Brasil

Líderes do PCC serão enviados a prisão federal

22/11/2018, 07h36

A Justiça de São Paulo determinou a transferência de pelo menos seis integrantes da cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) a um presídio federal. Os envolvidos foram investigados pela Operação Echelon, que apontou o controle de negócios da facção por detidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Nas decisões, o juiz Paulo Sorci, da 5.ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo, cita as atividades realizadas pelos detentos no presídio. “O grupo criminoso mantém em andamento projetos de tomada de pontos de vendas de drogas que estão sob controle de facções rivais, mantém o propósito de cometer assassinatos e, inclusive, idealizaram os atentados contra agentes públicos e prédios públicos no início de junho de 2018 nos Estados de Rio Grande do Norte e Minas”, escreveu o juiz. “Como se verifica, o grande objetivo desse núcleo criminoso está na disseminação do modo de agir da facção criminosa autodenominada PCC, para os demais Estados brasileiros.”

As decisões foram assinadas entre o dia 19 de outubro e o dia 15 deste mês e referem-se a Cláudio Barbosa da Silva, o Barbará, Almir Ferreira, o Nenê da Simioni, Reginaldo do Nascimento, José de Arimateia Pereira, Cristiano Gangi e Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden (foto abaixo).

Os presos citados nas sentenças chefiavam a célula do PCC encarregada de expandir os negócios da quadrilha fora de São Paulo. Eles haviam assumido a função após outros 14 detentos, incluindo o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, terem sido transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), área de isolamento no presídio de Presidente Bernardes, também no interior paulista, no ano passado.

As sentenças proferidas por Sorci são desdobramentos da Echelon e não têm relação com um pedido feito à Justiça este mês pelo Ministério Público Estadual (MPE) para transferir chefes do PCC a presídios federais. Em outubro, a polícia descobriu um plano de resgatar a cúpula da facção da penitenciária em Presidente Venceslau – até o aeroporto da cidade foi fechado para impedir essa ação.

O Estado cogitou transferir os líderes do PCC, mas a ideia dividia opiniões dentro do governo paulista. O Primeiro Comando é a única organização do crime organizado no Brasil cujos membros da cúpula não estão em um presídio federal.

Salves

Nas sentenças, Sorci cita a troca de mensagens entre os detentos. “Descobriu-se que aqueles presos ‘escolhidos’ escreviam ‘mensagens’, conhecidas como ‘salves’, que deveriam ser enviadas para líderes que se encontravam livres (foragidos e libertados), sendo que outros detidos codificavam os bilhetes.”

A investigação que culminou na Echelon, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPE em junho contra membros do PCC, partiu de uma “pescaria” feita nos dutos de esgoto das raias da Penitenciária 2. A interceptação das mensagens foi feita com a instalação de telas.

A investigação também apontou a existência de ordens para matar policiais e agentes penitenciários. Para o juiz, mesmo detidos em penitenciária de segurança máxima, houve “práticas delitivas gravíssimas”, o que justificaria a transferência.

O juiz determinou a transferência dos detentos pelo prazo de 360 dias. Procurada pela reportagem nesta quarta-feira, 21, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não quis se manifestar sobre as sentenças. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Idoso embriagado provoca grave acidente ao estacionar em ponte sobre o Rio das Almas, em Uruaçu

O caminhão que caiu no rio deve ser retirado nesta quinta-feira (22/11).
22/11/2018, 07h59

Um idoso de 65 anos foi preso por dirigir embriagado e provocar um grave acidente noite da última quarta-feira (21/11), ao parar na ponte que passa sobre o Rio das Almas, na BR-080, em Uruaçu, a 280 quilômetros de Goiânia e deixar duas pessoas gravemente feridas.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista da caminhonete modelo Ford F-100, que não teve o nome divulgado e estava embriagado, parou na ponte sem nenhuma explicação. O motorista de um caminhão modelo Iveco Strais 570 que vinha logo atrás, para não bater na caminhonete, desviou pela direita e bateu na proteção da ponte e caiu no rio.

Um outro caminhão baú que seguia logo atrás dos dois primeiros veículos não conseguiu desviar e bateu na traseira da caminhonete, com a colisão a F-100 foi empurrada para frente e ficou pendurada na ponte.

Motorista parou veículo sobre o Rio das Almas a caminho de Uruaçu

O Inspetor Newton Morais da PRF afirmou ao Porta Dia Online que no momento em que as equipes chegaram ao local, encontraram a caminhonete pendurada e com o motorista dentro dela.

Segundo o inspetor, o motorista foi submetido ao teste do bafômetro e foi reprovado com o teor de 0,76 ml/l de sangue e acabou preso por embriaguez ao volante. De acordo com as informações divulgadas pela PRF, o condutor da caminhonete informou que tinha ingerido cachaça e fazia o percurso de Barro Alto de Goiás para Uruaçu.

Os outros dois motoristas envolvidos no acidente ficaram gravemente feridos e foram levados para Unidade de Pronto Atendimento de Uruaçu (UPA), não há informações sobre o estado de saúde deles. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil (PC) da cidade.

Em relação ao caminhão que caiu da ponte no acidente, o inspetor informou que a retirada do veículo deve ser feita ainda nesta quinta-feira (22/11).

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Goiás

Homem tem o corpo imprensado após ser atropelado, em Goiânia

Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Por Ton Paulo
22/11/2018, 08h25

Um homem de 59 anos teve o corpo imprensado depois de ter sido atropelado na noite da última quarta-feira (21/11), no Setor Vila Helena, em Goiânia. A vítima estava encostada na traseira de uma Kombi estacionada na rua, falando ao celular, quando foi atingida por um motorista que convergiu à esquerda na via e perdeu o controle, atingindo o homem. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com informações da Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), testemunhas viram Cleidimar Araújo dos Santos, de 59 anos, se encontrava encostado na porção traseira de um veículo branco do tipo Kombi, falando ao telefone celular, por volta das 19h50, na Rua 21, Setor Vila Helena, quando o motorista de um Fiat/Uno que entrava na rua e fazia uma curva à esquerda, na Rua Q, perdeu o controle e atingiu Cleidimar em cheio.

A vítima de quase 60 anos acabou ficando com o corpo imprensado entre os veículos devido ao impacto da colisão. Ainda segundo informações da DICT, a vítima foi socorrida pelo resgate e encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), onde faleceu.

O condutor do Fiat/Uno, Humberto Lourenço Martins, foi submetido ao teste do bafômetro, cujo resultado foi de 0,85 mg/L, indicando embriaguez, sendo o mesmo conduzido para a Central Geral de Flagrantes, onde foi autuado em flagrante delito.

Homem de 55 anos morreu após ser atropelado em outubro deste ano, em Goiânia

Em outubro deste ano, um homem de 55 anos anos morreu depois de ser atropelado por um motociclista, no dia 16/10, no Jardim Planalto, em Goiânia. O motociclista, que ainda transportava uma passageira, sofreu ferimentos leves.

Conforme informações da DICT, Hugo Pereira Melo Filho realizava a travessia da Avenida T-9, na região do Jardim América, próximo ao Terminal Bandeiras, por volta das 21h quando foi atropelado por Wdson Souza Gomes, de 34 anos, que conduzia uma motocicleta.

O motociclista ainda levava uma passageira, uma moça, quando o acidente ocorreu.

A vítima chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Brasil

Saída de médicos cubanos faz postos de saúde reduzirem atendimento pelo País

Segundo o Ministério da Saúde, 411 cubanos atuavam nessa região, em 26 municípios.
22/11/2018, 08h29

Apenas uma semana depois de Cuba anunciar a saída do programa federal Mais Médicos, postos de saúde de várias regiões do País já começaram a ter consultas canceladas e interrupções de atendimento. A mudança se deve à perda dos profissionais estrangeiros, que começam nesta quinta-feira, 22, a embarcar de volta a Havana.

Com a saída acelerada dos estrangeiros, as prefeituras prejudicadas têm buscado estratégias para minimizar os problemas, como oferecer horas extras a médicos brasileiros ou fazer contratações emergenciais.

Na região metropolitana de São Paulo, pelo menos sete dos 39 municípios relataram à reportagem que os cubanos já deixaram os postos de trabalho: Guarulhos, Osasco, Santo André, Itapevi, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu e Embu das Artes. Segundo o Ministério da Saúde, 411 cubanos atuavam nessa região, em 26 municípios.

Em Guarulhos, segunda maior cidade do Estado, a estimativa é que, com a saída de 28 médicos, 2,5 mil consultas deixem de ser feitas por semana. Até a reposição, as unidades foram orientadas a analisar cada caso, priorizar gestantes e demais grupos de risco, para remanejá-los nas agendas dos demais médicos. A prefeitura também disse que abrirá contratação emergencial.

Embu das Artes, que perdeu 20 cubanos, também anunciou seleção de emergência. Em Itapecerica da Serra, parte das 3 mil consultas semanais antes realizadas por 19 cubanos será repassada para outros profissionais. A mesma estratégia foi adotada pelas prefeituras de Osasco e Itapevi.

Dos 19 médicos que formavam a atenção básica de Embu-Guaçu, 16 eram cubanos, o que torna inviável o remanejamento de todos os pacientes para os três profissionais restantes. “Já realizamos dois concursos neste ano e, para a especialidade de médico da família, não tivemos nenhum candidato”, diz Maria Dalva Amim dos Santos, secretária de Saúde da cidade. “(Os cubanos) tiveram de interromper o atendimento abruptamente porque foram avisados que os voos já eram esta semana.”

Segundo a Organização Panamericana de Saúde (Opas), voos fretados da companhia Cubana de Aviación começam a sair nesta quinta de São Paulo, Brasília, Manaus e Salvador para Cuba.

Filas e despedida

No interior paulista, também houve transtornos. Em Campinas, unidades de saúde tiveram filas e indignação de moradores com dificuldades para ser atendidos ou marcar consultas. No posto do Jardim Rossin, um cartaz foi afixado avisando sobre a interrupção dos agendamentos. A cidade tinha 46 cubanos.

Em Hortolândia, a saída dos profissionais paralisou o atendimento médico em quatro unidades básicas de saúde. Araçatuba, que ficou sem 23 profissionais, ofereceu hora extra aos médicos brasileiros. Os estrangeiros tiveram cerimônias de despedida. Em Bauru, os dez cubanos foram homenageados pelo prefeito na terça-feira, 20.

Em Viamão e Gravataí, na Grande Porto Alegre, os cubanos começaram a deixar os postos na terça. “Fomos pegos de surpresa. Não estávamos esperando uma saída tão rápida. Tínhamos a informação de que parte dos médicos deixaria o País em 25 novembro e outra, em 25 de dezembro”, diz o secretário de Saúde de Viamão, Luís Augusto de Carvalho. Ele estima que 2 mil pessoas deixarão de ser atendidas mensalmente. Já o impacto financeiro, no caso de contratação emergencial, será de R$ 320 mil mensais aos cofres públicos.

O cubano Orelvi Lopes, de 46 anos, lamentou deixar Viamão, onde atuou por mais de quatro anos. Mas, por ter casado no Brasil, pretende ficar no País. “Vou seguir buscando trabalho aqui. Sou formado em Medicina há 21 anos.” Já a prefeitura de Gravataí, para driblar o déficit, convocou sete aprovados no último concurso público para preencher as vagas abertas.

Já Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, região mais pobre de Minas, perdeu quatro médicos. A geografia local dificulta a redistribuição do trabalho entre os que ficaram. “São longos percursos em estrada de terra para chegar aos distritos que ficaram descobertos”, diz Ana Maria Alves, coordenadora de atenção básica da cidade, que busca substitutos para contratação. “Ninguém quer trabalhar nesta região.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Istoé 

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Política

Senador Ronaldo Caiado faz primeira visita à Alego após a eleição de outubro

"Acredito que a PEC proposta pelo deputado Bruno Peixoto não será aprovada", destacou José Vitti.
22/11/2018, 09h32

O Governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) foi recebido no gabinete da Presidência, na última quarta feira, (21/11), pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado José Vitti (PSDB).

Caiado estava acompanhado do senador Wilder Morais (DEM) e do deputado e vice-governador eleito Lincoln Tejota (Pros), além de técnicos do Instituto Comunitas, que atuam no governo de transição. Eles se reuniram com 37 dos 41 deputados estaduais. O encontro aconteceu na sala da presidência da Alego e durou cerca de duas horas.

Ao final da reunião, Caiado disse que é a favor do Orçamento Impositivo, apesar de reconhecer a situação fiscal do Estado que vai receber, ao assumir o Governo em 1º de janeiro do ano que vem. “Essa prerrogativa é dos deputados. Eu defendo as emendas impositivas, lutei por elas. Ninguém mais vai valorizar o Legislativo do que o nosso Governo”, diz.

O governador eleito foi contido ao falar sobre a eleição do próximo presidente da Assembleia Legislativa. “Eu tenho simpatia por todos, eu respeito a Casa. Tenho amizade com todos os deputados, com Vitti, com Álvaro. Sei que a Casa, como eu no Parlamento, soube construir bom relacionamento, chegar a liderança de partido e isso se constrói no convívio e não porque alguém de fora acha que tem que ser A ou B”, finalizou.

Senador Ronaldo Caiado faz primeira visita à Alego após a eleição de outubro
Alváro Guimarães e Ronaldo Caiado (Foto: Ruber Couto)

Caiado revelou ainda que até a primeira quinzena do mês que vem vai anunciar os principais nomes da equipe de Governo, especialmente do primeiro e segundo escalões.

Vitti comentou a visita de Ronaldo Caiado

O Presidente da Alego, deputado José Vitti (PSDB) considerou a visita do governador eleito como positiva. “O Governador, antes de tomar posse, fazer uma visita ao Legislativo é muito positivo e profícuo nesse momento de transição”, avaliou.

Segundo Vitti, o que vai ser discutido com os deputados é qual porcentual do orçamento será destinado ao pagamento das emendas. “O Governador está muito sensível ao Orçamento Impositivo. Ele é a favor do Orçamento Impositivo. Devemos encontrar agora a melhor forma e maneira de aplicá-lo dentro do orçamento para 2019 e nos anos seguintes”, completou.

Vitti acrescentou ainda que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do deputado estadual Bruno Peixoto (MDB), que pede a prorrogação, por dois anos, para o início do pagamento do Orçamento Impositivo, não deve ser aprovada. “Acredito que a PEC não será aprovada. Acredito que haverá emendas para que possamos atender aos anseios dos deputados desta Casa”, completou.

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