Mundo

Líderes mundiais participam de evento em comemoração ao fim da 1ª Guerra Mundial

11/11/2018, 16h57

Líderes mundiais se reuniram em Paris neste domingo em um evento para marcar o fim da Primeira Guerra Mundial há 100 anos.

Mais de 60 chefes de Estado e de governo, incluindo o presidente americano, Donald Trump, participaram de uma cerimônia solene no túmulo do soldado desconhecido, o símbolo mudo e poderoso de sacrifício por milhões que morreram de entre 1914 e 1918.

O evento em memória começou tarde, ultrapassando o horário exato há cem anos, às 11h da manhã, que o silêncio da paz se fez presente. O presidente francês, Emmanuel Macron, e outros líderes ainda estavam a caminho para o local do centenário no Arco do Triunfo.

Trump chegou separadamente em uma carreata que passou por duas dois manifestantes de topless com slogans anti-guerra. Elas conseguiram ultrapassar os seguranças e foram rapidamente impedidas pela polícia de se agrupar. O grupo Femen reivindicou a responsabilidade do ato.

O último a chegar no evento foi o presidente russo, Vladimir Putin. A chanceler alemã, Angela Merkel, foi posicionada em um lugar de destaque entre Trump e Macron, um poderoso

símbolo de vencedores e vencidos agora de pé juntos, ombro a ombro.

Hoje pela manhã, o presidente americano cancelou uma visita planejada a um cemitério de

americanos mortos na Primeira Guerra Mundial, citando o mau tempo e questão de segurança de seu helicóptero, informou a Casa Branca.

Trump tinha sido programado para colocar uma coroa de flores e fazer um minuto de silêncio no Cemitério e Memorial Americano Aisne-Marne, localizado em Belleau Wood, cerca 100 quilômetros. Fonte: Associated Press

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Goiás

Polícia desvenda mistério de crime após show em frente à Pecuária, em Goiânia

Imagens obtidas com exclusividade pelo Portal Dia Online mostram vítima sendo assassinada.
11/11/2018, 18h13

Na madrugada do dia 23 de maio deste ano, na 73ª edição da Pecuária de Goiânia 2018, Josimar Jorge da Silva foi encontrado morto em uma calçada. Ele havia saído sozinho de uma distribuidora de bebidas após beber com Maycon Jhonatan de Oliveira Gomes, às 4h da madrugada, no setor Nova Vila, em Goiânia.

Josimar não sabia, mas Maycon estava esperando ele ali perto para lhe matar a facadas e roubar seus pertences.

Seis meses depois do crime, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) concluiu o inquérito. Maycon vivia em situação de rua e era conhecido na região como vigia de carros.

Imagens obtidas com exclusividade pela reportagem do Portal Dia Online mostram a vítima fugindo do agressor. Josimar cai no meio da via, onde carros passam rápidos, e é esfaqueada pelo menos seis vezes nas costas. Corre para a calçada, mas é alcançada.

Depois de perfurar a vítimas outras vezes, Maycon – que veste blusa de frio e um boné – vasculha os bolsos da calça, pega objetos de Josimar, esfaqueia outras vezes e foge.

Veja vídeo de homem sendo morto

https://www.instagram.com/p/BqDZHN1B7bl/

Homem fugiu mesmo sendo preso, em Goiânia

Polícia desvenda mistério de crime após show em frente à Pecuária, em Goiânia
Homem fugiu durante seis meses da Polícia. Foto: Polícia Civil.

O autor foi preso por policiais militares e apresentado na Delegacia dias depois. “Populares apontaram ele como o autor, pedi o mandado de prisão, mas o juiz indeferiu”, conta. Maycon desapareceu.

Mesmo assim, a equipe chefiada pela delegada Magda D’Avila, foi em busca de pistas e descobriu que o assassino fugiu para Senador Canedo, onde trabalharia como vigia de carros na Pecuária da cidade.

A delegada conta por que a prisão veio apenas seis meses depois. “Ele era morador de rua e não tinha residência fixa. Agora ele largou as drogas e morava com a avó. Fizemos monitoramentos até prendê-lo.”

Maycon, diz a delegada,  confessou o crime, mas disse que, na distribuidora, a vítima deu um tapa na cara dele. “Ele ficou esperando a vítima passar do outro lado da rua para pegá-la desprevenida. Essa versão é mentira porque nenhuma testemunha confirmou esta versão”, explica. “Com isso, está provado que ele matou para roubar, ou seja, cometeu latrocínio como está claro nas imagens.”

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Brasil

Enem cobrou mais conteúdo no 2º dia, dizem professores

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve maior nível de dificuldade em relação a outros anos.
12/11/2018, 07h40

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve maior nível de dificuldade em relação a outros anos, com questões que abordaram a genética das plantas, o uso de combustíveis em veículos e até a teoria das eleições. É o que apontaram especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os candidatos resolveram neste domingo questões de Matemática e Ciências da Natureza, que engloba as disciplinas de Química, Física e Biologia.

Na avaliação dos coordenadores de cursinhos, um número menor de questões poderiam ser resolvidas apenas com base em interpretação de texto, o que elevou o nível de dificuldade da prova. Química e Biologia foram consideradas as mais difíceis do exame, enquanto Matemática, a mais fácil.

“O Enem de hoje (domingo) é diferente do passado, muito mais conteudista. O aluno precisa conhecer a matéria com aprofundamento maior”, diz Dias Carvalho, coordenador do Grupo Etapa. Segundo ele, havia menos questões de interpretação.

O uso de termos acadêmicos também dificultou a prova, explica Nelson Dutra, coordenador pedagógico do Objetivo. “Não é uma linguagem comum no ensino médio, o que causa uma dificuldade não só ligada à matéria, mas ao vocabulário.”

A estudante Lais Stefanie, de 19 anos, achou o Enem deste ano mais difícil do que o do ano passado. “É o terceiro (Enem) que faço e, apesar de estudar muito, o nível de dificuldade tem aumentando, sobretudo na área de Ciências. No ano passado, estava mais fácil.”

Na avaliação dos professores ouvidos pelo jornal, a prova estava contextualizada, com temas do cotidiano e atualidades.

A professora de Matemática do Descomplica, Luanna Ramos, diz que a disciplina teve questões padrão. “Os conteúdo favoritos apareceram: probabilidade, análise combinatória, geometria espacial, razão e proporção.” Para ela, poucas questões apresentaram grau maior de dificuldade.

Química foi o grande desafio do segundo dia, segundo Dias Carvalho. “Houve uma cobrança mais acentuada do conteúdo, diferente do começo do Enem, quando as questões eram cotidianas e de interpretação. Se o aluno não soubesse o conteúdo, não resolveria.”

Em Física, as questões apresentaram grau de complexidade médio, segundo o professor Francisco Flávio, do cursinho da Poli. “O aluno com um preparo mínimo acertou de 5 a 7 questões da área (de um total de 14).”

Em Biologia, o professor Alexandre Bandeira, do Descomplica, destacou o fato de ter caído menos questões sobre ecologia. O tema foi abordado em uma pergunta sobre os corredores ecológicos e a manutenção da biodiversidade.

Dados oficiais

Com 5,5 milhões de inscritos, o Enem 2018 registrou o menor número de ausentes nos dois dias de prova desde 2016, segundo o Ministério da Educação (MEC). No primeiro dia, 24,9% dos alunos não fizeram a prova e no segundo, 29,2%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

'Escola sem partido não entra na USP', garante reitor

Reitor da USP defende escola gratuita.
12/11/2018, 08h33

Vahan Agopyan, reitor da USP, falou, em entrevista o jornal O Estado de S. Paulo, sobre o papel das universidades e a polarização política que atinge as instituições de ensino. Veja, abaixo, os principais trechos.

Como o senhor vê a universidade no atual momento político?

Os problemas da sociedade repercutirem na universidade é uma coisa natural. O que me preocupa é explicar o que é uma universidade de pesquisa para a sociedade. A sociedade não entende a gente. Políticos dos dois lados afirmam coisas similares. De um lado, ensino é caro, então privatiza. De outro, é caro e precisamos fortalecer o básico. O que ambos dizem é que a universidade está cara e não precisamos dela.

O senhor defende o ensino gratuito?

Sim. O grosso dos alunos é classe média baixa. Não vai poder cobrar U$ 75 mil como Yale, nem os ricos brasileiros têm. A última vez que fizemos contas, para cobrar em proporção com que o aluno tem, as mensalidades não davam nem 8% do orçamento. A universidade está contribuindo para o desenvolvimento do País? Se está, é um investimento.

O governador eleito de São Paulo, João Doria, disse que é a favor do projeto Escola sem Partido. Qual sua opinião?

Na USP, é impossível. Obedecemos às leis, mas coisas que ferem nossa autonomia, a USP não precisa seguir. Isso fere. A universidade é um locus de debate. Formamos cidadãos.

Mas e se houver denúncias de alunos?

Denunciar para quem? Não vou criar um mecanismo de controle ideológico na USP.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: USP 

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Goiás

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico

O crime aconteceu no dia 27 de outubro, em Anicuns. O advogado Wellington da Costa Souza foi morto com dois tiros, dentro de um bar.

Por Ton Paulo
12/11/2018, 08h39

Foi preso na noite do último domingo (12/11), em Goiânia, o homem que confessou ter matado um advogado dentro de um bar, em Anicuns. O crime, que aconteceu na tarde do dia 27 de outubro deste ano, sábado, teria sido motivado por acerto de tráfico de drogas.

De acordo com informações da Rotam, Amaury Alves Pedrosa, 28 anos, foi preso durante o patrulhamento de uma equipe no Residencial Green Park, em Goiânia. Na abordagem, Amaury, que portava ilegalmente uma arma de calibre 9mm., confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o advogado Wellington da Costa Souza dentro de um bar, no município de Anicuns, região central do Estado.

O crime aconteceu no final de outubro deste ano, no dia 27, e vinha sendo investigado pela Polícia Civil (PC). Segundo o depoimento de Amaury à polícia, ele e um comparsa que dirigia a moto usada no crime rumaram de Americano do Brasil para Anicuns, na tarde de sábado do dia 27 de outubro. Lá chegando, localizaram o advogado sozinho em um bar da região.

O homem conta, então, que desceu da moto em que estava como garupa e atirou oito vezes contra Wellington, fugindo logo em seguida. Ainda no depoimento, Amaury conta que o motivo do homicídio seria um acerto de contas com o advogado por tráfico de drogas. A arma apreendida com ele foi a usada no crime.

Segundo o Tenente Ribeiro, da Rotam, a polícia está investigando para encontrar o paradeiro do comparsa de Amaury, que conduziu a moto para a realização do crime.

Além do advogado, Amaury também confessou a tentativa de homicídio de Valtenis Borges Bueno, no município de Jussara, a 220 quilômetros de Goiânia. Ele tem passagens por diversos crimes, como tentativa e homicídio consumado, furto e associação criminosa.

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico`

Amaury foi preso em flagrante e apresentado na Central de Flagrantes para as providências cabíveis.

Relembre o crime

O advogado Wellington da Costa Souza, de 26 anos, foi morto com dois tiros na tarde de sábado, dia 27 de outubro, quando estava sozinho dentro de um bar. As câmeras de segurança do local registraram o momento em que os dois homens chegam numa moto, um deles desce e efetua os disparos.

Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Goiás (OAB-GO) lamentou a morte de Wellington.

Veja a nota na íntegra:

 “Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) vem a público para lamentar, repudiar e cobrar elucidação de assassinato do advogado criminalista Wellington da Costa Souza, ocorrida em Anicuns.

Ele foi assassinado em seu estabelecimento comercial. Ainda não há mais informações sobre o caso.

O presidente da Comissão da Advocacia Jovem da subseção de Anicuns, Cristiano Pereira, esteve no local a fim de acompanhar pessoalmente o início das investigações do assassinato. A OAB-GO segue alerta e cobra rigorosa apuração dos fatos e punição dos criminosos.”

Lúcio Flávio Siqueira de Paiva

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO).

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