Política

Prazo para justificar ausência no primeiro turno termina nesta quinta

quitação eleitoral é exigida para posse em cargo público, matrícula em instituições de ensino superior e emissão de passaporte; no caso de servidor público, a regularidade eleitoral é condição para recebimento do salário.
05/12/2018, 14h25

O prazo para justificar a ausência no primeiro turno das eleições deste ano, realizado no dia 7 de outubro, encerra-se nesta quinta-feira (6). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aqueles que não votaram no primeiro turno precisam regularizar sua situação eleitoral.

Conforme o TSE, a quitação eleitoral é exigida para posse em cargo público, matrícula em instituições de ensino superior e emissão de passaporte, por exemplo. No caso de servidor público, a regularidade eleitoral é condição para recebimento do salário. Após três ausências consecutivas às urnas, o eleitor tem o título cancelado.

A justificativa pode ser feita pela internet, no Sistema Justifica, disponível nos portais dos tribunais regionais eleitorais (TREs), no menu de serviços ao eleitor. Neste caso, o eleitor deve preencher o formulário online, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar. O sistema emite o protocolo para acompanhamento do pedido.

O eleitor também pode ir a um cartório eleitoral, preencher o formulário disponível nesses locais e nos portais dos tribunais eleitorais. A documentação deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviada por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual o eleitor é inscrito. É preciso anexar ao formulário a comprovação do motivo da ausência nas eleições.

Residentes no exterior

Os brasileiros residentes no exterior inscritos para votar, mas que não compareceram às urnas, também precisam justificar a ausência.Nesse caso, o requerimento de justificativa eleitoral deve estar acompanhado de cópia de documento oficial brasileiro de identidade e da comprovação do motivo da ausência. A justificativa pode ser entregue nas representações diplomáticas brasileiras ou enviada pelo Sistema Justifica.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Falsos policiais que enganavam vítimas de roubo são presos em Goiás

Os criminosos ligavam para as delegacias e, se passando por policiais, coletavam informações sobre os veículos roubados e seus donos, ligando para eles em seguida e pedindo um "resgate".

Por Ton Paulo
05/12/2018, 14h34

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (5/12) pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PC), em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Paraná, desarticulou e prendeu uma quadrilha de falsos policiais que extorquiam vítimas de roubo de carro em Goiás. Os criminosos entravam com contato com as delegacias e, se passando por policiais, coletavam informações sobre os veículos roubados e seus donos. Logo em seguida, entravam em contato com as pessoas vítimas de roubado e exigiam o pagamento de um “resgate”, para devolver o carro que não possuíam.

Em Goiás, a operação, que foi batizada de Boi na Linha, contou com a ação da PC por meio da 5ª DRP/Luziânia. Mais de 70 policiais civis cumpriram 20 mandados judiciais – 12 de prisão temporária e oito de busca e apreensão – no Paraná, em Goiás e no Distrito Federal.

De acordo com a polícia, os integrantes faziam contato com Batalhões de Polícia Militar e Delegacias de Polícia, se passando por policiais, momento em que obtinham informações acerca da ocorrência envolvendo os veículos subtraídos das vítimas.

Em seguida, de posse dessas informações, os suspeitos entravam em contato com as vítimas para extorquí-las, cobrando um valor em dinheiro e prometendo que seus bens seriam restituídos.

Falsos policiais foram presos em três municípios diferentes

Das nove pessoas que foram presas nessa fase da operação, e que integravam a quadrilha, seis foram detidos em Luziânia, um em Novo Gama e um em Cidade Ocidental, os três no entorno de Brasília. A polícia informou que um dos alvos já estaria preso na Cadeia Pública de Luziânia, local onde aplicava os golpes em tela.

Os demais presos são pessoas que forneciam suas contas bancárias para o chefe da organização criminosa, em troca de uma comissão.

As investigações foram iniciadas pela Polícia Civil do Estado do Paraná, com posterior apoio da Polícia Civil do Estado de Goiás, tanto na localização dos suspeitos, quanto nas diligências operacionais.

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Política

Lava Jato investiga se delator-bomba da Petrobras omitiu crimes

"Se tivermos indícios de omissões dolosas, terá que haver talvez alguma medida contra ele", declarou o delegado Filipe Hille Pacce.
05/12/2018, 14h38

O delegado de Polícia Federal Filipe Hille Pacce afirmou nesta quarta-feira, 5, que a Operação Lava Jato apura se o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o primeiro delator da investigação, omitiu fatos relativos a outros capítulos do esquema de corrupção e cartel na estatal. A Operação Sem Limites, fase 57 da Lava Jato, investiga gigantes do mercado internacional de petróleo por suspeita de pagamento de propinas milionárias a executivos da Petrobras em troca de vantagens na aquisição de derivados.

“O curioso é que o Paulo Roberto Costa não narrou esse esquema no momento da sua colaboração. Se tivermos indícios de omissões dolosas, terá que haver talvez alguma medida contra ele, ouvido novamente. É uma questão que vai ser objeto de diligência aqui nesta investigação”, declarou o delegado da PF.

Paulo Roberto Costa chefiou a diretoria de Abastecimento entre 2004 e 2012.

O engenheiro foi o primeiro delator-bomba da Lava Jato. Em março de 2014, quando a grande operação saiu às ruas pela primeira vez, ele foi preso por ordem do então juiz federal Sérgio Moro. Os investigadores descobriram US$ 23 milhões de Paulo Roberto em contas na Suíça.

Em agosto de 2014, ele firmou acordo de colaboração e revelou bastidores do esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobras. Apontou nomes de deputados e senadores que teriam recebido propinas.

“Eventualmente, se caracterizada a omissão dolosa em relação a esse ponto, ele perde os benefícios do acordo. Isso será apurado, aprofundado nas investigações e as medidas, se necessárias, serão adotadas”, afirmou o procurador da República, Athayde Ribeiro Costa.

A Lava Jato 57 suspeita que, entre 2011 e 2014, as empresas Vitol, Trafigura e Glencore pagaram propinas para intermediários e funcionários da Petrobras nos montantes, respectivamente, de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

A Sem Limites apura o pagamento total de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014.

Os investigadores da Lava Jato afirmam que os subornos beneficiavam funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à diretoria de Abastecimento. Segundo o Ministério Público Federal, as operações de trading e de locação que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, no estado do Texas, EUA, e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.

Outro lado

A reportagem está tentando localizar os citados e deixou o espaço aberto para manifestação.

O advogado João Mestieri, que defende Paulo Roberto Costa, manifestou-se da seguinte maneira: “O Sr. Paulo Roberto Costa narrou de forma ampla e irrestrita todos os fatos dos quais teve conhecimento, sendo inquestionável a total eficácia da sua colaboração.”

Imagens: Metrópoles - DF 

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Brasil

O triste fim da cadela envenenada e espancada por segurança do Carrefour

Cadela foi atraída por uma mortadela envenenada para a morte.
05/12/2018, 15h05

Nenhum latido vai conseguir expressar a dor da cachorrinha que comove o Brasil nos últimos dias desde que foi morta por um segurança do Carrefour, um dos maiores hipermercados do país, em Osasco, na Grande São Paulo. A agressão ocorreu na manhã do último dia 28 de novembro.

Com pelo branco e um preto rajado, abandonado,  o animal foi conduzido para a morte brutal, atraído por um pedaço de mortadela: recebeu várias pancadas com uma barra de ferro. Descobriria-se depois que o animal também sofreu do silencioso crime que mata animais domésticos todo dia: o envenenamento.

Qualquer um que assista ao vídeo que mostra a cachorrinha indo, desconfiada, retraída, rabo entre as pernas, focinho triste, para a saída do estacionamento do Carrefour, percebe o pressentimento ruim dela. Alguns segundos depois, ela reaparece na imagem, espancada, sangrando.

O animal corre, gritando um grito de cadela ferida, para dentro de uma loja. Deixa para trás o rastro de sangue em formato de patinhas.

Cadela é socorrida, mas perde muito sangue e morre após agressão no Carrefour

O triste fim do cachorro envenenado e espancado até a morte por segurança
Cão não sobreviveu a sangramento. Foto: reprodução.

Logo depois, é capturada pelo Zoonoses. Sob protestos, a cadela é atendida, mas não escaparia por causa do sangue que perdeu. Em fotografias, o animal aparece lambendo os ferimentos. Tenta estancar o sangue que jorra pelo que causou a brutalidade. Mas ela sangrou até a morte.

Vomitou pedaços de mortadela envenenada.

No vídeo sem áudio, é possível ver o espanto covarde de quem vê a cachorra de rua mancando após a agressão. O agressor? O segurança do supermercado, conforme divulgado pela imprensa, a mando do chefe, queria dar fim ao animal.

Segundo relato de Isabela Marcelino, que fez a denúncia em um post do Facebook, o chefe mandou o segurança sumir com ela dali porque gente importante do hipermercado apareceria por lá.

Como se as orelhas atentas, o rabo balançando, e a alegria da cachorrinha fossem tão ofensivas quanto as pancadas que a mataram.

As redes sociais fervilharam revolta. O assunto foi um dos mais comentados no Twitter e páginas de proteção aos animais e de artistas pediam a punição dos culpados.

Pressionada, a rede de hipermercados emitiu uma nota nada convivente, como se amenizasse as pancadas que fizeram a cadela sangrar até a morte.

Embora diga que repudie “qualquer tipo de maus-tratos contra animais”, o Carrefour prefere culpar o Centro de Zoonoses de Osasco. Escreve que acionou o órgão “por diversas vezes”. Sem política de proteção aos animais que circulam por ali em busca de pessoas que passam e deixam petiscos, a rede queria se ver livre da cachorrinha.

A mesma nota tenta esconder o que as imagens mostram: uma cadela indefesa, encurralado, agredida violentamente. “Um funcionário de empresa terceirizada tentou afastá-lo da entrada da loja e imagens mostram que esta abordagem pode ter ocasionado um ferimento na pata do animal.”

Para tentar limpar a barra, quem ligou ao Zoonoses ainda mentiu, dizendo que o animal tinha sido atropelado. Para evitar agressão, inclusive de funcionários do hipermercado que alimentavam o animal desde que ele apareceu por lá, há cinco dias, o segurança saiu de fininho do expediente mais cedo.

Este segurança teria um cachorrinho em casa, para trazer alegria aos filhos? Para lhe dar carinho após um dia duro de trabalho? Ou pelo menos ele teria um cachorrinho na memória da infância? Aquele cachorrinho que ele teria implorado aos pais para adotá-lo?

Ele vai conseguir passar a mão em um cachorro outra vez? Deixá-lo lamber suas mãos e deitar sobre seus pés?

De terno, como diz os Racionais, está vertido o diabo. Priorizar qualquer coisa senão a vida de um animal que espera apenas o amor é coisa má. Coisa do cão – do de baixo.

O que se sabe é que aquele latido do triste fim de uma cachorrinha abandonada não vai ser em vão. O choro, o latido, o sangue, representam vários cães espancados e envenenados em cada esquina de um Brasil cruel. Auauau!

O triste fim do cachorro envenenado e espancado até a morte por segurança
Homenagem feita por ativistas que defendem os animais. Foto: reprodução.

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Política

Bolsonaro reitera que alvos de denúncias comprovadas serão afastados

"Havendo qualquer comprovação ou denúncia robusta contra quem quer que seja e que esteja à altura da minha caneta, óbvio que ela será usada".
05/12/2018, 15h18

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (5) que qualquer pessoa indicada para compor sua equipe de governo será afastada caso se torne alvo de denúncias. A declaração do presidente eleito ocorre no momento em que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma petição autônoma específica para analisar as acusações de caixa dois feitas por delatores da J&F envolvendo o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmado para assumir a Casa Civil a partir de janeiro.

“Em havendo qualquer comprovação ou denúncia robusta contra quem quer que seja e que esteja à altura da minha caneta, óbvio que ela será usada”, respondeu Bolsonaro sobre a possibilidade de afastar Onyx. O presidente eleito disse que se necessário usará sua “caneta BIC” numa indicação de que pode exonerar e nomear a qualquer momento.

Ontem (4) Onyx divulgou nota em que afirma receber “com muita tranquilidade” a decisão de Fachin. De acordo com o ministro, será a oportunidade para esclarecer os fatos e a verdade de “forma definitiva”.

“Tal procedimento me dará oportunidade de esclarecer, com a verdade e de forma definitiva, perante o Poder Judiciário, as questões relativas ao fato, a exemplo do que já foi feito diante da opinião pública de meu estado e da sociedade brasileira”, diz a nota.

Condecoração

O presidente eleito foi condecorado hoje com a Medalha do Pacificador com Palma, entregue pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, no Quartel General da força, em Brasília.A distinção é concedida a militares brasileiros que, em tempos de paz, se distinguiram por atos pessoais de abnegação, coragem e bravura, com riscos à própria vida.

Segundo o Exército, em 1978, quando Bolsonaro era aspirante a oficial, ele impediu que um soldado da 2° Bateria de Obuses do 21° Grupo de Artilharia de Campanha se afogasse durante atividade de instrução militar. O soldado era Celso Moraes Luiz.

“Durante um exercício, o soldado desapareceu na lagoa. Eu era atleta das Forças Armadas, um bom nadador, e consegui resgatá-lo”, contou Bolsonaro ao lado de Moraes. A medalha não foi concedida antes para não acusarem o gesto de ter propósito eleitoral.

Bolsonaro deixou o serviço ativo do Exército em dezembro de 1988, passando à reserva remunerada com a patente de capitão. Em 2005, já deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele recebeu sua primeira medalha, do Mérito Militar.

A honraria foi reivindicada pelo próprio Bolsonaro, em 2012. Segundo a assessoria do Exército, a demora no reconhecimento do gesto de brabura se deve ao trâmite burocrático necessário à análise do pedido. Ainda de acordo com a assessoria da força, não há prazo máximo estipulado para a conclusão da análise de processos deste tipo.

Imagens: Exame.com 

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