Goiás

Definido por Caiado, novo presidente da Saneago era cotado a ministro de Bolsonaro

Ricardo Soavinski, definido pelo governador eleito Ronaldo Caiado como o novo presidente da Saneago, foi um dos principais cotados ao Ministério do Meio Ambiente.

Por Ton Paulo
29/11/2018, 11h05

O governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), definiu recentemente os nomes para a Secretaria de Segurança Pública e a Presidência da Saneago. O delegado aposentado da Polícia Federal Rodney Miranda, do Espírito Santo, deve assumir a Secretaria, enquanto o oceanógrafo Ricardo Soavinski, do Paraná, deve ser o novo presidente da companhia goiana de saneamento. Soavinski chegou a ser um dos principais cotados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério do Meio Ambiente.

Ricardo Soavinski é oceanógrafo por formação e ex-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O paranaense conta com um extenso currículo de cargos na área ambiental: foi presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), secretário nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, coordenador e diretor de Unidades de Proteção Integral do ICMBio, coordenador geral de Fauna do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), entre outros cargos que ocupou.

Como adiantado pelos jornais O Globo e Canal Rural, Soavinski era um dos nomes com os quais Bolsonaro vinha conversando, no processo de escolha do novo ministro do Meio Ambiente.

Uma vez que o oceanógrafo assumirá, agora, a Presidência da Saneago, seu nome está descartado para o Ministério.

Já Rodney, que vai ficar à frente da Segurança Pública, foi prefeito de Vila Velha e secretário de Segurança do Espírito Santo, é consultor da área e perdeu eleição neste ano para deputado federal.

Equipe de Caiado se reuniu com o Rodney Miranda

A equipe de transição de Caiado teve reunião com Rodney na tarde de terça-feira (27/11), quando discutiu a estrutura da secretaria. A tendência é que o grupo desista da criação da Secretaria de Justiça, que foi cogitada para cuidar da gestão do sistema prisional. A diretoria deve permanecer na SSP, mas discute-se ainda se terá autonomia orçamentária.

A assessoria de Caiado não confirmou os nomes e disse que o anúncio do secretariado ocorrerá somente na terça-feira, quando o governador eleito retorna de viagem à Inglaterra. No entanto, fontes apontam os nomes já foram confirmados por ele.

Via: O Popular 

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Economia

Faltou trabalho para 27,250 milhões no trimestre encerrado em outubro, diz IBGE

Em um ano, porém, 455 mil pessoas a mais caíram no desemprego.
29/11/2018, 11h12

Faltou trabalho para 27,250 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado em outubro deste ano, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho recuou de 24,5% no trimestre até julho de 2018 para 24,1% no trimestre até outubro deste ano.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até outubro de 2017, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 23,8%.

Desemprego

O Brasil tinha 4,733 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em outubro de 2018, segundo os dados da Pnad Contínua.

O resultado significa 85 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em julho. Em um ano, porém, 455 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

O porcentual de pessoas desalentadas na força de trabalho potencial foi de 4,2% no trimestre encerrado em outubro, ante 4,3% no trimestre terminado em julho. No trimestre até outubro de 2017 o porcentual de desalentados era menor, de 3,8%.

Imagens: UOL 

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Política

Novos deputados iniciam 'cursinho' antes da posse

Câmara dos deputados recebe 243 novos deputados.
29/11/2018, 11h22

Com um alto índice de renovação trazida pelas urnas à Câmara neste ano, a Casa deu início nesta quarta-feira, 28, a um “cursinho” para os 243 novos deputados que assumem seus mandatos em fevereiro do ano que vem. Muitos deles são neófitos na política e as aulas têm como objetivo apresentar conceitos básicos da legislatura.

Serão ao todo quatro seminários para os parlamentares eleitos com aulas sobre processo legislativo e orçamentário. A série de encontros foi iniciada com um evento de boas-vindas aos novatos que teve a participação de servidores do Congresso e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“Não tem lugar para todo mundo na CCJ (Comissão de Cidadania e Justiça)”, avisou Maia, logo no início de sua fala. A comissão é a mais cobiçada da Câmara e a participação em sua mesa começou a ser disputada pela nova legislatura. Eleita pelo PRP, mas de mudança para o PSL, a advogada Bia Kicis é uma das deputadas que já anunciou que quer concorrer à presidência da CCJ.

O presidente da Casa falou aos novatos sobre tramites básicos da legislatura, como a duração das sessões. Ele também defendeu mudanças para que haja “menos obstrução e mais espaço para debate”. De olho no perfil da nova Câmara, que elegeu muitos nomes oriundos da internet, Maia fez uma provocação para que eles ampliem o uso das redes sociais pela Casa e lembrou que está em curso um trabalho de redução de custos.

No meio do seu discurso, Maia notou a chegada do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (MDB-MG), e convidou o colega ao palco. “Senta aqui, Fabinho”, disse ele. Os dois deverão ser adversários no próximo ano na disputa pela presidência da Câmara. Fabinho fez um breve discurso em que defendeu a aprovação de reformas para o País.

Ausências

Cerca de 100 novos deputados participaram do evento organizado nesta quarta-feira, 28, pela Câmara. Algumas ausências foram notadas, como de Joice Hasselmann (PSL-SP) e de Tabata Amaral (PDT-SP) – duas das mulheres mais bem votadas nestas eleições – e ainda de Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos mais jovens eleitos.

Nos bastidores, os novatos comentavam sobre a disputa pela presidência da Câmara e especulavam quais serão os direcionamentos dos seus respectivos partidos. Muitos aproveitaram para estudar sobre quais comissões poderão participar e outros para se conectar aos novos colegas.

“É um importante primeiro contato com a Casa”, disse Ricardo Guidi (PSD-SC). “É o primeiro ‘networking’ entre os deputados para que possamos já começar a articulação”, afirmou Luís Miranda (DEM-DF). Miranda tem uma empresa de investimento imobiliário nos Estados Unidos, chamada LX Holding. Ele diz que ganha mais lá do que deverá receber como deputado, mas que decidiu entrar para a política mesmo assim. “Quero apoiar a reforma tributária”, disse.

Eleitos pelo PRB em Pernambuco, Silvio Rocha e Ossesio disseram que já começaram a analisar quais comissões pretendem pleitear participação a partir de fevereiro. Em relação ao posicionamento do partido, afirmam estar alinhados com a “agenda liberal” para o País. Sobre a Escola sem Partido, no entanto, Rocha – que é formado em pedagogia – afirma que o projeto precisa de “mais diálogo ainda para avançar”. Após o evento realizado em um dos auditórios da Câmara, os novatos foram convidados por Fábio Ramalho para um almoço.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Mundo

Cultivo de coca no Peru avança na direção do Brasil

O presidente peruano, Martín Vizcarra, pretende investir US$ 5,5 bilhões nos próximos três anos em obras de infraestrutura na região para combater o cultivo de coca.
29/11/2018, 11h35

A agência antidrogas do Peru (Devida) detectou uma mudança no perfil da produção de coca, com aumento da produção nas áreas fronteiriças com Brasil, Colômbia e Bolívia. “O Brasil está movendo o mapa da coca e do narcotráfico”, disse o diretor da Devida, Rubén Vargas, ao apresentar os dados em Lima para jornalistas na terça-feira, dia 27.

“Fica claro para nós que há um aumento de cultivo em áreas de fronteira: no Baixo Amazonas, em Caballococha – tríplice fronteira com Colômbia e Brasil -, na Província de Sandía – região de Puno, fronteira com Bolívia, embora bem conectada com o Brasil pela Rodovia Interoceânica Sul – e na região de Madre de Dios – fronteiriça com Brasil e Bolívia”, acrescentou Vargas.

Apesar disso, não há dados concretos que indiquem quanto da cocaína produzida no Peru anualmente é consumida em Brasil, Argentina e Chile e o quanto é exportada nesses três pontos de passagem para Leste da Ásia, Europa, Oceania e sul do continente africano.

A maior parte da produção de coca no Peru ainda está concentrada na região conhecida como Vraem – os vales dos rios Apurímac, Ene e Mantaro -, que reúne as províncias de Apurímac, Ayacucho, Cusco, Huancavelica e Junín.

Investimento

O governo do presidente peruano, Martín Vizcarra, pretende investir US$ 5,5 bilhões nos próximos três anos em obras de infraestrutura na região para combater o cultivo de coca. “O Vraem não deve ser conhecido como uma zona de guerra”, disse. “Temos 60 distritos nos quais precisamos trabalhar por desenvolvimento e cidadania.”

Ainda de acordo com o Devida, os projetos devem replicar experiências de sucesso contra o plantio de coca em outras zonas do país, como Alto Huallag e San Martín. Elas consistem no desenvolvimento sustentável, criação de empregos e assessoria agrônoma.

“Temos de construir estradas e viadutos. Senão, não adianta fomentar cultivos alternativos”, ressaltou. O plano contempla 2.974 projetos, entre construção de escolas, postos de saúde e rodovias.

Segundo relatório do Escritório da ONU para Drogas (UNODC) de 2017, a produção de cocaína nos três países – Colômbia, Peru e Bolívia – vem crescendo desde 2015 e já atingiu o mesmo nível de 2008. Com o aumento da produção e mais cocaína disponível no mercado, o UNODC vem registrando um aumento no consumo em várias partes do mundo.

No Peru, o mercado ainda está bastante associado ao grupo maoista Sendero Luminoso, que controla áreas remotas de regiões produtoras de coca. Na quarta-feira, 28, Vargas disse estar confiante de que o Exército conseguirá desmantelar os remanescentes da guerrilha.

Produção

No balanço divulgado pelo Devida, a entidade ainda desmentiu um relatório recente do governo americano, que estimou em 491 toneladas a produção anual de cocaína do Peru. Segundo Vargas, no entanto, não é possível divulgar um número exato porque o relatório de 2018 sobre drogas no país ainda não foi concluído.

De acordo com o relatório anual sobre controle de drogas do Departamento de Estado americano, publicado em março, o Peru é o segundo maior produtor de cocaína e o segundo maior cultivador da folha de coca no mundo, depois da Colômbia. A Bolívia é o terceiro. Os EUA são o maior mercado da droga. (Com agências internacionais). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Política

Repetição da prática de crimes levou Pezão à prisão, afirma PF

Alexandre Bessa, delegado federal responsável pela Operação Boca de Lobo, afirmou que há elementos de que o esquema durou até julho deste ano.
29/11/2018, 11h39

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio, Ricardo Saadi, afirmou nesta quinta-feira, 29, que a prisão do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), pela manhã, mostra que o órgão “não vê cargos” nas suas investigações. Saadi negou que a deflagração da operação agora, a pouco mais de um mês de o mandato de Pezão terminar, tenha algo a ver com o momento político.

“A PF não se baseia em momento político. Ela é sempre deflagrada quando está madura”, afirmou Saadi. Segundo o superintendente, a questão do fim do mandato, o que levará Pezão a perder a prerrogativa de foro, não influenciou na decisão de deflagrar a operação. Por causa do foro, a prisão preventiva de Pezão foi autorizada pelo ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“A pessoa estando com foro ou não ela responde à Justiça”, afirmou Saadi, ressaltando que a PF pediria a prisão a outra instância do Judiciário, caso a operação fosse deflagrada após o término do mandato do governador.

Os delegados da PF justificaram a necessidade de Pezão ficar preso por causa da repetição da prática de crimes e pelo motivo de que os valores supostamente desviados pelo governador não foram localizados. Alexandre Bessa, delegado federal responsável pela Operação Boca de Lobo, afirmou que há elementos de que o esquema durou até julho deste ano.

“A partir do momento que Sérgio Cabral deixou o governo do Estado, Pezão passou a sucedê-lo e liderar a organização criminosa. A gente conseguiu comprovar isso” afirmou o delegado. Segundo Bessa, Pezão também designou seus próprios operadores para integrar o esquema.

O delegado afirmou também que os investigadores ainda não sabem o destino que foi dado a pelo menos R$ 2,2 milhões que teriam sido captados diretamente por Pezão, como parte dos cerca de R$ 40 milhões que teriam sido desviados.

“Ainda vamos analisar isso. A movimentação bancária das contas pessoais do governador é modesta e há poucos saques de sua conta corrente. Isso chamou a atenção. Ele deve ter dinheiro espécie guardado ou utilizar contas de terceiros”, disse Bessa.

O superintendente Saadi frisou que as investigações continuam, a partir do material apreendido nos 31 mandados de busca e apreensão autorizados nesta quinta-feira. Ainda conforme Saadi, a princípio e após prestar depoimento, Pezão ficará preso numa unidade prisional da Polícia Militar, em Niterói, cidade da região metropolitana do Rio.

Imagens: G1 Rio de Janeiro 

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