Entretenimento

Série 'My Brilliant Friend' é fiel ao original literário

01/12/2018, 07h52

Foram 20 meses entre o anúncio de que a HBO adaptaria a (amada) quadrilogia napolitana de Elena Ferrante e os dois primeiros capítulos de My Brilliant Friend, exibidos no domingo e na segunda no Brasil, com atraso de uma semana em relação aos Estados Unidos e a Europa.

Para os que se apaixonaram pelas duas garotinhas que se unem para sobreviver à miséria – material e, principalmente, de espírito – em um bairro periférico da Nápoles do pós-guerra, demorou uma eternidade. A espera, porém, valeu cada minuto: com colaboração da autora, a série, até aqui, é fidelíssima ao primeiro de seus quatro livros. Todas as cenas-chave estão lá.

Para quem chegou agora: Lila, ou Raffaella Cerullo, interpretada nos primeiros capítulos pela ótima Ludovica Nasti, e Lenu, ou Elena Greco, papel da também ótima Elisa Del Genio, cresceram juntas, entre a violência familiar, das ruas e da máfia napolitana. “Não tenho saudade da nossa infância cheia de violência (…). Fazer mal era uma doença”, escreve Elena Ferrante já na página 29, para dar o tom do que virá pela frente.

Os dois primeiros episódios da série – que terá oito capítulos nesta primeira temporada – mostram a infância das meninas. Assim como no livro, quem narra é Lenu, que resolve pôr no papel os quase 60 anos de amizade incondicional e rivalidade sem limites entre elas depois de descobrir que Lila desapareceu, como sempre prometeu que faria.

Ela então volta ao começo de tudo, no bairro onde nasceram, sem nome no livro, mas inspirado no real Rione Luzzatti, em Nápoles. Delimitado por um túnel e a linha do trem, é o mundo claustofóbico e empoeirado das meninas, onde ser criança é permitido até mais ou menos os seis anos de idade. Daí em diante, é a (dura) vida real, especialmente para uma garota.

Elas querem estudar, mas o pai de Lila e a mãe de Lenu acham que o ensino fundamental basta para quem terá como destino, se tiver sorte, um bom casamento. Enquanto isso, uma Lenu em eterno conflito consigo e com o mundo descobre a inveja que sente por (e desperta em) Lila.

Quem leu Elena Ferrante deve se emocionar ao ver o microcosmo caótico das meninas ganhar vida e as muitas famílias da trama, rosto e voz. Cenas e personagens que parecem banais à primeira vista ganharão importância ao longo da história.

O que parece apenas uma maldade de criança, quando Lila, sem mais nem menos, joga a boneca de Lenu em um porão, define as próximas seis décadas de dependência, competição, amor e desamparo – o que o leitor descobrirá, meio em choque, apenas na última linha das quase 1,7 mil páginas da quadrilogia.

Os que, por outro lado, vão entrar no mundo das garotas pela série de TV, sem passar pelos livros, podem achar tudo com um jeito de dramalhão italiano meio banal, impressão reforçada pelos diálogos em italiano e no dialeto napolitano e pelo cenário com cara de estúdio – o diretor, Saverio Costanzo, optou por construir o bairro do zero em vez de usar uma locação real. Mas não se engane, não há nada de banal aqui e, talvez seja essa a grande sacada de Elena Ferrante: transformar um argumento simples em um épico que atravessa o tempo.

Os próximos capítulos devem mostrar a adolescência das meninas, em que tudo, violência, rivalidade, amor e pobreza, é amplificado. Lila e Lenu ganham corpo e voz com as atrizes Gaia Girace e Margherita Mazzucco, respectivamente, muito parecidas com as crianças da primeira fase – as quatro atrizes foram escolhidas entre milhares de candidatas, em audiências que levaram meses.

Lila mantém a ira no olhar e Lenu, a insegurança de nunca se achar boa o suficiente – pelo menos não quando se compara à amiga, o que faz absolutamente todos os dias. A série deve seguir a estrutura da quadrilogia e terminar a primeira temporada no fim do primeiro volume, A Amiga Genial. Se assim for, é melhor segurar o fôlego desde agora: será um fim surpreendente – e esperar pela próxima temporada deverá torturar seus fãs por mais um longo tempo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia apreende ônibus que transportava trabalhadores rurais de maneira irregular, em Rio Verde

Os agentes da polícia chegaram a notar que a porta traseira do ônibus era fechada com cadeado e corrente.

Por Ton Paulo
01/12/2018, 08h47

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu ontem (30/11) um coletivo que transportava trabalhadores rurais de forma irregular na BR 060, em Rio Verde. O veículo apresentava péssimo estado de conservação e não podia estar levando os trabalhadores. Os agentes da polícia chegaram a notar que a porta traseira do ônibus era fechada com cadeado e corrente.

O veículo que carregava 15 operários saiu de Rio Verde com destino a uma plantação de cana de açúcar, deveria percorrer cerca de 50 quilômetros de distância conduzindo seus passageiros, em mau estado de conservação e segurança.

Dentre as irregularidades encontradas no coletivo chamaram a atenção dos agentes a falta de cintos de segurança, os cintos disponíveis que existiam estavam defeituosos, tacógrafo irregular, falta de extintor, parabrisa trincado, limpador de parabrisa estragado, saídas de emergências isoladas e porta traseira trancada com cadeado e corrente.

Polícia apreende ônibus que transportava trabalhadores rurais de maneira irregular, em Rio Verde
Foto: PRF

Além dos passageiros não usarem os cintos de segurança, junto com os ocupantes foram encontrados pneu de estepe e ferramentas, material transportados soltos, pondo em risco a segurança de todos.

O veículo foi autuado em várias irregularidades e foi apreendido, outro coletivo foi solicitado e foi apreendido também, estava com irregularidades que colocavam em risco a vida de seus ocupantes.

Além de caso de Rio Verde, veículos usados como transporte clandestinos para Brasília foram apreendidos

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apreendeu sete veículos que realizavam transporte irregular de passageiros para Brasília. Os passageiros chegavam a pagar o valor de R$ 60 reais pelo transporte clandestino.

A ANTT intensificou a fiscalização a esse tipo de irregularidade, que segundo o órgão, já provocou diversos acidentes e mortes nas nossas rodovias que cortam o Estado.

Os veículos apreendidos durante a operação foram levados para o depósito credenciado da ANTT. Para serem liberados os proprietários teriam que pagar as despesas referentes à estadia e guincho, além das despesas com as passagens dos passageiros embarcados no transporte regular. A multa para quem for flagrado é de aproximadamente R$ 7 mil.

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Goiás

Homem de 63 anos vai consertar caminhonete e é esmagado por ela, em Anápolis

A suspeita da polícia é de que o macaco usado tenha escorregado e deixado a caminhonete cair em cima do homem.

Por Ton Paulo
01/12/2018, 09h36

O que era para ser apenas um conserto mecânico numa construtora no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), a 55 quilômetros de Goiânia, resultou em uma tragédia. Um motorista de 63 anos que trabalhava na empresa foi esmagado por uma caminhonete na tarde da última sexta-feira (30/11), enquanto tentava consertá-la. A suspeita da polícia é de que o macaco usado tenha escorregado e deixado a caminhonete cair em cima do homem.

Segundo informações de uma representante da empresa na qual trabalhava, Gentil Latalisa Rodrigues havia sido contratado há apenas uma semana, e não havia recebido ordens para consertar a caminhonete. A responsável declarou ainda que Gentil chegou a ser aconselhado a não fazer o reparo, que respondeu dizendo que possuía “35 anos de experiência”, e por isso iria fazer.

Homem de 63 anos vai consertar caminhonete e é esmagado por ela, em Anápolis
Gentil Latalisa Rodrigues, de 63 anos, morreu após ser esmagado por veículo (Foto: Reprodução)

O caso ocorreu na tarde de sexta-feira, na sede da empresa, que fica no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), e os responsáveis pela construtora ficaram no local do fato durante toda perícia.

O acidente será investigado pelo 6º Distrito Policial de Anápolis, responsável pela região onde o fato ocorreu.

O corpo de Gentil foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Anápolis e foi liberado ainda na sexta-feira para a família.

Além de caso de Anápolis, caso de homem que foi esmagado em acidente foi registrado em Mara Rosa

Em julho deste ano, um homem de 45 anos foi esmagado após sofrer um grave acidente na BR-153, km 137, próximo a Mara Rosa, no norte goiano.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima conduzia um caminhão carregado com melancias e o veículo teve uma pane mecânica, forçando o motorista a parar o veículo do lado direito da via. Após sinalizar com galhas de vegetação, tanto o condutor, quanto seu ajudante, foram à frente para identificar a pane, abrindo o capô. No momento em que realizavam a verificação, uma outra carreta, colidiu em sua traseira.

Com a colisão, os dois homens que estava à frente do veículo foram arremessados, e um deles ficou esmagado pela roda dianteira do caminhão. Ele não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no local, apesar das tentativas de sua retirada para o socorro.

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Entretenimento

Dia Online esteve na Mostra Goiás 2018; Veja o vídeo!

Evento foi realizado por alunos de comunicação da PUC GO.
01/12/2018, 09h43

Aconteceu nesta última quarta-feira (28) a Mostra Goiás 2018 no Teatro da PUC Goiás – Campus V. O evento é realizado por alunos de publicidade e propaganda e apresentado por estudantes de jornalismo da instituição.

Criado pelo professor da PUC, César Viana, a Mostra Goiás se consolida no estado como uma das plataformas mais importantes para divulgação da produção local e incentivo ao desenvolvimento de conteúdo audiovisual.

Realizado pelos próprios alunos ao longo do período do curso, foram apresentados no evento 16 curtas-metragens com temas diversos mas que compartilham uma única característica em comum: a cultura goiana. Seja música, culinária, artes plásticas, teatro ou histórias inusitadas de personagens singulares do estado goiano, o projeto também promove o conhecimento pela cultura local.

O Portal Dia Online foi ao evento e você acompanha um pouco do que aconteceu no vídeo abaixo:

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Goiás

TJ-GO aprova aumento de 5 mil para juízes goianos

O reajuste foi aprovado pelo Órgão Especial do TJ-GO, por meio de resolução, e estipula o valor fixado de R$ 35.462,28 para os juízes, que antes era de R$ 30.471,78.

Por Ton Paulo
01/12/2018, 10h56

Foi anunciada na última sexta-feira (30/11) a aprovação do reajuste do subsídio mensal dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). O reajuste foi aprovado pelo Órgão Especial do TJ-GO, por meio de resolução, e estipula o valor fixado de R$ 35.462,28 para os juízes, que antes era de R$ 30.471,78.

A decisão torna efetivo o reajuste da magistratura estadual no porcentual de 16,38%, o mesmo estipulado para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer na última segunda-feira (26/11).

O Tribunal de Justiça de Goiás foi um dos primeiros no no Brasil inteiro a votar a resolução para instituir o reajuste previsto na lei federal. O escalonamento dos subsídios é previsto na Constituição Federal e nas Constituições dos Estados. Os juízes estaduais devem receber o equivalente a 90,25% dos ministros do Supremo.

Na decisão, os desembargadores de Goiás consideram a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou aos tribunais estaduais o reajustamento automático do valor do subsídio da magistratura estadual e também a liminar do ministro Luiz Fux, do STF, que determinou que a “cessação do pagamento do auxílio-moradia só ocorra quando do implemento financeiro no contracheque do subsídio majorado”.

Aumento para desembargadores do TJ-GO é reflexo do reajuste sancionado por Temer

A decisão do Órgão Especial do TJ-GO tem respaldo no reajuste do Judiciário aprovado por Michel Temer.

O presidente sancionou no início da noite da última segunda-feira (26/11), o reajuste salarial para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que passarão a receber R$ 39 mil mensais ante os R$ 33 mil atuais. O valor é também a referência para o teto do funcionalismo público.

Temer sancionou o reajuste mediante acordo feito com o Supremo para que o ministro Luiz Fux revogasse as liminares que garantiam o auxílio-moradia a juízes e procuradores de todo o País para não impactar as contas públicas. O benefício é de R$ 4,3 mil.

reajuste foi aprovado pelo Congresso em 7 de novembro. Temer tinha até quarta-feira, 28, para sancioná-lo ou vetá-lo. Ele usou praticamente todo o prazo disponível para negociar a medida compensatória com o Supremo.

Via: O Popular 

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