Goiás

Procon apreende uma tonelada de carne vencida em hortifruti no Jardim Goiás

Estabelecimento foi autuado e tem dez dias para defesa; multa varia de R$ 640 a R$ 9 milhões.
13/11/2018, 20h35

O Procon Goiânia apreendeu, nesta terça-feira (13/11), uma tonelada de carne vencida em um hortifruti localizado no Jardim Goiás, em Goiânia. O estabelecimento foi autuado e tem dez dias para apresentar defesa. A ação integra a Operação Fim de Ano, que tem como objetivo tirar de circulação produtos que oferecem risco à saúde do consumidor.

No local foram apreendidas carne bovina, suína e de frango que estavam com prazo de validade vencido e ainda sem informações sobre origem do produto. O hortifruti foi autuado e tem dez dias para apresentar defesa. Nesses casos, a multa varia de R$ 640 a R$ 9 milhões.

As carnes apreendidas foram descartadas no Aterro Sanitário da capital.

Duas toneladas de carne vencida são apreendidas em Goiânia

Na última terça-feira (6/11), foram apreendidas em Goiânia, também pela Operação Fim de Ano, duas toneladas e meia de carne vencida. Os produtos foram recolhidos de diversos supermercados, hipermercados e empórios de Goiânia. O Procon apreendeu ainda, além das carnes, enlatados vencidos.

Foram vistoriados mais de 42 estabelecimentos desde o dia 29 de outubro. Todo material apreendido era armazenado de forma incorreta, fora dos padrões estabelecidos pela Vigilância Sanitária, como temperatura e higiene, e sem as informações obrigatórias para o consumidor, como data de validade e origem do produto.

Operação Fim de Ano

A Operação Fim de Ano visa fiscalizar supermercados, hipermercados e empórios de Goiânia, com o objetivo de tirar de circulação todo tipo de carne que não esteja dentro dos padrões exigidos pelo Código de Defesa do Consumidor. A ação teve início no dia 29 de outubro e segue até o fim do ano.

De acordo com o superintendente do Procon Goiânia, José Alício de Mesquita, a meta é fiscalizar o maior número de estabelecimentos em Goiânia “Nosso foco é fiscalizar e tirar de circulação todo tipo de produto que desrespeita a legislação e coloca em risco a saúde dos consumidores”, explica.

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Goiás

Carga de azeitonas se espalha na pista e mais de 20 motoristas saqueiam, em Goiás

A carga se esparramou na pista depois que o condutor da carreta que transportava os produtos perdeu o controle do veículo.

Por Ton Paulo
14/11/2018, 08h06

Cerca de 20 motoristas e passageiros saquearam uma carga de azeitonas, com fardos do produto, na noite desta terça-feira (13/11) após ela ficar espalhada na pista, na BR-050, no trecho que liga os municípios de Catalão e Cristalina. A carga se esparramou na pista depois que o condutor da carreta que transportava os produtos perdeu o controle do veículo.

A carreta, que transportava azeitonas, teve parte da carga saqueada quando o condutor da carreta seguia no sentido Catalão a Cristalina e perdeu o controle da direção do veículo e parte da carga espalhou na pista de rolamento e acostamento da rodovia.

Com os fardos expostos, alguns motoristas de carros de passeio, caminhonetes e caminhoneiros, pararam no acostamento e até mesmo na pista de rolamento, saquearam a carga e só pararam quando avistaram a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Entretanto, como no local existem câmeras que são monitoradas pela concessionária que administra a rodovia, a PRF conseguiu identificar as placas dos veículos que foram carregados com a carga saqueada, e foram autuados pelas infrações por parar e estacionar em acostamento (infração leve e três pontos na CNH) ou por parar e estacionar na pista de rolamento (infração gravíssima e sete pontos na CNH).

A ocorrência será encaminhada à Delegacia Especializada em Roubo de Cargas e os saqueadores que forem identificados poderão responder pelo crime de furto simples, cuja pena é de um a cinco anos de reclusão.

Na BR-050, carga de azeitonas. Na BR-060, carga de cimento

Já na BR-060, foi uma carga de cimento que ficou esparramada pela pista. Caso aconteceu na manhã do último dia 12 deste mês.

A BR-060 ficou interditada parcialmente, no trecho entre Teresópolis e Anápolis, após uma carreta carregada de cimento tombar e a carga se espalhar pela pista.

A Carreta era um Bitrem, a carga se espalhou pela via. Mesmo com o acidente ninguém se feriu. O trânsito ficou em meia pista durante várias horas, mais foi liberada por volta das 10 horas da manhã.

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Brasil

Brasil supera Europa em média de consumo de antibióticos, aponta OMS

O País está em 17º como o maior consumidor do remédio entre as 65 nações pesquisadas.
14/11/2018, 08h33

O número de doses de antibióticos consumidas no Brasil está entre os maiores do mundo, superando a média da Europa, Canadá e Japão. Os dados estão em relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado na segunda-feira, (12/11), que alerta para as consequências do uso indiscriminado desse tipo de medicamento. A principal preocupação da agência é que o consumo indevido favoreça o surgimento de bactérias multirresistentes causadoras de infecções difíceis de curar.

O levantamento da OMS incluiu os dados de 65 países onde as estatísticas são coletadas de forma rigorosa. O indicador utilizado foi o número de doses diárias (DD) consumidas para cada mil habitantes. No Brasil, o índice ficou em 22 DD para cada mil habitantes, o que coloca o País como o 17º maior consumidor do remédio entre as 65 nações pesquisadas.

Na Europa, a média é de 18 doses, enquanto no Canadá e no Japão, o índice medido foi de 17 e 14 DD, respectivamente. O relatório mostra grande variação do consumo do medicamento entre os países. O índice variou de 4 no Burundi (África) a 64 DD na Mongólia (Ásia).

Discrepância

OMS e especialistas ressaltam, no entanto, que índices muito baixos de consumo também não são positivos. Segundo a agência, a grande diferença no uso de antibióticos no mundo indica que alguns países provavelmente estão abusando no consumo enquanto outros não têm acesso suficiente a esses remédios.

Diretora Médica do Serviço de Microbiologia do Laboratório Central do Hospital das Clínicas, Flávia Rossi concorda com a análise da organização. “Tanto o uso excessivo quanto o pouco uso são preocupantes”, diz ela, que defende que, no caso do Brasil, medidas para reduzir o consumo inadequado.

“Uma das principais ações seria investir em melhorias nos métodos diagnósticos para que a prescrição do medicamento seja mais certeira. Precisamos, principalmente no sistema público, de mais investimentos nos laboratórios de microbiologia para que o médico e o doente saibam de forma mais rápida qual é o micro-organismo causador da doença”, declarou Flávia, que faz parte de um grupo de especialistas convocados pela OMS para discutir protocolos para o uso racional de antibióticos tanto entre humanos quanto em animais.

Suzanne Hill, chefe da Unidade de Medicamentos Essenciais da OMS, afirma que é esse uso inadequado que tem levado a uma resistência cada vez maior das bactérias aos produtos. Segundo a entidade, isso acontece quando pacientes usam antibióticos em situações em que não necessitam ou quando não terminam o tratamento, dando a oportunidade para que parte das bactérias resistam e criem “imunidade” ao remédio.

Diante da situação, a Associação Panamericana de Infectologia, em parceria com a farmacêutica Pfizer, lançaram nesta semana uma campanha nas redes sociais para conscientizar pacientes sobre o uso racional dos remédios. “A ideia é mostrar que pequenas ações, como o uso conforme prescrito pelo médico e o descarte correto do medicamento, podem salvar milhões de vidas”, diz Eurico Correia, diretor médico da Pfizer.

Resistência a antibióticos 

Apenas a resistência aos antibióticos que tratam de tuberculose causa atualmente a morte de 250 mil pessoas por ano. Além desse caso, a OMS já identificou outras 12 situações em que a resistência a produtos no mercado já representa uma ameaça.

No total, 51 novos antibióticos estão em diferentes etapas de avaliação e testes. Desses, porém, apenas oito estão sendo classificados pela OMS como “tratamento inovadores”. Mesmo eles não são garantia total de esperança nessa área porque precisam passar por todas as fases de pesquisas clínicas para chegar ao mercado.

Agropecuária

O uso indevido de antibióticos não deve ser combatido somente entre os humanos, mas também no setor da agropecuária. Hoje, 70% dos medicamentos do tipo consumidos no mundo são utilizados no setor de alimentos e animais, o que fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciar discussões de medidas que levem à redução desse uso nos animais.

“No setor de agropecuária, os antibióticos têm sido usados tanto para tratar doenças nos animais quanto para aumentar o peso deles. Isso tem de ser reduzido ao mínimo possível”, destaca Flávia Rossi, diretora médica do Serviço de Microbiologia do Laboratório Central do Hospital das Clínicas.

A brasileira integra um grupo internacional formado por especialistas convocados pela OMS para discutir formas de reduzir o uso indevido desses remédios. No ano passado, o grupo fez uma classificação de quais antibióticos devem ser usados em cada grupo (humanos ou animais).

“A partir dessas classificações e estudos, estamos criando protocolos e recomendações. Acredito que tanto o Brasil quanto outros países vão seguir essa tendência de redução porque é uma demanda mundial”, afirma Flávia. “Nos Estados Unidos, por exemplo, grandes empresas de produção de carne já colocam em seus produtos selos mostrando se o produto teve ou não utilização de antibiótico”, relata a médica.

Meta

A especialista destaca que a meta da OMS é alcançar níveis de uso adequado de antibiótico em humanos e animais até 2050. Se nada for feito até lá, a agência estima que o número de mortes em função da resistência bacteriana chegue a 10 milhões por ano, superando, por exemplo, o número de vítimas do câncer (8,2 milhões). Hoje, a estimativa é que 700 mil pessoas morram no mundo por infecções causadas por bactérias resistentes a cada ano.

De acordo com Flávia, a bactéria mais presente em infecções resistentes é a Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), conhecida por causar surtos em vários hospitais brasileiros. As pessoas mais vulneráveis às infecções resistentes são crianças, idosos e os pacientes com condições que tornam o sistema imunológico mais frágil, como doenças autoimunes, câncer ou HIV. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

JAC pretende vender carro elétrico em 2019

O veículo terá autonomia para rodar até 300 quilômetros.
14/11/2018, 08h45

O fim de uma parceria de 28 anos com a Citroën e o pedido de recuperação judicial certamente abalaram Sérgio Habib, empresário que sempre foi ousado e agressivo em suas estratégias. “Nossa empresa sofreu um encolhimento forte, mas continuo trabalhando muito. Não mudei minha rotina”, disse ele, que costuma visitar revendas com frequência e fazer pessoalmente as entrevistas para contratações de vendedores. O carro elétrico pretende ser o mais barato do mercado.

Uma dessas estratégias ousadas foi o lançamento da marca JAC no Brasil, em 2011. Em um único dia, Habib inaugurou 50 lojas da marca e contratou como garoto-propaganda o apresentador Fausto Silva.

Com vendas em alta, o grupo anunciou a construção de uma fábrica na Bahia, enterrou um carro como cápsula do tempo na inauguração da pedra fundamental, mas depois desistiu do projeto. Por ter recebido incentivos tributários para importar carros da marca chinesa com a promessa da produção local, ele foi acionado na Justiça pelo governo local, que pede devolução de cerca de R$ 120 milhões. A ação segue sem definição.

Habib disse nesta terça-feira, (13/11), que não desistiu da fábrica – que está sendo negociada com o governo de Goiás – mas agora tudo vai depender de decisões do juiz que cuidará do processo de recuperação judicial.

Carro elétrico

Ele segue com planos de importação dos modelos JAC, cujas vendas devem crescer 20% este ano, para 4,5 mil unidades. No primeiro ano de importação foram quase 24 mil.

O próximo plano, informou o executivo, é trazer ao País, em meados de 2019, a versão elétrica do utilitário compacto T40. “Ele tem autonomia para rodar até 300 quilômetros e será o elétrico mais barato do mercado: R$ 129,9 mil.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Revista carro 

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Goiás

Marconi Perillo perde mais uma na Justiça

O ex-governador perdeu a ação que moveu contra o promotor do MP-GO, Fernando Krebs, por um tweet publicado em 2014.

Por Ton Paulo
14/11/2018, 08h48

Este parece não estar sendo um bom ano para o ex-governador Marconi Perillo, do PSDB. Após perder a eleição na qual havia se candidato ao Senado e ser um dos alvos da Operação Cash Delivery, onde chegou a ser preso preventivamente, Marconi perde, agora, uma ação na Justiça por danos morais que havia movido contra o promotor do MP-GO, Fernando Krebs, em 2014, sendo obrigado a pagar as custas do processo e os honorários advocatícios.

O juiz que julgou a ação considerou improcedente o pedido de Perillo para receber a indenização no valor de R$ 100 mil por danos morais do promotor Krebs, por causa de um tweet publicado por ele em 2014. Krebs, no dia do amigo, postou em sua rede social a seguinte pergunta: “Hoje é dia do amigo! Será que o @marconiperillo já ligou para o Cachoeira e o Demóstenes?”.

Na ação, Marconi alegou que Krebs “fez tal ofensa com o objetivo exclusivo de difamar e injuriar o requerente [Marconi], tendo provocado uma repercussão nas redes sociais a qual provocou uma avalanche de outros ataques caluniosos e injuriosos, bem como de gozações, provocando chacotas”.

Marconi, à época, pediu, além da remoção da publicação de Krebs, o valor indenizatório de R$ 100 mil reais. Entretanto, o argumento de Marconi aparentemente não convenceu o juiz que julgou a ação.

“Perguntar não ofende”, resume juiz em resposta a ação de Marconi Perillo

Na sentença, o juiz declara que a amizade entre Cachoeira e Marconi era um fato “público e notório”, e que já fora comprovado pela Operação Monte Carlo, onde, inclusive, Marconi foi denunciado por corrupção. O magistrado diz ainda, num resumo simplista, que “perguntar não ofende”, ato este que foi feito pelo promotor Krebs. “Não existiu qualquer acusação contra o requerente, portanto, não há que se falar de dano moral, pois uma pergunta é incapaz de produzir qualquer prejuízo”, argumenta.

O juiz finaliza declarando que Krebs “apenas emitiu um comentário acerca dos fatos já noticiados, não criou fatos e nem emitiu qualquer palavra que ofendesse de alguma forma a honra e a moral da pessoa do Suplicante”.

Marconi, agora, terá que pagar as custas processuais e honorários advocatícios de Alex Neder, defensor do promotor, calculados em R$ 10 mil reais.

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