Economia

Queiroz Galvão Energia pede recuperação extrajudicial

As dívidas somam mais de R$ 3,8 bilhões.
27/11/2018, 08h51

A Queiroz Galvão Energia (QGE) entrou com pedido de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira, 26, apresentando à Justiça de São Paulo dívidas que somam mais de R$ 3,8 bilhões. O pedido sinaliza que o grupo Queiroz Galvão, alvo da Operação Lava Jato, evoluiu nas renegociações de suas dívidas, que superariam a marca de R$ 10 bilhões.

As conversas visando à reestruturação dos débitos já se estendem por quase dois anos. Paralelamente às negociações em curso com os bancos, o grupo busca uma liquidação organizada de seus ativos. O plano de recuperação extrajudicial foi aprovado pelos detentores de 68,2% do total dos créditos sujeitos ao plano.

Venda de energia

A medida também está relacionada à tentativa da Queiroz Galvão Energia (QGE) de evitar seu desligamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O processo de expulsão da QGE da entidade foi iniciado na semana passada, em razão de uma dívida de R$ 50 milhões não quitada pela empresa. Um dos motivos para o pedido de recuperação extrajudicial seria justamente essa disputa com a câmara de comercialização.

Os advogados do escritório Thomaz Bastos, Waisberg e Kurzweil (TWK) argumentam, no documento entregue à Justiça, pela suspensão do processo de desligamento e pelo restabelecimento do acesso da companhia ao sistema CliqCCEE, que é usado para a compra e venda de energia. A defesa da Queiroz Galvão Energia também solicita que a empresa fique livre da imposição de multas de qualquer natureza.

O pedido de recuperação extrajudicial envolve R$ 3,8 bilhões em dívidas. O valor se refere a cerca de 40 unidades do braço de energia do grupo Queiroz Galvão, constituído em 2012 para consolidar os investimentos em geração e comercialização de energia elétrica.

Em seus seis anos de operação, a QGE colocou em operação 20 parques eólicos, com 830 megawatts de capacidade instalada. Do total do crédito que faz parte do processo, R$ 2,7 bilhões são quirografários e R$ 1,18 bilhão têm garantia real.

Prazo

A empresa apresentou três opções de pagamento aos credores: permuta por ações de sociedade de propósito especifico (SPE), que terá a QGE como holding; a troca de 10% dos créditos por debêntures emitidas por SPE e 90% por bônus de subscrição de ações ordinárias da mesma SPE; e o pagamento em dinheiro no montante de 2% do crédito abrangido, acrescido de juro de 2% ao ano, a ser pago dez anos após a homologação do plano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Globo.com 

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Economia

Anatel quer facilitar acordos com operadoras

Pelo acordo, a empresa substituiria R$ 3,2 bilhões em multas por investimentos de R$ 5,5 bilhões.
27/11/2018, 08h58

O novo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler de Morais, defende mudanças que deem mais flexibilidade aos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), acordos nos quais as empresas trocam multas por investimentos. À frente do órgão regulador desde o último dia 5, Morais diz que é possível considerar uma “segunda chance” às teles como forma de viabilizar a expansão das redes de banda larga e ampliar o acesso à internet em localidades desconectadas.

“O TAC é um dos instrumentos alternativos para dar maior efetividade às políticas públicas. O regulamento poderia ser aprimorado”, disse Morais ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Nenhum acordo ainda foi fechado depois que o regulamento foi aprovado, em 2013. A Anatel chegou a negociar três propostas, duas com a Oi e uma com a Telefônica/Vivo. No caso da Oi, multada em R$ 6,2 bilhões, os TACs acabaram inviabilizados após a tele ter entrado em recuperação judicial, em 2016.

Com a Vivo, houve polêmica em relação à proposta apresentada pela tele, que previa a instalação de redes de fibra óptica de alta velocidade nas periferias de municípios. Como outras concorrentes já atuavam nesses locais, o plano foi revisto pela Anatel. Mesmo assim, acabou sendo rejeitado, devido ao encerramento do prazo estabelecido para fechar o TAC. Pelo acordo, a empresa substituiria R$ 3,2 bilhões em multas por investimentos de R$ 5,5 bilhões.

Um dos pilares do regulamento do TAC é que as empresas podem desistir do requerimento doe acordos a qualquer momento. Essa decisão, no entanto, impede novo pedido de TAC que envolva multas já negociadas anteriormente.

Celeridade

Após a rejeição pela Anatel do acordo com a Vivo, a companhia tentou fechar um TAC com uma parte das multas que ainda não havia transitado em julgado, que totalizavam cerca de R$ 1 bilhão, mas o regulamento impediu essa negociação. Na opinião de Morais, essa restrição é um dos itens a serem revistos. “A questão do TAC não pode prejudicar a celeridade do processo decisório da agência.”

Procurados, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), a Oi e a Vivo não se manifestaram.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Globo.com 

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Entretenimento

'Falei para ela tentar ficar comigo', diz Sabrina Sato sobre início de gestação

A apresentadora está grávida de 40 semanas.
27/11/2018, 09h33

Conversar com a filha mesmo antes de nascer. Essa foi a primeira forma que Sabrina Sato encontrou para se relacionar com Zoe, fruto da união com o ator Duda Nagle.

Grávida de 40 semanas, a apresentadora da Record TV compartilha com os fãs todos os momentos da gestação. Nesta segunda-feira, 26, não foi diferente: Sabrina publicou uma foto na qual aparece com um vestido branco, segurando e olhando para a barriga.

“Logo no início, quando descobri sua existência, ainda tinha algumas semanas, e era frágil demais. E mesmo com medo não perdi minha fé. Pelo contrário, ela aumentou”, declarou a apresentadora ao relembrar que teve um início de gestação complicado.

Sabrina Sato também disse que conversava com Zoe desde esse momento: “Falei para ela se segurar e tentar ficar comigo, que tudo ia dar certo. Toda vez que lembro do que passamos no início, me emociono”.

Mesmo antes de nascer, Sabrina faz planos sobre o relacionamento que terá com a filha para o resto da vida. “E desde o começo, a nossa relação foi a base do respeito, confiança e amor. E é assim que vai ser. Por isso converso com ela e desejo que ela venha quando estiver pronta”, escreveu nas redes sociais.

Sobre a espera pela filha, a apresentadora conclui: “Claro que estou muito ansiosa para a sua chegada, mas me preocupo em respeitar o tempo dela, protegendo e cuidando para que dê tudo certo sempre”.

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Goiás

Anápolis é a primeira cidade do Brasil a receber fábrica de armas estrangeira; produção começa em 2019

Uma parceria foi firmada entre a empresa goiana DelFire Arms e a fábrica eslovena de armas Rex Fire Arms, para início da produção em Anápolis.

Por Ton Paulo
27/11/2018, 09h51

O município de Anápolis, região metropolitana de Goiânia, deu, oficialmente, a largada na corrida armamentista no Brasil, e deve começar a produção de armas de fogo ainda em 2019. A empresa goiana DelFire Arms (DFA), fundada pelo empresário Gustavo Daher Delgado, esta concluindo a construção da unidade fabril da DFA no Distrito Agro-Industrial de Anápolis (DAIA), após firmar parceria com uma fabricante de armas da Eslovênia, na Europa. Anápolis é a primeira cidade do Brasil a receber uma fabricante estrangeira de armas.

De acordo com o site 1911 Armas de Fogo, que participou da reunião de apresentação da empresa Rex Fire Arms (Arex), da Eslovênia, ocorrida em maio deste ano na Escola Superior de Polícia, da Polícia Civil do Estado de Goiás, todo o corpo das pistolas e dos outros futuros modelos serão fabricados aqui no Brasil, com a excessão dos canos que virão da Arex.

Segundo o CEO da companhia, Augusto de Jesus Delgado Júnior, em entrevista ao site Valor Econômico, a produção começa em 2019, no primeiro trimestre. Serão pistolas e rifles, diz o executivo. “A DFA é uma empresa nacional e adquirimos tecnologias de cinco fabricantes do exterior”, conta.

Ainda segundo o CEO, a princípio as armas vão ser fabricadas no calibres 9×19 mm Parabellum, e serão destinadas às forças policiais. De acordo com ele, ainda neste ano as pistolas estarão disponíveis para as corporações que desejarem adquirí-las e para o próximo ano uma versão no calibre .380 ACP será desenvolvida e comercializada exclusivamente para o mercado nacional.

Parceria de empresa de Anápolis com fábrica eslovena veio depois de desistência de fabricante árabe

A oficialização da parceria entre a DFA e a Arex só aconteceu após a desistência da  Caracal International LLC, dos Emirados Árabes, que quase fechou negócio.

Aproveitando as instalações que já estavam em construção, a DFA começou a buscar um novo parceiro, e após diversos contatos, foi escolhida a Arex. A DFA adquiriu tecnologia da fábrica eslovena e para produzir suas pistolas no Brasil.

Com uma fábrica localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), a DFA prevê a geração de 600 empregos diretos e de outros 600 indiretos. Atualmente as instalações físicas estão recebendo os últimos ajustes e já esta começando a receber o maquinário e ferramental para produção das armas. Todo o ferramental e maquinário foi importado da Eslovênia com o fim de manter os mesmos métodos de fabricação empregados na Europa.

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Goiás

Presos suspeitos de matar pai e balear filha dentro de casa, em Goiânia

No dia do crime, Larissa estava amamentado o filho quando foi baleada.
27/11/2018, 10h23

Depois de 12 dias de investigação, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) prendeu na última sexta-feira (22/11) três suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por homicídios, em Goiânia.

O grupo era comandado de dentro do presídio de Anápolis por Lucas Raphael Dionisio Bento, que encomendou no último dia (9/11) a morte da esposa, Larissa de Sousa Primo, que foi baleada, e a morte do pai dela, Antônio Pinto Primo, no jardim Itaipu, em Goiânia.

O delegado Danilo Proto, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Goiânia, foi o responsável pela condução das investigações do caso. De acordo com as informações divulgadas pela PC, os suspeitos presos confessaram que Lucas tinha ordenado a morte da esposa.

Os suspeitos foram identificados como Wanderson Costa de Abreu, de 19 anos, Thiago da Silva de Oliveira, de 22, e Matheus Ferreira Messias, de 19. Eles confessaram o crime que tirou a vida de Antônio e a tentativa de homicídio contra Larissa.

Presos suspeitos de matar pai e balear filha dentro de casa, em Goiânia
Foto: Divulgação PC

Os suspeitos contaram ao delegado que pularam o muro da casa onde Larissa e o pai estavam para praticar o crime. A mulher estava amamentando o filho quando foi alvejada com três tiros. A criança não foi atingida. Enquanto isso o pai de Larissa, foi baleado nas costas e morreu no local.

De acordo com o delegado, os suspeitos possuem uma extensa ficha criminal. Lucas Raphael, que ordenou o assassinato da esposa, cumpre pena no presídio estadual de Anápolis, por tráfico de drogas, homicídio, roubo de cargas e porte ilegal de arma de fogo.

“Este trabalho realizado pela Delegacia de Homicídios, visa mais uma vez, desarticular grupos criminosos liderados de dentro dos presídios goianos”, ressalta o delegado.

Pai foi morto a tiros e filha baleada, em Goiânia

O caso envolvendo a morte de Antônio e a tentativa de homicídio contra Larissa começou a ser investigado pela polícia um dia depois de ocorrido. Depois de 12 dias, os policiais conseguiram efetuar as prisões dos suspeitos que confessaram o crime. À época Larissa foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) onde ficou internada, mas já recebeu alta médica.

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