Política

Deputados presos pela Operação Furna de Onça têm preventiva decretada

Prisão temporária de dez pessoas foram convertida para preventiva.
13/11/2018, 11h31

Dez pessoas presas na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), na quinta-feira passada, dia 8, tiveram a prisão temporária convertida em preventiva. A decisão, divulgada nesta terça-feira, 13, foi do desembargador federal Abel Gomes, relator do processo penal iniciado com a operação, que mirou em um esquema de propina envolvendo deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e o Detran-RJ, em conluio com o ex-governador Sergio Cabral (MDB).

Tiveram a prisão preventiva decretada os deputados Marcos Vinicius Neskau (PTB), Marcos Abrahão (Avante), Coronel Jairo (SD), Chiquinho da Mangueira (PSC), Andre Correa (DEM) e Luiz Martins (PDT), e os acusados Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz (até então secretário de Governo do governador Luiz Fernando Pezão), Leonardo Mendonça Andrade, Daniel Marcos Barbirato de Almeida e José Antonio Wermelinger Machado – esses últimos, assessores parlamentares.

A prisão temporária tem prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco; a preventiva não tem prazo predefinido e é decretada para proteger o inquérito ou processo e a ordem pública.

O magistrado também determinou as prisões preventivas de Andreia Cardoso do Nascimento e Fabio Cardoso do Nascimento e confirmou a decretação das prisões preventivas dos deputados estaduais Paulo Melo, Jorge Picciani e Edson Albertassi, os três do MDB.

Eles já estavam presos desde o ano passado (Picciani estava em prisão domiciliar), também acusados de corrupção. Em relação ao deputado Marcelo Simão, Gomes decidiu apenas proibi-lo de frequentar a Alerj e de se ausentar do País, devendo entregar seu passaporte à Justiça.

O juiz também ordenou a suspensão do exercício da função pública de Alcione Chaffin Andrade Fabri (chefe de gabinete do deputado Marcos Abrahão) e de Jorge Luis de Oliveira Fernandes (assessor do Coronel Jairo). Ficam proibidos de exercer função pública o atual presidente do Detran-RJ, Leonardo Silva Jacob, e Shirley Aparecida Martins Silva (ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi).

Operação Furna Onça

Dez deputados foram presos na Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato. O esquema movimentou pelo menos R$ 54,5 milhões em pagamentos de propina, entre os anos de 2011 e 2014, segundo mandato de Cabral, informou a Procuradoria da República no Rio.

Os parlamentares envolvidos votavam de acordo com os interesses de Cabral na Alerj e, em troca, recebiam “mensalinhos”, que podiam chegar a R$ 900 mil, e o direito de nomear apadrinhados para cargos em órgãos como o Detran-RJ, na Fundação da Infância e a Adolescência (FIA) e em empresas terceirizadas.

A Furna da Onça (alusão a uma sala da Alerj onde podem ter sido feitas negociatas) mandou para a prisão outras doze pessoas. Os crimes investigados são pertencimento a organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

Era tamanho o fluxo de dinheiro – transportado até em meias pelos emissários – e o tráfico de influência que o esquema transformou a Alerj numa “propinolândia”, definiu o procurador da República Carlos Aguiar ao dar declarações sobre a operação.

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Goiás

Torcedores vilanovenses que perseguiram, espancaram e mataram torcedor esmeraldino são presos

Caso aconteceu no dia 25 de agosto deste ano, quando os suspeitos perseguiram, espancaram e mataram Matheus, no dia do jogo entre os dois times.

Por Ton Paulo
13/11/2018, 11h56

Foram presos na manhã desta terça-feira (13/11) cinco membros do Esquadrão Vilanovense, torcida organizada do time de futebol goiano Vila Nova, por envolvimento no assassinato do torcedor do time rival Goiás Esporte Clube, Matheus Capuzo Lourenço Martins, de 27 anos. Caso aconteceu no dia 25 de agosto deste ano, quando os suspeitos perseguiram, espancaram e mataram Matheus, no dia do jogo entre os dois times.

A Delegacia de investigação de Homicídios (DIH), da Polícia Civil, executou os mandados de prisão de João Lucas Amancio Guimarães, José Amancio Pereira Neto, José Carlos Bezerra da Silva Sobrinho, Marcelo José Rosário e Marcelo Vinícius Assunção de Oliveira. Foram cumpridos, ainda, sete mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos, inclusive na casa do avô dos irmãos João Lucas e José Amancio, que pode ser o proprietário da arma de fogo utilizada no crime.

Nos endereços dos suspeitos foram apreendidas três armas de fogo. A investigação, que teve apoio da GOI- Gerência de Operações e Inteligência, foi realizada sob coordenação da delegada Myrian Vidal.

Relembre o caso da morte do torcedor esmeraldino

Tudo aconteceu quando Matheus, que era torcedor esmeraldino, acompanhado de quatro amigos, assistiu ao jogo entre Goiás e Vila pela televisão em um bar no Setor Itatiaia. Por volta das 21hs, quando deixaram o local, os suspeitos do crime (torcedores do Vila Nova) que estavam em dois veículos e um motociclista, os reconheceram como torcedores do time rival e passaram a persegui-los por aproximadamente quatro quilômetros.

Quando Matheus e os amigos, que estavam em outro veículo, chegaram em um sinaleiro nas proximidades do Shopping Passeio das Águas, região da Avenida Perimetral Norte, se viram impedidos de avançar por causa dos outros veículo na frente deles.

Eles, então, tiveram que parar o carro, momento em que vários torcedores do Vila Nova desceram dos veículos, puxaram Matheus e os amigos para fora e passaram a agredi-los com socos, chutes, pauladas e golpes de capacete. Durante as agressões, João Lucas Amancio disparou seis vezes contra Matheus, que foi atingido pelas balas na região do abdômen.

Quando viram o estado grave de Matheus, seus colegas conseguiram colocá-lo no veículo para prestar assistência, entretanto, os torcedores do Vila Nova tentaram impedir, arrancando as vítimas do interior do carro para continuar as agressões e danificando o veículo.

Alguns dos disparos de arma de fogo feitos por João Lucas atingiram um veículo que estava parado no semáforo, onde estavam uma professora e sua filha adolescente. Não há informações sobre feridos no veículo.

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Política

PT e movimentos aliados organizam ato para depoimento de Lula em Curitiba

Lula deve prestar depoimento no processo do sítio de Atibaia.
13/11/2018, 11h57

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se organizam para fazer um ato nesta quarta-feira, 14, durante o depoimento do petista em Curitiba. Lula deverá prestar depoimento à juíza Gabriela Hardt no âmbito do processo do sítio de Atibaia (SP).

A previsão é que o ex-presidente seja conduzido de carro da Superintendência da PF em Curitiba, onde está preso desde abril deste ano, até ao prédio da Justiça Federal do Paraná, em percurso de aproximadamente cinco quilômetros.

O PT e movimentos aliados organizaram dois locais de concentração: em frente à PF, às 10h, e no entorno da Justiça Federal, às 12h. O depoimento está marcado para as 14h desta quarta.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o líder do partido na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), e outras lideranças devem estar na capital paranaense para o ato.

Imagens: Exame.com 

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Mundo

CNN entra com processo contra Casa Branca

A ação é motiva pela revogação das credenciais do correspondente Jim Acosta que questionou Donald Trump durante coletiva.
13/11/2018, 13h38

A rede de TV CNN entrou nesta terça-feira, 13, com um processo na Justiça americana contra a Casa Branca depois de o correspondente Jim Acosta ter tido as credenciais revogadas na semana passada.

Acosta, cujo o trabalho era criticado pelo presidente Donald Trump, insistia em questionar o presidente em uma coletiva quando uma funcionária tentou retirar o microfone da mão dele. Horas depois, a secretaria de imprensa revogou a credencial, acusando-o sem provas de agredir a funcionária. Um vídeo alterado chegou a ser divulgado para fazer parecer que Acosta tocava a funcionária.

“Pedimos à Justiça uma medida cautelar para que Jim tenha suas credenciais de volta”, disse em nota o canal. “Buscaremos uma liminar que impeça isso de voltar a ocorrer.”

Ainda de acordo com o canal, o veto a Acosta poderia ter ocorrido com qualquer veículo jornalístico. “Se não forem contestadas, as ações da Casa Branca criarão um ambiente perigoso para jornalistas que cobrem representantes eleitos”, acrescentou a CNN.

Como foi a discussão que resultou em processo 

A coletiva durante a qual ocorreu o incidente se deu um dia depois das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA. Trump reagiu a uma pergunta da CNN sobre o tema da caravana de migrantes que avança para a fronteira do país, originária da América Central. Quando Acosta perguntou ao presidente se ele havia “demonizado os migrantes” durante a campanha eleitoral, Trump respondeu: “Não, quero que entrem no país. Mas têm de entrar legalmente”.

Acosta insistiu: “Estão a centenas de milhas de distância. Isso não é uma invasão”, afirmou, usando a palavra com a qual Trump havia definido o fluxo de migrantes. O presidente, então, reagiu de modo contundente. “Honestamente, acho que você deveria me deixar dirigir o país. Você dirige a CNN, e se fizesse isso bem, sua audiência seria mais alta”, disse Trump.

“Já chega. Abaixe o microfone”, afirmou o republicano, irritado com Acosta. O jornalista da CNN se recusou a entregar o microfone e se sentar, e continuou fazendo perguntas. “A CNN deveria se envergonhar de ter você trabalhando para eles, você é grosseiro e uma pessoa horrível”, disse o presidente.

Antes da pergunta seguinte, o jornalista da NBC Peter Alexander defendeu Acosta dizendo que era um “repórter diligente”, o que despertou a ira de Trump. “Tampouco sou seu fã. Para ser honesto, você não é o melhor”, disse o presidente a Alexander.

Trump voltou a se dirigir a Acosta. “Quando você informa notícias falsas, o que a CNN faz muito, você é inimigo do povo”, afirmou. Durante a entrevista, o magnata também silenciou outra jornalista da CNN, April Ryan, quando ela tentava lhe fazer uma pergunta sem microfone.

Imagens: Jornal Econômico 

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Goiás

Suspeito de roubar escola é preso, em Aparecida de Goiânia

Entre os produtos que Marcos roubava estavam a comida para a merenda das crianças e roubou até mesmo as câmeras de segurança da Escola.
13/11/2018, 13h59

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital, prendeu na manhã desta terça-feira (13/11) Marcos Ribeiro da Mata, suspeito de roubar a Escola Municipal Parque Flamboyant, que fica no bairro com o mesmo nome. A instituição de ensino foi roubada cerca de 20 vezes, em um período de dois anos segundo a polícia.

A delegada Edilaine Moreira, afirmou ao Portal Dia Online que através das imagens de segurança conseguiu identificar o suspeito. Com a identificação de Marcos, a delegada pediu a prisão preventiva do indivíduo, documento foi deferido na tarde da última segunda-feira (12/11) e cumprido hoje.

Suspeito de roubar escola é preso, em Aparecida de Goiânia
Foto: Divulgação

“Das 20 vezes em que a escola foi roubada, posso comprovar com imagens das câmeras de segurança e por ele ser monitorado pela tornozeleira eletrônica, que em três oportunidades, Marcos esteve na escola para cometer o crime”, conta Edilaine Moreira.

De acordo com a delegada, a equipe que efetuou a prisão de Marcos, busca encontrar os materiais roubados da escola ou para quem ele vendeu os objetos.

Oportunidades que ele esteve na escola

Edilaine Moreira confirmou que às imagens das câmeras de segurança mostram Marcos na escola nos dias 26 de setembro, 9 e 15 de outubro deste ano.

No dia 26 de setembro, quando foi filmado pela primeira vez, a polícia divulgou as imagens, que foram veiculadas na imprensa. O que chama a atenção é que depois de ver os vídeos na TV, Marcos voltou à escola e além dos produtos que já tinha costume de roubar, levou também as câmeras de segurança da instituição de ensino.

Segundo a delegada, Marcos confessou o roubou nestas três oportunidades levando: a merenda das crianças, tesoura, ventilador, purificador e microondas. “Objetos fáceis de carregar, que ele vendia para sustentar, seu vício em drogas”, completa Edilaine Moreira.

De acordo com as informações divulgadas, a última vez que Marcos foi preso, foi em 2016, por furto a residência.

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