Mundo

Mácron cede mais e cancela imposto sobre combustível para evitar novos protestos

05/12/2018, 19h48

O governo francês decidiu nesta quarta-feira, 5, abandonar o imposto sobre combustível que previamente tinha sido suspenso por seis meses após reivindicação dos protestos nas ruas do país, que ganham novas adesões a cada dia. O premiê francês, Edouard Philippe, comunicou aos parlamentares a decisão do presidente Emmanuel Macron de retirar a previsão de aumento do orçamento de 2019 para tentar o diálogo com os manifestantes.

O premiê não deixou claro se o reajuste poderia ser adicionado eventualmente em uma emenda ao orçamento durante o ano que vem. A concessão custará € 2 bilhões (cerca de R$ 8,7 bilhões) aos cofres públicos.

O presidente também congelou as discussões que teria sobre reajustes dos preços de alimentos, mas nada parecia aplacar o ímpeto da mobilização. Sindicatos de produtores rurais e caminhoneiros anunciaram adesão à ela.

Os protestos dos “coletes amarelos” começaram como resposta a um plano do governo de elevar taxas de combustível para desestimular o uso de carros e fazer uma transição para energia limpa. O porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, deixou aberta hoje a porta para um possível restabelecimento do Imposto sobre Fortuna (ISF), uma das reivindicações mais frequentes dos manifestantes.

Nos últimos dias, o movimento tornou-se mais heterogêneo. Estudantes colocaram fogo em colégios para protestar contra o novo sistema de seleção para as universidades; pequenos comerciantes bloquearam estradas contra os altos impostos; pensionistas foram para as ruas contra o que chamaram de elitismo do presidente. Nas últimas adesões, o maior sindicato de agricultores da França anunciou atos para a próxima semana depois que o sindicato dos caminhoneiros conclamou a categoria para uma grande greve a partir de domingo.

Os sindicatos na França não vinham, até então, desempenhando um papel importante do movimento espontâneo, mas agora tentam capitalizar o crescente descontentamento popular. Em um comunicado conjunto, dois sindicatos de caminhoneiros instaram esses profissionais a iniciar na noite de domingo um protesto contra um corte nos pagamentos das horas extras e pediram uma reunião urgente com o ministro dos Transportes.

O sindicato dos agricultores FNSEA disse que lutará para ajudar os produtores rurais a melhorar seus rendimentos, ainda que não oficialmente participe do movimento “coletes amarelos”, que leva esse nome em referência aos coletes que os motoristas são obrigados a manter em seus carros.

A polícia francesa liberou a maioria dos depósitos de combustível que os manifestantes haviam bloqueado, mas em grande parte da França ainda faltava o produto nas bombas.

Manifestantes também tomaram cabines de pedágio nas estradas do país, permitindo que motoristas passassem sem pagar, para pressionar por demandas que vão do aumento de salários e pensões à dissolução da Assembleia Nacional, o Parlamento francês.

Na Universidade Tolbiac, centro de Paris, estudantes tomaram o prédio e as aulas foram canceladas. “Nós precisamos de impostos, o problema é que eles não são propriamente redistribuídos”, disse o manifestante Thomas Tricottet à TV BFM. “Obviamente, nós temos de lutar contra isso.”

Um estudante foi ferido durante os protestos em frente a uma escola em Saint-Jean-de-Braye, no norte da França. Segundo a TV BFM, ele foi atingido na cabeça por uma bala de borracha, o que não foi confirmado imediatamente por autoridades.

Vários colégios de Ensino Médio estavam bloqueados ontem, pelo terceiro dia consecutivo, em uma mobilização contra a reforma educacional do governo. A associação de estudantes secundaristas FIDL pediu um ato “amplo e geral” para hoje e exigiu a renúncia do ministro da Educação.

Éric Drouet, um porta-voz dos “coletes amarelos”, convocou os franceses a se reunirem no sábado perto de pontos importantes da capital francesa como a Avenida Champs-Élysées, Arco do Triunfo, ou Palácio da Concórdia ou em frente à Assembleia Nacional.

Recluso

Acusado pelos manifestantes de ser o “presidente dos ricos” e um estranho para os trabalhadores, as ações de Macron têm feito pouco para mudar essa percepção desde que ele retornou de uma viagem para a Argentina, no fim de semana, onde participou da cúpula do G-20.

Ele tem se recusado a falar publicamente sobre os protestos e permanecido a maior parte do tempo na residência oficial. Na noite de terça-feira, ele foi vaiado ao visitar um prédio do governo que foi destruído por manifestantes no fim de semana.

Um dos líderes dos protestos, Christophe Chalencon, disse ontem temer que haja mais mortes se os protestos de sábado forem adiante e pediu que Macron se manifeste. Os atos das últimas três semanas deixaram 4 mortos e mais de 400 feridos. Segundo Chalencon, Macron precisa admitir que cometeu um erro. Ontem, apenas o porta-voz do presidente falou, pedindo calma aos envolvidos.

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Saúde

Mulher que ficou com restos de placenta após parto em maternidade de Goiânia deve receber R$ 10 mil

Restos placentários foram retirados do útero da paciente 30 dias após o nascimento do bebê.
05/12/2018, 20h49

A Prefeitura de Goiânia deverá indenizar em R$ 10 mil uma mulher que ficou com restos de placenta após parto realizado na Maternidade Dona Iris, na capital. De acordo com processo, os restos placentários foram retirados do útero da paciente 30 dias após o nascimento do bebê. A decisão é do juiz Fabiano Abel de Aragão Fernandes, que ressaltou que a imperícia da equipe médica causou transtornos à paciente.

A paciente, que não teve o nome divulgado, deu entrada no hospital no dia 16 de agosto do ano passado, onde a criança nasceu por parto normal. Nas primeiras horas após dar a luz, a mulher começou a sentir febre, queda da pressão arterial, desmaios e sangramento excessivo, de acordo com os prontuários médicos, sendo necessária, inclusive, transfusão de sangue.

Depois de 18 dias internada, a paciente recebeu alta médica, mas em casa voltou a sentir fortes dores abdominais, odor fétido nas partes íntimas, além de hemorragia. A paciente entrou em contato com a maternidade, mas foi informada de que o sangramento era normal nos primeiros dias do estado puerperal.

No dia 9 de setembro, quase 30 dias depois do parto, a mulher foi internada novamente. Após exame de ultrassom, foi constado restos de placenta no útero da paciente. Foi realizado um procedimento de curetagem e uma nova transfusão de sangue devido a intensa hemorragia e risco de morte.

Falha no atendimento em maternidade de Goiânia

Para o juiz, houve falha no atendimento médico na maternidade. “A equipe médica não diligenciou em investigar a causa do sangramento e tampouco teve a cautela de submetê-la a um exame de ultrassom ou a outro exame adequado para indicar as causas do sangramento e da súbita síncope que lhe acometeu. Foi necessário que ela retornasse ao hospital com quadro de saúde ainda mais agravado para que somente então fosse feito o exame para detectar a causa da infecção e do sangramento recorrente, situação essa que poderia ter sido plenamente evitada houvessem os profissionais que a atenderam procedido com responsabilidade”.

Na decisão, ele considerou ainda que o ocorrido causou à paciente “danos a sua integridade psíquica, ao seu amor-próprio, a sua tranquilidade e expectativas comprometidas de poder cuidar de seu filho logo após o parto são evidentes e o direito de ser compensada por tudo isso salta aos olhos.”

Via: TJ-GO 
Imagens: Drauzio Varella 

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Goiás

Rotam encontra mais de duas toneladas de drogas em carregamento de aveia, em Serranópolis

Debaixo da carga de grãos de aveia que o caminhão levava, os policiais encontraram mais de duas toneladas de maconha e mais de seis quilos de skunk.

Por Ton Paulo
06/12/2018, 08h37

Os policiais da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) tiveram uma surpresa após fazer a abordagem de um caminhão de carga que transitava na região de Serranópolis, a 380 quilômetros de Goiânia, na noite da última quarta-feira (5/12). Debaixo da carga de grãos de aveia que o caminhão levava, os policiais encontraram mais de duas toneladas de maconha e mais de seis quilos de skunk. A apreensão foi feita em colaboração com a Polícia Federal/SR/TO.

Segundo informações da Rotam, a abordagem do caminhão aconteceu na noite de ontem, por volta das 23h00. O veículo, que trafegava pela região de Serranópolis, interior do estado, estava carregada com sacos de grãos de aveia.

Ao ser feita uma busca no interior do caminhão, a equipe da Rotam encontrou 2.517,600 quilos de maconha, mais de duas toneladas, escondidos sob o carregamento de aveia. Além disso, os policiais também encontraram pouco mais de seis quilos de skunk.

A equipe policial abordou também um veículo Ford/Ecosport utilizado como “batedor” para o caminhão com a carga de entorpecentes, que veio do Paraguai. Durante a ação policial, Elcivan Pereira de Sousa, responsável pelo transporte da droga, foi preso em flagrante, assim como os ocupantes do veículo, que associados estavam apoiando o transporte da droga, sendo Jorge Macedo da Silva, que já possuía antecedentes criminais, Cláudia Silveira dos Santos e um menor de idade.

Os detidos foram encaminhados pra a sede da Polícia Federal no município de Jataí, sudoeste de Goiás, para as providências cabíveis. Todo a droga apreendida, assim como os veículos utilizados no tráfico de drogas, foram apreendidos e também encaminhados para a Polícia Federal.

Tonelada de maconha já havia sido apreendido em Serranópolis, em julho deste ano

Um homem de 30 anos foi preso suspeito de transportar cerca de 1 tonelada de maconha na carroceria de uma caminhonete, na GO-184, em Serranópolis, na região sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Militar, Moisés de Jesus Alexandre disse que ia levar a droga para Goiânia.

O capitão da PM responsável pela apreensão informou que Moisés tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas. O suspeito e a droga, à época, foram levados para a sede da Polícia Federal em Jataí..

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Goiás

Operação Migração Dois desarticula organização criminosa em Goiás

A organização criminosa era comandada de dentro do presídio.
06/12/2018, 09h51

A segunda fase da Operação Migração Dois foi deflagrada pela Polícia Civil (PC), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores – DERFVRA, e desarticulou uma organização criminosa responsável pelos crimes de roubo, receptação, adulteração de veículos, falsificação de documentos e tráfico de drogas. Caso será apresentado hoje (6/12), na DERFVRA.

Foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 46 mandados de busca e apreensão em 8 municípios – Goiânia, Trindade, Pontalina, Bom Jesus de Goiás, Porangatu Piracanjuba, Nova Veneza e Abadia de Goiás.

A operação resultou na apreensão de instrumentos utilizados nas falsificações de placas veiculares, carros adulterados e documentos.

De acordo com o Delegado Fabio Meireles, que conduz as investigações, a organização criminosa era comandada de dentro da Array>Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), por dois detentos, que não tiveram o nome revelados para não atrapalhar na investigação. 

O Delegado contou ainda que no ano passado foi realizada a primeira fase da operação, e agora teve um desdobramento.

Participaram da operação 120 policiais civis da DERFRVA, DENARC, DECON, DOT, 1ªDRP, GEPATRI, 1ªDRP, GIH, 2ªDRP, 6ªDRP, 12ªDRP, GT3, GPO, além da polícia científica.

As investigações ainda estão em andamento, e o caso será apresentado pelo Delegado Fábio Meireles, responsável pela investigação.

Primeira fase da Operação Migração foi realizada pela DERFVRA no ano passado

Em outubro do ano passado a Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) cumpriu 14 mandados de prisão durante a primeira fase da Operação Migração. O objetivo era desarticular uma organização criminosa especializada na clonagem de veículos. Além das ordens judiciais determinando as prisões, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Anápolis e Aparecida de Goiânia.

Segundo informações da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, a quadrilha é especializada em clonagem de veículos.

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Entretenimento

Thammy e esposa doarão óvulos para inseminação, diz Gretchen sobre futuro neto

Gretchen admitiu não saber como será feita a técnica.
06/12/2018, 09h52

“Eu acho ótimo”, comemorou Gretchen ao falar sobre a decisão de Thammy Miranda e Andressa Ferreira de realizarem inseminação artificial para terem o primeiro filho. A declaração foi dada durante o programa “Luciana By Night”, na Rede TV!, desta quarta-feira, 5.

A cantora revelou que o casal deve iniciar o procedimento já neste mês para que a modelo esteja grávida em janeiro de 2019, se tudo der certo.

Gretchen admitiu não saber, com certeza, como será feita a técnica, mas acredita que serão usados óvulos de Thammy e Andressa. “Thammy ainda tem óvulo. Creio que um de Thammy e um de Andressa. Ainda não sei de detalhes, mas o desejo é que use um óvulo de um e de outro”, ressalta.

Sobre as críticas sofridas pelo filho, Gretchen analisa: “Olha, seria tão bom se as pessoas não ficassem se incomodando com o outro e vivessem suas próprias vidas. Já é tão difícil viver a vida da gente, você ainda quer viver a vida do vizinho, do outro…”.

Gretchen garante que nunca se preocupou com o que os outros dizem a respeito dela. A cantora lembrou do tempo em que, aos 18 anos, saía para comprar pão na padaria com uma meia calça na cabeça, uma espécie de touca, para não desmanchar o cabelo.

“A Sula (Miranda), minha irmã, dizia: ‘Você tá louca, vai desse jeito na padaria?’. Eu dizia: ‘Se alguém tem que gostar de mim, tem que gostar assim. Porque, se gosta de mim com a touca, imagina sem… iria me adorar! Eu não estava nem aí”.

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