Brasil

Vídeo mostra momento em que advogado agride idoso, em Recife

Advogado confessa agressão e que foi vítima de golpe aplicado pelo idoso.
05/12/2018, 10h34

As câmeras de segurança da Rua Gregório Junior, no Bairro Zumbi, de Recife, registraram o momento em que José Guilherme Santiago, de 70 anos, é agredido com socos e ponta pés pelo advogado Humberto Cavalcante, no último sábado (1/12).

Embora o caso tenha acontecido no sábado, os vídeos ganharam as redes sociais apenas na terça-feira (4/12). No vídeo é possível ver quando o homem chega pelas costas e atinge o idoso com um soco no rosto, em seguida mesmo com José Guilherme caído, o suspeito agride o idoso com chutes.

No vídeo é possível ver que um outro homem, tenta impedir que o advogado continue agredido José Guilherme.

O caso foi encaminhado para a Delegacia do Cordeiro, em Recife, que informou ao Portal Dia Online que estava esperando a documentação da Central de Flagrantes, no entanto eles informaram à reportagem que toda documentação foi encaminhada para a Delegacia do Idoso da cidade.

Segundo informações da polícia de Recife, o idoso afirmou que foi alvo das agressões pela negociação de um veículo.

Advogado admite agressão a idoso e disse que foi vítima de golpe

Portal Dia Online entrou em contato com o advogado Humberto Cavalcante, suspeito da agressão ao idoso no último sábado. Ele confirmou que agrediu José Guilherme, por uma negociação de um veículo. “Esse senhor é um golpista, estelionatário, me deu um golpe de 27 mil reais”, informou o advogado.

De acordo com o Humberto Cavalcante, ele vendeu um carro para o idoso, pelo preço de R$ 27 mil reais, mas o idoso enviou uma nota falsa no valor de R$ 18.300 comprovando o pagamento do veículo.

“No último sábado estava passando pela rua, quando vi ele e em um ato impensado agredi ele”, conta Humberto Cavalcante.

Segundo o advogado, José Guilherme era procurado pela polícia pois tinha um mandado de prisão em aberto.

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Política

Glencore e outras gigantes do setor de commodities são alvo de Lava Jato

A Operação Lava Jato está em sua 57ª fase.
05/12/2018, 11h01

A Operação Sem Limites, 57ª fase da Lava Jato deflagrada nesta quarta-feira, 5, investiga empresas do mercado internacional por suspeita de pagar milhões em propinas a funcionários da Petrobras em troca de vantagens na aquisição de derivados do petróleo. Na mira, segundo o Ministério Público Federal (MPF), estão as gigantes Vitol, Trafigura e Gleconre, com faturamento superior ao da estatal.

A Lava Jato suspeita que, entre 2011 e 2014, as três empresas efetuaram pagamentos de propinas para intermediários e funcionários da Petrobras nos montantes, respectivamente, de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem.

Além dessas empresas, outras trading companies ainda continuam sendo investigadas por suspeitas de pagamento de propinas para funcionários da Petrobras.

A Operação Sem Limites apura o pagamento total de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para funcionários da Petrobras, entre 2009 e 2014. Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 27 de busca e apreensão e 1 de intimação, expedidos pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

“As provas apontam que havia um esquema em que empresas investigadas pagavam propinas a funcionários da Petrobras para obter facilidades, conseguir preços mais vantajosos e realizar contratos com maior frequência”, informa a Procuradoria da República em nota.

“Esses negócios diziam respeito à compra e venda (trading) no mercado internacional de óleos combustíveis (produtos utilizados para geração de energia térmica em fornos e caldeiras), gasóleo de vácuo (produto intermediário utilizado na produção de gasolina e diesel), bunker (combustível utilizado nos motores de navio) e asfalto.”

Segundo a Lava Jato, os subornos beneficiavam funcionários da gerência executiva de Marketing e Comercialização, subordinada à diretoria de Abastecimento. As operações de trading e de locação que subsidiaram os esquemas de corrupção foram conduzidas pelo escritório da Petrobras em Houston, no estado do Texas, EUA, e pelo centro de operações no Rio de Janeiro.

‘Delta business’

Os investigadores relatam que alguns funcionários da Petrobras corrompidos se referiam à diferença entre o preço de mercado de compra ou venda do petróleo ou derivados e o preço mais vantajoso concedido às tradings mediante pagamento de propina como “delta”. Trata-se de alusão à quarta letra do alfabeto grego que, na matemática, é utilizada para representar a diferença entre duas variáveis.

O “delta”, segundo a Lava Jato, correspondia ao valor da vantagem indevida obtida pela trading, que era dividido entre os beneficiários do esquema, o que incluía os operadores e os funcionários da Petrobras corrompidos.

Alguns investigados chegavam a se referir a esse esquema de corrupção como “delta business”, ou negócio gerador de “delta”, em tradução livre.

Esta fase da Lava Jato é resultado do aprofundamento das investigações decorrentes da 44ª fase da operação. Trata-se de nova vertente de apuração em franca expansão.

“As trading companies comercializam de modo maciço e recorrente com a estatal brasileira no mercado internacional. Somente a Trafigura, entre 2004 e 2015, realizou cerca de 966 operações comerciais com a Petrobras, as quais totalizaram o valor de aproximado de US$ 8,7 bilhões”, aponta a Procuradoria.

Para a procuradora da República Jerusa Burmann Viecili, integrante da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba, “as operações da área comercial da Petrobras no mercado internacional constituem um ambiente propício para o surgimento e pulverização de esquemas de corrupção”.

“O volume negociado é muito grande e poucos centavos a mais, nas negociações diárias, podem render milhões de dólares ao final do mês em propina”, afirmou.

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa ressalta que “trata-se de esquema criminoso praticado ao longo de anos, com envolvimento de empresas gigantes de atuação internacional, parte delas com faturamento maior que o da própria Petrobras”.

“Foram corrompidos funcionários da estatal, com evidências de que ao menos dois ainda estão em exercício, para que as operações de a compra e venda de derivados de petróleo favorecessem estas empresas. Os ilícitos estão sujeitos a punições no Brasil e no exterior”, declarou.

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Goiás

Carreta tomba em rodovia, interdita pista e causa risco de contaminação ambiental, próximo a Guapó

A PRF vê risco de contaminação ambiental, uma vez que o óleo vegetal transportado pelo veículo está sendo absorvido pelo solo e pode chegar ao córrego existente nas proximidades do local do acidente.

Por Ton Paulo
05/12/2018, 11h04

Uma carreta que transportava óleo vegetal tombou na manhã desta quarta-feira (5/12) na entrada de um viaduto que dá acesso o anel viário que liga Guapó a Aparecida de Goiânia. Toda a pista lateral que faz margem à BR-060, que liga Guapó a Goiânia, está totalmente fechada neste momento. A PRF vê risco de contaminação ambiental, uma vez que o óleo vegetal transportado pelo veículo está sendo absorvido pelo solo e pode chegar ao córrego existente nas proximidades do local do acidente.

Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Newton Morais, o veículo de grande porte transportava cerca de 30.000 litros de óleo vegetal e, ao chegar na entrada de acesso ao viaduto, por volta das 9h50, acabou tomando na rodovia.

Ainda de acordo com o inspetor, toda a carga que era transportada pela carreta ficou esparramada na pista, o que obrigou a PRF e o Corpo de Bombeiros, presentes no local, a interditarem a região.

Risco de contaminação ambiental é iminente

Além da pista interditada, outro fato que preocupa os policiais e bombeiros que atendem à ocorrência, é o grande risco de contaminação ambiental. Segundo o inspetor Newton, o óleo vegetal transportado pela carreta começou a ser absorvido pelo solo, e a existência de um pequeno córrego a 300 metros do local agrava ainda mais a possibilidade de contaminação.

Funcionários da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) estão a caminho do local, para avaliar o impacto. “Um trabalho de lavagem do local vai ser feito, o que demora muito. Não há previsão para a liberação da pista e nem para o término desse trabalho de lavagem”, informa o inspetor.

Agentes da PRF e membro do Corpo de Bombeiros estão, neste momento, oferecendo atendimento ao motorista, que apresenta várias escoriações e está atordoado.

Não há previsão para liberação do trecho para quem quer ter acesso da BR-060 para o anel viário sentido Aparecida. O inspetor ressalta que a pista principal que liga Guapó A Goiânia não está interditada.

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Goiás

MP determina prazo para pagamento dos salários dos servidores do Estado de Goiás

Alguns órgãos do estado estão com os salários atrasados desde o dia 30.
05/12/2018, 11h46

O Ministério Público (MP) expediu um parecer na última sexta-feira (30/11),  à 29ª Procuradoria de Justiça de Goiás, favorável à concessão de pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais até o 10º dia do mês seguinte ao trabalhado.

A manifestação do Ministério Público foi feita através de um mandado de segurança solicitado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico), no qual foi concedida liminar no dia 5 de novembro, determinando que seja efetuada a quitação da folha de pagamento dos servidores do Estado até a data mencionada – dia 10 do mês seguinte ao trabalhado. A decisão a favor do sindicato foi dada pelo desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição.

No mandado de segurança, o Sindipúblico fez um relato sobre o histórico do pagamento dos salários dos servidores estaduais nos últimos anos, observando que, mesmo após a mudança da prática de se quitar a folha no mês trabalhado, o Estado continuou cumprindo a determinação legal de pagar as remunerações até o 10º dia do mês seguinte ao trabalhado. Porém, o sindicato alega que os servidores de alguns órgãos estaduais foram surpreendidos com o atraso no pagamento de seus salários.

Pagamento até o dia 10 está previsto na Constituição Estadual

Analisando os autos, a manifestação da 29ª Procuradoria de Justiça destaca que os fatos são incontestáveis. De acordo com o texto constitucional (artigo 96 da Constituição Estadual), a quitação da folha deverá ocorrer até o dia 10 do mês posterior ao vencido, sob pena atualização monetária. “A natureza alimentar da remuneração do servidor, é incontestável sua primazia porque, atrelada ao sustento do próprio servidor e de sua família, ultrapassa as fronteiras do conforto e da comodidade, para repercutir no próprio conceito de dignidade da pessoa”, destacou a manifestação do MP.

A jurisprudência do Tribunal de Justiça de Goiás e de outras cortes, destaca que havendo previsão legal de data-limite para o pagamento de servidores, não há de se falar em margem de discricionariedade, que é a opção entre duas ou mais alternativas válidas perante o direito, para o administrador.

Os julgados citados sustentam também a prioridade no pagamento dos servidores.

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Brasil

Homem é preso com artefato suspeito no Aeroporto Internacional de Brasília

Área em que o suspeito estava foi isolada durante a ação.
05/12/2018, 12h02

Um homem que não teve a identidade revelada foi preso na manhã desta quarta-feira (5/12) pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto Internacional de Brasília, com um artefato suspeito preso ao corpo. O caso aconteceu por volta das 9h e a área na qual ele estava foi insolada pela polícia.

Segundo informações da polícia e da Concessionária que administra o Aeroporto, o homem estava no terceiro andar do aeroporto, de frente para o pátio das aeronaves, que foi isolado pela Polícia Militar (PM). Na foto divulgada é possível ver que o rapaz sentado em uma cadeira, com blusa de frio, mochila nas costas e um gorro vermelho e com algo semelhante a fios amarrados ao braço.

Além da PM e a PF, o Corpo de Bombeiros também foi chamado para atender a ocorrência. O rapaz foi encaminhado para unidade da polícia no aeroporto e liberado em seguida, pois a polícia não encontrou nenhum artefato explosivo com o rapaz.

Sem problemas com voos ou decolagens

Apesar do susto a Concessionária que administra o aeroporto, Inframérica, afirmou por meio de nota enviada à imprensa, que não houve nenhum registro de atrasos em voos ou decolagens, durante a ocorrência.

Confira a nota

“Na manhã desta 4ª feira, por volta das 9h da manhã, um suspeito estava sendo monitorado pelas câmeras de segurança do Aeroporto de Brasília. A segurança da Inframerica acionou as polícias Militar e Federal e ativou o plano de segurança do Terminal para averiguação.

A área onde o suspeito se encontrava foi momentaneamente isolada e os órgãos competentes abordaram o indivíduo que foi levado para a delegacia. A situação foi controlada e o suspeito não portava nenhum tipo de explosivo ou qualquer objeto ilícito.

A operação do aeroporto de Brasília está normal. Não há impactos em pousos e decolagens.”

Via: G1 
Imagens: G1 

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