Mundo

May enfrenta dificuldades com o Brexit após mais um ministro pedir demissão

01/12/2018, 15h12

O último ministro a deixar o governo da primeira-ministra britânica Theresa May por causa do Brexit disse neste sábado que o acordo da primeira-ministra deixaria o Reino Unido em desvantagem em futuras negociações com a União Europeia. O ex-ministro da Ciência e Universidades, Sam Gyimah, comparou o acordo a um jogo de futebol contra adversários que “são árbitro e também fazem as regras”. Ele é o sétimo membro do governo a renunciar.

May está lutando para convencer os legisladores britânicos a apoiarem o acordo quando este for votado no Parlamento, em 11 de dezembro. Ela e os líderes da UE dizem que rejeitar os termos do divórcio, endossados pela UE no fim de semana passado, deixaria o Reino Unido enfrentando um Brexit “não acordado”, bagunçado e economicamente prejudicial.

Mas muitos legisladores de ambos os lados do debate do Brexit se opõem ao acordo. De um lado, aqueles que apoiam a saída do Reino Unido da UE avaliam que o texto acertado mantém a Grã-Bretanha fortemente ligada ao bloco. Por outro lado, políticos pró-UE criticam o acordo porque ergue barreiras entre o Reino Unido e seu maior parceiro comercial.

O acordo de duas partes inclui os termos juridicamente vinculativos da saída do Reino Unido e uma declaração ambiciosa, mas vaga, sobre as futuras relações entre os dois lados.

Gyimah, que apoiou a permanência na UE durante o referendo de 2016, disse que o texto é “um acordo apenas no nome”. “Temos uma lista de aspirações que pretendemos negociar com a UE depois que perdemos nossa voz, nosso veto e nosso voto”, disse ele à Sky News. Sua renúncia veio depois de May dizer que o Reino Unido estava abandonando os esforços para manter o acesso ao sistema de navegação por satélite Galileo, da UE depois do Brexit.

A Grã-Bretanha tem sido um participante importante no desenvolvimento do sistema, mas a UE diz que apenas os estados membros podem trabalhar no desenvolvimento de partes criptografadas de alta segurança do Galileo, para uso pelos setores militar e de infraestrutura crítica.

May disse que, dada a decisão da UE “de barrar o Reino Unido em relação a estar totalmente envolvida no desenvolvimento de todos os aspectos do Galileo, é justo que encontremos alternativas”. Ela disse que o país desenvolveria seu próprio sistema de navegação, a um custo estimado de vários bilhões de libras.

Gyimah disse que “o que aconteceu com o Galileo é uma antecipação das negociações brutais pelas quais passaremos, que enfraquecerão nosso interesse nacional, nos tornarão mais pobres, menos seguros”.

May reconheceu que o acordo Brexit não é perfeito, mas disse que ele cumpre a decisão dos eleitores de deixar a UE, embora mantendo laços estreitos com o bloco, que é um importante parceiro comercial e aliado.

Fone: Associated Press

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Goiás

Etanol vai ser vendido por R$ 0,67 o litro em posto de Anápolis para provar honestidade

Os motoristas dos carros que couberem mais do que o especificado pelo manual, vão pagar o valor oferecido por um mês.
01/12/2018, 15h53

O posto de gasolina Esquina Sul da rede Xodó da cidade de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, resolveu lançar um desafio no início da semana, depois que um cliente, motorista de aplicativo reclamou da quantidade de etanol colocada no veículo ao encher o tanque.

O motorista que reclamou, alegou que a quantidade de combustível que o carro comporta segundo o manual do veículo, modelo Renault Sandero, é de 50 litros, no entanto ao abastecer no posto que fica ao lado do Detran de Anápolis, ao encher o tanque, ele constatou que não foram 50 litros e sim 63 litros, que foram colocados no dia.

O motorista do aplicativo, estava na companhia de outros amigos, que gravaram um video mostrando o caso, tanto o manual do veículo como a nota com os 63 litros abastecidos.

Motoristas com carros do modelo Renault Sandero poderão pagar R$ 0,67 no litro do etanol por um mês

Diante das circunstâncias e do vídeo ter ganhando as redes sociais, o posto tomou uma iniciativa, um tanto inusitada nos últimos meses para proprietários de postos de gasolina. Para provar que não está mentindo, o proprietário lançou o seguinte desafio. Durante uma semana, todos os carros modelo Renaut Sandero, que encherem o tanque vão ser avaliados.

Nada de novo ai né, porém, os veículos que comportarem um número de litros maior de etanol, do que o descrito pelo manual do carro vão ter um grande desconto. De acordo com o posto, os motorista que os carros couberem mais litros do que o especificado pelo manual, vão pagar apenas R$ 0,67 por litro do etanol durante um mês.

Como todo concurso é baseado em regras, esse não vai ser diferente e a partir de segunda-feira (3/12) o posto em questão vai divulgar o que vai ser preciso para participar no concurso.

Via: Portal 6 
Imagens: Portal 6 

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Mundo

Bolsas dos EUA ficarão fechadas na quarta-feira para homenagear George H. W. Bush

Ex-presidente dos Estados Unidos morreu na última sexta-feira (30/11).
01/12/2018, 17h04

Os mercados acionários americanos ficarão fechados na próxima quarta-feira (5, por causa do Dia Nacional de Luto, determinado pelo presidente dos EUA Donald Trump em homenagem ao ex-presidente norte-americano George HW Bush, que morreu nesta sexta-feira (30/11).

“A Bolsa de Nova York (New York Stock Exchange), a NYSE American, a NYSE National, a NYSE Arca, e a Bolsa de Chicago (Chicago Stock Exchange), parte da rede global da Intercontinental Exchange (NYSE:ICE), ficarão fechadas na quarta-feira, 5 de dezembro de 2018, em observância ao Dia National de Luto pelo presidente George H. W. Bush”, afirmou neste sábado o NYSE Group.

Adicionalmente, a NYSE informa que na próxima segunda-feira (3), irá observar um minuto de silêncio às 9h20 (horário local), também em honra ao ex-presidente. Uma única batida do sino da bolsa, no horário marcado, vai indicar o inicio dessa manifestação.

“Lembramos o presidente Bush com admiração como um veterano que lutou contra o totalitarismo, um estadista que defendia a liberdade, um líder que serviu a seu país, e um homem de família dedicado”, declarou o presidente do NYSE Group, Stacey Cunningham. “Ele será lembrado por suas décadas de serviço à nação e ao mundo, e é apropriado que a Bolsa de Nova York feche na quarta-feira, Dia Nacional do Luto, para homenagear o duradouro legado do presidente Bush”.

A Nasdaq também anunciou o fechamento dos mercados de ações e opções na quarta-feira (5) e a homenagem com um minuto de silêncio na próxima segunda-feira, às 9h20. (Equipe AE)

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Economia

Brasileiros tiram R$ 9 bi da Suíça após Lava Jato

Em 2017, foram registrados em contas apenas 1,7 bilhão de francos suíços (R$ 6,5 bilhões), o menor montante em mais de dez anos.
02/12/2018, 09h20

O volume de dinheiro mantido por brasileiros na Suíça caiu para menos da metade desde o início da Operação Lava Jato no Brasil. Dados do Banco Nacional da Suíça mostram que, pelo menos oficialmente, cerca de R$ 9 bilhões deixaram de fazer parte da contabilidade do país europeu como sendo de origem brasileira entre 2015 e 2017.

De acordo com as estatísticas do banco, os brasileiros mantinham em contas na Suíça 4,1 bilhões de francos suíços (R$ 15,8 bilhões) em 2015. Em 2016, esse volume já havia caído, chegando ao fim de 2017 a 1,7 bilhão de francos suíços (R$ 6,5 bilhões), o menor montante em mais de dez anos.

Fontes no setor financeiro de Genebra afirmaram ao Estado que esse volume seria apenas a ponta de um iceberg e que recursos que não aparecem como sendo de brasileiros continuam camuflados. Ainda assim, os números oficiais do BC são considerados como indicadores do movimento que se seguiu diante da pressão sobre a conta de brasileiros em diversos bancos em Genebra, Zurique ou Lugano.

Raoul Wurgler, representante da Associação de Bancos Estrangeiros na Suíça, diz que houve uma relutância por parte dos clientes brasileiros diante da troca automática de informações fiscais entre instituições financeiras dos dois países.

Lava Jato provocou ainda transferência de dinheiro para outras jurisdições

O acordo assinado em 2016 estabelecia que, a partir de 2018, seriam coletadas informações sobre as contas financeiras de brasileiros em bancos suíços e os dados começariam a ser compartilhados com a Receita Federal no Brasil a partir do ano que vem. “O que ouvimos de bancos é de que houve um movimento de brasileiros para transferir o dinheiro para outras jurisdições”, indicou Wurgler. Entre elas, estariam os EUA.

Segundo banqueiros ouvidos pela reportagem, os clientes brasileiros argumentaram, na retirada do dinheiro, temer que os dados fiscais fossem usados para “chantagem” no Brasil por parte de autoridades.

Mas há também quem aponte para outro fenômeno: a desnacionalização dos recursos. Parte dos ativos de brasileiros depositados hoje na Suíça não está em nome dos clientes, mas de suas empresas offshore situadas no Panamá, Bahamas, Ilhas Virgens Britânicas ou outros paraísos fiscais. Uma das possibilidades é que essa tendência tenha se fortalecido nos últimos anos.

No caso de Bahamas, por exemplo, os depósitos de “nacionais” do pequeno país chegariam a 21 bilhões de francos na Suíça. No total, centros offshore teriam 209 bilhões de francos depositados na Suíça.

Antes mesmo da troca automática de informação, as contas de brasileiros já estavam na mira, inclusive dos bancos suíços. Na Operação Lava Jato, o Ministério Público em Berna abriu cerca de cem inquéritos e congelou mais de US$ 1 bilhão em 42 bancos. As instituições financeiras foram alertadas a redobrar a atenção com clientes brasileiros. Hoje, ao menos um banco suíço está sendo investigado criminalmente por ter ajudado brasileiros a lavar dinheiro.

Além do Brasil, o México também foi envolvido em um amplo programa de repatriação de recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: UOL 

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Economia

Um ano e meio após gravação de Temer, irmãos Batista estão R$ 2,5 bi mais ricos

As ações nas mãos dos Batistas, que detêm 40,6% da companhia, somam hoje R$ 13 bilhões.
02/12/2018, 10h12

Um ano e meio após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista virem à tona, a JBS, dona da Friboi, voltou a se recuperar – e os dois estão R$ 2,5 bilhões mais ricos. Hoje, o valor de mercado da empresa – quase R$ 32 bilhões – é 23% maior que no dia 17 de maio de 2017, quando as gravações de Joesley com o presidente Michel Temer tornaram-se públicas. As ações nas mãos dos Batistas, que detêm 40,6% da companhia, somam hoje R$ 13 bilhões.

Um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, o grupo também teve seu nome envolvido, em março do ano passado, na Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades e pagamentos de propinas a agentes do Ministério da Agricultura. Mesmo com a reputação arranhada, o grupo conseguiu blindar sua operação e aumentar as vendas da companhia.

Para conter a crise e evitar o desmanche do império da família, Joesley e Wesley deixaram, em maio de 2017, o conselho de administração da JBS e de outras empresas sob o comando da holding J&F. Desde então, passaram a negociar diretamente com bancos e investidores a venda de parte de seus negócios para fazer caixa e evitar a cobrança antecipada de dívidas de cerca de R$ 20 bilhões que venciam até 2020.

Entre maio e agosto do ano passado, foram vendidos frigoríficos do Mercosul (para o Minerva) e a Alpargatas (para o Itaúsa). No mês seguinte, os irmãos venderam a Eldorado Celulose (para Paper Excellence) e a Vigor (para a mexicana Lala).

Irmãos Batista presos

Quando os dois irmãos foram presos em setembro passado, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, pai e fundador da JBS, voltou ao comando da empresa, com o apoio do BNDES, principal sócio do grupo, com 21,3% do negócio. Os netos de Zé Mineiro – Wesley Batista Filho e Aguinaldo Gomes Ramos – também passaram a integrar o conselho de administração da companhia. Joesley ficou seis meses preso e, seu irmão, cinco meses.

Bancos ouvidos pelo Estado afirmaram que vários investidores tentaram comprar a participação dos Batistas na JBS, mas os irmãos se negaram a vender a totalidade ou parte de suas ações, mesmo com forte prêmio oferecido pelos papéis. O foco desses investidores é comprar a fatia do BNDES.

No dia 18 deste mês, Joesley, Wesley e dois executivos que fizeram delação – Francisco de Assis e Ricardo Saud – serão ouvidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da defesa dos delatores. O ministro vai decidir se acata ou não a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de anular os efeitos das delações porque os donos da JBS teriam ocultado a suposta orientação prestada pelo ex-procurador Marcello Miller à J&F nas negociações, enquanto Miller ainda integrava o Ministério Público. Todos negam.

Prioridades redefinidas

Enquanto os controladores da JBS tentam manter de pé as delações fechadas com a Procuradoria-Geral da República, o comando da companhia voltou a fazer planos para retomar aquisições e abrir o capital da JBS nos Estados Unidos.

Depois de vender vários ativos para reduzir dívidas nos últimos 18 meses, a companhia voltou a analisar ativos para comprar, mas as aquisições, desta vez, serão complementares a suas linhas de negócios. A americana Pilgrim’s, controlada pela JBS, está entre as interessadas nos ativos da BRF na Europa e Tailândia. O executivo Guilherme Cavalcanti, diretor financeiro e relações com os investidores da Fibria, está sendo sondado pelo grupo para comandar o IPO da JBS nos EUA, segundo fontes.

Com faturamento de R$ 163,2 bilhões no ano passado, analistas de mercado projetam que a receita da JBS deve encerrar este ano em cerca de R$ 200 bilhões. No terceiro trimestre, o grupo registrou prejuízo líquido de R$ 133,5 milhões, ante lucro de R$ 323 entre julho e setembro do ano passado. As vendas no mesmo período subiram 20,1%, puxadas pela recuperação das operações no Brasil. Esse recuo refletiu efeitos cambiais e a adesão da JBS a um programa de incentivo fiscal. O mercado projetava resultado negativo de cerca de R$ 900 milhões.

Para Leandro Fontanesi, analista do Bradesco BBI, o bom desempenho operacional da JBS no Brasil e nos EUA, que respondem por mais de 50% das vendas do grupo, impulsionaram as ações da JBS. Não é caso da gigante BRF, dona da Sadia e Perdigão, que mudou a gestão em maio, com a chegada de Pedro Parente, mas ainda tem resultados operacionais ruins. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: R7 

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