Brasil

OMS vai discutir e dar regras para edição de genes

04/12/2018, 07h44

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira, dia 3, que convocará especialistas do mundo todo para discutir a edição de genes em humanos. Na semana passada, o cientista chinês He Jiankui afirmou ter conseguido utilizar a técnica em bebês para reduzir o risco de contrair aids. Ghebreyesus afirmou nesta segunda que essa edição “não pode simplesmente ser feita, sem que existam regras claras”. Jiankui não é visto desde o anúncio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Caiado cede e muda proposta econômica inicial para entrar em acordo com empresários goianos

Caiado se reuniu com empresários que estavam insatisfeitos com a proposta inicial apresentada, que reduz incentivos fiscais a setores produtivos do Estado.

Por Ton Paulo
04/12/2018, 08h16

O governador eleito de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) decidiu, após reunião com empresários goianos, ceder e modificar a proposta de redução dos incentivos fiscais apresentada na Assembleia Legislativa (Alego). Caiado se reuniu com empresários no último domingo (2/12), e ontem (3/12) que estavam insatisfeitos com a proposta inicial apresentada, e um novo texto, após a reunião, deve ser apresentada ainda esta semana.

A proposta de Ronaldo Caiado, que, na prática, estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano, gerou polêmicas e reações por parte de setores produtivos do estado.

Uma das reuniões, com membros da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), foi feita na casa do senador e coordenador da transição democrata, Wilder Morais (DEM), no Setor Marista. No encontro, feito a portas fechadas, os empresários apresentaram uma contraproposta ao projeto que tramita na Assembleia.

Na última semana, o deputado Lívio Luciano (Podemos), líder da base caiadista na Alego, apresentou seu relatório a respeito do projeto de reinstituição dos incentivos fiscais, apresentado aos deputados pelo governador Zé Eliton (PSDB) com um substitutivo contendo as reduções dos benefícios.

Segundo informações do O Popular, um dos principais pontos discutidos por Caiado e os empresários foi a revisão dos cortes nos incentivos de setores como a indústria de veículos automotores, de frangos e carnes, de grãos (principalmente arroz, soja e feijão), laticínios e alcooleiro. Segundo os empresários, esses segmentos seriam mais penalizados que os demais na proposta apresentada.

O senador e governador eleito assegurou que Goiás não perderá competitividade com o projeto de convalidação dos incentivos fiscais proposto pelo novo governo. Em entrevista coletiva na última segunda-feira (3/12), o democrata confirmou que chegará a um acordo com representantes do setor produtivo.

Em sua conta no Facebook, Caiado disse garante “que a restituição dos incentivos está convalidada”, e que o “objetivo é apenas corrigir distorções para garantir a produção, o emprego dos goianos e a recuperação financeira do nosso Estado”.

Proposta de Caiado gerou reações por parte do empresariado goiano

A proposta econômica apresentada pelo governador eleito de Goiás foi apresentada em reunião na manhã de quarta-feira (21/11), onde democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás. O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

Segundo Lage, que declarou que os empresários estão reunidos para apresentar uma contraproposta, a nova medida anunciada por Caiado de corte de incentivos fiscais “vai ser muito ruim para o segmento”.

Daniel Vilela, derrotado nas eleições para Governador do Estado, também fez duras críticas à proposta de Caiado. Segundo ele, Caiado deve “apostar em empresas que vão gerar novas receitas e novos empregos para Goiás. O que o Caiado está querendo é implantar uma política de desenvolvimento atrasada”, diz.

Via: O Popular 

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Goiás

Vídeo mostra momento que cliente de bar tenta atropelar segurança que reage com tiros, em Itumbiara

Confusão começou, pois o cliente se negou a pagar a conta.
04/12/2018, 08h30

Dois homens foram presos na noite da última segunda-feira (3/12) depois de se envolverem em uma confusão, em um bar de Itumbiara, a 205 quilômetros de Goiânia.

As câmeras de segurança do estabelecimento mostram o momento que um cliente do bar discute com um dos seguranças do local, pois segundo as informações veiculadas pelo G1 ele se negou a pagar a conta. Passado alguns segundos, o consumidor entra no veículo e tenta atropelar o segurança, que consegue desviar, saca a arma efetuando disparos contra o veículo do agressor.

O motorista do carro dá ré e tenta atropelar o segurança novamente, mais uma vez ele consegue desviar do carro, e volta a atirar contra o cliente, que não é atingido.

A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) em Itumbiara foi chamada para atender a ocorrência e prendeu o segurança por tentativa de homicídio. Através das imagens das câmeras de segurança do bar, a polícia identificou o motorista do carro e que também foi preso por tentativa de homicídio e foi levado para o presídio de Itumbiara.

Confusão em bar terminou com homem esfaqueado em Goiânia

No último dia (15/11) um homem, de 36 anos, foi preso pela Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO),  suspeito de esfaquear nas costas um homem, de 42, dentro de um bar no Jardim Novo Mundo, em Goiânia.

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e encaminhada para uma unidade hospitalar, onde recebeu os primeiros socorros e depois foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

Segundo as informações divulgadas pela polícia, os dois homens se envolveram em uma confusão e em determinado momento, o suspeito acertou a vítima com golpes de faca nas costas.

De acordo com o Registro de Atendimento Integrado (RAI), agressor e vítima têm passagens pela polícia por terem cometido crimes

Via: G1 

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Brasil

Só 1/3 de novas vagas de graduação vai para áreas prioritárias do Mais Médicos

Cerca de 56% das vagas criadas estão em instituições de ensino do Sul e do Sudeste.
04/12/2018, 08h35

Contrariando o objetivo do Mais Médicos de levar faculdades de Medicina a cidades do interior do País que não tivessem nenhum curso do tipo, só 30% das vagas abertas desde 2013, quando o programa começou, ficam nos municípios prioritários, ou seja, que não possuíam escolas médicas anteriormente.

Os dados, obtidos pela reportagem com o Ministério da Educação (MEC), mostram ainda que a concentração dos cursos nas regiões mais ricas do País se manteve: 56% das vagas criadas estão em instituições de ensino do Sul e do Sudeste.

O aumento das vagas também não facilitou o acesso de estudantes mais pobres à graduação de Medicina: 83% dos postos criados no período estão em universidades privadas, que cobram pelo menos R$ 6 mil de mensalidade.

De acordo com a lei que criou o Mais Médicos, a contratação emergencial de profissionais brasileiros e estrangeiros (como os cubanos) para atuar nas áreas mais pobres do País era uma medida paliativa até que novos médicos, com uma formação mais focada em Medicina da Família, se graduassem e ocupassem essas vagas.

Para isso, o governo federal estipulou a meta de criar 11.400 vagas de graduação em Medicina entre 2013 e 2017, com foco em cidades do interior que ainda não tivessem faculdade médica. A meta quantitativa foi alcançada: desde 2013 até agora, o MEC autorizou 13.624 novas vagas, incluindo as de novos cursos e as adicionadas em escolas já existentes. Apenas 2.747 (20%) delas, no entanto, seguem todos os critérios dos editais abertos dentro do programa Mais Médicos.

Mesmo cursos criados em cidades que atendiam à regra do Mais Médicos de não possuir faculdade de Medicina ficaram, em parte, concentrados em municípios próximos dos grandes centros. Em São Paulo, por exemplo, foram autorizadas centenas de vagas em cidades da região metropolitana, como Osasco e Guarulhos, o que faz com que estudantes do interior continuem tendo de migrar para cursar a graduação.

Foi o caso da jovem Rafaela Gomes, de 22 anos. Moradora de Guaíra, município paulista a 450 quilômetros da capital, ela teve de se mudar para Osasco para cursar Medicina. “Até tem alguns cursos na região de Barretos, perto da minha cidade, mas são poucos e não passei no vestibular lá”, conta ela.

Para Jadete Barbosa Lampert, coordenadora da Comissão de Avaliação das Escolas de Saúde da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), as vagas acabam concentradas em áreas que já tinham cursos de Medicina por falta de estrutura de outras localidades. “O aumento de vagas extrapolou o planejamento. Não tinha como abrir esse número de vagas em locais sem estrutura de atendimento médico, sem um corpo docente qualificado”, diz ela, que relata ainda preocupação com a qualidade das faculdades abertas. “Com certeza tem muitas falhas”, afirma.

Já o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, diz que todos os editais abertos pelo MEC para a abertura de vagas pelo Mais Médicos tiveram amplo interesse das universidades. “As instituições de ensino queriam abrir mais vagas, mas quem define os municípios é o MEC”, diz ele.

Resposta

Questionado, o MEC afirmou que os dados mostram que “houve ampliação na rede de ensino de Medicina para cidades com instituições de ensino superior aptas a receberem o curso, bem como de residência em Medicina da Família, como havia sido proposto pela Lei do Mais Médicos”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Brasil

Migração: Brasil doa R$ 15 milhões a entidades internacionais

Dinheiro vai para o Acnur e a OIM.
04/12/2018, 08h45

O presidente Michel Temer autorizou o repasse de R$15 milhões para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações das Nações Unidas (OIM). Ambas as entidades se destinam a acolher pessoas em situação de vulnerabilidade em decorrência do fluxo migratório provocado pela crise humanitária.

A Medida Provisória 860, assinada pelo presidente Temer e ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, está publicada no Diário Oficial da União de hoje (4).

A doação ocorre no momento em que imigrantes venezuelanos buscam refúgio no Brasil, principalmente na região de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima.

No último dia 25, o governador eleito de Roraima, Antonio Denarium (PSL), afirmou, em nota publicada nas redes sociais, que defende o retorno dos “vários irmãos” venezuelanos e não a devolução, como foi interpretado por alguns setores da imprensa.

Anteriormente à Agência Brasil, Denarium disse que a solução passa por mais investimentos federais na região, mais controle na entrada dos refugiados, por programas de acolhimento em outros estados brasileiros, e o regresso dessas pessoas para o país de origem.

No último dia 24, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu um rígido controle na entrada de refugiados venezuelanos que chegam ao país. Ele afirmou que os venezuelanos fogem de uma ditadura e que o Brasil não pode deixá-los à própria sorte. Como medida para tentar resolver o problema, o presidente eleito sugeriu a criação de campos de refugiados.

Imagens: Agência Brasil 

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