Política

Bolsonaro diz desconhecer investigação sobre Paulo Guedes, alvo de inquérito aberto pela PF

01/12/2018, 14h48

Resende, 01/12/2018 – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse desconhecer o inquérito aberto pela Polícia Federal sobre o seu futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes. Após participar de uma formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército, na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Sul Fluminense, ele respondeu com irritação à questão. A Polícia Federal analisa se Guedes cometeu irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento.

“Desconheço investigação sobre Paulo Guedes. Eu integro o Poder Legislativo e integrarei o Executivo. Isso compete ao Judiciário”, respondeu.

Bolsonaro também comparou o caso com o processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria. O processo foi aberto após o presidente eleito ter dito que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada porque ele disse que a considera “muito feia” e “não faz” seu “tipo”.

“Eu sou réu no STF, e daí? Vão me questionar agora? Eu defendi uma condenação para estuprador e acabei sendo réu no processo. É justo isso? O povo entendeu que era uma injustiça que estavam fazendo comigo, tanto é que votou em mim”, alegou.

O presidente eleito, no entanto, afirmou que qualquer robustez em denúncias contra ministros levará ao afastamento, “independentemente de quem seja”.

Bolsonaro disse também que fará o máximo possível para que não haja o contingenciamento de verbas para as Forças Armadas. “O que eu e muita gente entendemos é que Forças Armadas não é despesa, é investimento”, declarou. (Constança Rezende)

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Goiás

Padrasto é preso por abusar, engravidar e dar abortivo para enteada, em Montes Claros

Gravidez e abusos só foram descobertos depois da menina passar mal e ser levada ao médico na última sexta-feira (30/11).
01/12/2018, 14h50

Um homem foi preso na última sexta-feira (30/11) suspeito de abusar sexualmente da enteada, de 12 anos, engravidar a menina e dar a ela abortivos na cidade de Montes Claros em Goiás. O caso foi descoberto, depois da criança se sentir mal e ser encaminhada a unidade hospitalar do município.

O delegado da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) de Montes Claros, Ramon Queiroz, é quem investiga o caso e confirmou a história ao Portal Dia Online. “A menina passou mal e a mãe procurou uma unidade de saúde da cidade, durante o atendimento, o médico acabou constatado a gravidez dela”, afirma o delegado.

Ramon informou à reportagem, que a partir do momento que os médicos descobriram que a criança estava grávida, a polícia foi acionada para atender o caso. Além da polícia, integrantes do Conselho Tutelar da cidade também foram chamados, mas só depois de muito diálogo a menina contou que era abusada pelo padrasto, e que os abusos já aconteciam há algum tempo.

Além de abusar sexualmente da menina, padrasto deu abortivos para ela

“Ela relatou com detalhes como eram os abusos, quando foi o último e que inclusive, que depois que descobriu que ela estaria grávida, ele começou a pedir para ela ingerir algumas substâncias para que efetivasse o aborto”, revela Ramon Queiroz.

De acordo com o delegado, a criança chegou a ingerir a substância que seria uma mistura de criolina com algumas ervas da região. De acordo Ramon, os abusos aconteciam quando a mãe da criança não estava em casa e que a mãe da menina não desconfiava de nada.

Ramon conta também que a menina era ameaçada pelo padrasto a não falar nada para ninguém. Segundo as informações do delegado, o último abuso aconteceu há cerca de 17 dias. O padrasto da menina foi preso e vai responder por estupro de vulnerável e tentativa de aborto.

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Goiás

Etanol vai ser vendido por R$ 0,67 o litro em posto de Anápolis para provar honestidade

Os motoristas dos carros que couberem mais do que o especificado pelo manual, vão pagar o valor oferecido por um mês.
01/12/2018, 15h53

O posto de gasolina Esquina Sul da rede Xodó da cidade de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, resolveu lançar um desafio no início da semana, depois que um cliente, motorista de aplicativo reclamou da quantidade de etanol colocada no veículo ao encher o tanque.

O motorista que reclamou, alegou que a quantidade de combustível que o carro comporta segundo o manual do veículo, modelo Renault Sandero, é de 50 litros, no entanto ao abastecer no posto que fica ao lado do Detran de Anápolis, ao encher o tanque, ele constatou que não foram 50 litros e sim 63 litros, que foram colocados no dia.

O motorista do aplicativo, estava na companhia de outros amigos, que gravaram um video mostrando o caso, tanto o manual do veículo como a nota com os 63 litros abastecidos.

Motoristas com carros do modelo Renault Sandero poderão pagar R$ 0,67 no litro do etanol por um mês

Diante das circunstâncias e do vídeo ter ganhando as redes sociais, o posto tomou uma iniciativa, um tanto inusitada nos últimos meses para proprietários de postos de gasolina. Para provar que não está mentindo, o proprietário lançou o seguinte desafio. Durante uma semana, todos os carros modelo Renaut Sandero, que encherem o tanque vão ser avaliados.

Nada de novo ai né, porém, os veículos que comportarem um número de litros maior de etanol, do que o descrito pelo manual do carro vão ter um grande desconto. De acordo com o posto, os motorista que os carros couberem mais litros do que o especificado pelo manual, vão pagar apenas R$ 0,67 por litro do etanol durante um mês.

Como todo concurso é baseado em regras, esse não vai ser diferente e a partir de segunda-feira (3/12) o posto em questão vai divulgar o que vai ser preciso para participar no concurso.

Via: Portal 6 
Imagens: Portal 6 

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Mundo

Bolsas dos EUA ficarão fechadas na quarta-feira para homenagear George H. W. Bush

Ex-presidente dos Estados Unidos morreu na última sexta-feira (30/11).
01/12/2018, 17h04

Os mercados acionários americanos ficarão fechados na próxima quarta-feira (5, por causa do Dia Nacional de Luto, determinado pelo presidente dos EUA Donald Trump em homenagem ao ex-presidente norte-americano George HW Bush, que morreu nesta sexta-feira (30/11).

“A Bolsa de Nova York (New York Stock Exchange), a NYSE American, a NYSE National, a NYSE Arca, e a Bolsa de Chicago (Chicago Stock Exchange), parte da rede global da Intercontinental Exchange (NYSE:ICE), ficarão fechadas na quarta-feira, 5 de dezembro de 2018, em observância ao Dia National de Luto pelo presidente George H. W. Bush”, afirmou neste sábado o NYSE Group.

Adicionalmente, a NYSE informa que na próxima segunda-feira (3), irá observar um minuto de silêncio às 9h20 (horário local), também em honra ao ex-presidente. Uma única batida do sino da bolsa, no horário marcado, vai indicar o inicio dessa manifestação.

“Lembramos o presidente Bush com admiração como um veterano que lutou contra o totalitarismo, um estadista que defendia a liberdade, um líder que serviu a seu país, e um homem de família dedicado”, declarou o presidente do NYSE Group, Stacey Cunningham. “Ele será lembrado por suas décadas de serviço à nação e ao mundo, e é apropriado que a Bolsa de Nova York feche na quarta-feira, Dia Nacional do Luto, para homenagear o duradouro legado do presidente Bush”.

A Nasdaq também anunciou o fechamento dos mercados de ações e opções na quarta-feira (5) e a homenagem com um minuto de silêncio na próxima segunda-feira, às 9h20. (Equipe AE)

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Economia

Brasileiros tiram R$ 9 bi da Suíça após Lava Jato

Em 2017, foram registrados em contas apenas 1,7 bilhão de francos suíços (R$ 6,5 bilhões), o menor montante em mais de dez anos.
02/12/2018, 09h20

O volume de dinheiro mantido por brasileiros na Suíça caiu para menos da metade desde o início da Operação Lava Jato no Brasil. Dados do Banco Nacional da Suíça mostram que, pelo menos oficialmente, cerca de R$ 9 bilhões deixaram de fazer parte da contabilidade do país europeu como sendo de origem brasileira entre 2015 e 2017.

De acordo com as estatísticas do banco, os brasileiros mantinham em contas na Suíça 4,1 bilhões de francos suíços (R$ 15,8 bilhões) em 2015. Em 2016, esse volume já havia caído, chegando ao fim de 2017 a 1,7 bilhão de francos suíços (R$ 6,5 bilhões), o menor montante em mais de dez anos.

Fontes no setor financeiro de Genebra afirmaram ao Estado que esse volume seria apenas a ponta de um iceberg e que recursos que não aparecem como sendo de brasileiros continuam camuflados. Ainda assim, os números oficiais do BC são considerados como indicadores do movimento que se seguiu diante da pressão sobre a conta de brasileiros em diversos bancos em Genebra, Zurique ou Lugano.

Raoul Wurgler, representante da Associação de Bancos Estrangeiros na Suíça, diz que houve uma relutância por parte dos clientes brasileiros diante da troca automática de informações fiscais entre instituições financeiras dos dois países.

Lava Jato provocou ainda transferência de dinheiro para outras jurisdições

O acordo assinado em 2016 estabelecia que, a partir de 2018, seriam coletadas informações sobre as contas financeiras de brasileiros em bancos suíços e os dados começariam a ser compartilhados com a Receita Federal no Brasil a partir do ano que vem. “O que ouvimos de bancos é de que houve um movimento de brasileiros para transferir o dinheiro para outras jurisdições”, indicou Wurgler. Entre elas, estariam os EUA.

Segundo banqueiros ouvidos pela reportagem, os clientes brasileiros argumentaram, na retirada do dinheiro, temer que os dados fiscais fossem usados para “chantagem” no Brasil por parte de autoridades.

Mas há também quem aponte para outro fenômeno: a desnacionalização dos recursos. Parte dos ativos de brasileiros depositados hoje na Suíça não está em nome dos clientes, mas de suas empresas offshore situadas no Panamá, Bahamas, Ilhas Virgens Britânicas ou outros paraísos fiscais. Uma das possibilidades é que essa tendência tenha se fortalecido nos últimos anos.

No caso de Bahamas, por exemplo, os depósitos de “nacionais” do pequeno país chegariam a 21 bilhões de francos na Suíça. No total, centros offshore teriam 209 bilhões de francos depositados na Suíça.

Antes mesmo da troca automática de informação, as contas de brasileiros já estavam na mira, inclusive dos bancos suíços. Na Operação Lava Jato, o Ministério Público em Berna abriu cerca de cem inquéritos e congelou mais de US$ 1 bilhão em 42 bancos. As instituições financeiras foram alertadas a redobrar a atenção com clientes brasileiros. Hoje, ao menos um banco suíço está sendo investigado criminalmente por ter ajudado brasileiros a lavar dinheiro.

Além do Brasil, o México também foi envolvido em um amplo programa de repatriação de recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: UOL 

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