Entretenimento

Aos 58 anos, músico e escritor Tony Bellotto lança seu nono romance

19/11/2018, 07h08

Há 23 anos, o guitarrista e cantor dos Titãs Tony Bellotto lançava seu primeiro romance, Bellini e a Esfinge, em 1995, que virou filme e gerou mais três livros – Bellini e o Demônio, de 1997, Bellini e os Espíritos, 2005 e Bellini e o Labirinto, de 2014 – que concretizaram um de seus sonhos de adolescência, virar um romancista. O outro, claro, era virar músico.

“Lá em casa, tinha uma biblioteca com muitos livros, já que meu pai era historiador e minha mãe arquivista. Como pensava em ser guitarrista e escritor, passei a ler tudo que encontrava na biblioteca de casa, inclusive Ulisses, de James Joyce, que não entendi nada (risos). Mas outras coisas me marcaram muito, como os contistas dos anos 1970, como Rubem Fonseca, Dalton Trevisan e Sérgio Sant’Anna.”

Na entrevista que deu ao jornal O Estado de S. Paulo por telefone, Bellotto fala sobre seu novo romance, o nono da carreira, Lô, lançado pela Companhia das Letras.

Em Lô, ele subverte a conhecida história de Lolita, do escritor russo Vladimir Nabokov, e coloca o personagem Lourenço Barclay, o Lô – um homem de 50 anos, que cultua exercícios físicos, budismo e alimentação natural -, como objeto de desejo de uma jovem de 15 anos, Juliana, a Ju, namorada do seu filho.

O autor fala que sua mulher, mãe de dois dos seus três filhos, a atriz Malu Mader, é sua primeira leitora e lembra que seu romance Os Insones revoltou alguns pais em uma escola no interior de Minas Gerais, que o consideraram indecente. E adianta que seu personagem mais famoso, Bellini, vai voltar em breve em um novo livro, mas antes lança Coração Oculto, baseado numa história real, a de Pedro Dom, um rapaz de classe média que entrou no mundo do crime e morreu em tiroteio na Lagoa, no Rio, nos anos 2000. O livro será lançado em 2019 e deve virar série de TV, dirigida pelo cineasta Breno Silveira.

Fale um pouco do processo de construção do livro.

Levei três anos para terminá-lo. No meu processo, sempre fico um tempo matutando a ideia na cabeça. Se aquilo persiste e permanece a ponto de precisar chegar ao papel, começo a escrever o livro. Demorei mais tempo nesse romance porque já tinha escrito a maior parte como diário dos personagens. Na leitura, eu vi que não funcionava. Aí, reescrevi tudo novamente.

O personagem Lô está na mesma faixa etária que você. Há alguma semelhança entre vocês dois?

Não sou exatamente Lô. Até tentei fugir dessa linha. Hoje, há muitos escritores que escrevem sobre escritores. Talvez o personagem mais comum hoje na literatura contemporânea brasileira seja o personagem do escritor. Quis criar Lô como um tipo muito diferente do que eu sou. Mas, obviamente, como acontece como outros personagens que escrevi, como Bellini, não há como você não se espelhar em alguns momentos com os personagens que cria. Mas não estou refletido apenas no Lô, também sou um pouco da Ju. Eu me divido entre os personagens do Lô e da Ju. Ou seja, coloco muitas coisas que penso nos dois. Isso acontece meio que intuitivamente.

Como você define Lô?

É um olhar irônico sobre certos conceitos acabados que temos do mundo. Como, por exemplo, levar a sério demais as pessoas, a vida, as coisas ao seu redor. É um olhar crítico, ressaltando que, no fundo, nada disso faz sentido. A questão fundamental é que estamos todos perecendo. Ao saber que vamos morrer um dia, buscamos sentido para nossas vidas. Quando, na verdade, não há sentido algum. Apesar do afeto que nutro por Lô, eu o sacaneio no romance, por achá-lo vaidoso, crente demais nas coisas, no seu estilo de vida, etc. Como se aquilo tudo fosse levá-lo a uma visão superior sobre a vida. No fim, tudo ao seu redor se dissolve na falta de sentido que ele descobre naquilo tudo em que ele acreditava.

Quando lançou seu primeiro livro, Bellini e a Esfinge, você tinha 33 anos. Agora, lança seu nono romance, Lô, quase aos 60. De que maneira o tempo ajudou a maturar sua escrita e sua visão de mundo?

O envelhecimento é motivador da literatura. Me lembro que quando comecei a escrever meu primeiro romance, Bellini e a Esfinge, que lancei em 1995, eu tinha exatamente 33 anos, a idade de Cristo, que é uma idade simbólica do primeiro amadurecimento. É a passagem para a idade adulta. Esse meu primeiro amadurecimento, coloquei na visão existencialista do personagem Bellini. Ele questiona o tempo todo a sua existência, as dificuldades que enfrenta, a solidão, a frustração, etc. Essa fase foi motivadora para eu começar a escrever. Mas, sem dúvida, o envelhecimento nos coloca em outro patamar da escrita e da visão aguda sobre o mundo, sobre nós, sobre o que finda.

Teve problema com a censura em algum de seus livros?

Há alguns anos, tive um problema com Os Insones, adotado numa escola do interior de Minas Gerais. Há um momento do livro que um traficante colombiano preso no Rio começa a lembrar o relacionamento que tinha com uma prostituta muito jovem em seu país. Alguns pais reclamaram sobre esse trecho do romance com os professores e o caso virou denúncia. Tive de explicar essa passagem do livro na escola. Depois, a história morreu.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Feriadão em Goiás tem mortes e ultrapassagem irregular como líder de multas

De acordo com os números da operação realizada pela PRF no feriado, o motivo líder de autuações foram as ultrapassagens indevidas, com 296 registros.

Por Ton Paulo
19/11/2018, 07h57

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou na manhã desta segunda-feira (19/11) os números da Operação Proclamação da República, realizada para fiscalizar e prevenir acidentes nas rodovias ao longo do feriadão em Goiás, na última semana. A operação, que teve início na quarta-feira (14/11) e findou no último domingo (18/11) teve como motivo líder de autuações as ultrapassagens indevidas, com 296 registros; e um total de duas mortes em decorrência de acidentes

A Operação Proclamação da República, realizada nas rodovias ao redor do Estado, contabilizou, ao todo, dois mortos, 27 feridos e 2.060 notificações. De acordo com a PRF, o principal motivo das autuações foi a ultrapassagem indevida feita por motoristas, com 296 registros; seguido pelo não uso do cinto de segurança, com 147 registros e embriaguez ao volante, com 34 registros.

Além disso, foram capturadas 1.877 imagens de radar, que devem ser convertidas em autuações.

Segundo a PRF em comunicado emitido logo no início da Operação, uma das preocupações era o excesso de velocidade. “O alto índice de motoristas acima da velocidade permitida resultou em quase 3 mil infrações capturadas pelos radares no feriado de Finados, entre o dia 1º e 4 deste mês”, declarou.

Algumas alterações no tráfego foram realizadas durante a Operação Proclamação da República. Uma delas foi a respeito dos veículos de grande porte. Os caminhões Bitrem, cegonha, com dimensões excedentes e que precisam de autorização especial para viajar sofreram restrição de tráfego nas rodovias de pistas simples, ficando proibidos de transitar de quinta-feira, das 6h ao meio-dia e no domingo, das 16h as 22h.

Feriadão em Goiás de Finados terminou com menos acidentes

A PRF também realizou uma grande operação no último feriado, em Goiás. A Operação Finados teve início na quinta-feira (1/11) e terminou no domingo (4/11), contabilizando 16 acidentes, 19 feridos e duas mortes.

Em relação ao de 2017, o número de acidentes e de feridos diminuiu mas o de óbitos aumentou. Segundo o relatório divulgado pela PRF, ano passado o feriado fechou com 26 acidentes, 21 feridos e uma vítima fatal.

Quanto às infrações, houve um total de 2.486. Segundo a PRF, 142 motoristas foram autuados por estarem sem o cinto de segurança, 14 por usarem o celular ao volante e 75 por realizarem ultrapassagem indevida.

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Goiás

Dois menores são apreendidos e homem é morto em confronto com a polícia, em Aparecida de Goiânia

Todos os produtos e objetos roubados foram recuperados pela polícia.
19/11/2018, 08h52

Dois menores foram apreendidos e um homem morto em confronto com a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) no último domingo (18/11), depois de roubar um supermercado, que não teve o nome divulgado, no Setor dos Estados, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital.

Segundo informações da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), os três suspeitos invadiram um supermercado no setor, renderam os clientes e roubaram do estabelecimento: carnes, carvão, celulares dos clientes e funcionários. Conforme o que foi divulgado, não foi possível precisar a quantidade de dinheiro levado pelos bandidos.

A PM fez buscas pela região e encontrou dois suspeitos, ambos menores de idade, no bairro onde o assalto aconteceu, os menores foram apreendidos e encaminhados para o 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. O terceiro comparsa dos menores, foi encontrado pela equipe policial no setor Independência Mansões.

Segundo a polícia, o suspeito efetuou vários disparos contra os policiais, que revidaram atingindo a bandido, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Conforme as informações divulgadas, todos os produtos roubados foram recuperados.

Mortos em confronto com a Polícia em Goiânia e Aparecida de Goiânia

No último dia (7/11) Carlos André Batista do Nascimento suspeito de participar de um grupo especializado em roubo de agências bancárias no Pará e carros Fortes em todo o país, foi morto depois de supostamente trocar tiros com uma equipe das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM). Carlos era foragido da justiça paraense e foi encontrado em uma casa no Bairro Colonial Sul, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital.

Em Goiânia, no último dia dia (15/10) o traficante Fabiano Sales de Oliveira mais conhecido como Dudu, morreu após trocar tiros com os policiais das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), no condomínio Setor Bela Vista, em Goiânia.

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Brasil

Marcelo Piloto é extraditado do Paraguai para o Brasil

Informação é da imprensa paraguaia.
19/11/2018, 08h57

O brasileiro Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, acusado de tráfico internacional, falsidade ideológica e homicídios, foi extraditado hoje (19) do Paraguai para o Brasil.

Segundo a imprensa do Paraguai, ele deixou o país em uma aeronave do Grupo Aerotático da Força Aérea Paraguaia às 5h05.

Traficante confesso, Marcelo Piloto fugiu do Brasil depois de ser condenado a 26 anos de reclusão. A extradição do brasileiro foi cercada de sigilo e segurança envolvendo três barcos de patrulha das Forças Operacionais Especiais de Polícia (FOPE), segundo a imprensa do Paraguai.

No sábado (17), Marcelo Piloto esfaqueou 17 vezes na cela em que estava uma jovem, de 18 anos, que foi visitá-lo. Autoridades paraguaias acreditam que ele cometeu o crime na tentativa de evitar a extradição para o Brasil.

Piloto foi preso na cidade de Encarnación, no Paraguai, em 2017, após a descoberta que estava usando documentos falsos.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Policial militar mata sargento da Rotam por engano, em Goiânia

O PM só descobriu que se tratava de um sargento da Rotam, que estava em plena perseguição policial, depois de atirar nele.

Por Ton Paulo
19/11/2018, 09h39

Um caso de perseguição policial resultou em tragédia na noite do último domingo (18/11), em Goiânia. Um policial militar estava entrando em casa quando viu passar por ele um homem armado perseguindo outro, que estava munido com uma faca. Segundo ele, quando deu voz para que eles parassem, informando que era PM, o homem que estava armado virou-se, apontando a arma para ele. Neste momento, o PM efetuou os disparos, só descobrindo depois que se tratava de um sargento da Rotam – Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas.

O caso aconteceu por volta das 20h40 no Setor Granja Cruzeiro do Sul, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil (PC), o PM autor dos disparos, identificado somente como JSC, se apresentou na mesma noite na Central de Flagrantes por vontade própria, por volta das 23h30, e relatou o ocorrido.

De acordo com o PM, ele estava guardando o carro na garagem de sua residência, no horário acima mencionado, quando viu um homem que passou correndo em frente sua casa com uma faca na mão (que mais tarde foi identificado como Daniel Henrique Venâncio), e outro homem correndo atrás deste primeiro, descaracterizado, com uma arma de fogo nas mãos e atirando.

Neste instante, o PM teria gritado “Parado, polícia!”. Foi nesse instante em que o homem armado que perseguia o outro virou-se para o PM com a arma na mão. Instintivamente, o PM efetuou os disparos. Só depois de atirar, o policial pôde ouvir o homem, que se tratava do 3º Sargento da Rotam, Mackleyton Rodrigues Alves, já agonizando no chão, se identificar.

O sogro do PM, então, desarmou Mackleyton e verificou seus documentos, confirmando sua identidade. Ele ligou para o resgate e o sargento Mackleyton foi encaminhado para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Daniel, que era perseguido por Mackleyton, teria, segundo informações da polícia, esfaqueado o sargento, o que motivou a perseguição. Daniel também foi atingido pelos disparos e morreu no local.

Caso da morte do sargento da Rotam está sendo investigado

A reportagem do Dia Online entrou em contato com o Instituto Médico Legal de Goiânia (IML), que informou que o corpo de Mackleyton deu entrada no órgão à 1h10, e até às 9h30 desta manhã ainda não havia sido liberado.

O caso da morte do sargento Mackleyton está sendo investigado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), conduzido pelo delegado Marco Aurelio Euzebio.

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