Brasil

Sushiman é morto após atacar colegas em SP

23/11/2018, 07h48

Antes de morrer com dois tiros, o sushiman Leandro Santana dos Santos, de 26 anos, mantinha cinco colegas reféns na cozinha do Jam, restaurante japonês no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo. “Se tentar sair, vai morrer”, repetia, em aparente surto psicótico. Tinha uma faca em cada mão. Para libertar as vítimas, policiais militares tentavam acalmar o rapaz. Durante a conversa, ele dizia que sofria bullying no trabalho.

O possível motivo para o transtorno de Santos foi informado à reportagem pelo 2º tenente da PM Felipe Duzzi, do 23º Batalhão, que atendeu a ocorrência e atirou contra o sushiman. “Ele dizia que estava sendo humilhado pelos funcionários. Sofrendo bullying, zoação mesmo. Dizia que estavam ferindo a honra e a imagem dele.”

Segundo relata, houve mais de uma hora de negociação. O sushiman aparentava ter usado droga, diz o PM. A equipe também usou bala de borracha e taser (arma de choque) para tentar contê-lo, sem sucesso. O agressor teria, ainda, atirado uma faca contra os policiais. Segundo as investigações, Santos foi baleado nas nádegas e na lateral do corpo. Foi socorrido ao Hospital das Clínicas, onde morreu.

O 15º Distrito Policial (Itaim Bibi) instaurou inquérito para apurar se houve excesso na ação dos PMs. “Em princípio, tudo ocorreu dentro da legalidade”, diz o delegado titular Fábio Pinheiro Lopes, que aguarda as imagens das câmeras para comparar com o relato dos agentes.

Não havia informação se Santos usava remédios ou drogas. Na delegacia, funcionários do Jam disseram que ele trabalhava lá havia sete anos, era “pacato” e “muito fechado”. Do sertão de Alagoas, não tinha antecedentes e, em pesquisas da polícia, só aparece como vítima em duas ocorrências – de furto e de acidente de trânsito. Os colegas também negaram conflitos.

Surto

Eram 23h08. Um cozinheiro encerrava o expediente, quando, de surpresa, Santos lhe aplicou uma “gravata” e pôs uma faca no seu pescoço. “Sai da frente!”, dizia, abrindo caminho com a vítima até o salão, onde havia entre 30 e 40 clientes, segundo testemunha.

Um gerente pedia calma e outros dois funcionários tentaram segurar o sushiman pelas costas. Nessa hora, Santos soltou o colega, que sofreu um corte no queixo, e caiu no balcão. Lá, pegou a segunda faca. Houve correria para sair do restaurante. Cinco funcionários, porém, foram rendidos.

Em meio ao tumulto, a PM recebeu nove chamados para a ocorrência. Ao chegar, a equipe negociou a saída dos reféns. “Leandro, deixa o pessoal: você trabalhador, honesto, tem filho”, disse Druzzi. Todos foram soltos. Em seguida, o sushiman teria sofrido outro surto e passado a ameaçar os policiais.

Após correr para o 1º andar, Santos teria jogado uma faca em Druzzi que, ao lado de um parceiro, já havia tentado usar a arma de choque. Mas o equipamento bateu no avental do cozinheiro. Também foram feitos seis disparos de bala de borracha. “Não tinha mais munição de borracha, aí usei minha arma letal”, diz o PM, que argumenta ter feito “uso progressivo da força”. “Estava em risco e os meus policiais estavam em risco.”

Em nota, o Jam lamenta a morte e diz ser solidário com a família de Santos e colegas. Também nega que o sushiman era alvo dos colegas. “Repudiamos qualquer prática de bullying que jamais foi identificada ou mesmo relatada durante todos esses anos.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Resultado do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia é divulgado

A primeira convocação deve ser feita ainda em 2018, conforme disse o Presidente da Câmara, Andrey Azeredo.

Por Ton Paulo
23/11/2018, 07h50

Foi divulgado na tarde da última quinta-feira (22/11) o resultado do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia, que foi aplicado no dia 2/9 e movimentou milhares de pessoas que se inscreveram para concorrer às 75 vagas de nível médio e superior, disponibilizadas pelo órgão.

De acordo com informações divulgadas pela Universidade Federal de Goiás (UFG), cujo Centro de Seleção foi o responsável pelo processo seletivo, foram aprovados, ao todo, 75 candidatos para as vagas previstas, sendo dois destes para as vagas destinadas às pessoas com deficiência.

Além destes, outros 48 candidatos estão no cadastro de reserva técnica, sendo 46 de ampla concorrência e dois para as vagas reservadas aos deficientes.

A primeira convocação deve ser feita ainda este ano, conforme disse, a um jornal local, o Presidente da Câmara, Andrey Azeredo (MDB). Segundo o presidente, na primeira convocação serão chamados, de acordo com o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre a Câmara e o MP, pelo menos 30% dos aprovados. As demais convocações, de acordo com ele, serão graduais.

A Lei para a realização do certame foi sancionada pelo prefeito Iris Rezende (MDB), em 21 de março deste ano, após aprovação unânime no Plenário da Câmara em duas votações.

O prazo de validade do presente Concurso Público será de 2 anos, contados da data da publicação de sua homologação no Diário Oficial do Município, podendo ser prorrogado, a critério da Administração, uma única vez e por igual período.

Polêmica e denúncias marcaram a aplicação do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia

O concurso da Câmara de Goiânia, realizado no início de novembro, foi marcado por inúmeras polêmicas e denúncias de desvios e irregularidades.

Segundo uma vereadora da capital, várias denúncias de irregularidades constatadas por candidatos chegaram ao seu gabinete, motivo esse que fez com que ela entrasse com um pedido de investigação no Ministério Público.

De acordo com a vereadora Sabrina Garcêz (PTB), logo após a aplicação das provas do concurso em questão várias pessoas a procuraram para denunciar supostos desvios e falhas no processo seletivo. Entre gabaritos duplicados até convocações extraordinárias de candidatos em prazo fora do edital, candidatos falando ao celular na sala e envelopes abertos com provas, vários foram os problemas relatados.

Em nota, à época, a Câmara Municipal de Goiânia informou que contratou o Centro de Seleção da UFG pela experiência e credibilidade que possui e que todas as reclamações de candidatos foram encaminhadas para a universidade, mas acompanhadas pela Câmara.

Via: O Popular 

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Economia

Na Black Friday, 40% dos clientes devem ir a loja física

Não ter cartão de crédito também ajuda a explicar a escolha do consumidor pelo varejo físico.
23/11/2018, 08h33

Dos mais de 100 milhões de brasileiros que devem aproveitar as promoções da Black Friday, 40% pretendem comprar em lojas físicas, de acordo com pesquisa da empresa de informações financeiras Boa Vista SCPC.

O número de compradores no comércio de rua e nos shoppings durante essa data já é quase uma vez e meia maior que o registrado no “supersábado de Natal”, o que antecede o dia 25 de dezembro – segundo levantamento da ShopperTrak, empresa que trabalha com inteligência de tráfego de clientes.

Para 38% das pessoas que não utilizam e-commerce, a principal razão para se ir até as lojas físicas é poder ver o produto de perto e tomar a melhor decisão. Foi esse motivo que levou a dona de casa Cristina Rabelo ao comércio na edição do ano passado. Mas, dessa vez, ela diz que pode ser diferente. “Se você já tem o produto, a marca e o modelo, é mais fácil comprar pela internet”, argumenta.

Não ter cartão de crédito também ajuda a explicar a escolha do consumidor pelo varejo físico. No Brasil, de acordo com dados do IBGE, são cerca de 60 milhões de pessoas desbancarizadas – que não possuem conta em bancos. “Há um número considerável de consumidores que têm acesso à internet, mas não ao cartão”, diz Roberto Kanter, professor dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com ele, o acesso restrito ao cartão, além de levar as pessoas ao comércio, também tem um papel importante na diminuição das compras por impulso. “Cerca de 30% das compras têm desistências no boleto”, acrescenta.

O professor explica que o fato de se ter um prazo para pagar a conta faz com que o consumidor reflita a respeito do gasto. Isso, muitas vezes, leva ao não pagamento do boleto, o que cancela a compra online.

Cristina conta que a maior parte das compras que fez na última Black Friday foi decidida à medida que ela e as filhas viam os produtos na prateleira. “A gente ia olhando o que queria enquanto uma ficava na fila.”. Para Kanter, essa característica de pronta entrega do varejo físico é o principal diferencial desse tipo de comércio. “Por esse serviço de estoque, o varejista cobra um preço. Quando a pronta entrega ficar frequente no e-commerce, a procura pelo varejo físico pode diminuir”, diz.

O maior trânsito nas lojas, no entanto, não significa conversão em vendas. O diretor da ShopperTrak, Marcelo Quaiatti, alerta que, caso o lojista não se prepare, o cliente sairá do estabelecimento sem gastar. “O lojista deve usar o fluxo de anos anteriores para determinar o número de vendedores disponíveis nas loja”, diz Quaiatti.

Segundo estudo do Ibevar/FIA, as menções digitais à data crescem de maneira contínua desde 2014, sendo que, nos últimos três anos, os números de citações no Facebook, Twitter, YouTube, comentários em notícias de jornais eletrônicos, além de sites como o Reclame Aqui e o JusBrasil, foram superiores a 52.500 mensagens, apresentando crescimento ano a ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: G1 Ceará 

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Goiás

Justiça determina que governo pague servidores de Goiás até o dia 10 de dezembro

Salários de outubro terminaram de ser pagos na última quinta-feira.
23/11/2018, 08h48

Por meio de liminar concedida na última quinta-feira (22/11), a Justiça determinou que o pagamento dos salários dos servidores públicos de Goiás seja feito até o dia 10 de dezembro.  A assinatura de um decreto do governador José Eliton (PSDB), no último dia (31/10) e publicado no dia (1/11), revogou o artigo 45 do Decreto nº 9.143, de 22 de janeiro de 2018, desobrigando o governo a pagar os salários nos meses trabalhados referentes a novembro e dezembro. Os vencimentos de outubro terminaram de ser quitados na última quinta-feira.

A decisão é do desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição, que atendeu a um pedido do Sindicato dos Funcionários do Fisco. O desembargador levou em consideração o atraso nos pagamentos dos servidores, que atrapalhou os trabalhadores na manutenção da casa, principalmente na questão alimentar.

Mesmo concedendo a liminar, o magistrado não multo o Estado pelos atrasos, ao considerar que o caso não é uma conduta frequente ou abusiva e que os vencimentos atrasados são em decorrência da situação econômica que do governo de Goiás.

Em nota o governo do Estado de Goiás informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão liminar para o pagamento dos salários dos servidores no próximo dia 10 de dezembro. Conforme a nota divulgada, a Procuradoria Geral do Estado de Goiás (PGE) vai tomar as medidas necessárias dentro do âmbito judiciário.

Confira a nota na íntegra

“O Governo de Goiás ainda não foi comunicado oficialmente da decisão do desembargador Alan Sebastião de Sena. A PGE tomará as medidas cabíveis no âmbito do Judiciário. O Governo de Goiás esclarece que quitou ontem a integralidade da folha de outubro, sendo que 70% dos servidores estaduais receberam dentro do mês trabalhado (ainda em outubro) e até o dia 10 deste mês havia pago mais de 85% da folha do Estado. O escalonamento de uma parcela da folha salarial se deve a problemas de fluxo de caixa do Tesouro Estadual, em decorrência de fatores macroeconômicos.”

Decreto liberava calote nos servidores de Goiás

No final do mês de outubro, o governador José Eliton (PSDB) assinou um decreto que liberava um calote nos servidores público do Estado, nos meses de novembro e dezembro de 2018. O documento foi publicado no Diário Oficial (D.O) no dia (1/11) e a atitude foi duramente criticada pelo governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) através de suas redes sociais.

Via: G1 

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Economia

Brasileiros acreditam em inflação de 5,6% nos próximos 12 meses

A taxa é ligeiramente inferior à registrada na pesquisa de outubro.
23/11/2018, 08h56

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes ficou em 5,6%, segundo pesquisa de novembro da Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é ligeiramente inferior à registrada na pesquisa de outubro (5,7%).

O indicador é calculado com base em entrevista com consumidores, a quem é feita a seguinte pergunta: na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?

De acordo com a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda Bittencourt, os consumidores têm mantido projeções para a inflação cada vez mais parecidas com as de especialistas de mercado. Isso pode ser explicado, pelo menos em parte, pela desaceleração da inflação de itens importantes da cesta de consumo, como os combustíveis e a energia elétrica.

Imagens: Agência Brasil 

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