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Coletes amarelos: conheça os protestos que chacoalham a França

04/12/2018, 17h44

Os “coletes amarelos” (“gilet jaunes”, no francês) tomaram as ruas da França nos sábados 17 e 24 de novembro e de 1º de dezembro em diante contra o aumento nos impostos sobre os combustíveis e em busca de melhor custo de vida. Com mais de 420 mil manifestantes e um alto número de feridos em confronto com a polícia, os protestos dos coletes amarelos são considerados os mais violentos desde 2005 no país.

A origem do nome “coletes amarelos” vem da jaqueta de sinalização de trânsito que, pela legislação federal francesa, todos os carros da França devem transportar para o caso de acidentes. Hoje, a vestimenta é o símbolo do movimento, que afirma não ter líderes e ser organizado pelas redes sociais.

O que reivindicam os coletes amarelos?

“É difícil chegar ao fim do mês. As pessoas trabalham e pagam muitos impostos, e nós estamos cheios”, disse Rabah Mendez, um manifestante que marchou pacificamente por Paris no dia 1º de dezembro.

O aumento de seis centavos de euro no imposto sobre a gasolina e o diesel, programado para ser implementado em janeiro de 2019, foi a gota dágua para os franceses. A medida foi anunciada pelo governo do presidente Emmanuel Macron, que adotou uma agenda verde. Segundo ele, a taxação contribuiria para desestimular o uso de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes na França.

Neste ano, o governo da França havia taxado o imposto em sete centavos em meio a uma subida no preço do barril do petróleo no comércio mundial. Em Paris, a gasolina chegou a custar € 1,64 por litro em 2018, equivalente a R$ 7 no Brasil, aproximadamente.

Mesmo depois de Macron revogar por seis meses o aumento do imposto – cedendo à pressão dos manifestantes após três semanas de protestos -, os coletes amarelos afirmam que continuarão a se mobilizar em busca a melhora do custo de vida.

“Nós queremos uma melhor distribuição de riqueza, aumentos salariais”, disse Benjamin Cauchy, um dos porta-vozes do movimento. “É sobre toda a baguete, e não migalhas.”

Os primeiros protestos

No dia 17 de novembro, estradas foram bloqueadas com barricadas e 280 mil pessoas foram às ruas vestindo jaquetas fluorescentes de sinalização de trânsito. O movimento começou na internet, encampado por motoristas do interior da França que precisam de automóveis para se locomover.

O segundo protesto, dia 24 de novembro, levou menos gente para as ruas, 106 mil, e acabou com 103 prisões. Na época, Macron havia anunciado que o valor do combustível flutuaria conforme a oscilação no preço do barril de petróleo.

“Aprendi nos últimos dias que não devemos deixar o rumo quando é o correto”, acrescentou o presidente, tentando conciliar as reivindicações sociais com as ecológicas.

Uma semana depois, os protestos de 1º de dezembro levaram mais de 166 mil coletes amarelos para as ruas e terminaram com 206 presos e mais de 400 feridos. Nesse dia, foram feitas 130 barricadas e 112 veículos foram queimados. O monumento histórico do Arco do Triunfo, importante ponto turístico da cidade, foi depredado e pichado.

Mortes no protestos

Há pelo menos quatro mortos desde o início das manifestações. A primeira vítima morreu no dia 17 de novembro: uma mulher foi atropelada por um motorista que entrou em pânico e acelerou quando se viu cercado pelos coletes amarelos.

A vítima mais recente foi uma senhora de 80 anos de idade, que estava fechando as cortinas do seu apartamento quando uma bomba de gás lacrimogêneo caiu em sua sala. Ela foi levada para o hospital, mas morreu no sábado 1º de dezembro, durante uma cirurgia.

Apoio da população aos coletes amarelos

Dois em cada três franceses apoiam as manifestações dos coletes amarelos, segundo a pesquisa de opinião Opinion Way, lançada na quarta-feira 28 de novembro. E 78% da população pensa que as medidas tomadas por Macron para limitar o impacto do aumento são insuficientes.

A popularidade de Macron está em baixa, de acordo com a pesquisa do Ifop-Fiducial divulgada nesta terça-feira, 4, pela revista Paris Match e pela Sud Radio. No levantamento feito na semana passada, o total de franceses que apoiam o presidente caiu para 23%, 6 pontos porcentuais abaixo do registrado no mês passado. (Com agências)

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Goiás

Anvisa proíbe venda de fraldas fabricadas por empresa de Anápolis

Notificação foi publicada na última segunda-feira (3/12), no Diário Oficial da União (DOU).
04/12/2018, 18h46

Um lote de fraldas da marca Ternura e Cegonha, produzida até o último dia (22/10) pela empresa goiana Quimpharma de Anápolis, teve a comercialização proibida, nesta terça-feira (4/12) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A proibição foi publicada na última segunda-feira (3/12) no Diário Oficial da União (DOU). O documento proíbe a venda da mercadoria, pois a empresa não tinha informado a Anvisa sobre a fabricação do produto, o que impossibilitava a fiscalização por parte da agência, que consiste em uma infração sanitária. Nesses casos, a multa pode variar de R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.

A norma vale apenas para fraldas fabricadas até o dia 22 de outubro; os itens que foram fabricados após a data estão liberados para comercialização. Confira abaixo os modelos das fraldas proibidas pela Anvisa:

  • Fralda Ternura Econômica (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018;
  • Fralda Ternura Regular (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018;
  • Fralda Ternura Jumbo (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018;
  • Fralda Ternura Adulto (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018;
  • Fralda Cegonha Econômica (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018;
  • Fralda Cegonha Regular (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018;
  • Fralda Cegonha Mega (todos os tamanhos) produzida até 22 de outubro de 2018.

 Empresa de Anápolis

Fundada em 2014, a Quimpharma tem a sede no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA Anápolis-GO). Por meio do site oficial, a empresa informa que atua no mercado com “laboratórios de pesquisa e maquinas alta tecnologia, além de um rigoroso controle que proporciona produtos de excelente qualidade.”

Em nota a QUIMPHARMA, informou que a proibição e distribuição dos produtos são apenas dos fabricados até o dia 22 de outubro e que os produtos produzidos pela empresa, após essa data estão em conformidade com a Anvisa.

Confira a nota

“A QUIMPHARMA INDUSTRIA QUIMICA E FARMACEUTICA LTDA, diante das informações de que os produtos FRALDA TERNURA, FRALDA CEGONHA e FRALDA TERNURA BABY tiveram sua produção, distribuição e comercialização proibidos pela ANVISA, antes de 22/10/2018, vem a público esclarecer: A medida adotada pela ANVISA diz respeito apenas aos produtos fabricados até a data de 22/10/2018, de modo que todos os produtos fabricados a partir de então encontram-se plenamente regulares perante todos os órgãos de saúde.

A proibição levada a efeito pelo órgão foi motivada pelo descumprimento de uma obrigação meramente formal imposta pela legislação, qual seja a de comunicar previamente a ANVISA do início da produção, distribuição e comercialização dos produtos.

Não obstante, embora tal exigência tenha sido desde há muito satisfeita pela empresa, merece ser observado que a medida da ANVISA não afasta a qualidade dos produtos fabricados pela QUIMPHARMA, os quais são constantemente submetidos e aprovados em diversos testes realizados por órgãos credenciados pela Vigilância Sanitária.

A QUIMPHARMA esclarece, ainda, que vem desenvolvendo, incansavelmente, projetos que envolvem pesquisa, treinamentos, alteração de processos, entre outros, tanto à nível de campo como em sua planta industrial, objetivando atender as questões ligadas a qualidade de seus produtos e consequente satisfação do mercado consumidor, envolvendo em tal contexto todo o sistema de produção, divulgação e distribuição, sempre na busca das melhores práticas.

Dessa forma, a Quimpharma Indústria Química e Farmacêutica Ltda reitera seu compromisso com a sociedade, com seus clientes e parceiros, desenvolvendo atividade produtiva com responsabilidade e respeito ao sistema de produção instalado, ao consumidor e a sustentabilidade da cadeia produtiva. Atenciosamente, Quimpharma Indústria Química e Farmacêutica Ltda.”

Anvisa: como denunciar

Os consumidores que necessitarem denunciar a venda irregular de produtos pode entrar em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) por meio da Central de Atendimento da Anvisa (0800 642 9782 ou pela site da ouvidoria: http://portal.anvisa.gov.br/ouvidoria.

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Brasil

Passageiro é preso no aeroporto de Brasília após dizer a Lewandowski que "STF é uma vergonha"

Caso ocorreu nesta terça (3/12) durante um voo comercial que seguia de São Paulo para Brasília.
04/12/2018, 18h57

Um passageiro foi detido nesta terça-feira (4/12), no Aeroporto de Brasília, após dizer ao ministro Ricardo Lewandowski que o Superior Tribunal Federal (STF) é “uma vergonha”. O caso ocorreu durante um voo comercial que saiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Brasília; o homem foi preso pela Polícia Federal assim que a aeronave fez o pouso.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o passageiro, identificado como o advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, que está sentado próximo ao ministro, inicia uma conversa: “Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês”.

Logo em seguida, Ricardo Lewandowski responde à crítica do passageiro com uma pergunta: “Vem cá, você quer ser preso?”, e ainda pede a um comissário de bordo para que “Chame a Polícia Federal, por favor”.

O advogado rebate: “Eu não posso me expressar? Chamem a Polícia Federal, então. Por que eu falei que o Supremo é uma vergonha?”.

Veja o momento:

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PASSAGEIRO É PRESO NO AEROPORTO DE BRASÍLIA APÓS DIZER A LEWANDOWSKI QUE “STF É UMA VERGONHA” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Um passageiro foi detido nesta terça-feira (4/12), no Aeroporto de Brasília, após dizer ao ministro Ricardo Lewandowski que o Superior Tribunal Federal (STF) é “uma vergonha”. O caso ocorreu durante um voo comercial que saiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Brasília; o homem foi preso pela Polícia Federal assim que a aeronave fez o pouso. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Em um vídeo que circula nas redes sociais, o passageiro, identificado como o advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, que está sentado próximo ao ministro, inicia uma conversa: “Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês”. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Logo em seguida, Ricardo Lewandowski responde à crítica do passageiro com uma pergunta: “Vem cá, você quer ser preso?”, e ainda pede a um comissário de bordo para que “Chame a Polícia Federal, por favor”. O advogado rebate: “Eu não posso me expressar? Chamem a Polícia Federal, então. Por que eu falei que o Supremo é uma vergonha?”.

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O diálogo acirrado ocorreu quando o avião ainda estava em São Paulo. Assim que fez o pouso no aeroporto de Brasília, Cristiano foi detido por policiais federais para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

Passageiro acredita que conduta de  Lewandowski foi abusiva

Até às 15h de hoje o passageiro continuava detido na sede da Polícia Federal. Ao G1, por telefone, o homem disse que nem se quer falaram por qual crime ele responderia. Cristiano disse ainda que a conduta do ministro foi “ilegal e abusiva” e que tomará todas as “opções legais”.

De acordo com a assessoria de Lewandowski, “o passageiro começou a injuriar o STF como instituição, não pessoalmente ao ministro Lewandowski”, e por esse motivo o ministro pediu para que a Polícia Federal fosse acionada.

O ministro Ricardo Lewandowski, que integra a Segunda Turma do Supremo, seguia para Brasília para participar do julgamento de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril.

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Política

"Sou entusiasta do porte de arma", diz Major Araújo em entrevista ao Dia Online

Deputado reafirmou que pretende se candidatar a prefeito de Goiânia em 2020.
04/12/2018, 21h14

O deputado estadual Major Araújo (PRP) concedeu, nesta terça-feira (4/12), uma entrevista ao Dia Online, onde falou sobre os planos para os próximos anos, importantes temas da política goiana e de sua carreira como deputado e candidato a vice-prefeito em 2016 – período no qual ele afirma ter sofrido uma “série de boicotes”. Com ideais voltados à Segurança Pública, Major Araújo falou também sobre projetos polêmicos como o desarmamento da PM e o Bolsa Arma.

Nas eleições 2018, ocorridas no dia 7 de outubro, Major Araújo foi reeleito deputado estadual com 38.278 votos. Popular entre os goianienses, o deputado afirmou que pretende se lançar como candidato a prefeito em 2020. “Acredito que temos muito o que contribuir para o desenvolvimento de Goiânia”, escreveu por meio das redes sociais.

Assista a entrevista na íntegra:

Major Araújo fala sobre projetos polêmicos relacionados à Segurança Pública

Durante a entrevista, o Major declarou que o polêmico projeto de desarmamento da Polícia Militar, proposto por ele em 2011, pode ser considerado como uma provocação. “Questionou-se naquele momento a questão dos confrontos. Para evitar confrontos você tem que desarmar alguém, ou do lado de lá ou do lado de cá. Naquele momento eu provoquei: ‘a polícia é impotente para desarmar bandidos'”, disse. O major afirmou ainda que a polêmica foi criada com o intuito de discutir, de fato, a segurança pública no estado.

Ainda em relação ao combate à violência, Major Araújo comentou que é um entusiasta do porte de arma. “Acho que hoje não tem saída para nós”, desabafa o deputado. “Os governos não vão investir em estrutura porque criou-se uma bola de neve. Eu não espero do Caiado [governador eleito em Goiás] que ele vá compor os 30 mil policiais do efetivo; acho que só uma pessoa faria isso: só eu”, declara.

Major Araújo, que já foi vereador de Goiânia e autor de projetos como inclusão dos Militares e demais servidores da Segurança Pública nos programas de vacinação como grupo de risco e obrigação de vigilância armada nos caixas eletrônicos de agências públicas e privadas e cooperativas de crédito estabelecidos na capital, reafirmou que gostaria de voltar ao Dia Online como pré-candidato a prefeito. “Eu gostaria muito de discutir Goiânia.”

Imagens: Facebook 

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Goiás

Integrantes de quadrilha especializada em roubo a bancos morrem em troca de tiros com a polícia, em Minas Gerais

Confronto entre policiais e suspeitos aconteceu durante uma operação policial.
05/12/2018, 07h50

Cinco homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a carros fortes e bancos e de pertencerem ao novo cangaço morreram na madrugada desta quarta-feira (5/12), depois de uma troca tiros com a polícia, na zonal rural de Brasilândia de Minas, em Minas Gerais.

A polícia informou que os suspeitos que morreram durante o confronto participaram de diversas ações criminosas em Goiás, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal (DF). Além de equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), participaram da ação agentes do Grupo Antirroubo a Banco da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAB-DEIC) e policias do Grupo Tático (GT 3).

Os policiais encontraram com os suspeitos fuzis, pistolas, espingardas e outros equipamentos usados durante os roubos. A polícia informou também que faz buscas por outros membros do grupo e que o resultado da operação vai ser apresentado durante uma coletiva de imprensa.

Suspeitos morrem em suposta troca de tiros em Luziânia

No dia (13/10) dois bandidos morreram durante uma suposta troca de tiros com equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) na DF-180, próximo a cidade de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, na noite da última sexta-feira (12/10).

A PM disse ao Portal Dia Online que os policiais da ROTAM viram um veículo do modelo Ford Ranger branco, e ao abordar os suspeitos, o motorista da caminhonete fugiu em alta velocidade, dando início a perseguição.

Durante o acompanhamento o condutor da caminhonete perdeu o controle do veículo, que capotou. Os suspeitos desceram carro e tentaram fugir a pé pela mata, efetuando disparos contra os policiais envolvidos na ocorrência.

A PM informou que os policiais revidaram a agressão e que na mata a troca de tiros continuou, com dois dos suspeitos sendo baleados, que não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Segundo as informações fornecidas pela polícia, o terceiro suspeito de integrar o bando conseguiu fugir.

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