Brasil

PF ataca líderes de facções do crime organizado

20/11/2018, 17h00

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 20, a Operação Pregadura, que mira suspeitos de liderar facções criminosas que atuam dentro e fora de presídios do País. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e 31 de prisão preventiva em São Paulo e outros seis Estados.

De acordo com a PF, os suspeitos comandavam ações da facção em todo o Brasil, autorizando ataques a funcionários públicos, torturas, rebeliões e compra e venda de armas de fogo. As decisões partiam da Penitenciária Estadual de Piraquara, no Paraná, e eram difundidas por telefones celulares contrabandeados para dentro dos presídios.

Nas unidades prisionais onde não entrava equipamentos eletrônicos, a comunicação entre os suspeitos era feita por bilhetes passados por visitantes.

A Polícia Federal também investiga como os presos tiveram acesso à rede Wi-Fi dos presídios e não descartam participação de agentes públicos. “Ainda está em investigação, que irá mostrar se é possível a individualização e responsabilização de quem permitiu isso”, disse o delegado Marco Smith, que coordenou a operação.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e 31 de prisão preventiva em municípios de São Paulo (São Paulo, Presidente Bernardes, Presidente Venceslau, Lins, Mairiporã e Ubatuba), Minas Gerais (Uberava), Rondônia (Porto Velho), Rio Grande do Norte (Mossoró), Roraima (Boa Vista), Mato Grosso do Sul (Dourados e Campo Grande) e Paraná (Londrina, Cambará, Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais e Piraquara).

A maioria dos presos já estava presa em unidades prisionais do País. Três foragidos foram localizados.

Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Piraquara e o nome da operação, Pregadura, faz referência a uma jogada de xadrez que impede a movimentação das peças do adversário durante a partida.

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Brasil

A triste história da idosa de 106 anos assassinada por causa de R$30

A mulher mais antiga de uma cidadezinha no interior do Maranhão foi estrangulada e espancada.
20/11/2018, 17h24

Os fios de cabelos brancos, o rosto enrugado, a boca sem dente. Dona Antônia Conceição da Silva chegou aos 106 anos como exemplo de uma vida que deu certo até a madrugada do último sábado (17/11).

Dona Antônia foi assassinada a pauladas dentro da casa em que vivia há décadas no município de Feira Nova do Maranhão, a 783 km da capital do Estado, São Luís.

No cenário da brutalidade, um buraco na telha revela por onde o assassino entrou para espancar dona Antônia. A porta de madeira intocada, as paredes verde-oliva e o chão de cerâmica marrom ensanguentado. A idosa, com voz baixa, não conseguiu gritar enquanto era arrastada. Era uma mãe, avó, bisavó, trisavó, vivendo o pesadelo da madrugada.

A poça de sangue no quintal, a poucos metros do muro sem reboco, dá sinais do horror. Esse assassino teve remorso? Como um homem conseguiria continuar vivendo após bater várias vezes na cabeça de uma mulher que insistiu contra todas as dificuldades de um Brasil de miséria durante décadas do século xx do sertão maranhense?

Aos 106 anos, idosa dá conselhos de como viver. Veja o vídeo:

Centenária, ela nasceu em 1912, mesmo ano em que nasceram o cantor pernambucano Luiz Gonzaga e o escritor baiano Jorge Amado. Dona Antônia nasceu no ano em que naufragou o famoso Titanic – 106 anos depois, ela afundava no destino de ter sido cruelmente morta por causa de R$ 30.

Em um vídeo gravado no último Dia das Mães de sua vida, dona Antônia aconselha como cuidar da saúde para viver mais. Em fotos que circulam nas redes sociais, a idosa aparece deitada em sua cama, em um quarto com paredes de tinta rosa desbotada, embrulhada com uma colcha azul com desenho dos Dalmatas. Os cabelos brancos estavam tingidos por um sangue centenário.

Um neto morava com dona Antônia, mas naquela noite, ele saiu para uma seresta ali perto. Quando voltou, empurrou a porta de madeira, entrou, olhou para o teto rasgado. Havia pegadas de sangue na parede. Deu alguns passos e desconfiou que algo teria acontecido. Encontrou o corpo da avó.

Segundo a Polícia Civil contou para a imprensa local, três pessoas foram ouvidas. A principal linha de investigação é latrocínio – roubo seguido de morte. Os R$ 30 reais que a idosa guardava em casa foram levados.

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Goiás

Museu Pedro Ludovico: a casa que virou história

Com 31 anos de existência, o Museu Pedro Ludovico é um dos principais destinos para quem pretende conhecer mais sobre a história da cidade e do estado.
20/11/2018, 17h34

Para entender como se dá a construção de nossa sociedade, é crucial ter conhecimento da história que nosso passado preserva. A capital goiana, embora seja ainda muito jovem, já é capaz de contar inúmeras histórias, principalmente no que tange as memórias de sua fundação. Para ajudar nesse processo, os museus da cidade são formados por acervos que remontam a diferentes períodos e acontecimentos. O Museu Pedro Ludovico é um excelente exemplo disso.

Construído exatamente na antiga casa de Pedro Ludovico Teixeira, responsável direto pela mudança da capital de Goiás para Goiânia e ex-governador do estado, o ambiente é um museu desde o ano de 1987 e foi tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual.

Mas é importante lembrar que aqui não veremos exatamente a história de um museu, mas sim de uma casa e de sua importância no contexto histórico da cidade.

História de construção da casa

Museu Pedro Ludovico: a casa que virou história
Foto: Reprodução/ Tribuna do Planalto

A casa foi construída ao mesmo tempo em que Goiânia ganhava vida. Naquela altura, já era possível ver de pé o Palácio do Governo, um Grande Hotel e uma praça monumental. Esse era o retrato do nascimento da cidade, que só foi possível graças aos esforços de Pedro Ludovico Teixeira, responsável por transferir a capital de Goiás.

O ano era 1934 mas as obras na casa foram concluídas apenas em 1937. Attílio Corrêa Lima, arquiteto responsável por desenvolver o plano urbanístico da cidade, participou apenas dos riscos originais da construção, já que naquele ano já não estava mais trabalhando para Goiânia.

Mesmo assim, a casa seguiu os preceitos arquitetônicos que haviam sido utilizados nos principais prédios da cidade, do tão aclamado art déco. O estilo se faz presente no edifício das seguintes formas: predominância da horizontalidade, afastamento frontal e lateral de 5 metros, assimetria, ausência de ornamentação excessiva, áreas de luz e sombra nas fachadas e monumentalidade monolítica.

Dados históricos e características do Museu Pedro Ludovico

Museu Pedro Ludovico: a casa que virou história
Foto: Reprodução/ Flickr

O então governador de Goiás, viveu com a família na casa até o dia de sua morte, em 16 de agosto de 1979. Assim, a Lei nº 8.690, de 25 de setembro de 1979, autorizou o governo do estado a implantar no local um museu em memória a Pedro Ludovico, que foi inaugurado apenas no ano de 1987.

Os visitantes podem encontrar suas características formais e estilísticas intactas até hoje, mesmo após ter passado por uma recente reforma, que buscou preservar o ambiente e resgatar suas formas e cores originais.

Acervo

Museu Pedro Ludovico: a casa que virou história
Foto: Reprodução/ A Redação

O acervo do Museu Pedro Ludovico Teixeira é bem vasto. É possível encontrar diversos objetos que pertenceram ao ex-governador, incluindo documentos originais (que remontam aos anos 20 até a década de 70), porcelanas, mobília, cristais, vestimentas, e até mesmo sua biblioteca particular.

Para você ter ideia do quanto o ambiente é importante, vamos a alguns números. O museu conta com 8,56 mil documentos pessoais e políticos, e 1,83 mil peças diversas que vão da mobília até itens pessoais que pertenceram a ele. O acervo ainda é composto por 1,15 mil fotos sobre os mais importantes fatos históricos de Goiânia e Goiás. Já na biblioteca, é possível encontrar 500 dos mais diversos volumes.

Museu Pedro Ludovico: a casa que virou história
Foto: Reprodução/ A Redação

Assim, além de preservar tudo aquilo que há de importante na história de nosso estado e cidade, o museu ainda é destinado para alguns eventos artístico-culturais, a exemplo de encenações teatrais, shows musicais e lançamentos de livros, sempre com a intenção de integral a comunidade ao local.

Portanto, se você ainda não conhece esta relíquia goiana, fica aqui nossa dica para o seu próximo passeio pela cidade!

Mais informações:

Horário de funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h

Telefone para contato: (62) 3201-4678

Endereço: R. 25, 66 – St. Sul, Goiânia – GO, 74015-100

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Esportes

Fim de um ciclo: Hemerson Maria não renovará com Vila Nova

Treinador fará sua última partida à frente da equipe contra o São Bento.
20/11/2018, 18h06

Após mais uma temporada sem alcançar o acesso à elite do futebol brasileiro, o Vila Nova anunciou que não haverá renovação de contrato com o técnico Hemerson Maria. A informação foi divulgada por meio das redes sociais do clube na tarde desta terça-feira (20/11).

O confronto contra o São Bento, no próximo sábado (24/11), em Sorocaba, fecha o calendário de 2018 da equipe e marca o fim da passagem de quase dois anos de Hemerson Maria à frente do colorado. Anunciado no dia 9 de maio de 2017, após demissão do técnico Mazola Júnior, Hemerson chegou com certo prestígio na capital goiana pelo título de campeão da Série B conquistado com o Joinville em 2014.

Sob o comando do treinador, o Vila Nova disputou vaga para a Série A duas temporadas consecutivas, além de chegar à semifinal do Goianão 2018. Em sua última partida com as cores do tigre, o técnico catarinense pode levar o Colorado a alcançar a maior pontuação em uma mesma edição de Série B. Hemerson Maria comandou a equipe em 95 jogos, um aproveitamento de 53,5%. Foram 37 vitórias, 36 empates e 22 derrotas.

Hemerson Maria divide opiniões entre torcedores

Poucos treinadores são unanimidade entre torcedores na história de um clube ou seleção. Com Hemerson maria não seria diferente. Desde o ano passado o técnico recebe criticas de muitos colorados pelo estilo de jogo da equipe e, principalmente, pela insistência com jogadores preteridos pela torcida.

No entanto, há quem exalte o trabalho feito pelo treinador e a mudança de objetivo da equipe desde a sua chegada. Campanhas discretas e rebaixamentos para a terceira divisão eram rotina para o vilanovense na última década, realidade completamente diferente dos dias atuais.

Após o anúncio de que Hemerson Maria não renovará com o clube, alguns torcedores se manifestaram nas redes sociais para agradecer o treinador.

Imagens: Torcedores.com 

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Esportes

Projeto prevê obrigação da identificação biométrica em estádios de Goiás 

Objetivo é coibir atos de violência durante as partidas de futebol.
20/11/2018, 18h45

Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto de lei n° 2976/17, que prevê a obrigação da identificação biométrica em estádios de Goiás. O objetivo é coibir atos de violência durante as partidas de futebol, além do cruzamento de dados, em tempo real, com órgãos de segurança para identificar pessoas impedidas de se aproximarem desses locais; foragidos; com mandados de prisão em aberto e outros.

O deputado Charles Bento (PRTB), autor da matéria, destaca que a medida, “sem dúvida”, irá promover a paz nos estádios do estado e “colocar Goiás em posição de destaque nacional e internacional”. Ainda de acordo com ele, alguns clubes brasileiros já adotaram a identificação biométrica e iniciaram o cadastramento de integrantes das torcidas organizadas, que é exigido pelo Estatuto de Defesa do Torcedor.

A ação faz parte ainda do programa Torcida Legal, um conjunto de medidas para coibir atos de violência no futebol e que tem como parceiro o Ministério Público, entre outras instituições da Segurança Pública.

Identificação biométrica em estádios

Segundo o projeto, os estádios que suportam mais de 10 mil pessoas devem utilizar sistema de identificação biométrica nas entradas e sistema de monitoramento por imagem em toda a área de uso dos torcedores, nos dias de jogos.

Por meio desses sistemas de identificação poderá ser realizado cruzamento, em tempo real, com outros bancos de dados disponibilizados por órgãos de segurança do estado, para identificar com mais rapidez pessoas impedidas de comparecer nos estádios goianos; pessoas foragidos; com mandados de prisão em aberto e de associados ou membros das torcidas organizadas.

O cadastramento deve ser realizado por um sistema de identificação biométrica similar ao da Justiça Eleitoral, que utiliza a impressão digital, ou ainda por meio de fotografia, capaz de registrar e identificar até cem mil faces por segundo. O deputado afirma que “essa tecnologia é uma forte aliada na promoção da paz nos estádios”.

Em 2017, o Atlético-PR foi o primeiro clube a adotar o sistema, que se tornou referência no país.

Imagens: Tribuna 

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