Brasil

Um olhar para as calçadas da capital

11/11/2018, 16h56

Todo mundo anda nelas: do ciclista ao motorista de ônibus, do condutor de carro ao piloto de avião. E, apesar de estarem por toda a capital, as calçadas passam muitas vezes despercebidas. Com a intenção de estimular a contemplação dos pisos públicos de São Paulo como obras de arte, dois publicitários criaram o CalçadaSP, projeto que reúne imagens de calçadas que, entre ladrilhos, grelhas, ervas daninhas, cores, pastilhas, curvas, retas e traços, estampam a cidade. O convite é para a pausa, a observação e a admiração dos detalhes.

O projeto reúne fotografias de calçadas que foram pensadas para ser bonitas, com desenhos e brilhos, mas também imagens de objetos caídos, palavras escritas e desenhos rabiscados. “A calçada é democrática porque todo mundo usa. Calçada é saúde porque caminhar faz bem, é arquitetura porque ao caminhar você conhece os prédios históricos da cidade, é arte porque você tem contato com todo tipo de estímulo visual”, diz Wans Spiess, de 46 anos, uma das criadoras.

A proposta teve início em 2014, quando o publicitário Tony Nyenhuis, de 44 anos, viu um papel largado na calçada em formato de dinossauro. Ele teve o impulso de voltar para tirar uma foto: parou, ajoelhou para se aproximar e quase foi atropelado por outros pedestres. No ano seguinte, o projeto se tornou exposição no Metrô de São Paulo durante quatro meses.

Entre os locais fotografados, estão calçadas de locais conhecidos, como a Biblioteca Mário de Andrade, a Câmara Municipal e o Teatro Oficina, mas também anônimos, como ruas menores, de fluxo menos intenso de pedestres. Um dos exemplos é o calçamento da Rua Avanhandava, com desenho geométrico pintado somente em duas cores: amarelo e preto.

Quatro anos após ser criado, o CalçadaSP cresceu: é apresentado como projeto de “artivismo” urbano e, até o fim de novembro, deve ser o responsável por criar uma galeria de arte a céu aberto na esquina da Avenida Duque de Caxias com Rua Barão de Limeira. Os criadores foram contratados pelo uliving (república de estudantes) localizado na calçada para que pintem o piso.

“Vamos usar a calçada como uma tela cinza que pode abrigar todo tipo de arte. Vai ser uma intervenção com artistas fazendo pintura na calçada. A ideia é que a cada quatro meses essa calçada seja renovada, justamente para ser uma galeria de arte”, explica Wans.

Por lei, a responsabilidade pela calçada é do morador do respectivo trecho. A intervenção com tintas é permitida, segundo a Prefeitura de São Paulo, respeitando a exigência de evitar derrapagem dos pedestres. O desrespeito à norma pode resultar em multa de R$ 300.

“Hoje todo mundo anda olhando para o chão por causa do celular”, diz Wans. Para a publicitária, depois das ciclovias como centro das discussões sobre mobilidade urbana, agora é a vez das calçadas, “território inexplorado na cidade”. “Foi uma linguagem que encontramos para conversar com as pessoas sobre a importância de olhar para a cidade”, afirma.

Violão cravado no chão. Uma das calçadas fotografadas foi a da loja de instrumentos musicais Del Vecchio, na Santa Ifigênia, no centro da cidade. Quase 80 anos atrás, um violão foi cravado com peças de latão e pedaços de pastilha no número 200 da Rua Aurora. Na época, uma fábrica e loja funcionava no local. Anos depois, a empresa saiu do ponto e uma galeria foi construída no lugar.

O atual dono do negócio, Ângelo Sergio Del Vecchio, de 80 anos, diz que durante as obras do novo estabelecimento um caminhão destruiu o desenho. “Recolhi as peças e guardei. Mandei tirar tudo e restaurei”, explica. Segundo ele, o local é tombado. Procurada, a Prefeitura não respondeu.

Agora, a loja Del Vecchio está do outro lado da rua onde está o desenho na calçada. Incomoda que o violão com o nome do estabelecimento esteja na calçada oposta, em frente a uma galeria homônima? “Vai fazer o quê? Nem posso fazer outra aqui. Acho que a Prefeitura nem autoriza mais. E não vou remover para trazer para cá. Deixa lá. Não pode mexer porque é tombada. Felizmente, o desenho sobreviveu. E graças a mim.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia desvenda mistério de crime após show em frente à Pecuária, em Goiânia

Imagens obtidas com exclusividade pelo Portal Dia Online mostram vítima sendo assassinada.
11/11/2018, 18h13

Na madrugada do dia 23 de maio deste ano, na 73ª edição da Pecuária de Goiânia 2018, Josimar Jorge da Silva foi encontrado morto em uma calçada. Ele havia saído sozinho de uma distribuidora de bebidas após beber com Maycon Jhonatan de Oliveira Gomes, às 4h da madrugada, no setor Nova Vila, em Goiânia.

Josimar não sabia, mas Maycon estava esperando ele ali perto para lhe matar a facadas e roubar seus pertences.

Seis meses depois do crime, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) concluiu o inquérito. Maycon vivia em situação de rua e era conhecido na região como vigia de carros.

Imagens obtidas com exclusividade pela reportagem do Portal Dia Online mostram a vítima fugindo do agressor. Josimar cai no meio da via, onde carros passam rápidos, e é esfaqueada pelo menos seis vezes nas costas. Corre para a calçada, mas é alcançada.

Depois de perfurar a vítimas outras vezes, Maycon – que veste blusa de frio e um boné – vasculha os bolsos da calça, pega objetos de Josimar, esfaqueia outras vezes e foge.

Veja vídeo de homem sendo morto

https://www.instagram.com/p/BqDZHN1B7bl/

Homem fugiu mesmo sendo preso, em Goiânia

Polícia desvenda mistério de crime após show em frente à Pecuária, em Goiânia
Homem fugiu durante seis meses da Polícia. Foto: Polícia Civil.

O autor foi preso por policiais militares e apresentado na Delegacia dias depois. “Populares apontaram ele como o autor, pedi o mandado de prisão, mas o juiz indeferiu”, conta. Maycon desapareceu.

Mesmo assim, a equipe chefiada pela delegada Magda D’Avila, foi em busca de pistas e descobriu que o assassino fugiu para Senador Canedo, onde trabalharia como vigia de carros na Pecuária da cidade.

A delegada conta por que a prisão veio apenas seis meses depois. “Ele era morador de rua e não tinha residência fixa. Agora ele largou as drogas e morava com a avó. Fizemos monitoramentos até prendê-lo.”

Maycon, diz a delegada,  confessou o crime, mas disse que, na distribuidora, a vítima deu um tapa na cara dele. “Ele ficou esperando a vítima passar do outro lado da rua para pegá-la desprevenida. Essa versão é mentira porque nenhuma testemunha confirmou esta versão”, explica. “Com isso, está provado que ele matou para roubar, ou seja, cometeu latrocínio como está claro nas imagens.”

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Brasil

Enem cobrou mais conteúdo no 2º dia, dizem professores

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve maior nível de dificuldade em relação a outros anos.
12/11/2018, 07h40

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 teve maior nível de dificuldade em relação a outros anos, com questões que abordaram a genética das plantas, o uso de combustíveis em veículos e até a teoria das eleições. É o que apontaram especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os candidatos resolveram neste domingo questões de Matemática e Ciências da Natureza, que engloba as disciplinas de Química, Física e Biologia.

Na avaliação dos coordenadores de cursinhos, um número menor de questões poderiam ser resolvidas apenas com base em interpretação de texto, o que elevou o nível de dificuldade da prova. Química e Biologia foram consideradas as mais difíceis do exame, enquanto Matemática, a mais fácil.

“O Enem de hoje (domingo) é diferente do passado, muito mais conteudista. O aluno precisa conhecer a matéria com aprofundamento maior”, diz Dias Carvalho, coordenador do Grupo Etapa. Segundo ele, havia menos questões de interpretação.

O uso de termos acadêmicos também dificultou a prova, explica Nelson Dutra, coordenador pedagógico do Objetivo. “Não é uma linguagem comum no ensino médio, o que causa uma dificuldade não só ligada à matéria, mas ao vocabulário.”

A estudante Lais Stefanie, de 19 anos, achou o Enem deste ano mais difícil do que o do ano passado. “É o terceiro (Enem) que faço e, apesar de estudar muito, o nível de dificuldade tem aumentando, sobretudo na área de Ciências. No ano passado, estava mais fácil.”

Na avaliação dos professores ouvidos pelo jornal, a prova estava contextualizada, com temas do cotidiano e atualidades.

A professora de Matemática do Descomplica, Luanna Ramos, diz que a disciplina teve questões padrão. “Os conteúdo favoritos apareceram: probabilidade, análise combinatória, geometria espacial, razão e proporção.” Para ela, poucas questões apresentaram grau maior de dificuldade.

Química foi o grande desafio do segundo dia, segundo Dias Carvalho. “Houve uma cobrança mais acentuada do conteúdo, diferente do começo do Enem, quando as questões eram cotidianas e de interpretação. Se o aluno não soubesse o conteúdo, não resolveria.”

Em Física, as questões apresentaram grau de complexidade médio, segundo o professor Francisco Flávio, do cursinho da Poli. “O aluno com um preparo mínimo acertou de 5 a 7 questões da área (de um total de 14).”

Em Biologia, o professor Alexandre Bandeira, do Descomplica, destacou o fato de ter caído menos questões sobre ecologia. O tema foi abordado em uma pergunta sobre os corredores ecológicos e a manutenção da biodiversidade.

Dados oficiais

Com 5,5 milhões de inscritos, o Enem 2018 registrou o menor número de ausentes nos dois dias de prova desde 2016, segundo o Ministério da Educação (MEC). No primeiro dia, 24,9% dos alunos não fizeram a prova e no segundo, 29,2%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

'Escola sem partido não entra na USP', garante reitor

Reitor da USP defende escola gratuita.
12/11/2018, 08h33

Vahan Agopyan, reitor da USP, falou, em entrevista o jornal O Estado de S. Paulo, sobre o papel das universidades e a polarização política que atinge as instituições de ensino. Veja, abaixo, os principais trechos.

Como o senhor vê a universidade no atual momento político?

Os problemas da sociedade repercutirem na universidade é uma coisa natural. O que me preocupa é explicar o que é uma universidade de pesquisa para a sociedade. A sociedade não entende a gente. Políticos dos dois lados afirmam coisas similares. De um lado, ensino é caro, então privatiza. De outro, é caro e precisamos fortalecer o básico. O que ambos dizem é que a universidade está cara e não precisamos dela.

O senhor defende o ensino gratuito?

Sim. O grosso dos alunos é classe média baixa. Não vai poder cobrar U$ 75 mil como Yale, nem os ricos brasileiros têm. A última vez que fizemos contas, para cobrar em proporção com que o aluno tem, as mensalidades não davam nem 8% do orçamento. A universidade está contribuindo para o desenvolvimento do País? Se está, é um investimento.

O governador eleito de São Paulo, João Doria, disse que é a favor do projeto Escola sem Partido. Qual sua opinião?

Na USP, é impossível. Obedecemos às leis, mas coisas que ferem nossa autonomia, a USP não precisa seguir. Isso fere. A universidade é um locus de debate. Formamos cidadãos.

Mas e se houver denúncias de alunos?

Denunciar para quem? Não vou criar um mecanismo de controle ideológico na USP.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: USP 

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Goiás

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico

O crime aconteceu no dia 27 de outubro, em Anicuns. O advogado Wellington da Costa Souza foi morto com dois tiros, dentro de um bar.

Por Ton Paulo
12/11/2018, 08h39

Foi preso na noite do último domingo (12/11), em Goiânia, o homem que confessou ter matado um advogado dentro de um bar, em Anicuns. O crime, que aconteceu na tarde do dia 27 de outubro deste ano, sábado, teria sido motivado por acerto de tráfico de drogas.

De acordo com informações da Rotam, Amaury Alves Pedrosa, 28 anos, foi preso durante o patrulhamento de uma equipe no Residencial Green Park, em Goiânia. Na abordagem, Amaury, que portava ilegalmente uma arma de calibre 9mm., confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o advogado Wellington da Costa Souza dentro de um bar, no município de Anicuns, região central do Estado.

O crime aconteceu no final de outubro deste ano, no dia 27, e vinha sendo investigado pela Polícia Civil (PC). Segundo o depoimento de Amaury à polícia, ele e um comparsa que dirigia a moto usada no crime rumaram de Americano do Brasil para Anicuns, na tarde de sábado do dia 27 de outubro. Lá chegando, localizaram o advogado sozinho em um bar da região.

O homem conta, então, que desceu da moto em que estava como garupa e atirou oito vezes contra Wellington, fugindo logo em seguida. Ainda no depoimento, Amaury conta que o motivo do homicídio seria um acerto de contas com o advogado por tráfico de drogas. A arma apreendida com ele foi a usada no crime.

Segundo o Tenente Ribeiro, da Rotam, a polícia está investigando para encontrar o paradeiro do comparsa de Amaury, que conduziu a moto para a realização do crime.

Além do advogado, Amaury também confessou a tentativa de homicídio de Valtenis Borges Bueno, no município de Jussara, a 220 quilômetros de Goiânia. Ele tem passagens por diversos crimes, como tentativa e homicídio consumado, furto e associação criminosa.

Homem que matou advogado em bar de Anicuns é preso; motivo teria sido acerto de tráfico`

Amaury foi preso em flagrante e apresentado na Central de Flagrantes para as providências cabíveis.

Relembre o crime

O advogado Wellington da Costa Souza, de 26 anos, foi morto com dois tiros na tarde de sábado, dia 27 de outubro, quando estava sozinho dentro de um bar. As câmeras de segurança do local registraram o momento em que os dois homens chegam numa moto, um deles desce e efetua os disparos.

Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Goiás (OAB-GO) lamentou a morte de Wellington.

Veja a nota na íntegra:

 “Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) vem a público para lamentar, repudiar e cobrar elucidação de assassinato do advogado criminalista Wellington da Costa Souza, ocorrida em Anicuns.

Ele foi assassinado em seu estabelecimento comercial. Ainda não há mais informações sobre o caso.

O presidente da Comissão da Advocacia Jovem da subseção de Anicuns, Cristiano Pereira, esteve no local a fim de acompanhar pessoalmente o início das investigações do assassinato. A OAB-GO segue alerta e cobra rigorosa apuração dos fatos e punição dos criminosos.”

Lúcio Flávio Siqueira de Paiva

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO).

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