única aluna de Volpi, está representada nos acervos de todos os colecionadores do pintor. Mas é questão de tempo para sua obra ser disputada também lá fora.

Apesar de figurar em edições da Bienal de São Paulo e ter sido a única discípula de Volpi, a pintora Eleonore Koch (1926-2018) nunca teve a projeção que merecia no Brasil. Em parte porque morou muitos anos na Inglaterra, trabalhando como tradutora juramentada para a Scotland Yard, em parte porque era antissocial. Seu perfeccionismo tampouco combinava com a voracidade do mercado de arte. Brigou com muitos galeristas e não gostava de ver suas pinturas circulando como mercadoria – e a prova disso é o tamanho do acervo que integra o leilão de amanhã, comandado pelo veterano James Lisboa.

Ao morrer, Eleonore Koch, ou Lore, como era conhecida entre os amigos, tinha em sua casa nada menos que 600 obras nessa coleção, de têmperas e desenhos a estudos de sua autoria. Entre os trabalhos de outros artistas nesse acervo figuram uma serigrafia de Albers, primo da artista, uma têmpera sobre papel de Volpi e obras de outros pintores como José Antonio da Silva e Rubem Valentim, pinturas que conservou até a morte, apesar das dificuldades financeiras que enfrentou no fim da vida. Filha de Adelheid Koch (1896-1980), primeira psicanalista do Brasil a ser reconhecida pela Associação Internacional de Psicanálise e fundadora da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Eleonore Koch herdou da mãe o dom da assertividade. Defendia suas ideias com convicção e falava de sua pintura com a certeza do justo valor que ela tem.

Todos os “volpistas – assim chamados os colecionadores de Volpi – têm em sua coleções pinturas de Eleonore Koch, a única a testemunhar o segredo do preparo da têmpera artesanal a ovo pelo pintor. E, pelo interesse demonstrado no leilão e o agendamento das visitas, o leiloeiro James Lisboa está certo de que o pregão vai provocar novas releituras de sua obra e conquistar novos colecionadores: “Essa obra não vai ficar apenas nas mãos dos volpistas, sua circulação vai proporcionar um novo entendimento da pintura de Lore e certamente uma movimentação no mercado não só brasileiro, pois ela trabalhou com galerias londrinas” (Campbell & Franks e Rutland).

O maior colecionador inglês de suas obras fora do Brasil foi o barão inglês Alistair McAlpine (1942-2014), nome ligado à indústria da construção e membro do Partido Conservador. Um incêndio em seu castelo destruiu todo o seu acervo (ele foi colecionador de Rothko, Jackson Pollock e escultores como Naum Gabo e William Turnbull). O fogo consumiu todas as telas de Eleonore Koch. Muitas só sobrevivem nos esboços. Há alguns deles do período londrino no leilão. São da capital inglesa algumas das mais belas paisagens pintadas pela artista, também disputada por suas naturezas-mortas de matriz metafísica, que lembram os espaços vazios de Giorgio de Chirico.

A exemplo de seu mecenas inglês, que doou obras à Tate, incluindo trabalhos de Turnbull, Eleonore Koch, que morreu solteira e solitária, aos 92 anos, foi generosa em seu testamento. Legou à Pinacoteca algumas obras e deixou expresso em testamento o desejo de que o dinheiro arrecadado no leilão de amanhã seja repartido entre amigos, o guarda da rua em que morava, sua cuidadora e uma ONG que cuida de gatos.

Apesar dos gatos, que adorava, eles não são protagonistas de suas pinturas. São os passarinhos. Há, no leilão, telas e desenhos dessas aves que são de uma delicadeza extraordinária. Os esboços trazem todas as informações (cores e tamanhos precisos) para a realização das telas. O leiloeiro James Lisboa agrupou esses desenhos em conjuntos de cinco unidades. Além desses conjuntos estarão no pregão cadernos de desenhos que tinham a mesma finalidade. A obra mais antiga é de 1949, um óleo sobre papel que retrata uma sala de inspiração bonnardiana, trabalho que está no livro publicado pelo editor Charles Cosac com texto do crítico Paulo Venâncio Filho. São poucas as telas que estão no leilão, mas a maioria foi reproduzida no livro, o único dedicado à pintora.

Eleonore Koch é um caso único na arte brasileira. Colorista de talento, dialogou com pintores de outros países, especialmente os ingleses – e é fácil identificar a influência de David Hockney e Patrick Caufield (1936-2005) em suas naturezas-mortas com jarros, vasos ou um enigmático mata-borrão de forma híbrida. Mas, ao contrário de Caufield, não incorporou elementos do fotorrealismo. Usou, sim, fotos como modelos de paisagens, mas essas eram apenas pretextos para a pintura. Tanto as marinhas como os parques ingleses e os desertos pintados por ela não seguem uma ordem cromática realista – com frequência ela pintava o mesmo quadro com diferentes cores. São paisagens desoladas, que se fixam na memória como os desertos de Antonioni ou os parques de Resnais.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia desvenda mistério de crime após show em frente à Pecuária, em Goiânia

Imagens obtidas com exclusividade pelo Portal Dia Online mostram vítima sendo assassinada.
11/11/2018, 18h13

Na madrugada do dia 23 de maio deste ano, na 73ª edição da Pecuária de Goiânia 2018, Josimar Jorge da Silva foi encontrado morto em uma calçada. Ele havia saído sozinho de uma distribuidora de bebidas após beber com Maycon Jhonatan de Oliveira Gomes, às 4h da madrugada, no setor Nova Vila, em Goiânia.

Josimar não sabia, mas Maycon estava esperando ele ali perto para lhe matar a facadas e roubar seus pertences.

Seis meses depois do crime, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) concluiu o inquérito. Maycon vivia em situação de rua e era conhecido na região como vigia de carros.

Imagens obtidas com exclusividade pela reportagem do Portal Dia Online mostram a vítima fugindo do agressor. Josimar cai no meio da via, onde carros passam rápidos, e é esfaqueada pelo menos seis vezes nas costas. Corre para a calçada, mas é alcançada.

Depois de perfurar a vítimas outras vezes, Maycon – que veste blusa de frio e um boné – vasculha os bolsos da calça, pega objetos de Josimar, esfaqueia outras vezes e foge.

Veja vídeo de homem sendo morto

https://www.instagram.com/p/BqDZHN1B7bl/

Homem fugiu mesmo sendo preso, em Goiânia

Polícia desvenda mistério de crime após show em frente à Pecuária, em Goiânia
Homem fugiu durante seis meses da Polícia. Foto: Polícia Civil.

O autor foi preso por policiais militares e apresentado na Delegacia dias depois. “Populares apontaram ele como o autor, pedi o mandado de prisão, mas o juiz indeferiu”, conta. Maycon desapareceu.

Mesmo assim, a equipe chefiada pela delegada Magda D’Avila, foi em busca de pistas e descobriu que o assassino fugiu para Senador Canedo, onde trabalharia como vigia de carros na Pecuária da cidade.

A delegada conta por que a prisão veio apenas seis meses depois. “Ele era morador de rua e não tinha residência fixa. Agora ele largou as drogas e morava com a avó. Fizemos monitoramentos até prendê-lo.”

Maycon, diz a delegada,  confessou o crime, mas disse que, na distribuidora, a vítima deu um tapa na cara dele. “Ele ficou esperando a vítima passar do outro lado da rua para pegá-la desprevenida. Essa versão é mentira porque nenhuma testemunha confirmou esta versão”, explica. “Com isso, está provado que ele matou para roubar, ou seja, cometeu latrocínio como está claro nas imagens.”

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Brasil

Enem cobrou mais conteúdo no 2º dia, dizem professores

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve maior nível de dificuldade em relação a outros anos.
12/11/2018, 07h40

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve maior nível de dificuldade em relação a outros anos, com questões que abordaram a genética das plantas, o uso de combustíveis em veículos e até a teoria das eleições. É o que apontaram especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os candidatos resolveram neste domingo questões de Matemática e Ciências da Natureza, que engloba as disciplinas de Química, Física e Biologia.

Na avaliação dos coordenadores de cursinhos, um número menor de questões poderiam ser resolvidas apenas com base em interpretação de texto, o que elevou o nível de dificuldade da prova. Química e Biologia foram consideradas as mais difíceis do exame, enquanto Matemática, a mais fácil.

“O Enem de hoje (domingo) é diferente do passado, muito mais conteudista. O aluno precisa conhecer a matéria com aprofundamento maior”, diz Dias Carvalho, coordenador do Grupo Etapa. Segundo ele, havia menos questões de interpretação.

O uso de termos acadêmicos também dificultou a prova, explica Nelson Dutra, coordenador pedagógico do Objetivo. “Não é uma linguagem comum no ensino médio, o que causa uma dificuldade não só ligada à matéria, mas ao vocabulário.”

A estudante Lais Stefanie, de 19 anos, achou o Enem deste ano mais difícil do que o do ano passado. “É o terceiro (Enem) que faço e, apesar de estudar muito, o nível de dificuldade tem aumentando, sobretudo na área de Ciências. No ano passado, estava mais fácil.”

Na avaliação dos professores ouvidos pelo jornal, a prova estava contextualizada, com temas do cotidiano e atualidades.

A professora de Matemática do Descomplica, Luanna Ramos, diz que a disciplina teve questões padrão. “Os conteúdo favoritos apareceram: probabilidade, análise combinatória, geometria espacial, razão e proporção.” Para ela, poucas questões apresentaram grau maior de dificuldade.

Química foi o grande desafio do segundo dia, segundo Dias Carvalho. “Houve uma cobrança mais acentuada do conteúdo, diferente do começo do Enem, quando as questões eram cotidianas e de interpretação. Se o aluno não soubesse o conteúdo, não resolveria.”

Em Física, as questões apresentaram grau de complexidade médio, segundo o professor Francisco Flávio, do cursinho da Poli. “O aluno com um preparo mínimo acertou de 5 a 7 questões da área (de um total de 14).”

Em Biologia, o professor Alexandre Bandeira, do Descomplica, destacou o fato de ter caído menos questões sobre ecologia. O tema foi abordado em uma pergunta sobre os corredores ecológicos e a manutenção da biodiversidade.

Dados oficiais

Com 5,5 milhões de inscritos, o Enem 2018 registrou o menor número de ausentes nos dois dias de prova desde 2016, segundo o Ministério da Educação (MEC). No primeiro dia, 24,9% dos alunos não fizeram a prova e no segundo, 29,2%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

'Escola sem partido não entra na USP', garante reitor

Reitor da USP defende escola gratuita.
12/11/2018, 08h33

Vahan Agopyan, reitor da USP, falou, em entrevista o jornal O Estado de S. Paulo, sobre o papel das universidades e a polarização política que atinge as instituições de ensino. Veja, abaixo, os principais trechos.

Como o senhor vê a universidade no atual momento político?

Os problemas da sociedade repercutirem na universidade é uma coisa natural. O que me preocupa é explicar o que é uma universidade de pesquisa para a sociedade. A sociedade não entende a gente. Políticos dos dois lados afirmam coisas similares. De um lado, ensino é caro, então privatiza. De outro, é caro e precisamos fortalecer o básico. O que ambos dizem é que a universidade está cara e não precisamos dela.

O senhor defende o ensino gratuito?

Sim. O grosso dos alunos é classe média baixa. Não vai poder cobrar U$ 75 mil como Yale, nem os ricos brasileiros têm. A última vez que fizemos contas, para cobrar em proporção com que o aluno tem, as mensalidades não davam nem 8% do orçamento. A universidade está contribuindo para o desenvolvimento do País? Se está, é um investimento.

O governador eleito de São Paulo, João Doria, disse que é a favor do projeto Escola sem Partido. Qual sua opinião?

Na USP, é impossível. Obedecemos às leis, mas coisas que ferem nossa autonomia, a USP não precisa seguir. Isso fere. A universidade é um locus de debate. Formamos cidadãos.

Mas e se houver denúncias de alunos?

Denunciar para quem? Não vou criar um mecanismo de controle ideológico na USP.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: USP 

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Goiás

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico

O crime aconteceu no dia 27 de outubro, em Anicuns. O advogado Wellington da Costa Souza foi morto com dois tiros, dentro de um bar.

Por Ton Paulo
12/11/2018, 08h39

Foi preso na noite do último domingo (12/11), em Goiânia, o homem que confessou ter matado um advogado dentro de um bar, em Anicuns. O crime, que aconteceu na tarde do dia 27 de outubro deste ano, sábado, teria sido motivado por acerto de tráfico de drogas.

De acordo com informações da Rotam, Amaury Alves Pedrosa, 28 anos, foi preso durante o patrulhamento de uma equipe no Residencial Green Park, em Goiânia. Na abordagem, Amaury, que portava ilegalmente uma arma de calibre 9mm., confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o advogado Wellington da Costa Souza dentro de um bar, no município de Anicuns, região central do Estado.

O crime aconteceu no final de outubro deste ano, no dia 27, e vinha sendo investigado pela Polícia Civil (PC). Segundo o depoimento de Amaury à polícia, ele e um comparsa que dirigia a moto usada no crime rumaram de Americano do Brasil para Anicuns, na tarde de sábado do dia 27 de outubro. Lá chegando, localizaram o advogado sozinho em um bar da região.

O homem conta, então, que desceu da moto em que estava como garupa e atirou oito vezes contra Wellington, fugindo logo em seguida. Ainda no depoimento, Amaury conta que o motivo do homicídio seria um acerto de contas com o advogado por tráfico de drogas. A arma apreendida com ele foi a usada no crime.

Segundo o Tenente Ribeiro, da Rotam, a polícia está investigando para encontrar o paradeiro do comparsa de Amaury, que conduziu a moto para a realização do crime.

Além do advogado, Amaury também confessou a tentativa de homicídio de Valtenis Borges Bueno, no município de Jussara, a 220 quilômetros de Goiânia. Ele tem passagens por diversos crimes, como tentativa e homicídio consumado, furto e associação criminosa.

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico`

Amaury foi preso em flagrante e apresentado na Central de Flagrantes para as providências cabíveis.

Relembre o crime

O advogado Wellington da Costa Souza, de 26 anos, foi morto com dois tiros na tarde de sábado, dia 27 de outubro, quando estava sozinho dentro de um bar. As câmeras de segurança do local registraram o momento em que os dois homens chegam numa moto, um deles desce e efetua os disparos.

Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Goiás (OAB-GO) lamentou a morte de Wellington.

Veja a nota na íntegra:

 “Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) vem a público para lamentar, repudiar e cobrar elucidação de assassinato do advogado criminalista Wellington da Costa Souza, ocorrida em Anicuns.

Ele foi assassinado em seu estabelecimento comercial. Ainda não há mais informações sobre o caso.

O presidente da Comissão da Advocacia Jovem da subseção de Anicuns, Cristiano Pereira, esteve no local a fim de acompanhar pessoalmente o início das investigações do assassinato. A OAB-GO segue alerta e cobra rigorosa apuração dos fatos e punição dos criminosos.”

Lúcio Flávio Siqueira de Paiva

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO).

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