Política

Senador Ronaldo Caiado faz primeira visita à Alego após a eleição de outubro

"Acredito que a PEC proposta pelo deputado Bruno Peixoto não será aprovada", destacou José Vitti.
22/11/2018, 09h32

O Governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) foi recebido no gabinete da Presidência, na última quarta feira, (21/11), pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado José Vitti (PSDB).

Caiado estava acompanhado do senador Wilder Morais (DEM) e do deputado e vice-governador eleito Lincoln Tejota (Pros), além de técnicos do Instituto Comunitas, que atuam no governo de transição. Eles se reuniram com 37 dos 41 deputados estaduais. O encontro aconteceu na sala da presidência da Alego e durou cerca de duas horas.

Ao final da reunião, Caiado disse que é a favor do Orçamento Impositivo, apesar de reconhecer a situação fiscal do Estado que vai receber, ao assumir o Governo em 1º de janeiro do ano que vem. “Essa prerrogativa é dos deputados. Eu defendo as emendas impositivas, lutei por elas. Ninguém mais vai valorizar o Legislativo do que o nosso Governo”, diz.

O governador eleito foi contido ao falar sobre a eleição do próximo presidente da Assembleia Legislativa. “Eu tenho simpatia por todos, eu respeito a Casa. Tenho amizade com todos os deputados, com Vitti, com Álvaro. Sei que a Casa, como eu no Parlamento, soube construir bom relacionamento, chegar a liderança de partido e isso se constrói no convívio e não porque alguém de fora acha que tem que ser A ou B”, finalizou.

Senador Ronaldo Caiado faz primeira visita à Alego após a eleição de outubro
Alváro Guimarães e Ronaldo Caiado (Foto: Ruber Couto)

Caiado revelou ainda que até a primeira quinzena do mês que vem vai anunciar os principais nomes da equipe de Governo, especialmente do primeiro e segundo escalões.

Vitti comentou a visita de Ronaldo Caiado

O Presidente da Alego, deputado José Vitti (PSDB) considerou a visita do governador eleito como positiva. “O Governador, antes de tomar posse, fazer uma visita ao Legislativo é muito positivo e profícuo nesse momento de transição”, avaliou.

Segundo Vitti, o que vai ser discutido com os deputados é qual porcentual do orçamento será destinado ao pagamento das emendas. “O Governador está muito sensível ao Orçamento Impositivo. Ele é a favor do Orçamento Impositivo. Devemos encontrar agora a melhor forma e maneira de aplicá-lo dentro do orçamento para 2019 e nos anos seguintes”, completou.

Vitti acrescentou ainda que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do deputado estadual Bruno Peixoto (MDB), que pede a prorrogação, por dois anos, para o início do pagamento do Orçamento Impositivo, não deve ser aprovada. “Acredito que a PEC não será aprovada. Acredito que haverá emendas para que possamos atender aos anseios dos deputados desta Casa”, completou.

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Goiás

Com saldo negativo, Goiás teve 50 mil demissões em outubro

Apenas em outubro, um total de 50.623 goianos ficaram desempregados, contra 47.058 que foram admitidos.

Por Ton Paulo
22/11/2018, 10h11

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, na última quarta-feira (21/11), não foram muito animadores para Goiás. Segundo o relatório, o Estado demitiu mais do que contratou no mês de outubro deste ano, contraindo um saldo negativo de -3.565. Apenas em outubro, um total de 50.623 goianos ficaram desempregados, contra 47.058 que foram admitidos.

O saldo, divulgado pela Caged, foi o pior resultado do mês de todo o Brasil, mas, no acumulado do ano, o mercado de trabalho goiano se destaca. O Estado aparece em quinto lugar entre aqueles que mais geraram emprego no Brasil, tendo criado 44.342 trabalhos com carteira assinada no ano. O saldo positivo deixou Goiás atrás apenas de São Paulo (236.257), Minas Gerais (118.213), Paraná (61.566) e Santa Catarina (54.854) em 2018.

De acordo com o economista Adriano Paranaíba, o saldo negativo reflete um conjunto de fatores que influenciam a economia goiana, mas o especialista fala em erros do governo estadual. “Goiás está pagando a conta por não ter se modernizado e pensado que a crise que afetou o Brasil não chegaria aqui”, explica.

Segundo Paranaíba, a ideia de investimento na indústria em Goiás é “retrógrada” e não acompanha o ritmo do resto do país. “O governador que vai assumir precisa rever a polícia de governo. A ideia de investimento em Goiás é, ainda, da década de 1980!”, diz.

O economista ainda cita a saída da Unilever de Goiânia, o que, segundo ele, vai causar um forte impacto na economia. “Agora, com a saída dessa empresa do Estado, é que veremos ainda mais desemprego”, declara.

Mesmo com saldo negativo em outubro, Goiás teve bom resultado no ano

O resultado negativo do mês de outubro parece não ter tido grande impacto no resultado geral de Goiás. Os setores que mais contribuíram com o saldo positivo no acumulado do ano foram o de serviços, com 16.131 novas vagas de trabalho; a agropecuária, 10448; indústria de transformação, 7242; e construção civil, 6064. Com destaque para a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, que teve 3.448 novas contratações ao longo do ano, e os serviços de transportes e comunicações, com 4.952.

No interior de Goiás, o município de Cristalina se destacou na geração de emprego: a cidade teve saldo de 3.778 novas vagas em 2018. Cristalina foi ultrapassada apenas por Goiânia, com 8.827 contratações no ano.

No Brasil a criação de empregos totaliza 790.579 de janeiro a outubro, alta de 2,09% em relação ao mesmo período de 2017.

Via: O Popular 

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Política

Bolsonaro nega que o filho Carlos terá cargo no governo federal

Carlos Bolsonaro retoma mandato de vereador na próxima semana.
22/11/2018, 10h33

Reeleito vereador pela cidade do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL) não integrará a equipe de governo do pai – o presidente eleito, Jair Bolsonaro. Bolsonaro negou tal possibilidade na manhã de hoje (22), depois de se reunir com militares no Comando da Marinha, em Brasília.

Na sua conta no Twitter, Carlos Bolsonaro reiterou que já contribuiu o possível durante a campanha do pai. Ele foi o responsável pelas redes sociais e também fazia papel de assessor de imprensa no Rio de Janeiro.

Carlos Bolsonaro destacou que o “ciclo fechou” e que retornará à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro na próxima semana.

“O meu ciclo de tentar ajudar diretamente chegou ao fim. São 18 anos de vida pública dedicados ao que acredito. Estes últimos três meses de licença não remunerada para acompanhar o que sempre acreditei se encerram. Semana que vem volto às atividades na Câmara de Vereadores do Rio.”

O nome de Carlos Bolsonaro foi citado como possível postulante para a Secretaria de Comunicação da Presidência da República durante entrevista coletiva concedida por Gustavo Bebianno, que deverá assumir a Secretaria Geral da Presidência. Na ocasião, Bebianno disse que Carlos era peça importante para a equipe.

Imagens: Agência Brasil 

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Economia

Governo deve liberar nesta quinta-feira R$ 650 milhões

O relatório vai mostrar uma queda de R$ 4,5 bilhões na previsão de receitas líquidas e de R$ 2,1 bilhões na estimativa de despesas.
22/11/2018, 10h44

O governo deverá anunciar nesta quinta-feira, 22, a liberação de R$ 650 milhões para realizar despesas previstas no Orçamento de 2018, embora os números apontem para a necessidade de uma contenção de gastos. A decisão será tomada com base no relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, a ser encaminhado ao Congresso Nacional.

As projeções do documento vão apontar para a necessidade de corte das despesas de R$ 2,34 bilhões, por conta de queda na previsão de arrecadação. No entanto, o Executivo vai recorrer a uma reserva de recursos no valor de R$ 2,99 bilhões para dar cobertura ao aumento de gastos. Com isso, atenderá à pressão do Congresso e da ala política do governo.

Apoiados pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, os parlamentares que não foram reeleitos lutam para garantir recursos para tirar do papel as emendas que apresentaram ao Orçamento deste ano. A pressão sobre a área econômica teve o apoio de lideranças partidárias.

Ao Estadão/Broadcast, Marun disse que o governo pode aproveitar alguns projetos de lei já em tramitação no Congresso Nacional para transferir recursos de áreas que não estão conseguindo gastar o que foi liberado para outros projetos e programas e obras que têm condições de avançar. “Mas é claro, sempre respeitando o teto de gastos”, disse o ministro, numa referência ao instrumento legal que fixa um limite anual para as despesas com base na correção pela inflação.

Marun disse que é preciso fazer um orçamento realista e gastar aquilo que está apto a ser pago. Ele afirmou que, com a aprovação desses PLs, esses recursos poderão ser usado principalmente em obras inacabadas.

A reserva de onde sairão os recursos para liberar os R$ 650 milhões foi formada para garantir outros tipos de despesa e também para dar suporte a eventuais capitalizações de empresas estatais.

Segundo apurou o Broadcast, o relatório vai mostrar uma queda de R$ 4,5 bilhões na previsão de receitas líquidas e de R$ 2,1 bilhões na estimativa de despesas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Operação Luz na Infância combate exploração sexual contra crianças em Goiás

A operação já prendeu 363 pessoas desde 2017.
22/11/2018, 10h58

A Polícia Civil do Estado de Goiás participa nesta quinta-feira (22/11), da terceira fase da Operação Luz na Infância. A operação envolve Polícias Civis do Distrito Federal e de dezoito estados, além do Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires, na Argentina.

A força-tarefa é coordenada pelo Ministério da Segurança Pública (MSP) e começou nesta manhã. As equipes estão procurando arquivos com conteúdos relacionados a crimes de abuso e exploração sexual infantil.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, essa é uma operação internacional que teve desdobramento no município de Campos Belo, em Goiás. Até o momento ninguém foi preso.

Os alvos da investigação foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Dint/Senasp/MSP), com base em informações coletadas em ambientes virtuais, os indícios apresentavam provas suficientes de crime.

As informações foram passadas à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, que solicitou ao juiz de Campos Belos, expedição do mandado de busca e apreensão na cidade.

As ações estão acontecendo de forma simultâneas no Brasil e na Argentina e mobilizam um efetivo de cerca de mil policiais.

A Operação Luz na Infância três é fruto de cooperação entre a Diretoria de Inteligência da Senasp, a Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (US Immigration and Customs Enforcement-ICE), o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires e das Polícias Civis do Brasil.

Em Goiás as buscas contam com o apoio da Delegacia de Polícia Civil e estão sendo realizadas em Campos Belos.

Operação Luz na Infância

A Operação Luz na Infância teve início em outubro de 2017, quando foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão e 112 abusadores foram presos. Na segunda operação, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados, resultando na prisão de 251 pessoas.

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