Política

Bolsonaro nega que o filho Carlos terá cargo no governo federal

Carlos Bolsonaro retoma mandato de vereador na próxima semana.
22/11/2018, 10h33

Reeleito vereador pela cidade do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL) não integrará a equipe de governo do pai – o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Bolsonaro negou tal possibilidade na manhã de hoje (22), depois de se reunir com militares no Comando da Marinha, em Brasília.

Na sua conta no Twitter, Carlos Bolsonaro reiterou que já contribuiu o possível durante a campanha do pai. Ele foi o responsável pelas redes sociais e também fazia papel de assessor de imprensa no Rio de Janeiro.

Carlos Bolsonaro destacou que o “ciclo fechou” e que retornará à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro na próxima semana.

“O meu ciclo de tentar ajudar diretamente chegou ao fim. São 18 anos de vida pública dedicados ao que acredito. Estes últimos três meses de licença não remunerada para acompanhar o que sempre acreditei se encerram. Semana que vem volto às atividades na Câmara de Vereadores do Rio.”

O nome de Carlos Bolsonaro foi citado como possível postulante para a Secretaria de Comunicação da Presidência da República durante entrevista coletiva concedida por Gustavo Bebianno, que deverá assumir a Secretaria Geral da Presidência. Na ocasião, Bebianno disse que Carlos era peça importante para a equipe.

Imagens: Agência Brasil 

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Economia

Governo deve liberar nesta quinta-feira R$ 650 milhões

O relatório vai mostrar uma queda de R$ 4,5 bilhões na previsão de receitas líquidas e de R$ 2,1 bilhões na estimativa de despesas.
22/11/2018, 10h44

O governo deverá anunciar nesta quinta-feira, 22, a liberação de R$ 650 milhões para realizar despesas previstas no Orçamento de 2018, embora os números apontem para a necessidade de uma contenção de gastos. A decisão será tomada com base no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, a ser encaminhado ao Congresso Nacional.

As projeções do documento vão apontar para a necessidade de corte das despesas de R$ 2,34 bilhões, por conta de queda na previsão de arrecadação. No entanto, o Executivo vai recorrer a uma reserva de recursos no valor de R$ 2,99 bilhões para dar cobertura ao aumento de gastos. Com isso, atenderá à pressão do Congresso e da ala política do governo.

Apoiados pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, os parlamentares que não foram reeleitos lutam para garantir recursos para tirar do papel as emendas que apresentaram ao Orçamento deste ano. A pressão sobre a área econômica teve o apoio de lideranças partidárias.

Ao Estadão/Broadcast, Marun disse que o governo pode aproveitar alguns projetos de lei já em tramitação no Congresso Nacional para transferir recursos de áreas que não estão conseguindo gastar o que foi liberado para outros projetos e programas e obras que têm condições de avançar. “Mas é claro, sempre respeitando o teto de gastos”, disse o ministro, numa referência ao instrumento legal que fixa um limite anual para as despesas com base na correção pela inflação.

Marun disse que é preciso fazer um orçamento realista e gastar aquilo que está apto a ser pago. Ele afirmou que, com a aprovação desses PLs, esses recursos poderão ser usado principalmente em obras inacabadas.

A reserva de onde sairão os recursos para liberar os R$ 650 milhões foi formada para garantir outros tipos de despesa e também para dar suporte a eventuais capitalizações de empresas estatais.

Segundo apurou o Broadcast, o relatório vai mostrar uma queda de R$ 4,5 bilhões na previsão de receitas líquidas e de R$ 2,1 bilhões na estimativa de despesas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Operação Luz na Infância combate exploração sexual contra crianças em Goiás

A operação já prendeu 363 pessoas desde 2017.
22/11/2018, 10h58

A Polícia Civil do Estado de Goiás participa nesta quinta-feira (22/11), da terceira fase da Operação Luz na Infância. A operação envolve Polícias Civis do Distrito Federal e de dezoito estados, além do Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires, na Argentina.

A força-tarefa é coordenada pelo Ministério da Segurança Pública (MSP) e começou nesta manhã. As equipes estão procurando arquivos com conteúdos relacionados a crimes de abuso e exploração sexual infantil.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, essa é uma operação internacional que teve desdobramento no município de Campos Belo, em Goiás. Até o momento ninguém foi preso.

Os alvos da investigação foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Dint/Senasp/MSP), com base em informações coletadas em ambientes virtuais, os indícios apresentavam provas suficientes de crime.

As informações foram passadas à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, que solicitou ao juiz de Campos Belos, expedição do mandado de busca e apreensão na cidade.

As ações estão acontecendo de forma simultâneas no Brasil e na Argentina e mobilizam um efetivo de cerca de mil policiais.

A Operação Luz na Infância três é fruto de cooperação entre a Diretoria de Inteligência da Senasp, a Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (US Immigration and Customs Enforcement-ICE), o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires e das Polícias Civis do Brasil.

Em Goiás as buscas contam com o apoio da Delegacia de Polícia Civil e estão sendo realizadas em Campos Belos.

Operação Luz na Infância

A Operação Luz na Infância teve início em outubro de 2017, quando foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão e 112 abusadores foram presos. Na segunda operação, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados, resultando na prisão de 251 pessoas.

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Economia

Em Santiago, Brasil e Chile assinam novo acordo comercial

O acordo assinado trata de 24 áreas não tarifárias.
22/11/2018, 11h20

Brasil e Chile assinaram um novo acordo de livre-comércio que expande um pacto firmado em 1996. Além de atualizar os termos no campo comercial, o acordo assinado na quarta-feira, 21, trata de 24 áreas não tarifárias, que vão desde a eliminação do roaming internacional para chamadas e transmissão de dados entre os dois países, até o compromisso que não será produzida, no Chile, uma bebida chamada “cachaça” ou, na via inversa, que seja feita no Brasil uma bebida chamada “pisco chileno”.

Também foram incorporados capítulos que não existem em outros acordos do Brasil, como comércio eletrônico, micro e pequenas empresas, temas trabalhistas e estímulo à igualdade de gênero. Além disso, o documento incorpora um acordo sobre compras públicas e investimentos no setor financeiro assinado este ano e outro de cooperação e facilitação de investimentos assinado em 2015.

O acordo foi assinado em Santiago, pelo presidente Michel Temer e o presidente do Chile, Sebastián Piñera. O presidente é acompanhado pelos ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, e pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

Prioridade

O Chile é uma prioridade para o comércio exterior brasileiro por seu dinamismo econômico e também por integrar a Aliança do Pacífico (com México, Peru e Colômbia). O fluxo comercial entre os dois países somou US$ 8,1 bilhões de janeiro a outubro deste ano, um incremento de 15% sobre igual período de 2017. O Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul, atrás da Argentina.

“Passados mais de 20 anos desde a assinatura do acordo de 1996, que eliminou as barreiras tarifárias nos fluxos entre Brasil e Chile, constatamos a necessidade de aprofundar a redução de entraves não tarifários e de refletir novas dimensões do comércio internacional”, disse Marcos Jorge em nota.

Para o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, o acordo com o Chile “cria regras de última geração que contribuirão para ampliar e estimular o comércio e os investimentos bilaterais, aumentando o acesso para exportações brasileiras de bens e de serviços”. Esse poderá ser um modelo para as diversas negociações das quais o Brasil participa no momento.

Medida de peso

Uma medida de peso na área de facilitação de comércio é o compromisso dos dois países de buscar a interoperabilidade de seus portais únicos de comércio exterior. Dessa forma, documentos exigidos no comércio exterior poderão ser entregues em formato digital.

Com isso, a expectativa é reduzir em 35% o custo da burocracia nessas operações. Brasil e Chile vão reconhecer mutuamente os Operadores Econômicos Autorizados, que são empresas com bom histórico de conformidade e que, por isso, podem usar uma via rápida para suas operações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Esportes

Arena do Corinthians receberá R$ 50 milhões no ano em incentivo

O pagamento da Arena Corinthians ficou por R$ 5 milhões.
22/11/2018, 11h26

O Corinthians conseguiu com a Prefeitura de São Paulo mais R$ 5 milhões para o pagamento da Arena Corinthians. O valor foi repassado por meio de um programa de incentivo fiscal e publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo no dia 12 deste mês.

O dinheiro é um adicional aos R$ 45 milhões que já estavam previstos no orçamento anual da Prefeitura e que já haviam sido repassados ao BRL Trust, fundo que administra a arena e que conta com cotistas como a Odebrecht, responsável pela construção do estádio, e o próprio Corinthians.

Portanto, a arena receberá no ano R$ 50 milhões em incentivos da capital paulista. É uma parte dos cerca de R$ 400 milhões que a Arena Corinthians acertou ainda na gestão de Gilberto Kassab (PSD).

O valor é arrecadado por meio dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento). A Prefeitura emite títulos e o fundo que administra a arena vende para pessoas físicas e jurídicas. A atual gestão municipal dividiu esse valor em parcelas anuais até 2023.

No ano passado, a Prefeitura repassou R$ 40 milhões ao fundo. O valor seria o mesmo para 2018, mas o vereador Eduardo Tuma (PSDB) conseguiu o aumento para R$ 45 milhões no final do ano passado. Agora, houve o acréscimo desses R$ 5 milhões.

Ao Estado, o secretário municipal da Fazenda, Caio Megale, explicou o acordo. “Ao longo dos últimos meses, negociamos e chegamos a esse valor. O fundo queria muito mais, justificou que era um dinheiro emergencial. Houve uma pequena sobra de recursos da Fazenda e foi para a arena”, disse o secretário. “Este ano a Prefeitura vai abrir mão de R$ 50 milhões de arrecadação que poderiam ir para educação, saúde e qualquer outra coisa… A Prefeitura teve que abrir mão para ajudar a financiar o estádio”, concluiu Caio Megale.

Para 2019, a previsão inicial do município é emitir mais R$ 40 milhões em títulos à arena. A diretoria do Corinthians e os responsáveis pela gestão da arena foram procurados, mas, até o fechamento da edição, ninguém respondeu à reportagem.

Em entrevista ainda no primeiro semestre do ano, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, informou que o clube devia R$ 1,187 bilhão para o pagamento de seu estádio.

A expectativa da diretoria é pagar essa dívida nos próximos 26 anos. Atualmente, a parcela mensal feita à Caixa é de R$ 5,9 milhões, maior do que o valor adicional recebido.

Para ajudar no pagamento das parcelas, o Corinthians está terceirizando espaços dentro da arena. A partir do dia 22 funcionará uma academia, em parceria com o lutador Anderson Silva e no primeiro semestre do ano que vem deve ser inaugurado um restaurante.

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