Economia

BCE deve comprar menos dívida de Itália e Espanha a partir de 1º de janeiro

03/12/2018, 20h48

O Banco Central Europeu (BCE) deve comprar menos dívida dos governos italiano e espanhol a partir de janeiro, após mudar sua ponderação interna das economias da zona do euro. A mudança poderia elevar a pressão sobre os bônus do governo italiano, cujos preços têm recuado nos últimos meses em meio ao confronto entre Roma e a União Europeia sobre o déficit orçamentário italiano.

Nesta segunda-feira, o BCE informou que havia ajustado sua chave de capital, que determina o porcentual para cada banco central nacional baseando-se na população e no tamanho da economia. A fatia da Alemanha crescerá de 18% para 18,4%, enquanto a da Itália recuará de 12,3% para 11,8% e a da Espanha passará de 8,8% a 8,3%, a partir de 1º de janeiro.

As mudanças devem afetar o quanto o BCE compra bônus, em seu programa de 2,6 trilhões de euros (US$ 2,94 trilhões) de compra de bônus, conhecido como relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). O programa do BCE deve ser reduzido gradualmente a partir de janeiro, mas o banco central continuará a reinvestir os retornos de seu grande estoque de bônus por vencer durante algum tempo, possivelmente anos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Economia

Caiado cede e muda proposta econômica inicial para entrar em acordo com empresários goianos

Caiado se reuniu com empresários que estavam insatisfeitos com a proposta inicial apresentada, que reduz incentivos fiscais a setores produtivos do Estado.

Por Ton Paulo
04/12/2018, 08h16

O governador eleito de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) decidiu, após reunião com empresários goianos, ceder e modificar a proposta de redução dos incentivos fiscais apresentada na Assembleia Legislativa (Alego). Caiado se reuniu com empresários no último domingo (2/12), e ontem (3/12) que estavam insatisfeitos com a proposta inicial apresentada, e um novo texto, após a reunião, deve ser apresentada ainda esta semana.

A proposta de Ronaldo Caiado, que, na prática, estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano, gerou polêmicas e reações por parte de setores produtivos do estado.

Uma das reuniões, com membros da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), foi feita na casa do senador e coordenador da transição democrata, Wilder Morais (DEM), no Setor Marista. No encontro, feito a portas fechadas, os empresários apresentaram uma contraproposta ao projeto que tramita na Assembleia.

Na última semana, o deputado Lívio Luciano (Podemos), líder da base caiadista na Alego, apresentou seu relatório a respeito do projeto de reinstituição dos incentivos fiscais, apresentado aos deputados pelo governador Zé Eliton (PSDB) com um substitutivo contendo as reduções dos benefícios.

Segundo informações do O Popular, um dos principais pontos discutidos por Caiado e os empresários foi a revisão dos cortes nos incentivos de setores como a indústria de veículos automotores, de frangos e carnes, de grãos (principalmente arroz, soja e feijão), laticínios e alcooleiro. Segundo os empresários, esses segmentos seriam mais penalizados que os demais na proposta apresentada.

O senador e governador eleito assegurou que Goiás não perderá competitividade com o projeto de convalidação dos incentivos fiscais proposto pelo novo governo. Em entrevista coletiva na última segunda-feira (3/12), o democrata confirmou que chegará a um acordo com representantes do setor produtivo.

Em sua conta no Facebook, Caiado disse garante “que a restituição dos incentivos está convalidada”, e que o “objetivo é apenas corrigir distorções para garantir a produção, o emprego dos goianos e a recuperação financeira do nosso Estado”.

Proposta de Caiado gerou reações por parte do empresariado goiano

A proposta econômica apresentada pelo governador eleito de Goiás foi apresentada em reunião na manhã de quarta-feira (21/11), onde democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás. O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

Segundo Lage, que declarou que os empresários estão reunidos para apresentar uma contraproposta, a nova medida anunciada por Caiado de corte de incentivos fiscais “vai ser muito ruim para o segmento”.

Daniel Vilela, derrotado nas eleições para Governador do Estado, também fez duras críticas à proposta de Caiado. Segundo ele, Caiado deve “apostar em empresas que vão gerar novas receitas e novos empregos para Goiás. O que o Caiado está querendo é implantar uma política de desenvolvimento atrasada”, diz.

Via: O Popular 

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Goiás

Vídeo mostra momento que cliente de bar tenta atropelar segurança que reage com tiros, em Itumbiara

Confusão começou, pois o cliente se negou a pagar a conta.
04/12/2018, 08h30

Dois homens foram presos na noite da última segunda-feira (3/12) depois de se envolverem em uma confusão, em um bar de Itumbiara, a 205 quilômetros de Goiânia.

As câmeras de segurança do estabelecimento mostram o momento que um cliente do bar discute com um dos seguranças do local, pois segundo as informações veiculadas pelo G1 ele se negou a pagar a conta. Passado alguns segundos, o consumidor entra no veículo e tenta atropelar o segurança, que consegue desviar, saca a arma efetuando disparos contra o veículo do agressor.

O motorista do carro dá ré e tenta atropelar o segurança novamente, mais uma vez ele consegue desviar do carro, e volta a atirar contra o cliente, que não é atingido.

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) em Itumbiara foi chamada para atender a ocorrência e prendeu o segurança por tentativa de homicídio. Através das imagens das câmeras de segurança do bar, a polícia identificou o motorista do carro e que também foi preso por tentativa de homicídio e foi levado para o presídio de Itumbiara.

Confusão em bar terminou com homem esfaqueado em Goiânia

No último dia (15/11) um homem, de 36 anos, foi preso pela Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO),  suspeito de esfaquear nas costas um homem, de 42, dentro de um bar no Jardim Novo Mundo, em Goiânia.

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e encaminhada para uma unidade hospitalar, onde recebeu os primeiros socorros e depois foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

Segundo as informações divulgadas pela polícia, os dois homens se envolveram em uma confusão e em determinado momento, o suspeito acertou a vítima com golpes de faca nas costas.

De acordo com o Registro de Atendimento Integrado (RAI), agressor e vítima têm passagens pela polícia por terem cometido crimes

Via: G1 

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Brasil

Só 1/3 de novas vagas de graduação vai para áreas prioritárias do Mais Médicos

Cerca de 56% das vagas criadas estão em instituições de ensino do Sul e do Sudeste.
04/12/2018, 08h35

Contrariando o objetivo do Mais Médicos de levar faculdades de Medicina a cidades do interior do País que não tivessem nenhum curso do tipo, só 30% das vagas abertas desde 2013, quando o programa começou, ficam nos municípios prioritários, ou seja, que não possuíam escolas médicas anteriormente.

Os dados, obtidos pela reportagem com o Ministério da Educação (MEC), mostram ainda que a concentração dos cursos nas regiões mais ricas do País se manteve: 56% das vagas criadas estão em instituições de ensino do Sul e do Sudeste.

O aumento das vagas também não facilitou o acesso de estudantes mais pobres à graduação de Medicina: 83% dos postos criados no período estão em universidades privadas, que cobram pelo menos R$ 6 mil de mensalidade.

De acordo com a lei que criou o Mais Médicos, a contratação emergencial de profissionais brasileiros e estrangeiros (como os cubanos) para atuar nas áreas mais pobres do País era uma medida paliativa até que novos médicos, com uma formação mais focada em Medicina da Família, se graduassem e ocupassem essas vagas.

Para isso, o governo federal estipulou a meta de criar 11.400 vagas de graduação em Medicina entre 2013 e 2017, com foco em cidades do interior que ainda não tivessem faculdade médica. A meta quantitativa foi alcançada: desde 2013 até agora, o MEC autorizou 13.624 novas vagas, incluindo as de novos cursos e as adicionadas em escolas já existentes. Apenas 2.747 (20%) delas, no entanto, seguem todos os critérios dos editais abertos dentro do programa Mais Médicos.

Mesmo cursos criados em cidades que atendiam à regra do Mais Médicos de não possuir faculdade de Medicina ficaram, em parte, concentrados em municípios próximos dos grandes centros. Em São Paulo, por exemplo, foram autorizadas centenas de vagas em cidades da região metropolitana, como Osasco e Guarulhos, o que faz com que estudantes do interior continuem tendo de migrar para cursar a graduação.

Foi o caso da jovem Rafaela Gomes, de 22 anos. Moradora de Guaíra, município paulista a 450 quilômetros da capital, ela teve de se mudar para Osasco para cursar Medicina. “Até tem alguns cursos na região de Barretos, perto da minha cidade, mas são poucos e não passei no vestibular lá”, conta ela.

Para Jadete Barbosa Lampert, coordenadora da Comissão de Avaliação das Escolas de Saúde da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), as vagas acabam concentradas em áreas que já tinham cursos de Medicina por falta de estrutura de outras localidades. “O aumento de vagas extrapolou o planejamento. Não tinha como abrir esse número de vagas em locais sem estrutura de atendimento médico, sem um corpo docente qualificado”, diz ela, que relata ainda preocupação com a qualidade das faculdades abertas. “Com certeza tem muitas falhas”, afirma.

Já o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, diz que todos os editais abertos pelo MEC para a abertura de vagas pelo Mais Médicos tiveram amplo interesse das universidades. “As instituições de ensino queriam abrir mais vagas, mas quem define os municípios é o MEC”, diz ele.

Resposta

Questionado, o MEC afirmou que os dados mostram que “houve ampliação na rede de ensino de Medicina para cidades com instituições de ensino superior aptas a receberem o curso, bem como de residência em Medicina da Família, como havia sido proposto pela Lei do Mais Médicos”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Brasil

Alunos do curso de Medicina relatam dificuldades para pagar mensalidades

"Seria inviável pagar a mensalidade de um curso particular, que fica entre R$ 7 mil e R$ 8 mil", conta estudante.
04/12/2018, 08h57

Desde que decidiu prestar Medicina, Ana Luisa Resende, de 21 anos, já sabia que só poderia seguir a carreira se passasse em uma universidade pública. “Para minha família, seria inviável pagar a mensalidade de um curso particular, que fica entre R$ 7 mil e R$ 8 mil”, conta ela.

Foram dois anos e meio de cursinho, mas a aprovação nas concorridas universidades estaduais e federais não vinha. “Daí eu fiquei sabendo que ia abrir um curso novo, particular, em Osasco (SP). Como minha mãe trabalha aqui, decidi prestar o vestibular”, diz ela, referindo-se a um dos novos cursos autorizados por meio da Lei do Mais Médicos.

No meio de 2017, foi aprovada e, com a ajuda da família e do programa de Financiamento Estudantil (Fies), conseguiu iniciar o curso. “No primeiro semestre, meu pai ‘se virou do avesso’ para conseguir pagar e, logo em seguida, consegui o Fies”, conta.

Ela lamenta que as universidades públicas não tenham aberto tantas vagas, possibilitando o ingresso de mais estudantes, mas elogia o fato de seu curso particular já dar prioridade ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). “Toda semana temos aula em uma Unidade Básica de Saúde. Também há um grande foco em atenção primária e Medicina da Família”, relata a jovem, que pretende atuar na rede pública quando se formar.

Estudante de uma universidade particular de João Pessoa que teve aumento de vagas de Medicina por causa da lei do Mais Médicos, Tainá Rolim, de 23 anos, também depende do Fies para cursar a graduação, cujo valor da mensalidade chega a R$ 8 mil. “Cheguei a fazer duas provas do Enem, em 2013 e 2014, quando já havia passado na particular. Tentei na UPE (Universidade de Pernambuco) e na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), mas não passei”, diz a jovem, que, agora, está a apenas um ano e meio de se formar.

Bom exemplo

Mas também existem casos de quem conseguiu cumprir de forma exemplar a proposta inicial do Mais Médicos.

No Rio Grande do Norte, a Escola Multicampi de Ciências Médicas da Universidade Federal do Estado (UFRN) foi inaugurada em Caicó, a 280 quilômetros de Natal, implementando um modelo inédito: com três câmpus interligados em cidades distintas. O modelo atrai candidatos de diferentes partes do País. “O curso acaba mostrando que você pode ser bem-sucedido em um lugar pequeno”, afirma o estudante Leonardo Almeida, de 23 anos, que migrou de Itapirapuã Paulista (SP).

Mais médicos

Contrariando o objetivo do Mais Médicos de levar faculdades de Medicina a cidades do interior do País que não tivessem nenhum curso do tipo, só 30% das vagas abertas desde 2013, quando o programa começou, ficam nos municípios prioritários, ou seja, que não possuíam escolas médicas anteriormente. A concentração de cursos permanece no Sul e no Sudeste e na rede particular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: ABN 

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