Política

Lava Jato investiga se delator-bomba da Petrobras omitiu crimes

"Se tivermos indícios de omissões dolosas, terá que haver talvez alguma medida contra ele", declarou o delegado Filipe Hille Pacce.
05/12/2018, 14h38

O delegado de Polícia Federal Filipe Hille Pacce afirmou nesta quarta-feira, 5, que a Operação Lava Jato apura se o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o primeiro delator da investigação, omitiu fatos relativos a outros capítulos do esquema de corrupção e cartel na estatal. A Operação Sem Limites, fase 57 da Lava Jato, investiga gigantes do mercado internacional de petróleo por suspeita de pagamento de propinas milionárias a executivos da Petrobras em troca de vantagens na aquisição de derivados.

“O curioso é que o Paulo Roberto Costa não narrou esse esquema no momento da sua colaboração. Se tivermos indícios de omissões dolosas, terá que haver talvez alguma medida contra ele, ouvido novamente. É uma questão que vai ser objeto de diligência aqui nesta investigação”, declarou o delegado da PF.

Paulo Roberto Costa chefiou a diretoria de Abastecimento entre 2004 e 2012.

O engenheiro foi o primeiro delator-bomba da Lava Jato. Em março de 2014, quando a grande operação saiu às ruas pela primeira vez, ele foi preso por ordem do então juiz federal Sérgio Moro. Os investigadores descobriram US$ 23 milhões de Paulo Roberto em contas na Suíça.

Em agosto de 2014, ele firmou acordo de colaboração e revelou bastidores do esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobras. Apontou nomes de deputados e senadores que teriam recebido propinas.

“Eventualmente, se caracterizada a omissão dolosa em relação a esse ponto, ele perde os benefícios do acordo. Isso será apurado, aprofundado nas investigações e as medidas, se necessárias, serão adotadas”, afirmou o procurador da República, Athayde Ribeiro Costa.

A Lava Jato 57 suspeita que, entre 2011 e 2014, as empresas Vitol, Trafigura e Glencore pagaram propinas para intermediários e funcionários da Petrobras nos montantes, respectivamente, de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

A Sem Limites apura o pagamento total de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014.

Os investigadores da Lava Jato afirmam que os subornos beneficiavam funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à diretoria de Abastecimento. Segundo o Ministério Público Federal, as operações de trading e de locação que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, no estado do Texas, EUA, e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.

Outro lado

A reportagem está tentando localizar os citados e deixou o espaço aberto para manifestação.

O advogado João Mestieri, que defende Paulo Roberto Costa, manifestou-se da seguinte maneira: “O Sr. Paulo Roberto Costa narrou de forma ampla e irrestrita todos os fatos dos quais teve conhecimento, sendo inquestionável a total eficácia da sua colaboração.”

Imagens: Metrópoles - DF 

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Brasil

O triste fim da cadela envenenada e espancada por segurança do Carrefour

Cadela foi atraída por uma mortadela envenenada para a morte.
05/12/2018, 15h05

Nenhum latido vai conseguir expressar a dor da cachorrinha que comove o Brasil nos últimos dias desde que foi morta por um segurança do Carrefour, um dos maiores hipermercados do país, em Osasco, na Grande São Paulo. A agressão ocorreu na manhã do último dia 28 de novembro.

Com pelo branco e um preto rajado, abandonado,  o animal foi conduzido para a morte brutal, atraído por um pedaço de mortadela: recebeu várias pancadas com uma barra de ferro. Descobriria-se depois que o animal também sofreu do silencioso crime que mata animais domésticos todo dia: o envenenamento.

Qualquer um que assista ao vídeo que mostra a cachorrinha indo, desconfiada, retraída, rabo entre as pernas, focinho triste, para a saída do estacionamento do Carrefour, percebe o pressentimento ruim dela. Alguns segundos depois, ela reaparece na imagem, espancada, sangrando.

O animal corre, gritando um grito de cadela ferida, para dentro de uma loja. Deixa para trás o rastro de sangue em formato de patinhas.

Cadela é socorrida, mas perde muito sangue e morre após agressão no Carrefour

O triste fim do cachorro envenenado e espancado até a morte por segurança
Cão não sobreviveu a sangramento. Foto: reprodução.

Logo depois, é capturada pelo Zoonoses. Sob protestos, a cadela é atendida, mas não escaparia por causa do sangue que perdeu. Em fotografias, o animal aparece lambendo os ferimentos. Tenta estancar o sangue que jorra pelo que causou a brutalidade. Mas ela sangrou até a morte.

Vomitou pedaços de mortadela envenenada.

No vídeo sem áudio, é possível ver o espanto covarde de quem vê a cachorra de rua mancando após a agressão. O agressor? O segurança do supermercado, conforme divulgado pela imprensa, a mando do chefe, queria dar fim ao animal.

Segundo relato de Isabela Marcelino, que fez a denúncia em um post do Facebook, o chefe mandou o segurança sumir com ela dali porque gente importante do hipermercado apareceria por lá.

Como se as orelhas atentas, o rabo balançando, e a alegria da cachorrinha fossem tão ofensivas quanto as pancadas que a mataram.

As redes sociais fervilharam revolta. O assunto foi um dos mais comentados no Twitter e páginas de proteção aos animais e de artistas pediam a punição dos culpados.

Pressionada, a rede de hipermercados emitiu uma nota nada convivente, como se amenizasse as pancadas que fizeram a cadela sangrar até a morte.

Embora diga que repudie “qualquer tipo de maus-tratos contra animais”, o Carrefour prefere culpar o Centro de Zoonoses de Osasco. Escreve que acionou o órgão “por diversas vezes”. Sem política de proteção aos animais que circulam por ali em busca de pessoas que passam e deixam petiscos, a rede queria se ver livre da cachorrinha.

A mesma nota tenta esconder o que as imagens mostram: uma cadela indefesa, encurralado, agredida violentamente. “Um funcionário de empresa terceirizada tentou afastá-lo da entrada da loja e imagens mostram que esta abordagem pode ter ocasionado um ferimento na pata do animal.”

Para tentar limpar a barra, quem ligou ao Zoonoses ainda mentiu, dizendo que o animal tinha sido atropelado. Para evitar agressão, inclusive de funcionários do hipermercado que alimentavam o animal desde que ele apareceu por lá, há cinco dias, o segurança saiu de fininho do expediente mais cedo.

Este segurança teria um cachorrinho em casa, para trazer alegria aos filhos? Para lhe dar carinho após um dia duro de trabalho? Ou pelo menos ele teria um cachorrinho na memória da infância? Aquele cachorrinho que ele teria implorado aos pais para adotá-lo?

Ele vai conseguir passar a mão em um cachorro outra vez? Deixá-lo lamber suas mãos e deitar sobre seus pés?

De terno, como diz os Racionais, está vertido o diabo. Priorizar qualquer coisa senão a vida de um animal que espera apenas o amor é coisa má. Coisa do cão – do de baixo.

O que se sabe é que aquele latido do triste fim de uma cachorrinha abandonada não vai ser em vão. O choro, o latido, o sangue, representam vários cães espancados e envenenados em cada esquina de um Brasil cruel. Auauau!

O triste fim do cachorro envenenado e espancado até a morte por segurança
Homenagem feita por ativistas que defendem os animais. Foto: reprodução.

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Política

Bolsonaro reitera que alvos de denúncias comprovadas serão afastados

"Havendo qualquer comprovação ou denúncia robusta contra quem quer que seja e que esteja à altura da minha caneta, óbvio que ela será usada".
05/12/2018, 15h18

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (5) que qualquer pessoa indicada para compor sua equipe de governo será afastada caso se torne alvo de denúncias. A declaração do presidente eleito ocorre no momento em que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma petição autônoma específica para analisar as acusações de caixa dois feitas por delatores da J&F envolvendo o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmado para assumir a Casa Civil a partir de janeiro.

“Em havendo qualquer comprovação ou denúncia robusta contra quem quer que seja e que esteja à altura da minha caneta, óbvio que ela será usada”, respondeu Bolsonaro sobre a possibilidade de afastar Onyx. O presidente eleito disse que se necessário usará sua “caneta BIC” numa indicação de que pode exonerar e nomear a qualquer momento.

Ontem (4) Onyx divulgou nota em que afirma receber “com muita tranquilidade” a decisão de Fachin. De acordo com o ministro, será a oportunidade para esclarecer os fatos e a verdade de “forma definitiva”.

“Tal procedimento me dará oportunidade de esclarecer, com a verdade e de forma definitiva, perante o Poder Judiciário, as questões relativas ao fato, a exemplo do que já foi feito diante da opinião pública de meu estado e da sociedade brasileira”, diz a nota.

Condecoração

O presidente eleito foi condecorado hoje com a Medalha do Pacificador com Palma, entregue pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, no Quartel General da força, em Brasília.A distinção é concedida a militares brasileiros que, em tempos de paz, se distinguiram por atos pessoais de abnegação, coragem e bravura, com riscos à própria vida.

Segundo o Exército, em 1978, quando Bolsonaro era aspirante a oficial, ele impediu que um soldado da 2° Bateria de Obuses do 21° Grupo de Artilharia de Campanha se afogasse durante atividade de instrução militar. O soldado era Celso Moraes Luiz.

“Durante um exercício, o soldado desapareceu na lagoa. Eu era atleta das Forças Armadas, um bom nadador, e consegui resgatá-lo”, contou Bolsonaro ao lado de Moraes. A medalha não foi concedida antes para não acusarem o gesto de ter propósito eleitoral.

Bolsonaro deixou o serviço ativo do Exército em dezembro de 1988, passando à reserva remunerada com a patente de capitão. Em 2005, já deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele recebeu sua primeira medalha, do Mérito Militar.

A honraria foi reivindicada pelo próprio Bolsonaro, em 2012. Segundo a assessoria do Exército, a demora no reconhecimento do gesto de brabura se deve ao trâmite burocrático necessário à análise do pedido. Ainda de acordo com a assessoria da força, não há prazo máximo estipulado para a conclusão da análise de processos deste tipo.

Imagens: Exame.com 

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Goiás

Falso técnico da Sky que enganava consumidores em Goiânia é condenado a um ano de prisão

O falso técnico da Sky chegava a dirigir um carro com a marca da companhia para enganar os clientes.

Por Ton Paulo
05/12/2018, 15h29

Um homem que se passava por funcionário da empresa de TV e internet Sky, utilizando a logo e o uniforme da empresa para aplicar golpes em Goiânia, foi condenado a um ano de prisão. De acordo com uma das vítimas, que denunciou o caso à justiça, o falso técnico da Sky chegava a dirigir um carro com a marca da companhia.

Segundo o processo, que teve início em março de 2013 mas só teve sentença expedida essa semana, a vítima denunciou o homem depois que ele foi contratado para prestar serviços de instalação de TV em sua casa, ter cobrado o valor de R$ 4.300 e desaparecido, sem fazer o serviço.

De acordo com a vítima, ela notou a logomarca da Sky no estabelecimento do homem, que se situava no Setor Água Branca, em Goiânia, e decidiu contratar os serviços de instalação de equipamentos de TV por assinatura oferecidos por ele. Ainda conforme o processo, a vítima já possuía assinatura da Sky, porém, acreditava que o falso técnico estava instalando equipamentos referentes a um novo plano contratual. Os aparelhos originais da companhia foram levados pelo homem que os trocou por outros falsificados.

A vítima ainda afirmou em depoimento que, no momento da instalação, o homem, que se dirigiu a sua casa em um veículo com a logomarca da Sky e também usava uniforme com a marca da empresa, testou apenas alguns canais básicos na televisão e ficou de retornar à sua residência para concluir o procedimento. Porém, segundo a vítima, o farsante nunca voltou e após alguns dias de uso os canais deixaram de funcionar.

Por esse motivo, a vítima telefonou para o homem, que disse que o problema era oriundo da Sky. A vítima então entrou em contato com a empresa que recomendou que ele registrasse ocorrência policial, pois o pacote de canais que pensava que tinha comprado não existia.

Em sua defesa, o homem confessou que, apesar de oferecer o serviço, nunca teve nenhum vínculo com a empresa Sky, e tampouco possuía autorização para vender quaisquer produtos ou serviços da marca. Ele declarou que o aparelho codificador e as antenas da TV por assinatura colocadas na casa do cliente foram fornecidos ilicitamente por um colega chamado Carlos, cujo endereço e telefone não soube indicar.

Ele alegou ainda que os equipamentos vinham com códigos e senhas de acesso liberados por um período de três meses e depois paravam de receber sinal por falta de pagamento, e detalhou o detalhou também que a vítima tinha ciência de que os aparelhos instalados eram de procedência ilícita sob o argumento que o ofendido conhecia o procedimento usual de contratação do serviço da Sky oferecido por telefone.

Juíza condenou o falso técnico da Sky a um ano de prisão

A juíza Placidina Pires, que julgou o caso entendeu que o homem forneceu elementos suficientes para que o golpe contra a vítima acontecesse porque “admitiu que possuía loja com a logomarca da empresa Sky, na qual prestava serviço de instalação de TV por assinatura, sem autorização dela e que instalava equipamentos oriundos do Paraguai para captação de sinais de TV a cabo, os chamados “Sky gato”, destacou a magistrada.

De acordo com sanções do artigo 171 do Código Penal, que dizem respeito a indução de erro a vítima, obtenção de vantagem patrimonial ilícita e prejuízo da pessoa ludibriada, elementos que configuram o crime de estelionato, Placidina condenou o acusado a um ano de reclusão com a possibilidade de recorrer em liberdade

Via: TJ-GO 

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Goiás

Autores de violência doméstica contra mulher serão obrigados a ressarcir a prefeitura de Goiânia

Projeto foi apresentado hoje na Câmara Municipal e vai ser encaminhado a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
05/12/2018, 15h57

O vereador Carlos Alberto da Silva, o Carlin Café (PPS), apresentou durante sessão na Câmara Municipal de Goiânia, nesta quarta-feira (5/12), um projeto de lei que propõe que os autores de violência doméstica contra mulheres façam o ressarcimento dos gastos de saúde com as vítimas à Prefeitura de Goiânia.

O projeto não leva em consideração apenas agressão física, mas agressões morais, psicológicas e patrimonial estão entre os casos que vão ser analisados pela proposta. O vereador busca através da proposta garantir que leis de proteção as vítimas de Violência doméstica como a Lei Maria da Penha, sejam mais efetivas em Goiânia.

De acordo com o projeto, o agressor que praticar atos de violência contra mulher seja física, psicológica ou moral, vai ser obrigado a indenizar o Sistema Único de Saúde (SUS), com todos os custos do tratamento. O valor a ser pago pelo ofensor vai ser cobrado de acordo com a tabela vigente.

O projeto prevê que os recursos arrecadados sejam recolhidos ao Fundo de Saúde do Município.

Vereador explica o que pretende com o projeto

Portal Dia Online entrou em contato com o vereador Carlin Café que contou que o projeto é voltado para o agressor familiar, conforme a Lei Maria da Penha, e que ele pague não apenas de maneira penal, mas que ele possa arcar com os custos que o município tem com o atendimento médico nos Cais, hospitais e remédios.

Autores de violência doméstica contra mulher serão obrigados a ressarcir à prefeitura de Goiânia
Foto: Reprodução

“Espero inibir e diminuir mais ainda a questão da violência contra a mulher, contra a família e não colocar a sociedade pagando, pelo que o agressor fez, pois toda sociedade que paga. Então vamos cobrar dele, para ele assumir a responsabilidade que não é da população”, explica o vereador.

O projeto agora vai ser encaminhado para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e se for aprovada, a proposta volta para ser o plenário da casa para primeira votação. “Espero que outros municípios acompanhem esse projeto, para que o agressor não tenha apenas a pena criminal, é para fazer doer no bolso dele mesmo, fazer com que ele pague pela agressão”, conta Carlin Café.

No final de novembro a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou número sobre agressões à mulheres

No Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, comemorado no dia (25/11), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório do número de casos registrados em 2017. De acordo com o documento, cerca de 50 mil mulheres são vítimas de feminicídio por ano. Os dados mostram que 137  mulheres são assassinadas a cada dia, sendo seis homicídios por hora. Na maioria dos casos, os companheiros, ex-maridos ou familiares são os responsáveis pela violência.

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