Entretenimento

Sequência de Ibsen tem ousadia e força

01/12/2018, 07h36

É preciso ser corajoso para escrever a sequência de um clássico da história do teatro – e ainda mais sendo também um exemplo pioneiro do realismo nos palcos. O jovem dramaturgo norte-americano Lucas Hnath, de 39 anos, ousou inventar um final alternativo para Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen (1828-1906), e o resultado, Casa de Bonecas 2, que encerra temporada neste domingo, no Tucarena, surpreende como uma sequência de grande impacto, um aggiornamento lúcido das questões levantadas pelo norueguês no século 19.

Quase 140 anos após a estreia da peça, essas questões permanecem atuais – e isso explica o apelo da peça de Lucas Hnath, que, a exemplo de Ibsen, parece interessado em transpor para o teatro dramas reais, como o de Hillary e Clinton.

A bem da verdade, o próprio Ibsen já havia em sua época inventado a parte 2 de sua Casa de Bonecas, ao sucumbir às pressões de produtores alemães. Antes que um aventureiro o fizesse e temendo um epílogo improvisado, o próprio dramaturgo inventou um final alternativo para o drama de Nora Helmer, que abandona o marido e os três filhos para viver longe do claustrofóbico lar, partindo para a realização pessoal.

Nessa versão reescrita pelo próprio Ibsen para apaziguar a fúria censória, Nora não sai de casa. E passa o resto da vida infeliz.

Na sequência escrita por Lucas Hnath, ele adota o final clássico da mulher que abandona o lar, epílogo que tornou Ibsen o anjo anunciador do protofeminismo, ao fazer de sua Nora um exemplo de libertária em busca de autonomia.

Em Casa de Bonecas 2, ela volta ao lar 15 anos depois, mas não para ficar ao lado do marido e dos filhos. Nora, agora uma escritora de sucesso, volta para pedir o divórcio – vale lembrar que, na peça de Ibsen, ela falsifica a assinatura do pai para conseguir um empréstimo e ajudar o companheiro, um diretor de banco que vê sua carreira ameaçada por um escândalo.

Desnecessário dizer que o pedido de divórcio não significa concessão de Nora aos valores burgueses – no século 19 (a peça foi escrita entre 1878 e 1879) a mulher era considerada incapaz, dependendo da autorização do marido para tudo. O divórcio é apenas pretexto para discutir a condição feminina.

Hnath usa um artifício para tornar atual o drama de Nora Helmer, uma mulher aprisionada no limbo temporal: seu texto conciso, flaubertiano, vai também ao mundo de Tom Stoppard e toma emprestado sua estratégia de trafegar entre o passado e o presente. É ao mesmo tempo uma virtude e um defeito.

Os palavrões ouvidos em cena transportam o espectador do século 19 – a ambientação e os figurinos são de época – para o século 21, mas esse anacronismo tem seu preço. O artifício metaficcional, de tratar o drama de Nora como real, e não como o de um personagem de Ibsen, funciona, embora seja um truque. Hnath recorre não só a Stoppard como a David Adjmi, este último seu modelo quase assumido de dramaturgia (em particular a Marie Antoinette de Adjmi, que reduziu a linguagem a cacos, usando ainda uma trilha pós-punk).

Assim como Casa de Bonecas 2 foi um veículo para Laurie Metcaff ganhar o Tony de melhor atriz em 2017, a montagem brasileira é um tour de force de Marília Gabriela em seu sétimo espetáculo como atriz.

Sua atuação valoriza o texto de Hnath, especialmente nos momentos de confronto com Torvald (Luciano Chirolli, numa interpretação sutil desse homem dividido entre a fragilidade e a truculência). Clarissa Kiste, como a filha mais nova de Nora, sugere uma persona distorcida da mãe, espelho que reflete ao contrário os seus valores.

Enquanto Nora descobre a própria voz como autora, a filha, ressentida pelo abandono da mãe, sufoca como um simulacro.

Também a atuação de Eliana Guttmann como a criada traduz o entendimento da construção disjuntiva de Hnath, em que tudo é seco como os galhos mortos do despojado cenário – uma metáfora visual apropriada graças à sensível direção de arte de Teodoro Cochrane e ao comando seguro da veterana diretora Regina Galdino.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia apreende ônibus que transportava trabalhadores rurais de maneira irregular, em Rio Verde

Os agentes da polícia chegaram a notar que a porta traseira do ônibus era fechada com cadeado e corrente.

Por Ton Paulo
01/12/2018, 08h47

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu ontem (30/11) um coletivo que transportava trabalhadores rurais de forma irregular na BR 060, em Rio Verde. O veículo apresentava péssimo estado de conservação e não podia estar levando os trabalhadores. Os agentes da polícia chegaram a notar que a porta traseira do ônibus era fechada com cadeado e corrente.

O veículo que carregava 15 operários saiu de Rio Verde com destino a uma plantação de cana de açúcar, deveria percorrer cerca de 50 quilômetros de distância conduzindo seus passageiros, em mau estado de conservação e segurança.

Dentre as irregularidades encontradas no coletivo chamaram a atenção dos agentes a falta de cintos de segurança, os cintos disponíveis que existiam estavam defeituosos, tacógrafo irregular, falta de extintor, parabrisa trincado, limpador de parabrisa estragado, saídas de emergências isoladas e porta traseira trancada com cadeado e corrente.

Polícia apreende ônibus que transportava trabalhadores rurais de maneira irregular, em Rio Verde
Foto: PRF

Além dos passageiros não usarem os cintos de segurança, junto com os ocupantes foram encontrados pneu de estepe e ferramentas, material transportados soltos, pondo em risco a segurança de todos.

O veículo foi autuado em várias irregularidades e foi apreendido, outro coletivo foi solicitado e foi apreendido também, estava com irregularidades que colocavam em risco a vida de seus ocupantes.

Além de caso de Rio Verde, veículos usados como transporte clandestinos para Brasília foram apreendidos

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apreendeu sete veículos que realizavam transporte irregular de passageiros para Brasília. Os passageiros chegavam a pagar o valor de R$ 60 reais pelo transporte clandestino.

A ANTT intensificou a fiscalização a esse tipo de irregularidade, que segundo o órgão, já provocou diversos acidentes e mortes nas nossas rodovias que cortam o Estado.

Os veículos apreendidos durante a operação foram levados para o depósito credenciado da ANTT. Para serem liberados os proprietários teriam que pagar as despesas referentes à estadia e guincho, além das despesas com as passagens dos passageiros embarcados no transporte regular. A multa para quem for flagrado é de aproximadamente R$ 7 mil.

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Goiás

Homem de 63 anos vai consertar caminhonete e é esmagado por ela, em Anápolis

A suspeita da polícia é de que o macaco usado tenha escorregado e deixado a caminhonete cair em cima do homem.

Por Ton Paulo
01/12/2018, 09h36

O que era para ser apenas um conserto mecânico numa construtora no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), a 55 quilômetros de Goiânia, resultou em uma tragédia. Um motorista de 63 anos que trabalhava na empresa foi esmagado por uma caminhonete na tarde da última sexta-feira (30/11), enquanto tentava consertá-la. A suspeita da polícia é de que o macaco usado tenha escorregado e deixado a caminhonete cair em cima do homem.

Segundo informações de uma representante da empresa na qual trabalhava, Gentil Latalisa Rodrigues havia sido contratado há apenas uma semana, e não havia recebido ordens para consertar a caminhonete. A responsável declarou ainda que Gentil chegou a ser aconselhado a não fazer o reparo, que respondeu dizendo que possuía “35 anos de experiência”, e por isso iria fazer.

Homem de 63 anos vai consertar caminhonete e é esmagado por ela, em Anápolis
Gentil Latalisa Rodrigues, de 63 anos, morreu após ser esmagado por veículo (Foto: Reprodução)

O caso ocorreu na tarde de sexta-feira, na sede da empresa, que fica no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), e os responsáveis pela construtora ficaram no local do fato durante toda perícia.

O acidente será investigado pelo 6º Distrito Policial de Anápolis, responsável pela região onde o fato ocorreu.

O corpo de Gentil foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis e foi liberado ainda na sexta-feira para a família.

Além de caso de Anápolis, caso de homem que foi esmagado em acidente foi registrado em Mara Rosa

Em julho deste ano, um homem de 45 anos foi esmagado após sofrer um grave acidente na BR-153, km 137, próximo a Mara Rosa, no norte goiano.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima conduzia um caminhão carregado com melancias e o veículo teve uma pane mecânica, forçando o motorista a parar o veículo do lado direito da via. Após sinalizar com galhas de vegetação, tanto o condutor, quanto seu ajudante, foram à frente para identificar a pane, abrindo o capô. No momento em que realizavam a verificação, uma outra carreta, colidiu em sua traseira.

Com a colisão, os dois homens que estava à frente do veículo foram arremessados, e um deles ficou esmagado pela roda dianteira do caminhão. Ele não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no local, apesar das tentativas de sua retirada para o socorro.

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Entretenimento

Dia Online esteve na Mostra Goiás 2018; Veja o vídeo!

Evento foi realizado por alunos de comunicação da PUC GO.
01/12/2018, 09h43

Aconteceu nesta última quarta-feira (28) a Mostra Goiás 2018 no Teatro da PUC Goiás – Campus V. O evento é realizado por alunos de publicidade e propaganda e apresentado por estudantes de jornalismo da instituição.

Criado pelo professor da PUC, César Viana, a Mostra Goiás se consolida no estado como uma das plataformas mais importantes para divulgação da produção local e incentivo ao desenvolvimento de conteúdo audiovisual.

Realizado pelos próprios alunos ao longo do período do curso, foram apresentados no evento 16 curtas-metragens com temas diversos mas que compartilham uma única característica em comum: a cultura goiana. Seja música, culinária, artes plásticas, teatro ou histórias inusitadas de personagens singulares do estado goiano, o projeto também promove o conhecimento pela cultura local.

O Portal Dia Online foi ao evento e você acompanha um pouco do que aconteceu no vídeo abaixo:

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Goiás

TJ-GO aprova aumento de 5 mil para juízes goianos

O reajuste foi aprovado pelo Órgão Especial do TJ-GO, por meio de resolução, e estipula o valor fixado de R$ 35.462,28 para os juízes, que antes era de R$ 30.471,78.

Por Ton Paulo
01/12/2018, 10h56

Foi anunciada na última sexta-feira (30/11) a aprovação do reajuste do subsídio mensal dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). O reajuste foi aprovado pelo Órgão Especial do TJ-GO, por meio de resolução, e estipula o valor fixado de R$ 35.462,28 para os juízes, que antes era de R$ 30.471,78.

A decisão torna efetivo o reajuste da magistratura estadual no porcentual de 16,38%, o mesmo estipulado para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer na última segunda-feira (26/11).

O Tribunal de Justiça de Goiás foi um dos primeiros no no Brasil inteiro a votar a resolução para instituir o reajuste previsto na lei federal. O escalonamento dos subsídios é previsto na Constituição Federal e nas Constituições dos Estados. Os juízes estaduais devem receber o equivalente a 90,25% dos ministros do Supremo.

Na decisão, os desembargadores de Goiás consideram a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou aos tribunais estaduais o reajustamento automático do valor do subsídio da magistratura estadual e também a liminar do ministro Luiz Fux, do STF, que determinou que a “cessação do pagamento do auxílio-moradia só ocorra quando do implemento financeiro no contracheque do subsídio majorado”.

Aumento para desembargadores do TJ-GO é reflexo do reajuste sancionado por Temer

A decisão do Órgão Especial do TJ-GO tem respaldo no reajuste do Judiciário aprovado por Michel Temer.

O presidente sancionou no início da noite da última segunda-feira (26/11), o reajuste salarial para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que passarão a receber R$ 39 mil mensais ante os R$ 33 mil atuais. O valor é também a referência para o teto do funcionalismo público.

Temer sancionou o reajuste mediante acordo feito com o Supremo para que o ministro Luiz Fux revogasse as liminares que garantiam o auxílio-moradia a juízes e procuradores de todo o País para não impactar as contas públicas. O benefício é de R$ 4,3 mil.

reajuste foi aprovado pelo Congresso em 7 de novembro. Temer tinha até quarta-feira, 28, para sancioná-lo ou vetá-lo. Ele usou praticamente todo o prazo disponível para negociar a medida compensatória com o Supremo.

Via: O Popular 

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