Saúde

Campanha pede empatia com pessoas que sofrem de depressão

Objetivo da campanha é conscientizar amigos e familiares sobre a importância de se colocar no lugar de quem sofre com a doença.
13/11/2018, 15h02

Foi lançada hoje (13), na capital paulista, a campanha de esclarecimento sobre a depressão Pode Contar, com enfoque na empatia, ou seja: a capacidade de familiares e amigos se colocarem no lugar das pessoas que sofrem de depressão. O conteúdo da campanha está disponível no site.

Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explica que a empatia não é passar a mão na cabeça ou sentir pena de quem sofre com a doença, mas se colocar no lugar do outro: “É se reconhecer no outro. Nós na ABP falamos muito de combater o estigma da depressão e nada melhor que exercitar a empatia”, disse.

De acordo com a médica, a empatia envolve processos afetivos e cognitivos e se traduz na capacidade de perceber os sentimentos e emoções da outra pessoa, sem julgamentos. Segundo ela, as doenças mentais estão entre as dez patologias mais prevalentes de um total de 32 doenças incapacitantes para o trabalho.

A engenheira Bernadete de Araújo, de 64 anos, conta que a depressão a afetou de diversas formas. Ela sofreu de forma recorrente desde a infância, mas notou sintomas exarcebados na vida adulta. Ainda assim, demorou oito anos para conseguir o diagnóstico.

“Houve um tempo na minha vida em que eu não conseguia raciocinar, somar ou subtrair. Eu fazia relatórios em outras línguas, mas não conseguia ler uma manchete de jornal. De repente, eu me tornei impaciente, ansiosa e até agressiva. Eu sentia uma tristeza enorme e não entendia a razão”, lembrou.

Diagnóstico

Para a cardiologista Roberto Miranda, da Faculdade de Medicina da USP, muitas vezes é o médico primário – como cardiologista ou ginecologista – que identifica os sintomas.

“Muitos pacientes têm alterações cardíacas, dor de cabeça, dor no peito, palpitações e crises de hipertensão. Eles vinham ao pronto-socorro com essas crises e, após o tratamento contra a depressão, não voltavam mais ao atendimento de emergência”, alerta.

O especialista explica que a depressão tem também relação com outros eventos cardiovasculares e está associado ao aumento do risco de infarto.

Tratamento para pessoas que sofrem de depressão

Táki Cordás, coordenador de ambulatório no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que quanto menos desenvolvida é a sociedade, maior a demora para se buscar ajuda. “Estima-se que 70% das pessoas que precisam de tratamento não estão recebendo”, disse ele.

Depois de alcançar o diagnóstico, de 30% a 50% dos pacientes não continuam com o tratamento, um índice preocupante para Cordás. “Preciso lembrar que o antidepressivo não vícia, não muda a personalidade, não vai te deixar ligado. Assim como o indivíduo que tem hipertensão, diabetes, o depressivo precisa do medicamento”, disse.

Ele avalia que o tempo do tratamento pode variar conforme a quantidade de crises apresentadas pelo paciente. Dependendo do caso, pode ser de um ano ou, para aqueles que sofreram mais de três crises na vida, o tratamento pode durar a vida inteira. “A nossa medicina ainda é apenas controladora da doença”, explicou.

De acordo com ele, o paciente que toma a medicação por seis meses e decide descontinuar o uso tem 80% de chances de sofrer uma recaída.

Imagens: Agência Brasil 

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Política

Juíza nega a Lula novo depoimento no caso do Instituto Lula

Ex-presidente havia pedido um novo depoimento no processo após o juiz federal Sérgio Moro deixar a Operação Lava Jato.
13/11/2018, 15h21

A juíza Gabriela Hardt negou novos interrogatórios ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao empresário Paulo Melo na ação sobre supostas propinas da Odebrecht – que incluiriam um terreno para abrigar o Instituto Lula e uma cobertura vizinha ao imóvel do petista em São Bernardo do Campo. Lula havia pedido um novo depoimento no processo após o juiz federal Sérgio Moro deixar a Operação Lava Jato para se tornar superministro da Justiça e da Segurança Pública do Governo Bolsonaro.

O petista é réu no caso do sítio de Atibaia (SP), por corrupção e lavagem de dinheiro – segundo a força-tarefa da Lava Jato, o ex-presidente teria sido contemplado com propina de R$ 1,02 milhão, parte desse valor supostamente repassado pela Odebrecht e OAS por meio de obras de reforma e melhorias na propriedade rural.

O ex-presidente está preso em Curitiba desde 7 de abril, condenado no caso triplex do Guarujá a uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Defesas se posicionam sobre caso do Instituto Lula

As defesas de Lula e de Paulo Melo alegaram à Justiça que, com o afastamento de Sérgio Moro, que conduziu as audiências de instrução do caso, haveria “afronta ao princípio da identidade física do juiz, caso este processo seja sentenciado por outro Juízo”. A juíza discordou dos defensores.

“Não detendo o princípio da identidade física assento constitucional, e não sendo ele absoluto, com o afastamento do Juiz Titular fica o Juízo que o substituir ou o suceder responsável pelo julgamento deste processo, não havendo que se falar em qualquer afronta ao ordenamento jurídico”, afirmou Gabriela Hardt.

A magistrada registrou ainda que “cabe à defesa comprovar eventual prejuízo na prolação da sentença por outro juiz, o que, em princípio, não ocorreu”.

“Observo que os depoimentos das testemunhas e dos acusados foram todos gravados em mídia audiovisual e estão à disposição do juízo, que irá analisá-los oportunamente, antes da prolação da sentença”, anotou.

“Ressalto, ainda, que o juízo responsável pela prolação da sentença, caso entenda necessário, poderá eventualmente determinar a repetição das provas já produzidas, o que é uma faculdade, e não obrigatoriedade.”

Imagens: Istoé 

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Brasil

Operação prende 166 pessoas contra o tráfico de drogas em escolas

Esta é a 4ª operação nacional realizada desde maio pela Polícia Civil.
13/11/2018, 15h37

Uma operação do Ministério da Segurança Pública e da Polícia Civil prendeu 166 pessoas, entre elas 74 em flagrante, e apreendeu 21 adolescentes nesta terça-feira, 13, em uma ação para coibir o tráfico de drogas em escolas públicas e privadas do País. Até 9 horas desta terça-feira, eram 29 foragidos. A polícia apreendeu dinheiro, armas, veículos e eletrônicos.

Ao todo, 8 mil policiais cumprem 41 mandados de prisão, busca e apreensão nos 26 Estados e no Distrito Federal. Em conjunto com o Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil, a Operação Anjos da Lei foi realizada nas proximidades (até 400 metros) de escolas públicas e privadas.

Segundo Emerson Wendt, presidente do Conselho Nacional de Chefes da Polícia Civil e coordenador da Operação Anjos da Lei, 166 pessoas foram presas (74 presos em flagrante, 29 foragidos, 41 mandados e 21 adolescentes apreendidos). Foram apreendidos dinheiro, eletrônicos, 16 armas, veículos, celulares. A estimativa é que se chegue próximo a mil prisões de traficantes que fazem o tráfico próximo as escolas”, disse Wendt.

Operações deflagradas para coibir tráfico de drogas em escolas

Esta é a 4ª operação nacional realizada desde maio pela Polícia Civil. A primeira operação foi a Luz da Infância no combate a pedofilia com 251 prisões. Em agosto, houve a Operação Cronos, com 3,3 mil prisões. E a última operação foi a Midas, em setembro, com enfoque no combate ao crime patrimonial de roubo e latrocínio, e teve mais de 4 mil prisões e apreensões em todo o País.

Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jugmann, o objetivo é evitar que os jovens sejam capturados pelo tráfico. A operação leva ao conhecimento das escolas para coibir a presença de traficantes no seu entorno.

“Nós sabemos que, infelizmente, o tráfico ronda as nossas escolas, ronda os estudantes e busca sobretudo desde idade tenra levar jovens e estudantes a usarem drogas”, disse Jugmann.

Em São Paulo, participaram cerca de mil policiais dos dez Departamentos do Interior (Deinter), além do Departamento da Grande SP (Demacro) e da Capital (Decap). Em Jundiaí, na região de Campinas, aproximadamente quatro mil pinos de crack foram apreendidos à cerca de 100 metros de duas escolas. Um homem foi preso em flagrante pelo crime.

“Estamos engajados plenamente. Entendemos a profundidade, extensão e o valor social dessa operação, que já rendeu, apenas no Estado, 29 flagrantes até o momento”, destacou o delegado-geral da polícia paulista”, Paulo Bicudo.

Imagens: Estadão 

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Goiás

Obras da Antiga Estação Ferroviária de Goiânia devem ser entregues no início de 2019

Após passar muito tempo em estado de abandono e representar riscos à população, a Antiga Estação Ferroviária de Goiânia está passando por reformas e pode ser entregue no início de 2019.
13/11/2018, 16h21

A Antiga Estação Ferroviária de Goiânia é um dos maiores ícones da arquitetura da cidade. Foi inaugurada no ano de 1950 e faz parte do projeto urbanístico do arquiteto Attílio Correa Lima, responsável por integrar o estilo de art déco aos principais prédios e construções de Goiânia.

Sua área interna possui painéis que foram pintados por Frei Confaloni, considerado um dos maiores expoentes do modernismo goiano. Mesmo após deixar de funcionar, a estação era um dos principais pontos turísticos da cidade, vista por muitos como um dos prédios mais bonitos.

No entanto, à medida que o tempo foi passando o local foi abandonado pelos órgãos públicos e se tornou vítima de descaso, representando insegurança para quem passasse por perto. Felizmente, ao passar pela Praça do Trabalhador ou imediações, é possível notar que a Antiga Estação Ferroviária de Goiânia passa por um intenso processo de revitalização, e tudo indica que já está quase pronta!

Segundo Beatriz Otto de Santana, coordenadora-técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás, o processo de revitalização pode ter fim antes da data prevista. As obras tiveram início ainda no mês de janeiro de 2018 e a expectativa agora é de que sejam entregues no início de 2019.

Revitalização da Antiga Estação Ferroviária de Goiânia

Obras da Antiga Estação Ferroviária de Goiânia devem ser entregues no início de 2019
Foto: Reprodução/ Diário de Goiás

O projeto contempla a requalificação de todas as instalações do prédio, bem como o de seus entornos, a exemplo da própria Praça do Trabalhador. De acordo com Beatriz Otto, o custo total para as reformas será de R$ 5,8 milhões, conseguidos do Governo Federal pelo programa PAC Cidades Históricas, do Iphan.

A reforma, que foi desenvolvida pela arquiteta Janaína de Castro, inclui a criação de um museu, um café, um local para leitura e a recomposição dos trilhos. Também está prevista a reconstrução de uma fonte em homenagem ao monumento do trabalhador, que acabou sendo demolido durante o período da ditadura militar.

A revitalização está sendo planejada em dois pilares, apoiando-se na reforma estrutural e artística da Antiga Estação. Assim como mencionado anteriormente, o interior do edifício é formado por pinturas e obras de arte de grande valor cultural.

Obras da Antiga Estação Ferroviária de Goiânia devem ser entregues no início de 2019
Foto: Reprodução/ O Popular, Marcello Dantas

As obras já estão em estágio avançado e por isso podem ser concluídas antes do previsto. Para a coordenadora-técnica do Iphan, um dos maiores desafios foi eliminar os danos que o excesso de água provocou nos painéis de Frei Confaloni.

No atual estágio as reformas já contemplam os entornos da Antiga Estação Ferroviária de Goiânia. Segundo o projeto, por ali terá um espaço destinado a paisagismo, áreas de descanso e contemplação e áreas de playground. Sem contar que a iluminação e sinalização também serão reforçados, garantindo mais segurança para o ambiente mesmo nos períodos da noite.

A partir do momento em que a obra for entregue, a ideia é que ela tenha usos diversos e atenda a todos os públicos, mesmo aqueles que não se interessam inicialmente em cultura.

Será instalado um posto de atendimento do Atende Fácil, que é um serviço do município ao cidadão, e também um Centro de Atendimento ao Turista (CAT). Pensando em futuras exposições, também será possível encontrar espaços vinculados à Secretaria de Cultura. O objetivo é transformar o local em um ambiente para todos, atendendo a variadas demandas.

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Esportes

Marquinhos enaltece 'poderosa' dupla uruguaia

Zagueiro do Paris Saint-Germain exaltou a qualidade de Luis Suárez e Cavani; defensor também se colocou à disposição para jogar de volante, caso o técnico Tite queira improvisar.
13/11/2018, 16h26

Um dos responsáveis da seleção brasileira por marcar o forte ataque rival no amistoso contra o Uruguai, nesta sexta-feira, no Emirates Stadium, em Londres, o zagueiro Marquinhos exaltou a qualidade de Luis Suárez e Cavani, este último seu companheiro no Paris Saint-Germain, da França.

O defensor disse que a dupla uruguaia é “bem poderosa” e colocou os dois atacantes entre os principais do futebol mundial na atualidade. Cavani, a quem Marquinhos conhece de perto, é companheiro do brasileiro no time francês desde 2013.

“Realmente é uma dupla bem poderosa. Já enfrentei os dois jogadores e sei muito bem da qualidade que eles têm. Correspondem ao estilo de jogo da seleção uruguaia. Existem muitos bons jogadores que também têm companheiros de ataque muito bons. Mas coloco eles no topo mundial”, afirmou o jogador em entrevista coletiva nesta terça-feira, em Londres.

“Durante o jogo, a gente deixa o companheirismo de lado. Cada um defende seu país. A gente procura fazer o melhor, assim como fizemos nos jogos anteriores. É um grande amigo que tenho. Tenho uma proximidade muito boa, sentamos próximos nos vestiários. É uma pessoa de um bom caráter. Muito trabalhador. Luta pelos seus objetivos e só tenho coisa boa para falar”, emendou Marquinhos sobre Cavani.

Marquinhos se coloca à disposição para jogar como volante

O zagueiro lamentou os desfalques de Philippe Coutinho e Casemiro, que se machucaram e, por isso, foram cortados da seleção, mas confia que o elenco tem peças para substituir as ausências. Ele, inclusive, se colocou à disposição para jogar de volante, caso Tite queira improvisar.

“O professor já me testou na lateral e sabe que pode contar comigo onde precisar. Mas a seleção tem bastante variedade. O Casemiro não está, mas os jogadores que estão aqui podem fazer isso muito bem. Diferente do clube, que quando faltou uma peça, eu pude ajudar meus companheiros. O professor ainda não falou sobre isso. Mas se precisar, vou estar disponível”, garantiu.

O Brasil enfrenta o Uruguai nesta sexta-feira, às 18 horas (de Brasília), no Emirates Stadium, estádio que pertence ao Arsenal. Na terça seguinte, o segundo adversário será o Camarões, às 17h30, no pequeno MK Stadium, de propriedade do Milton Keynes Dons, time da quarta divisão inglesa.

Imagens: UOL 

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