Educação

Dinheiro recuperado em ações contra corrupção será usado em reformas de escolas em Goiás

Ação será de responsabilidade do MPF; Goiás é segundo estado no país a aderir o projeto.
29/11/2018, 17h11

A partir do dia 3 de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás assume o compromisso de viabilizar a destinação do dinheiro recuperado em ações de combate à corrupção para a rede pública de ensino de Goiás. As verbas serão usadas para reformar as escolas que necessitarem de reestruturação física. O Projeto Reeducar surgiu no Rio de Janeiro e Goiás é o segundo estado no país a aderir a iniciativa.

Os recursos enviados à educação goiana serão aqueles obtidos em ações cíveis e penais da Justiça Federal em Goiás, incluindo as de desdobramento da Operação Lava Jato. O objetivo da ação é “promover a melhoria da infraestrutura educacional nos estados brasileiros.”

A ação será realizada pelo MPF, em parceria com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Estado. O acordo será assinado na  Procuradoria da República em Goiás, em Goiânia, no próximo dia 3.

A solenidade contará com a presença de autoridades como o procurador-chefe da Procuradoria da República no estado de Goiás, Ailton Benedito de Souza; a procuradora da República com atuação no Ofício da Educação, Mariane Guimarães; o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva e outros nomes da Educação e Justiça de Goiás.

Combate à corrupção e investimento nas escolas

O Projeto Reeducar surgiu em maio, no Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Trabalho (GT) Educação da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. O projeto-piloto destinou parte dos recursos recuperados pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro às escolas do estado. Com os resultados positivos, o modelo foi encaminhado à todas as unidades do MPF, e agora aderido em Goiás.

De acordo com levantamento da Polícia Federal, realizado em 2017, todas as operações financeiras apuradas nas investigações da Lava Jato somam R$ 8 trilhões. Valor mais alto que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 2015, que foi R$ 5,9 trilhões. Por ano, o país perde cerca de R$ 200 bilhões com a corrupção. Verbas que poderiam ser destinadas a serviços básicos como saúde, educação, segurança e saneamento.

Imagens: SEDUCE 

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