Goiás

O menino de 11 anos vendedor de bombons que morreu atropelado, em Anápolis

O menino Rafael tinha o sonho de ser juiz para tirar a família da pobreza.
23/11/2018, 18h28

Rafael Ribeiro da Silva, de 11 anos, não conseguiu segurar a vasilha de plástico com os bombons que a mãe havia feito para ele vender no intervalo entre uma pelada e outra em um campinho de terra do bairro Calixtolândia, em Anápolis.

Ele voltava para casa com o irmão, de 15 anos, quando não escapou da violência do carro conduzido pelo motorista Edson de Sousa Correa, de 40 anos, por volta das 19h30 de sexta-feira (16/11).

A poucos metros do menino ensanguentado, a vasilha de plástico despedaçada da mãe e os pedaços de bombons ficaram espalhados. O irmão dele não sabia o que fazer na Avenida Brasil, a mais movimentada de Anápolis, em Goiás.

Os dois atravessavam a Avenida correndo, mas apenas o irmão de Rafael chegou do outro lado. Quando olhou para trás, viu Rafael sendo atingido pelo carro de Edson, em alta velocidade e com os faróis desligados. O motorista nem reduziu a velocidade. Fugiu, deixando o menino caído no chão, desacordado.

Edson, o motorista, foi preso. Na delegacia, confirmou que, depois de atropelar Rafael, deixou o carro em casa, pegou outro, voltou ao local do acidente e ainda olhou para a vítima. Ao invés de ajudar, recolheu uma peça danificada do carro próximo do menino e foi embora.

O motorista passou por audiência de custódia, mas teve a prisão preventiva mantida porque ele tem passagens por estelionato e porte ilegal de arma de fogo.

O sonho de Rafael: o menino atropelado na Avenida mais movimentada de Anápolis

Diariamente a mãe dos meninos, Graziela Ribeiro Barbosa, de 33 anos, derretia o chocolate, distribuía-o em forminhas com recheios de brigadeiro, coco e leite ninho. Ideia que Rafael trouxe da casa de um amigo. “Ele viu que a mãe de um amiguinho tinha feito e pediu para eu fazer porque ele queria vender”, lembra a mãe.

Ansioso, o menino abria a geladeira para saber se já podia embrulhar os doces, colocá-los nas vasilhas e sair pelas ruas do bairro oferecendo para qualquer um que encontrasse. Qualquer um ali lembraria da voz tímida de Rafael vendendo bombom. “Eu me lembro dele. Morreu?”, se espanta a dona de uma panificadora.

Ninguém conseguiu mastigar a ideia de Rafael ter morrido. Habita o silêncio na casinha simples de dois quartos, sala e cozinha, paredes rachadas e piso de cimento amarelo, alugada pelo pai Adriano da Silva, de 39, por R$450. Ninguém sorri ainda, uma semana depois da tragédia. Nem a mãe, nem o pai, nem qualquer um dos outros quatro irmãos: uma jovem de 18 anos, os meninos de 16, 15 e 7 anos.

Um amiguinho de Rafael também não tem animação desde que ele não voltou para casa. E provavelmente não sabe que ele nunca mais vai voltar.

Cururuca, um vira-latas de dois meses, foi levado para casa por Rafael depois da escola um dias desses. “Ele achou o cachorrinho na rua, colocou na mochila, assistiu a aula e trouxe para casa”, conta a mãe, engolindo o choro. “Ninguém percebeu na escola.”

Na casa simples, com duas fotos do menino na parede, o pai anda cabisbaixo. Ele se lembra de Rafael se preparando para enfrentá-lo nas lutinhas entre pai e filho. “Era uma festa que meu marido arrumava com ele e com os outros. Até o Cururuca entrava na brincadeira.”

Adriano, o pai que tentou segurar o filho gravemente ferido no colo, não consegue dormir. “A mãe dele teve que levar ele para o médico, para tomar remédio.” Na próxima segunda-feira (26/11), Adriano precisa voltar ao trabalho.

Um pouco desajeitada ao telefone, Graziela conta como soube que o filho foi atropelado. “Estava preparando o jantar quando uma vizinha chegou aqui em casa desesperada. Ela bebia em uma distribuidora em frente ao local do acidente e viu tudo.”

Graziela desmaiou assim que escutou que um dos cinco filhos estava gravemente ferido. “Não consegui nem ver meu filho. Ele estava muito machucado, meu Deus.”

“Eu não queria ver meu filho daquele jeito. Logo ele, muito atencioso. O mais atencioso dos meus filhos”, diz ela. “Como ele era criança, não podia trabalhar, por isso insistia para eu fazer os bombons.” A mãe do menino conta que ele queria ajudar em casa.

Para tentar escapar da sina da pobreza, o menino vivia falando que queria ser juiz. “O sonho dele era ser juiz para tentar tirar a gente dessa vida. Vou virar juiz e tirar a senhora daqui – do aluguel. Ele achava aqui em casa muito sofrido”, recorda.

O silêncio…

Já no Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HUANA), a mãe do menino conseguiu vê-lo com vida pela última vez. “Eu vi ele de longe, passando para fazer exame. Não me deixaram ver meu filho de perto. Ele estava entubado, muito machucadinho.”

O médico disse para Graziela que Rafael tentou sobreviver. “A batida foi tão forte que era para morrer na hora. Mas meu filho tentou.”

Rafael morreu 15 minutos antes de 1h da madrugada de sábado (17/11). No velório, a mãe encostou o rosto no do filho. “Ele parecia dormir.”

Desde o dia em que foi sepultado, os bombons endureceram na geladeira, o Play Station 2 está desligado, e a risada da família de Rafael foi substituída pelo choro.

De vez em quando, Cururuca abana o rabo e resmunga quando ouve algum barulho no portão. Mas Rafael não aparece…

O irmão de Rafael que viu tudo, não comenta nada. Não diz nada. “Ele era o mais apegado com o Rafael. Os dois dormiam na mesma cama, saíam, comiam na mesma vasilha e iam comprar refrigerante juntos.”

O menino de 11 anos vendedor de bombons que morreu atropelado, em Anápolis
Fotografia do menino, que ele entregou para Graziela no último Dia das Mães. Foto: reprodução.

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Goiás

Justiça permite que Setransp exija recadastramento do Passe Livre do idoso 

Segundo decisão, para a renovação, o sindicato deve oferecer atendimento preferencial de qualidade sob risco de multa diária de R$ 50 mil.
23/11/2018, 19h59

Justiça goiana permite que o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp) volte a exigir o recadastramento do Passe Livre do idoso. De acordo com o relator, o juiz substituto em 2º grau Eudélcio Machado Fagundes, a medida é importante para evitar que ocorram fraudes no uso do benefício no transporte público. Segundo decisão, na obrigação da renovação, o sindicato deve oferecer atendimento preferencial de qualidade sob risco de multa diária de R$ 50 mil.

O Setransp estava impedido de exigir a renovação desde abril deste ano. Em apelação cível, o sindicato reforçou que a renovação do Passe Livre diz respeito a operacionalização do sistema de transporte público na região metropolitana de Goiânia.

Ainda segundo o Setransp, “o Passe Livre nada mais é do que um simples controle administrativo interno que visa impedir que sucessores de idosos falecidos passem a utilizar o cartão de forma ilegal, vez que o benefício da gratuidade no transporte coletivo ao idoso (ou a qualquer outro beneficiário de gratuidade) é impessoal e intransferível.”

Na apelação, o sindicato destacou também que somente em 2017, foram detectados 5.337 casos de uso de cartões de Passe Livre por parentes de idosos falecidos, “o que implica em prejuízos na arrecadação das tarifas e também e para própria comunidade que utiliza do serviço.”

Recadastramento anual do Passe Livre do Idoso se assemelha à prova de vida

Na decisão, integrantes da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), entenderam como procedentes as considerações feitas pelo Setransp. Para o relato do caso, o recadastramento anual do Passe Livre do Idoso se assemelha à prova de vida exigida por diversos órgãos públicos ao pagamento de benefícios previdenciários ou assistenciais, a exemplo do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Eudélcio Machado reafirmou que “no sistema de transporte público da Região Metropolitana de Goiânia existe uma peculiaridade que não foi prevista nem na Constituição Federal nem no Estatuto do Idoso. Aqui não existe a figura do cobrador de ônibus e a exigência do cartão agiliza o embarque, priorizando a celeridade, a eficiência do serviço e a segurança de todos os passageiros ao permitir ao motorista limitar-se à condução do veículo.”

Via: TJ-GO 
Imagens: Gynbr 

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Goiás

Vandalismo no transporte público da região metropolitana de Goiânia custa 15 ônibus novos

Por ano, ocorrem cerca de 192 atos de vandalismo nos ônibus e 72 em terminais e estações.
24/11/2018, 08h46

Anualmente, ocorrem cerca de 192 atos de vandalismo nos ônibus do transporte público que atendem os 18 municípios da Região Metropolitana de Goiânia. Com isso, 16 ônibus são retirados de circulação todos os meses e o custo equivale ao valor de 15 novos veículos para a frota. De acordo com a Rede Metropolitana de Transporte de Coletivo (RMTC), essas ações prejudicam o planejamento diário que é feito para atender os usuários do transporte coletivo.

Segundo levantamento da RMTC, os itens mais danificados dentro dos ônibus são janelas de emergência, vidros fixos de janelas, calhas do sistema de iluminação e mangueiras hidráulicas das portas automáticas. Além disso, são registrados ainda, por ano, cerca de 72 situações de vandalismo nos terminais, dentre elas: depredação, destruição e furtos de materiais e utensílios como lixeiras, torneiras e tampas de válvulas de descargas, especialmente dentro dos banheiros de uso público.

Os reparos nos veículos e nos terminais custam aos cofres públicos e ao passageiros o valor de 15 novos ônibus nas ruas. Ainda de acordo com dados da RMTC, o vandalismo nos ônibus é promovido principalmente por estudantes e torcidas organizadas. Em dias de clássicos do futebol, os danos causados por torcedores dentro do transporte coletivo, terminais e estações aumentam.

Além do prejuízo financeiro, passageiros também são vítimas das ações de vândalos. Cláudio Lizita, gerente de transportes da empresa Reunidas, que atende 280 bairros da Região Metropolitana da capital, afirma que em diversos casos os usuários são feridos por estilhaços de vidros. “Quando isso ocorre o motorista tem que acionar socorro médico e ainda registrar um boletim de ocorrência, atrapalhando não só o atendimento, mas prejudicando outras pessoas.”

Linhas da Região Metropolitana de Goiânia com mais casos de vandalismo

O levantamento da Rede Metropolitana de Transporte de Coletivo (RMTC) apontou que as linhas com maiores índices de atos de vandalismo são as do Eixo Anhanguera, incluindo as extensões para Trindade e Goianira, a linha 574 (Terminal Bandeiras/Forteville), e a 338 (Terminal Vera Cruz / GO 060/Jardim do Cerrado). Já os terminais com mais registros de vandalismo são: Cruzeiro, Bandeiras e Vera Cruz. Em relação as estações do Eixo Anhanguera onde ocorrem mais atos de vandalismo estão a José Hermano e Jóquei Clube.

Os passageiros podem denunciar casos de vandalismo no transporte público ao Posto de Segurança de Transportes por meio do Whatsapp (62) 98591-8952. Os vândalos identificados pela polícia serão denunciados e responderão a processo judicial.

Imagens: Rmtc 

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Esportes

Ingressos para último jogo do Goiás na Série B estão esgotados 

São esperados 33 mil torcedores esmeraldinos para comemorar o acesso à Série A.
24/11/2018, 09h53

O Goiás Esporte Clube anunciou na tarde desta sexta-feira (23/11) que os ingressos para o último jogo da Série B estão esgotados. Clube goiano recebe o Brasil-RS, às 17h deste sábado (24/11), no estádio Serra Dourada, em Goiânia. São esperados 33 mil torcedores esmeraldinos para comemorar, depois de três anos, a volta à primeira divisão.

Por meio das redes sociais o Goiás postou a seguinte mensagem: “Juntos, protagonizamos a reação mais avassaladora da história da competição. Juntos, faremos história na festa mais bonita que o Estado já viu! INGRESSOS ESGOTADOS! Serão mais de 33 mil corações esmeraldinos no Serra Dourada! #DeVoltaAsRaizes #Voltamos”

O clube preparou ainda um check-list para ajudar o torcedor que vai acompanhar a partida no Serra Dourada. Os portões serão abertos a partir das 14h30.

  • Ingresso na mão;
  • 1 quilo de alimento não perecível;
  • Camisa do Goiás;
  • Chegar cedo no estádio.

Às 15h30, os torcedores poderão se aquecer com show preparado pela equipe esmeraldina. A banda Grupo dos Meninos comanda a festa que promete não deixar ninguém parado. “Chegue cedo e curta todos os momentos desta festa inesquecível!”, convida o time.

Goiás de volta à Série A

Depois de três anos, o Goiás está de volta à elite do Campeonato Brasileiro. O acesso foi conquistado no último dia 17 de novembro, contra o Oeste. Alex Silva, lateral-direito, marcou dois gols e garantiu a vitória por 3 a 1, de virada, depois que Mazinho abriu o placar – o meia Goivanni completou no finalzinho.

O time esmeraldino, comandado pelo técnico Ney Franco, confirmou o acesso com antecedência. A última vez que esteve na Série A foi em 2015. Com a vitória, Goiás chegou aos 60 pontos e assumiu a vice-liderança da competição por ter duas vitórias a mais que o Avaí: 18 contra 16.

Hoje, também às 17h, o Oeste enfrenta o lanterna e já rebaixado Boa no estádio Dilzon Melo, em Varginha (MG).

Imagens: Facebook 

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Brasil

Gestão de Baldy completa 1 ano marcada por entrega de casas, saneamento e retomada de obras 

Goiano comemora gestão à frente do Ministério das Cidades com sentimento de "gratidão e dever cumprido".
24/11/2018, 11h52

Nesta quinta-feira (22/11) o goiano Alexandre Baldy completou um ano à frente do Ministério das Cidades. A data segue marcada por ações importantes para a população como entrega de casas, saneamento, retomada de mais de 50 mil obras, investimentos no trânsito e mobilidade urbana. Em 12 meses, por dia no Brasil, foram entregues cerca de 1.200 unidades habitacionais e 73 diariamente em Goiás.

O ministro visitou diversas cidades do país, onde entendeu de perto os problemas de cada uma delas; ouviu lideranças políticas e os moradores; acompanhou o andamento de trabalhos em curso e visitou obras paralisadas, que em seguida foram retomadas.

Em 365 dias, foram entregues mais de 410 mil novas moradias para os brasileiros. No estado de Goiás, 24 mil famílias conquistaram o direito à casa própria. Junto com a entrega da casas, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, os cidadãos receberam ainda creches, escolas, postos de saúde e de segurança.

Entre janeiro e setembro deste ano, Alexandre Baldy conseguiu alcançar a marca de R$ 24 bilhões em financiamento de unidades habitacionais das Faixas 1,5 e 2 na Modalidade FGTS, valor 22% maior que o mesmo período do ano passado.

“Junto com a redução do déficit habitacional, que é um de nossos principais objetivos no Ministério das Cidades, fomos responsáveis pela geração de emprego e renda em todo o Brasil, ajudamos pequenos, médios e grandes construtores e ainda contribuímos com o aquecimento do mercado de habitação. Recentemente, conseguimos o remanejamento de R$ 7 bilhões do FGTS para acelerar o Minha Casa, Minha Vida”, reforça Baldy.

Destaques da gestão de Alexandre Baldy

  • Obras retomadas

Das 89 mil unidades habitacionais paralisadas na Modalidade FAR em todo o Brasil, o Ministério das Cidades retomou 56 mil. No total, foram investidos no programa R$ 72,5 bilhões, sendo R$ 63 bilhões de FGTS e R$ 9,7 bilhões de Orçamento-Geral da União (OGU), e total de R$ 1,4 milhão de postos de trabalho gerados.

  • Saneamento

Em 12 meses, foram investidos em todo o Brasil mais de R$ 6 bilhões em obras de abastecimento de água, criação e ampliação de sistema de tratamento de água e esgoto, saneamento integrado, por meio do Programa Avançar Cidades – Saneamento. Para Goiás, por exemplo, recursos foram encaminhados para vários municípios, como Luziânia, Valparaíso, Cristalina, Rio Verde, Mineiros, Goiânia e Anápolis.

  • Mobilidade Urbana

Nesta área, os investimentos somam R$ 352, 98 milhões. Foram realizadas importantes obras como Corredor Estrutural Leste em Uberlândia; VLT, Terminal de Integração e Corredores em Piauí; Complexo da Lagoinha em Belo Horizonte; Corredor e trecho de BRT em Belém são algumas das realizadas no Brasil. Em Goiás, há investimentos para o BRT, para as Avenidas Marginal Botafogo e Leste Oeste, em Goiânia, e também para o viaduto Idelfonso Limírio Gonçalves, em Anápolis.

  • Trânsito

Durante a gestão de Baldy foram implantadas mudanças importantes como a Placa Padrão Mercosul, por meio do Denatran, e as versões digitais da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), que podem ser baixados gratuitamente e apresentados no próprio smartphone.

Alexandre Baldy comemora 1 ano de gestão com sentimento de “dever cumprido”

Com o desenvolvimento de ações essenciais para o bem estar o cidadão, o ministro comemora um ano de gestão com o sentimento de gratidão e dever cumprido. “Sou muito grato por ter a oportunidade de conduzir um ministério tão importante, como é o das Cidades, e de ter ajudado tanta gente por meio de projetos sociais extremamente importantes. Temos muito a fazer, mas os avanços já conquistados são significativos. O desejo é de continuar ajudando brasileiros e brasileiras, gerar emprego e renda, levar qualidade de vida e dignidade a todos”, conclui o ministro.

Imagens: Alexandre Baldy 

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