Goiás

Anápolis é a primeira cidade do Brasil a receber fábrica de armas estrangeira; produção começa em 2019

Uma parceria foi firmada entre a empresa goiana DelFire Arms e a fábrica eslovena de armas Rex Fire Arms, para início da produção em Anápolis.

Por Ton Paulo
27/11/2018, 09h51

O município de Anápolis, região metropolitana de Goiânia, deu, oficialmente, a largada na corrida armamentista no Brasil, e deve começar a produção de armas de fogo ainda em 2019. A empresa goiana DelFire Arms (DFA), fundada pelo empresário Gustavo Daher Delgado, esta concluindo a construção da unidade fabril da DFA no Distrito Agro-Industrial de Anápolis (DAIA), após firmar parceria com uma fabricante de armas da Eslovênia, na Europa. Anápolis é a primeira cidade do Brasil a receber uma fabricante estrangeira de armas.

De acordo com o site 1911 Armas de Fogo, que participou da reunião de apresentação da empresa Rex Fire Arms (Arex), da Eslovênia, ocorrida em maio deste ano na Escola Superior de Polícia, da Polícia Civil do Estado de Goiás, todo o corpo das pistolas e dos outros futuros modelos serão fabricados aqui no Brasil, com a excessão dos canos que virão da Arex.

Segundo o CEO da companhia, Augusto de Jesus Delgado Júnior, em entrevista ao site Valor Econômico, a produção começa em 2019, no primeiro trimestre. Serão pistolas e rifles, diz o executivo. “A DFA é uma empresa nacional e adquirimos tecnologias de cinco fabricantes do exterior”, conta.

Ainda segundo o CEO, a princípio as armas vão ser fabricadas no calibres 9×19 mm Parabellum, e serão destinadas às forças policiais. De acordo com ele, ainda neste ano as pistolas estarão disponíveis para as corporações que desejarem adquirí-las e para o próximo ano uma versão no calibre .380 ACP será desenvolvida e comercializada exclusivamente para o mercado nacional.

Parceria de empresa de Anápolis com fábrica eslovena veio depois de desistência de fabricante árabe

A oficialização da parceria entre a DFA e a Arex só aconteceu após a desistência da  Caracal International LLC, dos Emirados Árabes, que quase fechou negócio.

Aproveitando as instalações que já estavam em construção, a DFA começou a buscar um novo parceiro, e após diversos contatos, foi escolhida a Arex. A DFA adquiriu tecnologia da fábrica eslovena e para produzir suas pistolas no Brasil.

Com uma fábrica localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), a DFA prevê a geração de 600 empregos diretos e de outros 600 indiretos. Atualmente as instalações físicas estão recebendo os últimos ajustes e já esta começando a receber o maquinário e ferramental para produção das armas. Todo o ferramental e maquinário foi importado da Eslovênia com o fim de manter os mesmos métodos de fabricação empregados na Europa.

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Goiás

Presos suspeitos de matar pai e balear filha dentro de casa, em Goiânia

No dia do crime, Larissa estava amamentado o filho quando foi baleada.
27/11/2018, 10h23

Depois de 12 dias de investigação, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) prendeu na última sexta-feira (22/11) três suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por homicídios, em Goiânia.

O grupo era comandado de dentro do presídio de Anápolis por Lucas Raphael Dionisio Bento, que encomendou no último dia (9/11) a morte da esposa, Larissa de Sousa Primo, que foi baleada, e a morte do pai dela, Antônio Pinto Primo, no jardim Itaipu, em Goiânia.

O delegado Danilo Proto, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, foi o responsável pela condução das investigações do caso. De acordo com as informações divulgadas pela PC, os suspeitos presos confessaram que Lucas tinha ordenado a morte da esposa.

Os suspeitos foram identificados como Wanderson Costa de Abreu, de 19 anos, Thiago da Silva de Oliveira, de 22, e Matheus Ferreira Messias, de 19. Eles confessaram o crime que tirou a vida de Antônio e a tentativa de homicídio contra Larissa.

Presos suspeitos de matar pai e balear filha dentro de casa, em Goiânia
Foto: Divulgação PC

Os suspeitos contaram ao delegado que pularam o muro da casa onde Larissa e o pai estavam para praticar o crime. A mulher estava amamentando o filho quando foi alvejada com três tiros. A criança não foi atingida. Enquanto isso o pai de Larissa, foi baleado nas costas e morreu no local.

De acordo com o delegado, os suspeitos possuem uma extensa ficha criminal. Lucas Raphael, que ordenou o assassinato da esposa, cumpre pena no presídio estadual de Anápolis, por tráfico de drogas, homicídio, roubo de cargas e porte ilegal de arma de fogo.

“Este trabalho realizado pela Delegacia de Homicídios, visa mais uma vez, desarticular grupos criminosos liderados de dentro dos presídios goianos”, ressalta o delegado.

Pai foi morto a tiros e filha baleada, em Goiânia

O caso envolvendo a morte de Antônio e a tentativa de homicídio contra Larissa começou a ser investigado pela polícia um dia depois de ocorrido. Depois de 12 dias, os policiais conseguiram efetuar as prisões dos suspeitos que confessaram o crime. À época Larissa foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) onde ficou internada, mas já recebeu alta médica.

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Brasil

Operação Érebo investiga líderes de facção que atua em presídios

A PF cumpre 45 mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.
27/11/2018, 10h43

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 27, a Operação Érebo, que investiga lideranças regionais de facção criminosa que atua dentro e fora do sistema prisional em todo o País. A PF cumpre 45 mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão em Boa Vista (RR) e em Mossoró (RN). Os mandados foram expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Justiça Estadual em Roraima, após representação da Autoridade Policial pelas medidas.

Em nota, a PF informou que as investigações começaram em 2017. Os investigadores identificaram e mapearam “a estrutura da organização criminosa em Roraima, monitorando as principais lideranças que agiam no Estado”.

“Os elementos angariados em Inquérito Policial permitiram a identificação dos mentores responsáveis pelos diversos atentados que ocorreram em Roraima entre 29 e 31 de julho deste ano, além do cometimento de outros crimes, principalmente o próprio crime de participação em organização criminosa, o tráfico de drogas e a associação para o tráfico”, informou a PF.

“No período foram realizados ataques a diversos órgãos públicos e empreendimentos particulares em vários municípios do estado, inclusive a uma delegacia de polícia e a um destacamento da PM, além de bancos e outros.”

De acordo com a PF, as ordens para os atentados partiram de dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, maior penitenciária de Roraima, e foram dadas após a autorização do responsável pela organização no Estado, que estava preso no Presídio Estadual de Piraquara, no Paraná.

O monitoramento dos líderes na região permitiu, ainda, que a PF, em parceria com outros órgãos de segurança pública do Estado – a PM e a Divisão de Inteligência e Captura da Secretaria de Justiça de Roraima – “impedisse o acontecimento de outros atentados planejados pelos investigados, destacando-se o incêndio do pátio onde ficam os ônibus de transporte coletivo de Boa Vista e a destruição dos veículos e maquinários envolvidos com a coleta e o processamento de lixo do Estado”. Segundo a PF, foi impedida, ainda, uma fuga em massa da Penitenciária Agrícola programada para 29 de julho deste ano.

A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Roraima, do Departamento Penitenciário Nacional, da Divisão de Inteligência e Captura e de Agentes Penitenciários da Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima.

Érebo, na mitologia grega, é nascido do caos e reina na escuridão. O nome da operação faz alusão ao surgimento e crescimento da facção no caos do sistema prisional.

Imagens: Estadão 

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Entretenimento

Alunos de comunicação apresentam curtas-metragens na Mostra Goiás 2018

O evento irá lançar 16 filmes sobre cultura goiana.
27/11/2018, 11h01

Estudantes das oficinas de vídeo da CAC/Proex e do curso de jornalismo lançam 16 vídeos sobre cultura goiana na próxima quarta-feira, 28/11, às 19h00 no Teatro da PUC Goiás. As apresentações fazem parte das Vivências de Palco CAC/Proex e da Mostra Goiás, que é um projeto de pesquisa e extensão feito em parceria pela CAC/Proex, Escola de Comunicação/Ecom e PUC TV Goiás.

Os alunos da CAC/Proex e da Ecom são convidados a criar vídeos para o exercício de aprendizagem de telejornalismo cultural, levando informação, a todo o estado via televisão. Também é uma forma de reforçar o portfólio profissional dos alunos de comunicação da Oficina de Introdução às Narrativas Audiovisuais CAC/Proex. O resultado é apresentado no Teatro PUC Goiás nas Vivências de Palco da CAC/Proex. Todos os vídeos são feitos com celulares. Os que alcançam melhor qualidade de áudio e vídeo são selecionados para passar na PUC TV Goiás durante as próximas férias de dezembro e janeiro.

“Essa importante parceria colabora potencialmente com a missão da universidade de levar o conhecimento, a cultura e a arte aos mais diversos setores da sociedade. Os estudos e ações do Núcleo de Artes Visuais da CAC/Proex são compartilhados com alunos de toda a comunidade e especificamente com os alunos dos cursos de Comunicação. Os de jornalismo exercitam o fazer de reportagens de TV e os de Publicidade e Propaganda realizam um evento no Teatro da PUC Goiás. Os trabalhos feitos em sala também ganham espaço na TV e chegam a todo o estado”, ressalta Elizabeth Barros, coordenadora de Arte e Cultura da PUC Goiás.

Neste semestre os alunos escolheram gravar reportagens sobre a música, o teatro, o futebol, o escotismo, o grafitti, a arquitetura e a culinária em Goiás. As mesmas técnicas de gravação usada pelos estudantes de jornalismo também são apresentadas aos alunos da comunidade em geral na Oficina de Introdução às Narrativas Audiovisuais da CAC/Proex.

Os resultados comprovam que a linguagem audiovisual ajuda a promover as culturas e o jornalismo local. “O audiovisual é uma linguagem que qualquer pessoa pode aprender a ‘falar’. Esse tipo de treinamento é importante para a comunidade usar o vídeo para manter a nossa memória”, explica o professor da oficina, César Viana Teixeira. Todos os vídeos estão disponíveis em youtube.com/mostragoias

Mostra de Vídeos Vivências de Palco CAC/Proex – Mostra Goiás

Local: Teatro da PUC Goiás, quarta-feira 28/11 às 19h00

Av. Fued José Sebba, 1184 Jardim Goiás

Entrada Grátis. Coleta de doações de 1Kg de alimento não perecível para a Vila São Cottolengo – Certificado de quatro horas extracurriculares.

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Esportes

Antes de decisão da Conmebol, presidente pede união de clubes e rigor da Justiça

Reunião poderá definir uma nova data e o local da partida.
27/11/2018, 11h13

Antes de a Conmebol tomar uma decisão em relação ao confronto de volta da final da Copa Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, o presidente da entidade, Alejandro Dominguez, divulgou uma carta para comentar os episódios de violência que provocaram o adiamento do duelo, no último sábado, em Buenos Aires, e depois no domingo, para quando o confronto chegou a ser remarcado.

Uma reunião agendada para a manhã desta terça-feira, que contará com os representantes dos dois clubes e da Conmebol, poderá definir uma nova data e o local da partida, inicialmente agendada para ocorrer no estádio Monumental de Núñez, mas adiada por mais de uma vez por causa das consequências dos ataques de alguns torcedores do River ao ônibus do Boca, poucas horas antes da decisão de sábado, marcada para começar às 18h.

E, antes de uma decisão ser tomada sobre o caso, Alejandro Dominguez pediu união ao futebol sul-americano e ao mesmo tempo cobrou rigor da Justiça na punição dos vândalos que apedrejaram o ônibus e provocaram lesões na região dos olhos de dois jogadores: os meias Pablo Pérez, que é o capitão do time, e Gonzalo Lamardo.

“Na Conmebol que presido, o futebol não é ganho com pedras ou agressões. É ganho pelos jogadores em campo. E mais na América do Sul com a qualidade de nossos jogadores. Na Conmebol que presido, jogamos respeitando o rival, tendo o fair play como visão no campo, na arquibancada, na liderança”, escreveu Dominguez em trecho da carta publicada no site oficial da entidade que comanda o futebol sul-americano.

“Apelo para que todos os atores do futebol sul-americano estabeleçam uma prioridade e unam esforços para identificar, entender e combater as causas e atos de violência que mancham nosso futebol. Há muito mais em jogo do que um título esportivo. Ou todos os atores do futebol sul-americano nos unimos para acabar com a violência, ou a violência será responsável pelo fim do futebol sul-americano”, ressaltou o dirigente.

SEGURANÇA FALHA – Já ao cobrar rigor da Justiça, Dominguez voltou a lamentar o fato de que o esquema de segurança montado nas imediações do Monumental de Nuñez não foi suficiente para garantir a integridade física dos jogadores do Boca, vítima da violência de alguns vândalos da torcida do River.

“Apesar do acordo prévio de fair play assinado pelos presidentes dos dois clubes finalistas e todos os avisos emitidos pela Conmebol, os responsáveis pela segurança, o estádio e os arredores foram palco de uma violência irracional e aparentemente com a impune, para os jogadores, o público, crianças e famílias que vieram pacificamente, as autoridades, os vizinhos. Os eventos de vandalismo foram dolorosos. A barbárie que vem tomando conta do nosso futebol colocou muitas vidas em risco”, lamentou.

No último domingo, quando a Conmebol anunciou novo adiamento do segundo jogo da final da Libertadores, o mandatário já havia eximido a entidade de culpa por estes episódios de violência. E agora ele reforçou: “Como presidente da Conmebol, esforcei-me ao máximo para garantir a integridade de todos: dos jogadores ao público que esperavam pacientemente pelas circunstâncias dolorosas alheias ao espetáculo e a responsabilidade da Conmebol. Convoquei as autoridades de ambos os clubes, esperamos pelos relatórios médicos, revisamos os protocolos institucionais e, finalmente, de acordo com os dois presidentes, tomei as decisões pelo bem de todos os envolvidos”.

Em seguida, Dominguez ressaltou que “tem o dever de cobrar os responsáveis por garantir a segurança do evento e a ordem pública”. “Claramente, os protocolos falharam e as autoridades não atenderam às circunstâncias. Agora, o que resta é agir imediatamente para identificar, capturar e aplicar o rigor da Justiça aos que causaram tanto dano”, completou.

CREDIBILIDADE ABALADA – A credibilidade do futebol da América do Sul, altamente abalada por este episódio, também foi lamentada pelo presidente da Conmebol, que exaltou o papel que os clubes envolvidos nesta decisão têm em meio a este processo. “Eu também peço aos líderes do River Plate e Boca Juniors, para entenderem que a responsabilidade que eles têm em suas mãos vai muito além de apenas defender suas cores e os interesses de seus parceiros. Em primeiro lugar, eles têm uma responsabilidade em relação ao futebol sul-americano, muitas vezes desvalorizado e criticado em nossos países, mas apreciado em todo o resto do mundo”, escreveu.

Na última segunda-feira à noite, a Conmebol abriu procedimento disciplinar contra o River Plate para investigar o ataque dos seus torcedores ao ônibus do Boca. De acordo com a entidade, o clube já foi notificado da denúncia e tem um prazo de 24 horas para preparar a sua defesa e apresentar seus argumentos na sede da entidade em Luque, nos arredores de Assunção, no Paraguai.

Imagens: Veja 

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