Goiás

Dois professores da UFG aparecem na lista de pesquisadores mais influentes do mundo

A lista, divulgada anualmente pela Clarivate Analytics, seleciona os professores pelo "excepcional desempenho em pesquisa".

Por Ton Paulo
30/11/2018, 09h33

Dois professores da UFG, a Universidade Federal de Goiás, aparecem na lista dos pesquisadores mais influentes do mundo, a Highly Cited Researchers 2018, divulgada nesta semana pela consultoria Clarivate Analytics. Luísa Gigante Carvalheiro (professora efetiva) e Robert Colwell (professor visitante) atuam no Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da UFG.

A Highly Cited Researches reúne os pesquisadores mais citados em artigos publicados ao redor do mundo em um período de dez anos. A lista possui cerca de 4 mil pesquisadores em 21 áreas do conhecimento – apenas 12 são brasileiros. Dos 12, apenas a Dra. Luísa Gigante e o Dr. Robert Colwell são de uma instituição de Goiás

Luísa Gigante Carvalheiro é bióloga, doutora em Ecologia pela University of Bristol, e passou a integrar o quadro docente da UFG este ano. Suas pesquisas buscam compreender como alterações ambientais (mudanças climáticas, uso da terra e espécies invasoras, por exemplo) afetam o funcionamento dos ecossistemas, além de entender como a complexa rede de interações ecológicas na qual as espécies estão envolvidas regula tais efeitos.

Robert Colwell, doutor em Ecologia pela University of Michigan, trabalha como professor visitante na UFG desde 2014. Realiza pesquisas nas áreas de biogeografia, modelagem e ecologia teórica. Também desenvolve trabalhos relacionados à interação de espécies e coevolução, especialmente entre plantas e animais.

Conheça a prestigiada lista que teve, este ano, professores da UFG

De acordo com o site da Clarivate Analytics, a lista reconhece “pesquisadores de nível internacional selecionados por seu excepcional desempenho em pesquisa, demonstrado pela produção de vários artigos altamente citados que se classificam no top 1% por citações por campo e ano em Web of Science”.

Ao todo, foram selecionados cerca de 4 mil pesquisadores, em 21 áreas do conhecimento. Os Estados Unidos são o país com maior número de pesquisadores mencionados, 2.639 ao todo; em seguida aparece o Reino Unido, com 546; e em terceiro lugar a China, com 482. A Universidade de Harvard (EUA) é a instituição de pesquisa com maior número de pesquisadores, 186.

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Política

Indicação de Charlle Antônio à AGR gera polêmica

Charlle Antônio é ex-chefe de gabinete do Governador José Eliton.
30/11/2018, 10h58

O governador do Estado de Goiás, José Eliton (PSDB), encaminhou nesta quinta-feira (29/11) à Assembleia legislativa do Estado de Goiás o nome do seu ex- chefe de gabinete, Charlle Antônio, para assumir a Agência Goiana de Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR). Durante a comissão mista, o deputado estadual e vice-governador eleito, Lincoln Tejota (Pros), foi intitulado relator da matéria.

Os deputados de oposição ao tucano na Assembleia acreditam que não haverá aprovação do nome.

O indicado à AGR esteve na Assembleia está semana para dialogar com deputados, e pedir apoio à sua indicação. “Estou otimista com a aprovação do projeto”, diz.

Charlle foi secretário parlamentar na câmara dos deputados do Senador e governador eleito Ronaldo Caiado (DEM). Porém, após seis anos ele rompeu com o Caiado.

Vida pública de Charlle Antônio

No curriculum vitae encaminhado à Alego, consta que o indicado já foi chefe da Vice-Governadoria do Estado entre 2011 e 2018. Em abril deste ano foi nomeado Chefe de Gabinete do Governador do Estado, onde ficou até outubro, assumindo, posteriormente, a presidência da Agência Brasil Central.

A Agência Goiana de Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) é responsável por regular, controlar e fiscalizar o transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, saneamento básico, recursos hídricos e minerais, gás natural canalizado, parcerias público-privadas, contratos ou parcerias com organizações como OS’s e OSCIP’s, e outros serviços e bens desestatizados, aqueles que pertencem ao Estado, mas cuja administração é delegada a terceiros, como ginásios de esportes e terminais rodoviários. O órgão fiscaliza ainda, a energia elétrica por meio de convênio com a ANEEL.

O atual presidente da AGR é Ridoval Darci Chiareloto. Antes de ingressar no cargo, ele já foi secretário de Desenvolvimento Econômico em Anápolis; secretário estadual de Indústria e Comércio, entre 2003 e 2008; presidente por dois mandatos na Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg); presidente por quatro mandatos na Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia) e presidente do Sindicato Comércio e Varejista de Anápolis.

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Política

Projeto polêmico de Zé Eliton gera reação da base de Caiado na Assembleia

Atendendo a interesse do governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM), Lívio Luciano apresentou um projeto substitutivo à matéria original, oriunda do Governo.

Por Ton Paulo
30/11/2018, 11h00

O clima deve esquentar na próxima semana na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), quando os deputados devem votar uma emenda proposta pelo deputado Lívio Luciano (Podemos), líder da base caiadista, que, na prática, invalida os efeitos do projeto do governador Zé Eliton (PSDB). Atendendo a interesse do governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM), Lívio Luciano apresentou um projeto substitutivo à matéria original, oriunda do Governo, que objetivava a reinstituição dos incentivos, dos benefícios fiscais ou financeiros-fiscais e das isenções relativos ao ICMS.

O relatório do deputado Lívio Luciano chegou a ser colocado em apreciação, mas a tramitação foi prejudicada em razão da obstrução de quórum. Durante uma reunião da Comissão Mista, convocada por Álvaro Guimarães (DEM) ontem (29/11), Lívio informou que na próxima segunda-feira (3/12) o governador eleito, Ronaldo Caiado, vai se reunir com empresários para discutir o assunto. Com isso, o projeto voltará a ser debatido e votado na comissão mista, no dia seguinte (4/12).

Na proposição, o relatório apresentado pelo deputado Lívio Luciano sugere reduzir os incentivos fiscais na média de 12,5%, o que vai de maneira totalmente oposta à proposta original de Zé Eliton, de reinstituir os incentivos. Polêmico, o texto monopolizou as discussões do encontro, mas não chegou a ser votado, em razão da obstrução realizada.

A proposição foi alvo de um amplo debate entre os parlamentares da Alego e dividiu opiniões. Diversos deputados ressaltaram a importância de manter os incentivos fiscais a empresas situadas em Goiás. Um dos argumentos apresentados é o de que, com os cortes, quase meio milhão de empregos acabariam, o que, sem dúvida, prejudicaria o desenvolvimento econômico do Estado.

Já o líder da base caiadista ressaltou que existe uma expectativa grande em torno da redução de créditos outorgados de ICMS, pois Goiás é o Estado com a maior renúncia fiscal do Brasil. Reafirmou que a proposta busca atenuar o déficit orçamentário do Estado, proporcionando condições para a recuperação da sua capacidade financeira para honrar obrigações e realizar investimentos necessários ao bem-estar da população.

Proposta de Caiado visa reduzir incentivos fiscais às empresas em Goiás

A proposta econômica apresentada por Ronaldo Caiado está causando polêmica e reações por parte do empresariado goiano. Em reunião na manhã do dia 21/11, o democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás. O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

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Goiás

Ronaldo Caiado deve se encontrar com prefeito de Goiânia

Governador eleito de Goiás não manifestou apoio a nenhum dos candidatos.
30/11/2018, 11h10

O governador eleito do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), chega da Inglaterra neste final de semana, depois participar de um evento sobre gestão pública e desenvolvimento educacional, promovido pela Fundação Lemann. Caiado, que só assume o governo do Estado em janeiro de 2019, pode se encontrar com o prefeito de Goiânia Iris Resende Machado (MDB) no início da semana, para debater sobre a eleição da mesa diretora da câmara municipal, marcada para a próxima terça-feira (4/12).

O democrata, segundo membros de sua base, não sinalizou até o momento apoiar um nome ou se envolver diretamente com a eleição marcada para a terça-feira. Caiado pode apoiar qualquer vereador do grupo dos 20 que manifestaram apoio à sua eleição, que há pouco tempo se reuniram com ele.

Alguns dos vereadores se reuniram com o grupo do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Andrey Azeredo (MDB), no entanto com certas dificuldades, para conseguir o apoio dos outros 22. Ambos os grupos seguem articulando e definindo as estratégias para unificar os dois lados.

Ronaldo Caiado não tem agenda definida

A assessoria de Ronaldo Caiado afirmou ao Portal Dia Online que não há nada definido sobre a visita de Caiado ao prefeito de Goiânia. Segundo a assessoria do Senador, a agenda do mesmo segue aberta e só vai ser fechada após ele chegar de viagem e se reunir com a sua equipe.

O início de dezembro também vai ser agitado para o democrata, uma vez que ele ainda não anunciou os nomes do primeiro escalão de seu governo. Em diversas entrevistas, Caiado fez questão de dizer que estava ouvindo várias pessoas para então montar o secretariado, e que os nomes seriam divulgados no início de dezembro.

A informação ainda não está confirmada, mas ao que tudo indica o ex-prefeito de Vila Velha no Espírito Santo, Rodney Miranda, pode assumir a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO).

Via: O Popular 

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Política

Área nuclear deve ganhar força com novo ministro do Ministério de Minas e Energia

Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior é um entusiasta da tecnologia nuclear e hoje ocupa o cargo de diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.
30/11/2018, 13h35

A nomeação do almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior para o comando do Ministério de Minas e Energia deve fortalecer o desenvolvimento da tecnologia nuclear no País, um setor que, atualmente, tem enfrentado dúvidas sobre seu futuro.

Albuquerque Junior é um entusiasta da tecnologia nuclear e hoje ocupa o cargo de diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Passou os últimos dois anos integrando áreas de tecnologia que estavam descentralizadas e passou a se concentrar no projeto do submarino de propulsão nuclear que tem sido desenvolvido pelo Brasil, em parceria com a França.

O submarino, que já teve seu projeto básico aprovado, é avaliado em cerca de R$ 35 bilhões, a preços atuais. A expectativa é que sua construção se inicie em 2022.

Oficial da Marinha, Albuquerque Junior também coordena as atividades de construção de quatro submarinos convencionais – equipamentos movidos a diesel – e que já estão em andamento. O primeiro deles, que será lançado em 14 de dezembro, faz parte do programa de transferência de tecnologia firmado entre os governos brasileiro e francês.

Ao longo deste ano, o futuro ministro de Minas e Energia realizou diversas palestras sobre o programa nuclear brasileiro, em eventos para clubes de engenharia. Bento também tem conduzido as operações do Centro Experimental de Aramar (CEA), da Marinha, localizado no município de Iperó, região de Sorocaba, a 125 km da capital paulista. A ambição dos militares é transformar a região no maior polo de desenvolvimento nuclear do País.

Uma vez no governo, Albuquerque Junior deverá dar um destino às obras paralisadas da usina nuclear de Angra 3. Projeto do período militar, Angra 3 começou a ser erguida em 1984. Suas obras prosseguiram até 1986, mas depois ficariam paralisadas por 25 anos, até serem retomadas em 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empreendimento travaria novamente em 2015, por causa de denúncias da Lava Jato.

A questão de Angra 3 é seu custo: a conclusão da planta nuclear, que chegou a 58% de execução, já foi estimada em R$ 17 bilhões. Desistir dela, porém, custaria R$ 12 bilhões. a cúpula de transição de Bolsonaro já deu sinais de que pretende concluir a usina, a qual aumentaria a conta de luz do consumidor em pelo menos 1,3%, segundo cálculos da Aneel.

A atenção para projetos nucleares poderá até ressuscitar planos antigos, como a proposta de erguer ao menos quatro usinas nucleares no País, iniciativa que foi defendida pela ex-presidente Dilma Rousseff e que chegou a ser alvo de estudos, inclusive com apontamento de Estados que receberiam essas novas usinas.

Esses projetos estavam em etapas avançadas até meados de 2011, quando o incidente nuclear de Fukushima, no Japão, naquele ano, colocou as propostas na gaveta.

Nascido no Rio de Janeiro (RJ), o almirante iniciou sua carreira na Marinha do Brasil em 1973. Foi encarregado dos Estudos de Planejamento Militar, de Jogos de Guerra, e de Política e Estratégia da Escola de Guerra Naval; comandante da Base de Submarinos “Almirante Castro e Silva”; chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada; e assessor chefe parlamentar do Gabinete do Comandante da Marinha.

É pós-graduado em Ciências Políticas pela Universidade de Brasília, com MBA em gestão internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e MBA em gestão pública pela Fundação Getulio Vargas.

Imagens: Folha de São Paulo 

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