Brasil

Morte de cachorro agredido por funcionário gera revolta contra o Carrefour

04/12/2018, 18h52

Denúncias de que um segurança envenenou e espancou um cachorro abandonado causou uma onda de protestos contra uma loja da rede Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Defensores dos animais usaram as redes sociais para pedir o boicote à rede. O fato teria acontecido na última sexta-feira, 30, no estacionamento do hipermercado. Conforme o relato, o funcionário teria oferecido veneno de rato ao cão em meio a um pedaço de mortadela. Em seguida, agrediu o animal com pauladas.

De acordo com o ativista Rafael Leal, da ONG Cão Leal, está sendo convocada uma manifestação de protesto, no sábado, 8, em frente ao supermercado, na Avenida dos Autonomistas. “Estamos convidando todas as pessoas de bem a se manifestarem contra esse crime. Nosso pedido também é para que as pessoas não comprem em nenhuma loja da rede.”

Conforme Leal, o que se apurou é que o cachorro estava solto por lá e era alimentado por clientes e funcionários. “Como a loja ia passar por uma vistoria, alguém do alto escalão pediu a um funcionário que desse um sumiço no cachorro”, relatou.

Ainda segundo ele, o funcionário usou o alimento para atrair o cão ao estacionamento. “Lá chegando, ele deu a mortadela com o famoso chumbinho, veneno de rato, e além disso espancou o animal”, descreveu. As agressões teriam sido presenciadas por testemunhas e gravadas pelas câmeras.

“O Carrefour já admitiu que o animal foi ferido pelo funcionário, embora diga que foi acidente. Como foi registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil, achamos que a polícia vai requisitar as imagens das câmeras e ouvir as testemunhas”, disse.

A Polícia Civil de Osasco informou que já ouviu a gerência do estabelecimento e, além de testemunhas, vai buscar imagens de câmeras que possam ter gravado o que aconteceu. Segundo a polícia, como o animal foi cremado sem coleta de amostras pode não haver indicação da causa da morte, dificultando a prova sobre eventual envenenamento.

O depoimento de testemunhas, no entanto, pode comprovar as agressões. O funcionário, que seria segurança terceirizado do estabelecimento, ainda não foi localizado. Conforme a Polícia Civil, ele pediu licença e viajou, devendo retornar só no fim de semana.

Em nota, o Carrefour declarou reconhecer a gravidade do acontecido em sua loja. “O Carrefour reconhece que um grave problema ocorreu em sua loja de Osasco. A empresa não vai se eximir de sua responsabilidade. Estamos tristes com a morte desse animal. Somos os maiores interessados em que todos os fatos sejam esclarecidos. Por isso, aguardamos que as autoridades concluam rapidamente as investigações.” A rede informa, ainda, que, qualquer que seja a conclusão do inquérito, “estamos inteiramente comprometidos na reparação desse dano”.

A prefeitura de Osasco informou que o Departamento de Fauna e Bem Estar Animal esteve no local e encontrou o cachorro ferido e com sangramento intenso, além de escoriações múltiplas. “O manejo foi realizado por um oficial de controle animal qualificado e o animal, encaminhado ao departamento para atendimento emergencial”, disse, em nota. Com a informação de que se tratava de um caso de maus-tratos, foi iniciada a apuração com a solicitação de inquérito policial à Delegacia Especializada de Osasco. “Somente o inquérito poderá indicar as causa da morte e a quem cabe a responsabilidade”, diz a nota.

O professor de Direito e advogado Rafael Paiva, presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB/Santana, disse que, em tese, o caso é crime de maus tratos aos animais, previsto na Lei dos Crimes Ambientais. Segundo ele, o responsável direto pelo crime, segundo consta, seria o segurança que perpetrou os golpes contra o animal. Aparentemente, essa conduta teria sido ordenada por um superior dele. Nesse caso, se houve a ordem, essa pessoa responde como coautora do crime, caso tudo seja comprovado.” A pena prevista é de três meses a um ano de detenção, com aumento de um terço pela morte do animal.

Ainda segundo o advogado, o Carrefour também pode responder pela ação de seus prepostos, se ficar comprovado que a ordem partiu de alguém com algum tipo de comando na loja. “Por ser crime contra o meio ambiente, a pessoa jurídica também pode ser responsabilizada. A lei traz peculiaridades específicas no caso de pessoa jurídica. Uma das penas é deixar de receber benefícios fiscais, podendo ainda ser proibida de participar de licitações e de contratar com o poder público”, explica. Há ainda a possibilidade de a empresa ser alvo de ação civil pública para reparar o dano causado, devido ao clamor popular.

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Brasil

Passageiro é preso no aeroporto de Brasília após dizer a Lewandowski que "STF é uma vergonha"

Caso ocorreu nesta terça (3/12) durante um voo comercial que seguia de São Paulo para Brasília.
04/12/2018, 18h57

Um passageiro foi detido nesta terça-feira (4/12), no Aeroporto de Brasília, após dizer ao ministro Ricardo Lewandowski que o Superior Tribunal Federal (STF) é “uma vergonha”. O caso ocorreu durante um voo comercial que saiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Brasília; o homem foi preso pela Polícia Federal assim que a aeronave fez o pouso.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o passageiro, identificado como o advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, que está sentado próximo ao ministro, inicia uma conversa: “Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês”.

Logo em seguida, Ricardo Lewandowski responde à crítica do passageiro com uma pergunta: “Vem cá, você quer ser preso?”, e ainda pede a um comissário de bordo para que “Chame a Polícia Federal, por favor”.

O advogado rebate: “Eu não posso me expressar? Chamem a Polícia Federal, então. Por que eu falei que o Supremo é uma vergonha?”.

Veja o momento:

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PASSAGEIRO É PRESO NO AEROPORTO DE BRASÍLIA APÓS DIZER A LEWANDOWSKI QUE “STF É UMA VERGONHA” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Um passageiro foi detido nesta terça-feira (4/12), no Aeroporto de Brasília, após dizer ao ministro Ricardo Lewandowski que o Superior Tribunal Federal (STF) é “uma vergonha”. O caso ocorreu durante um voo comercial que saiu do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Brasília; o homem foi preso pela Polícia Federal assim que a aeronave fez o pouso. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Em um vídeo que circula nas redes sociais, o passageiro, identificado como o advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, que está sentado próximo ao ministro, inicia uma conversa: “Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês”. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Logo em seguida, Ricardo Lewandowski responde à crítica do passageiro com uma pergunta: “Vem cá, você quer ser preso?”, e ainda pede a um comissário de bordo para que “Chame a Polícia Federal, por favor”. O advogado rebate: “Eu não posso me expressar? Chamem a Polícia Federal, então. Por que eu falei que o Supremo é uma vergonha?”.

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O diálogo acirrado ocorreu quando o avião ainda estava em São Paulo. Assim que fez o pouso no aeroporto de Brasília, Cristiano foi detido por policiais federais para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

Passageiro acredita que conduta de  Lewandowski foi abusiva

Até às 15h de hoje o passageiro continuava detido na sede da Polícia Federal. Ao G1, por telefone, o homem disse que nem se quer falaram por qual crime ele responderia. Cristiano disse ainda que a conduta do ministro foi “ilegal e abusiva” e que tomará todas as “opções legais”.

De acordo com a assessoria de Lewandowski, “o passageiro começou a injuriar o STF como instituição, não pessoalmente ao ministro Lewandowski”, e por esse motivo o ministro pediu para que a Polícia Federal fosse acionada.

O ministro Ricardo Lewandowski, que integra a Segunda Turma do Supremo, seguia para Brasília para participar do julgamento de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril.

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Política

"Sou entusiasta do porte de arma", diz Major Araújo em entrevista ao Dia Online

Deputado reafirmou que pretende se candidatar a prefeito de Goiânia em 2020.
04/12/2018, 21h14

O deputado estadual Major Araújo (PRP) concedeu, nesta terça-feira (4/12), uma entrevista ao Dia Online, onde falou sobre os planos para os próximos anos, importantes temas da política goiana e de sua carreira como deputado e candidato a vice-prefeito em 2016 – período no qual ele afirma ter sofrido uma “série de boicotes”. Com ideais voltados à Segurança Pública, Major Araújo falou também sobre projetos polêmicos como o desarmamento da PM e o Bolsa Arma.

Nas eleições 2018, ocorridas no dia 7 de outubro, Major Araújo foi reeleito deputado estadual com 38.278 votos. Popular entre os goianienses, o deputado afirmou que pretende se lançar como candidato a prefeito em 2020. “Acredito que temos muito o que contribuir para o desenvolvimento de Goiânia”, escreveu por meio das redes sociais.

Assista a entrevista na íntegra:

Major Araújo fala sobre projetos polêmicos relacionados à Segurança Pública

Durante a entrevista, o Major declarou que o polêmico projeto de desarmamento da Polícia Militar, proposto por ele em 2011, pode ser considerado como uma provocação. “Questionou-se naquele momento a questão dos confrontos. Para evitar confrontos você tem que desarmar alguém, ou do lado de lá ou do lado de cá. Naquele momento eu provoquei: ‘a polícia é impotente para desarmar bandidos'”, disse. O major afirmou ainda que a polêmica foi criada com o intuito de discutir, de fato, a segurança pública no estado.

Ainda em relação ao combate à violência, Major Araújo comentou que é um entusiasta do porte de arma. “Acho que hoje não tem saída para nós”, desabafa o deputado. “Os governos não vão investir em estrutura porque criou-se uma bola de neve. Eu não espero do Caiado [governador eleito em Goiás] que ele vá compor os 30 mil policiais do efetivo; acho que só uma pessoa faria isso: só eu”, declara.

Major Araújo, que já foi vereador de Goiânia e autor de projetos como inclusão dos Militares e demais servidores da Segurança Pública nos programas de vacinação como grupo de risco e obrigação de vigilância armada nos caixas eletrônicos de agências públicas e privadas e cooperativas de crédito estabelecidos na capital, reafirmou que gostaria de voltar ao Dia Online como pré-candidato a prefeito. “Eu gostaria muito de discutir Goiânia.”

Imagens: Facebook 

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Goiás

Integrantes de quadrilha especializada em roubo a bancos morrem em troca de tiros com a polícia, em Minas Gerais

Confronto entre policiais e suspeitos aconteceu durante uma operação policial.
05/12/2018, 07h50

Cinco homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo a carros fortes e bancos e de pertencerem ao novo cangaço morreram na madrugada desta quarta-feira (5/12), depois de uma troca tiros com a polícia, na zonal rural de Brasilândia de Minas, em Minas Gerais.

A polícia informou que os suspeitos que morreram durante o confronto participaram de diversas ações criminosas em Goiás, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal (DF). Além de equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM), participaram da ação agentes do Grupo Antirroubo a Banco da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAB-DEIC) e policias do Grupo Tático (GT 3).

Os policiais encontraram com os suspeitos fuzis, pistolas, espingardas e outros equipamentos usados durante os roubos. A polícia informou também que faz buscas por outros membros do grupo e que o resultado da operação vai ser apresentado durante uma coletiva de imprensa.

Suspeitos morrem em suposta troca de tiros em Luziânia

No dia (13/10) dois bandidos morreram durante uma suposta troca de tiros com equipes das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) na DF-180, próximo a cidade de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, na noite da última sexta-feira (12/10).

A PM disse ao Portal Dia Online que os policiais da ROTAM viram um veículo do modelo Ford Ranger branco, e ao abordar os suspeitos, o motorista da caminhonete fugiu em alta velocidade, dando início a perseguição.

Durante o acompanhamento o condutor da caminhonete perdeu o controle do veículo, que capotou. Os suspeitos desceram carro e tentaram fugir a pé pela mata, efetuando disparos contra os policiais envolvidos na ocorrência.

A PM informou que os policiais revidaram a agressão e que na mata a troca de tiros continuou, com dois dos suspeitos sendo baleados, que não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Segundo as informações fornecidas pela polícia, o terceiro suspeito de integrar o bando conseguiu fugir.

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Economia

Após acordo entre Caiado e empresários, projeto econômico de impacto bilionário em Goiás é aprovado

Inicialmente, a proposta de Caiado de redução de incentivos fiscais a setores produtivos de Goiás foi vista com desconfiança e rejeição por parte dos empresários.

Por Ton Paulo
05/12/2018, 08h13

Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovaram em primeira votação na noite da última terça-feira (4/12), em sessão extraordinária, o projeto da governadoria com o substitutivo do relator, o deputado Lívio Luciano (Podemos), que dispõe sobre a redução de incentivos fiscais a setores produtivos em Goiás. A proposta, já aprovada, vai gerar um impacto de aproximadamente R$ 1 bilhão na economia do Estado, uma vez que mudará os quadros de reinstituição dos incentivos, dos benefícios fiscais ou financeiros-fiscais e das isenções relativos ao ICMS. O projeto foi acordado após uma reunião entre Caiado e nomes do empresariado goiano.

Antes da votação do projeto, o presidente da Alego, José Vitti, recebeu o governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM), e líderes empresariais na sala da Presidência, para selar acordo ao projeto. Estiveram presentes Otávio Lage, da Adial; André Rocha da Sifaeg e Pedro Alves, presidente da Fieg, além do empresário Edwal Portilho. À imprensa, caiado garantiu que Goiás continuará sendo um dos estados mais atrativos para novos empreendimentos.

O deputado e aliado de Caiado, Lívio Luciano, que relatou o projeto de convalidações fiscais, disse a um jornal local que o acordo fechado entre os empresários e Caiado não é muito distante do que foi anunciado no começo pelo futuro governador. Segundo ele, “o núcleo empresarial entendeu a atual situação do estado e viram que o momento é de abrir mão também”. “Posso adiantar que foram feitos ajustes setoriais, principalmente nos setores em que haviam benefícios sobrepostos, como o automobilístico”, afirmou o deputado.

Presidente da Adial diz que “o diálogo levou ao consenso”, se referindo à proposta de Caiado

Para o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), Otávio Lage de Siqueira Filho, os empresários, que inicialmente receberam o projeto com desconfiança e rejeição, agora o veem com bons olhos. “Abrimos mão de incentivos fiscais a que temos direito durante 12 meses, para ajudar a fazer o Estado de Goiás dar certo. O diálogo levou a esse consenso. Houve boa vontade de todos, ao ver o esforço do governador Ronaldo Caiado de fazer com que o Estado de Goiás continuasse atraindo empreendimentos, gerando empregos e desenvolvendo”, concluiu.

Caiado garantiu que Goiás continuará sendo um dos estados mais atrativos para as empresas e prevê a possibilidade de que medidas possam ser tomadas para enfrentar a concorrência de outros Estados. Segundo o democrata, com o acordo, o Estado contará com caixa extra de R$ 1 bilhão. Já os representantes dos empresários preveem investimentos de R$ 5 bilhões no Estado.

Via: O Hoje 

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