Mundo

Trump rejeita interrogatório em investigação sobre interferência russa

18/11/2018, 18h36

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que provavelmente não concordaria com um interrogatório presencial ao procurador especial Robert Mueller, após sua equipe jurídica apresentar as respostas escritas do presidente na investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016. Perguntado se sua posição final era a de não se encontrar com Mueller, Trump respondeu: “Provavelmente. Quero dizer, eu posso mudar de ideia, mas provavelmente”.

Em uma entrevista à Fox que foi ao ar neste domingo, Trump também disse que não se envolveria nas decisões sobre a investigação de Mueller, a quem criticou duramente desde a o início. Ele alega que não sabia que o procurador-geral interino Matt Whitaker, que agora supervisiona Mueller, criticou o procurador especial antes de sua nomeação.

Os comentários foram feitos num momento em que os advogados de Trump preparam o envio, nesta semana, de respostas por escrito ao escritório de Mueller sobre um possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia durante a eleição presidencial de 2016, o que Trump negou repetidamente. O presidente norte-americano também disse que provavelmente não apresentará respostas relacionadas a possíveis obstruções à Justiça. Moscou nega qualquer interferência nas eleições.

Por quase um ano, a equipe jurídica de Trump adiou prazos para responder às perguntas ou decidir se o presidente concordaria com um interrogatório. No primeiro semestre, os advogados do presidente dos EUA disseram que esperavam que um interrogatório acontecesse em meados de julho, se Trump concordasse, mas ele não concordou.

Se Trump não concordar com um interrogatório, Mueller terá de decidir como responder. Whitaker, como procurador-geral interino, pode concluir que as ações investigativas de Mueller não devem continuar. Whitaker criticou publicamente a investigação enquanto servia como chefe de gabinete do ex-procurador-geral Jeff Sessions, que Trump demitiu após as eleições da semana passada.

Os democratas citaram as críticas de Whitaker para alegar que ele foi indicado para restringir a investigação de Mueller. O deputado democrata pela Califórnia Adam Schiff, que deverá se tornar presidente do Comitê de Inteligência da Câmara quando os democratas retomarem o controle da Câmara, em janeiro, alegou que Whitaker “foi escolhido com o objetivo de interferir na investigação de Mueller”.

Trump disse que não estava ciente das críticas quando nomeou Whitaker. “Eu não sabia que ele tinha opiniões sobre a investigação de Mueller”, disse. Ele acrescentou que caberia a Whitaker tomar decisões relacionadas à investigação. “Eu não me envolveria”, afirmou.

Schiff disse que os democratas observarão a investigação de perto. “Se Whitaker tomar alguma ação para refrear o que Mueller faz, nós vamos descobrir. Vamos expô-lo”, disse.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Goiás

Feriadão em Goiás tem mortes e ultrapassagem irregular como líder de multas

De acordo com os números da operação realizada pela PRF no feriado, o motivo líder de autuações foram as ultrapassagens indevidas, com 296 registros.

Por Ton Paulo
19/11/2018, 07h57

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou na manhã desta segunda-feira (19/11) os números da Operação Proclamação da República, realizada para fiscalizar e prevenir acidentes nas rodovias ao longo do feriadão em Goiás, na última semana. A operação, que teve início na quarta-feira (14/11) e findou no último domingo (18/11) teve como motivo líder de autuações as ultrapassagens indevidas, com 296 registros; e um total de duas mortes em decorrência de acidentes

A Operação Proclamação da República, realizada nas rodovias ao redor do Estado, contabilizou, ao todo, dois mortos, 27 feridos e 2.060 notificações. De acordo com a PRF, o principal motivo das autuações foi a ultrapassagem indevida feita por motoristas, com 296 registros; seguido pelo não uso do cinto de segurança, com 147 registros e embriaguez ao volante, com 34 registros.

Além disso, foram capturadas 1.877 imagens de radar, que devem ser convertidas em autuações.

Segundo a PRF em comunicado emitido logo no início da Operação, uma das preocupações era o excesso de velocidade. “O alto índice de motoristas acima da velocidade permitida resultou em quase 3 mil infrações capturadas pelos radares no feriado de Finados, entre o dia 1º e 4 deste mês”, declarou.

Algumas alterações no tráfego foram realizadas durante a Operação Proclamação da República. Uma delas foi a respeito dos veículos de grande porte. Os caminhões Bitrem, cegonha, com dimensões excedentes e que precisam de autorização especial para viajar sofreram restrição de tráfego nas rodovias de pistas simples, ficando proibidos de transitar de quinta-feira, das 6h ao meio-dia e no domingo, das 16h as 22h.

Feriadão em Goiás de Finados terminou com menos acidentes

A PRF também realizou uma grande operação no último feriado, em Goiás. A Operação Finados teve início na quinta-feira (1/11) e terminou no domingo (4/11), contabilizando 16 acidentes, 19 feridos e duas mortes.

Em relação ao de 2017, o número de acidentes e de feridos diminuiu mas o de óbitos aumentou. Segundo o relatório divulgado pela PRF, ano passado o feriado fechou com 26 acidentes, 21 feridos e uma vítima fatal.

Quanto às infrações, houve um total de 2.486. Segundo a PRF, 142 motoristas foram autuados por estarem sem o cinto de segurança, 14 por usarem o celular ao volante e 75 por realizarem ultrapassagem indevida.

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Goiás

Dois menores são apreendidos e homem é morto em confronto com a polícia, em Aparecida de Goiânia

Todos os produtos e objetos roubados foram recuperados pela polícia.
19/11/2018, 08h52

Dois menores foram apreendidos e um homem morto em confronto com a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) no último domingo (18/11), depois de roubar um supermercado, que não teve o nome divulgado, no Setor dos Estados, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital.

Segundo informações da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), os três suspeitos invadiram um supermercado no setor, renderam os clientes e roubaram do estabelecimento: carnes, carvão, celulares dos clientes e funcionários. Conforme o que foi divulgado, não foi possível precisar a quantidade de dinheiro levado pelos bandidos.

A PM fez buscas pela região e encontrou dois suspeitos, ambos menores de idade, no bairro onde o assalto aconteceu, os menores foram apreendidos e encaminhados para o 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. O terceiro comparsa dos menores, foi encontrado pela equipe policial no setor Independência Mansões.

Segundo a polícia, o suspeito efetuou vários disparos contra os policiais, que revidaram atingindo a bandido, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Conforme as informações divulgadas, todos os produtos roubados foram recuperados.

Mortos em confronto com a Polícia em Goiânia e Aparecida de Goiânia

No último dia (7/11) Carlos André Batista do Nascimento suspeito de participar de um grupo especializado em roubo de agências bancárias no Pará e carros Fortes em todo o país, foi morto depois de supostamente trocar tiros com uma equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM). Carlos era foragido da justiça paraense e foi encontrado em uma casa no Bairro Colonial Sul, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital.

Em Goiânia, no último dia dia (15/10) o traficante Fabiano Sales de Oliveira mais conhecido como Dudu, morreu após trocar tiros com os policiais das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), no condomínio Setor Bela Vista, em Goiânia.

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Brasil

Marcelo Piloto é extraditado do Paraguai para o Brasil

Informação é da imprensa paraguaia.
19/11/2018, 08h57

O brasileiro Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, acusado de tráfico internacional, falsidade ideológica e homicídios, foi extraditado hoje (19) do Paraguai para o Brasil.

Segundo a imprensa do Paraguai, ele deixou o país em uma aeronave do Grupo Aerotático da Força Aérea Paraguaia às 5h05.

Traficante confesso, Marcelo Piloto fugiu do Brasil depois de ser condenado a 26 anos de reclusão. A extradição do brasileiro foi cercada de sigilo e segurança envolvendo três barcos de patrulha das Forças Operacionais Especiais de Polícia (FOPE), segundo a imprensa do Paraguai.

No sábado (17), Marcelo Piloto esfaqueou 17 vezes na cela em que estava uma jovem, de 18 anos, que foi visitá-lo. Autoridades paraguaias acreditam que ele cometeu o crime na tentativa de evitar a extradição para o Brasil.

Piloto foi preso na cidade de Encarnación, no Paraguai, em 2017, após a descoberta que estava usando documentos falsos.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Policial militar mata sargento da Rotam por engano, em Goiânia

O PM só descobriu que se tratava de um sargento da Rotam, que estava em plena perseguição policial, depois de atirar nele.

Por Ton Paulo
19/11/2018, 09h39

Um caso de perseguição policial resultou em tragédia na noite do último domingo (18/11), em Goiânia. Um policial militar estava entrando em casa quando viu passar por ele um homem armado perseguindo outro, que estava munido com uma faca. Segundo ele, quando deu voz para que eles parassem, informando que era PM, o homem que estava armado virou-se, apontando a arma para ele. Neste momento, o PM efetuou os disparos, só descobrindo depois que se tratava de um sargento da Rotam – Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas.

O caso aconteceu por volta das 20h40 no Setor Granja Cruzeiro do Sul, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil (PC), o PM autor dos disparos, identificado somente como JSC, se apresentou na mesma noite na Central de Flagrantes por vontade própria, por volta das 23h30, e relatou o ocorrido.

De acordo com o PM, ele estava guardando o carro na garagem de sua residência, no horário acima mencionado, quando viu um homem que passou correndo em frente sua casa com uma faca na mão (que mais tarde foi identificado como Daniel Henrique Venâncio), e outro homem correndo atrás deste primeiro, descaracterizado, com uma arma de fogo nas mãos e atirando.

Neste instante, o PM teria gritado “Parado, polícia!”. Foi nesse instante em que o homem armado que perseguia o outro virou-se para o PM com a arma na mão. Instintivamente, o PM efetuou os disparos. Só depois de atirar, o policial pôde ouvir o homem, que se tratava do 3º Sargento da Rotam, Mackleyton Rodrigues Alves, já agonizando no chão, se identificar.

O sogro do PM, então, desarmou Mackleyton e verificou seus documentos, confirmando sua identidade. Ele ligou para o resgate e o sargento Mackleyton foi encaminhado para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Daniel, que era perseguido por Mackleyton, teria, segundo informações da polícia, esfaqueado o sargento, o que motivou a perseguição. Daniel também foi atingido pelos disparos e morreu no local.

Caso da morte do sargento da Rotam está sendo investigado

A reportagem do Dia Online entrou em contato com o Instituto Médico Legal de Goiânia (IML), que informou que o corpo de Mackleyton deu entrada no órgão à 1h10, e até às 9h30 desta manhã ainda não havia sido liberado.

O caso da morte do sargento Mackleyton está sendo investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), conduzido pelo delegado Marco Aurelio Euzebio.

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