Educação

Prova do Enade será realizada no domingo para 550 mil estudantes

A avaliação se repete a cada três anos.
23/11/2018, 09h48

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) acontece no próximo domingo (25/11) em todo o Brasil e será aplicado a 550 mil estudantes, para cursos de 27 áreas do conhecimento. A prova tem início às 13h30, horário de Brasília e encerra-se às 17h30, com duração total de 4 horas. A abertura dos portões será às 12h e seu fechamento às 13h.

A prova é voltada para estudantes que estão concluindo o curso de graduação. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no Exame deve constar em seu histórico escolar.

A primeira aplicação do Enade ocorreu em 2004 e a periodicidade máxima da avaliação é a cada três anos para cada área do conhecimento.

O objetivo do exame é avaliar o desempenho dos estudantes concluintes dos cursos de graduação, com relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares. São avaliados, desenvolvimento de competências, habilidades necessárias na formação geral e profissional, e o nível de conhecimento dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.

O Enade é o principal componente para calcular os indicadores de qualidade dos cursos de graduação e das instituições de ensino superior. A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores. A avaliação se repete a cada três anos.

O Cartão de Confirmação de Inscrição do Enade 2018 está disponível no endereço enade.inep.gov.br , ou pelo Aplicativo Enade. Após preenchimento do CPF e senha cadastrada na inscrição o estudante será direcionado para informações sobre o local de prova, horários e atendimentos.

A prova é composta por 40 questões, sendo 10 questões de formação geral e 30 de formação específica da área, ambas contendo questões discursivas e de múltipla escolha.

Cursos avaliados pelo Enade em 2018

Em 2018, o Enade avaliará os estudantes dos cursos de bacharel nas áreas de:

Administração;

Administração Pública;

Ciências Contábeis;

Ciências Econômicas;

Jornalismo;

Publicidade e Propaganda;

Design;

Direito;

Psicologia;

Relações Internacionais;

Secretariado Executivo;

Serviço Social;

Teologia;

Turismo.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Economia

Com dívida de R$ 674 milhões, Saraiva pede recuperação judicial

A Livraria Cultura está em recuperação judicial desde o mês passado.
23/11/2018, 09h50

A Livraria Saraiva, rede de varejo líder em venda de livros no País, pediu recuperação judicial nesta sexta-feira, 23. Com dívida de R$ 674 milhões, a companhia é a segunda empresa do setor em pouco mais de um mês a pedir proteção da Justiça para reestruturar débitos e tentar seguir em operação. A Livraria Cultura está em recuperação judicial desde o mês passado.

As dificuldades da Saraiva ficaram evidentes no início deste ano, quando a companhia atrasou pagamentos às editoras de livros – suas principais fornecedoras. A empresa voltou a ter dificuldades nos últimos meses, e foi iniciado um novo período de negociações. Após não conseguir fechar acordo, a companhia decidiu pela recuperação judicial.

No pedido feito à Justiça, a Saraiva lembrou que vem tentando reestruturar o próprio negócio – processo que está sendo tocado em conjunto com a consultoria Galeazzi & Associados. Recentemente, a companhia encerrou as atividades de 19 pontos de venda, sendo oito lojas tradicionais e 8 unidades iTown, que vendiam produtos de tecnologia da marca Apple. Neste processo, cortou 700 funcionários.

Outra medida tomada pela Saraiva foi a saída de categorias em que a rentabilidade é mais baixa – como a venda de produtos de tecnologia, na qual precisa bater de frente com pesos pesados como a Via Varejo (dona de marcas como Casas Bahia e Ponto Frio) e FastShop. A entrada no segmento foi decidida há alguns anos, como uma tentativa de “proteção” à perspectiva de queda nas vendas de livros.

“Neste movimento (a saída da área de tecnologia), a Saraiva diminuirá substancialmente a geração de créditos tributários, uma das principais razões de consumo de caixa nos últimos anos”, diz a empresa, no documento da recuperação judicial. Para continuar a ofertar eletrônicos e itens de tecnologia nas lojas, a companhia deverá buscar uma parceria com uma rede especializada no setor, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar de a venda de livros apresentar uma pequena alta em 2018 – de cerca de 5% em valores, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) -, a Saraiva lembrou que o preço do produto tem subido bem menos do que a inflação. Segundo a companhia, enquanto o IPCA – índice oficial de inflação – subiu 53,8% de 2000 a 2017, o valor unitário do livro avançou 8%, na mesma comparação.

Outro segmento que já foi a segunda maior fonte de receitas para a Saraiva – música e filmes – foi bastante afetado por avanços tecnológicos, segundo a companhia, que cita no documento de pedido de recuperação a emergência de serviços como Netflix e Spotify nessa área.

Hoje, a companhia se dedica somente à atividade de varejo. O pedido de recuperação lembra que a empresa vendeu seus ativos editoriais e de educação há três anos, por R$ 725 milhões. Após esse negócio e um período de enxugamento do varejo, o grupo hoje contabiliza cerca de 3 mil colaboradores, 85 lojas próprias e uma área de venda de quase 50 mil metros quadrados no País.

Fundada em 1947, a origem da Saraiva remonta, no entanto, a 1914, quando o livreiro Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva, um imigrante português, abriu uma pequeno sebo na rua do Ouvidor, em São Paulo, chamado Saraiva & Cia. A Saraiva é uma companhia aberta desde 1972. Em 2008, adquiriu a rival Siciliano.

Imagens: Saraiva 

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Esportes

Guerrero sofre nova derrota em tribunais na Suíça e segue suspenso por doping

A entidade máxima do futebol havia estabelecido uma suspensão de apenas seis meses ao jogador.
23/11/2018, 10h01

A Justiça da Suíça aplicou outra derrota contra o atacante peruano Paolo Guerrero, suspenso por doping. Nesta sexta-feira, o Tribunal Federal do país europeu anunciou que rejeitou um recurso apresentado pela Fifa que queria, assim como a defesa do atleta, uma redução em sua punição. A entidade máxima do futebol havia estabelecido uma suspensão de apenas seis meses ao jogador, o que foi revertido depois pela Corte Arbitral dos Esportes (CAS, na sigla em inglês), que ampliou a pena para 14 meses.

Agora, para defender a sua posição, a Fifa havia entrado com um recurso na esperança de ter a duração de sua punição mantida. Se isso ocorresse, Guerrero estaria liberado para jogar imediatamente. Mas o tribunal suíço considerou que a ação legal da entidade não poderia ser aceita e alertou que o caso se refere a uma disputa entre o jogador e o CAS.

Em outubro, a corte já havia emitido uma decisão em que negava o pedido para que a suspensão de Guerrero seja interrompida. O julgamento final, porém, ainda não foi anunciado. O atleta havia solicitado um efeito suspensivo para evitar a sua punição, o que lhe permitiria jogar pelo Internacional. Mas, com a recusa por parte do tribunal, foi mantido seu afastamento dos campos até abril de 2019.

Em agosto, o mesmo tribunal havia derrubado um efeito suspensivo que o Tribunal Federal do país europeu havia concedido à sua pena original e que acabou permitindo que o peruano pudesse disputar a Copa do Mundo na Rússia.

Guerrero tem vivido uma intensa batalha jurídica. O peruano respondia à investigação por ter testado positivo para uso de benzoilecgonina, um metabólito da cocaína, em exame realizado depois do empate em 0 a 0 entre Argentina e Peru, em Buenos Aires, pela 17.ª e penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, no dia 5 de outubro. Por isso, foi suspenso preventivamente pela Fifa. A principal suspeita era justamente sobre o uso de cocaína, o que é negado pelo jogador.

A punição original por doping era de um ano, o que o deixava de fora do Mundial de 2018. Mas, depois de um recurso na própria Fifa, a pena caiu para seis meses e terminou em maio, permitindo que o jogador pudesse ir à Rússia.

Mas, em um recurso apresentado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), a CAS reverteu a decisão da Fifa e aplicou uma suspensão de até 14 meses, que o tirava da Copa. Guerrero chegou a ir até a Fifa, em Zurique, para pedir uma intervenção do presidente da entidade, o suíço Gianni Infantino. Mas sem sucesso.

Sua última cartada era sair dos tribunais esportivos e levar à corte comum, na Suíça. Guerrero, assim, solicitou que o seu caso fosse tratado apenas depois do Mundial, o que acabou também sendo aceito pelo CAS.

Semanas antes da Copa, o presidente do Tribunal Federal da Suíça concedeu “efeito suspensivo a título provisório ao recurso apresentado por Paolo Guerrero contra a sentença da CAS”. “Como consequência, Guerrero poderá participar da Copa do Mundo na Rússia”, declarou a corte, na época. A lógica era a seguinte: se eventualmente Guerrero fosse inocentado ao final do processo, teria sido uma injustiça o impedir de ir ao Mundial. Um dano irreparável estaria sendo cometido.

Com o fim da Copa do Mundo e a volta da análise do caso, a Justiça derrubou esse efeito suspensivo e sua punição voltou a ser aplicada. De acordo com as informações da nova decisão do tribunal, a Wada foi consultada e considerou que o processo da CAS foi correto.

Imagens: Tribuna do Norte 

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Política

Polícia Federal deflagra Sem Fundos, 56ª fase da Lava Jato

São 68 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva.
23/11/2018, 10h19

A Operação Sem Fundos, 56ª fase da Lava Jato foi às ruas nesta sexta-feira, 23, para cumprir mandados judiciais. A Polícia Federal tenta prender 22 investigados. Esta fase serve para cumprir 68 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, divididos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O objetivo da operação é reprimir a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações apontam que a execução da construção das edificações destinadas à instalação da nova sede da Petrobras em Salvador – assim como os contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia – foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da Petrobras e dirigentes da Petros, além de terceiros com eles mancomunados.

“Tudo isso em prejuízo à estatal e ao fundo de pensão investidor, este mantido mediante patrocínio da própria Petrobras e das contribuições de seus empregados”, informou a PF.

Segundo a Polícia Federal, o Fundo Petrobras de Seguraridade Social (Petros), mediante parceria com a estatal, investiu na execução da obra para alugar o prédio à Petrobrás por 30 anos. “Ocorre que, com o direcionamento da execução das obras à uma empresa ligada a outras duas grandes empreiteiras já conhecidas da Lava Jato, o valor da execução ficou bem acima do que deveria, assim como o valor de aluguel a ser pago também”, afirma a PF.

“Assim, os investigados direcionavam parte dos recursos obtidos desses valores a maior para pagamento das propinas, utilizando de artifícios para ocultar e dissimular a origem e destino desses montantes.”

As penas somadas podem chegar ao total de 50 anos de prisão e multa. O nome da operação refere-se à perda do fundo de pensão da Petrobras, assim como ao fato de os crimes investigados parecerem revelar um “saco sem fundos”.

Os presos serão levados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Imagens: Estadão 

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Mundo

Filhos de ex-presidente do Panamá são presos nos EUA

Os dois estão sendo acusados de receber US$ 49 milhões da construtora brasileira Odebrecht.
23/11/2018, 10h25

Os dois filhos do ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli – Luis Enrique e Ricardo Martinelli – foram presos em Miami (EUA) e podem ser extraditados por lavagem de dinheiro, informou nesta quinta-feira, 22, a procuradora-geral do Panamá, Kenia Porcell.

Há um ano, promotores panamenhos acusaram os dois de receber ao menos US$ 49 milhões da construtora brasileira Odebrecht quando o pai ocupava a presidência. O governo americano informou que eles foram presos por terem entrado de forma ilegal nos Estados Unidos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: O Globo 

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