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81 crianças imigrantes foram separadas dos pais nos EUA após decisão judicial

Autoridades de imigração podem a separar a criança do parente somente em certos casos: sérias acusações criminais contra o pai ou mãe ou preocupações sobre a saúde e o bem-estar da criança, além de questões médicas.
06/12/2018, 14h38

O governo de Donald Trump separou desde junho deste ano 81 crianças imigrantes dos seus pais na fronteira entre os Estados Unidos e o México. A prática havia sido proibida por Trump e validada pela Justiça americana em junho deste ano, após pressão internacional.

Autoridades de imigração podem a separar a criança do parente somente em certos casos: sérias acusações criminais contra o pai ou mãe ou preocupações sobre a saúde e o bem-estar da criança, além de questões médicas. Esses avisos já estavam em vigência antes da polícia de tolerância zero que causou as primeiras separações na fronteira.

A partir de 21 de junho, um dia após Trump assinar o decreto, 76 adultos foram separados das crianças, segundo os dados do relatório. Desses, 51 foram criminalmente acusados (31 com histórico criminal e 20 por razões não especificadas), 9 foram hospitalizados, 10 tinham ligações com gangues, 4 tinham mandados de extradição e 2 foram separados por causa de violações de imigração e de ordens de remoção.

“O bem-estar das crianças em custódia é crucial”, disse a porta-voz do departamento de Segurança Nacional, Katie Waldman, que supervisiona a polícia de imigração. “Como nós já dissemos, e os números mostram, as separações são raras. Enquanto há um breve aumento durante o período de tolerância zero, com mais adultos acusados, os números retornaram aos níveis anteriores.”

Separações na fronteira

Durante o verão americano, mais de 2.400 crianças foram separadas. A prática levantou uma pressão global de grupos políticos, humanitários e religiosos que a consideraram cruel e impiedosa. Imagens de crianças chorando e de pais angustiados e confusos foram transmitidas na televisão e publicadas nos jornais.

De acordo com os dados do governo, de 19 de abril a 30 de setembro, 170 famílias foram separadas porque não havia parentesco entre os membros, o que incluiu 197 adultos e 139 menores de idade. Isso pode incluir avós ou outros parentes caso não haja provas da relação.

No ano fiscal de 2017, que começou em outubro de 2016 e terminou em setembro seguinte, 1.065 famílias foram separadas, o que significa uma criança e um parente. No total, 46 foram devido a fraude e o restante devido a preocupações médicas ou de segurança.

Waldman disse que os dados mostram “inequivocamente que contrabandistas, traficantes de pessoas e agentes nefastos estão tentando usar centenas de crianças para tirar proveito das leis de imigração, na esperança de ganhar entrada para os Estados Unidos”.

Milhares de imigrantes chegaram da América Central nas últimas semanas em caravanas. O republicano Trump usou os poderes de segurança nacional para regularizar os pedidos negados de asilo a qualquer um que tentar cruzar a fronteira ilegalmente, mas um juiz interrompeu o pedido enquanto hoje a ação judicial está em andamento.

A política de zero tolerância adotada neste ano foi feita para deter as famílias de cruzar a fronteira ilegalmente. Mas a medida pegou algumas agências federais desprevenidas. Não houve rastreamento dos pais com as crianças, muito porque, depois de 72 horas, as crianças iam para uma agência diferente, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que foi encarregado de cuidar do assunto.

Um relatório de outubro do departamento de Segurança Nacional descobriu que funcionários de imigração não estavam preparados para lidar com as consequências da política. A confusão na fronteira levou a desinformação entre os pais separados que não tinham como saber por que as crianças foram tiradas deles ou como chegar a elas. Uma detenção maior das crianças significa, no curto prazo, dificuldades em identificar e reunir as famílias. Fonte: Associated Press

Imagens: El Pais 

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Brasil

Marcos Pontes: ensino superior permanecerá com Ministério da Educação

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, cogitou transferir a responsabilidade para a pasta que será comandada pelo engenheiro.
06/12/2018, 14h47

Indicado para chefiar o Ministério da Ciência e Tecnologia, o engenheiro Marcos Pontes afirmou, nesta quinta-feira, 6, que o ensino superior permanecerá no Ministério da Educação. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, cogitou transferir a responsabilidade para a pasta que será comandada por Pontes.

“O Ensino Superior permanece com o ministério da Educação e essa relação com a ciência e tecnologia é primordial”, declarou Pontes durante coletiva de imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Segundo o futuro ministro, a “colaboração com a educação é importante e tem andado muito bem”. Ele listou quatro pilares para a cooperação entre os ministérios que seriam o ensino de ciência e tecnologia no ensino fundamental; a importância da pesquisa básica; incentivo à inovação; e cooperações internacionais.

Ao longo do dia, Pontes organiza um encontro com representantes da comunidade científica no CCBB. Bolsonaro fez uma rápida aparição na reunião, pela manhã.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Dia Gourmet

Comida árabe em Goiânia: 8 lugares para conhecer e se deliciar

Se você está em busca de bons lugares para se deliciar com o melhor que a comida árabe em Goiânia pode oferecer, confira a seleção especial que fizemos para você!
06/12/2018, 15h33

A gastronomia árabe é uma das mais amplas e diversas do mundo. Suas especiarias abrangem desde a confeitaria até pratos em que o carneiro se transforma em ingrediente principal. Mas além disso, se você é fã desse tipo de culinária, é bem provável que também seja um admirador de suas panificações, a exemplo do pão sírio, que é um dos mais queridos do mundo. Portanto, se você procura o que há de melhor da comida árabe em Goiânia, podemos te ajudar!

Com muita técnica e bastante uso de especiarias, os restaurantes, lanchonetes, fast foods e empórios da cidade oferecem diversidade no cardápio, com pratos que agradam a todos os gostos. Ficou curioso? Então dá uma olhada!

Melhores restaurantes de comida árabe em Goiânia:

1 – Saleh Comida Árabe

comida árabe em Goiânia
Foto: Reprodução

Se você procura por boas opções de comida árabe em Goiânia, então certamente precisa conhecer o restaurante Saleh. O cardápio é recheado de delícias como babaganoush, homus, saladas de ariche, tabule, variadas receitas de pão sírio recheado e claro, nossos tão queridos kibes.

Para quem ainda adora degustar um bom vinho, a casa conta com uma carta variada, abrindo espaço para os vinhos chilenos, argentinos, portugueses, italianos, nacionais e muito mais. Vale a pena conhecer e experimentar o seu prato preferido no lugar!

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 23h / sábado, das 8h às 18h

Telefone: (62) 4101-5432

Endereço: Av. Pará, 29 – St. Campinas, Goiânia – GO, 74520-100

2 – Restaurante Árabe

comida árabe em Goiânia
Foto: Reprodução

A história do restaurante começou no ano de 1964, ainda como um pequeno bar que se destacava por vender comida árabe em Goiânia, precisamente, na região de Campinas. Não demorou muito até que a casa ficasse pequena para o intenso fluxo de clientes que recebia diariamente.

O estabelecimento cresceu e se transformou em um restaurante, precisando mudar de endereço algumas vezes até realmente se encontrar no local em que hoje está presente, na Avenida 83.

Atualmente conta com uma estrutura pra lá de sofisticada e os clientes podem escolher entre duas opções de rodízio. A primeira é o tradicional que sai pelo valor individual de R$ 84,90 e oferece 21 variedades de pratos, entre os mais simples até os mais nobres.

A segunda opção é o “Festival Árabe”, que sai pelo valor individual de R$ 49,90 e também conta com 21 variedades, mas alguns pratos nobres são substituídos por outros mais simples. Em todo caso, vale a pena experimentar! É tudo uma verdadeira delícia!

Horário de funcionamento: segunda a sábado das 8h às 23h, e domingos das 8h às 18h.

Telefone para contato: (62) 3218-6296

Endereço: R. 83, 205 – St. Sul, Goiânia – GO, 74083-020

3 – Empório Monte Líbano

comida árabe em Goiânia
Foto: Reprodução

Em um ambiente mais simples e com climinha bem familiar, o Empório Monte Líbano conta com excelente atendimento e um cardápio bastante variado. Se você adora se deliciar com petiscos e pratos árabes, sem dúvida não irá se decepcionar, principalmente com os preços que fornecem um excelente custo/ benefício. Destaque também para os doces árabes do local, que são simplesmente deliciosos.

Horário de funcionamento: segunda a sábado das 8h às 23h

Telefone para contato: (62) 3091-1596

Endereço: Avenida Pires Fernandes, 145 – St. Aeroporto, Goiânia – GO, 74070-030

4 – Toshca Arabian

comida árabe em Goiânia

O Toshca faz questão de unir as mais tradicionais iguarias do Oriente Médio ao capricho da comida caseira feita em alto padrão de profissionalismo. Há mais de 25 anos no mercado, é possível ir até o empório e fazer uma rápida refeição, sem abrir mão de todo o sabor e delicadeza da comida árabe.

Mas também é possível ir ao restaurante e aproveitar melhor o tempo, desfrutando de um ambiente agradável para curtir os rodízios da casa, com opções de quentes e frios. Também servem pratos executivos, porções, salgados e doces.

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 11h às 22h30 / sábado e domino, das 11h às 23h (os horários podem variar de acordo com a unidade)

Telefones para contato:

  • (62) 3086-2529
  • (62) 3259-0138
  • (62) 3515-1333
  • (62) 3092-1333

Endereços:

  • Av. T-5, 695 – St. Bueno, Goiânia – GO, 74230-045
  • Av. T-10, 1300 – St. Bueno, Goiânia – GO, 74223-060 (Goiânia Shopping)
  • Flamboyant Shopping – Av. Dep. Jamel Cecílio, 3300 – Vila Maria Jose, Goiânia – GO, 74810-907 (Flamboyant Shopping)
  • Avenida T-5, 695 – Setor Bueno – St. Bueno, Goiânia – GO, 74230-040

5 – Salim Mustafá

comida árabe em Goiânia
Foto: Reprodução

Se você procura por comida árabe em Goiânia de qualidade e com preços justos, pode apostar no Salim pois não irá se decepcionar! O ambiente é bastante simples e funciona em forma de bar, mas conta com deliciosos sanduíches, pratos e petiscos da culinária do Oriente Médio. Vale a pena conhecer!

Horário de funcionamento: todos os dias, das 16h às 7h

Telefone para contato: (62) 3086-4661

Endereço: R. 106, 155 – St. Oeste, Goiânia – GO, 74080-015

6 – Empório Sírio Libanês

comida árabe em Goiânia
Foto: Reprodução

Presente desde 1992, surgiu como uma nova proposta para o mercado goiano, oferecendo especialidades da cozinha árabe, trazendo um novo conceito de empório de produtos voltados para a gastronomia, junto a uma diversificada adega.

Um dos principais nomes da comida árabe em Goiânia, é sempre lembrado pela população da cidade que é apaixonado por esse tipo de gastronomia. Vale a pena conhecer!

Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 19h

Telefone para contato: (62) 3241-0322

Endereço: Rua 9, 2304 – St. Marista, Goiânia – GO, 74150-130

7 – Salim Muxiba

comida árabe em Goiânia
Foto: Reprodução

Em um restaurante bastante simples e familiar, o Salim Muxiba oferece variedade de pratos para seus clientes, capaz de agradar a todos os gostos. O destaque vai para seus quibes de carne com recheio de castanha e queijo, que são realmente uma delícia! Para acompanhar tudo isso, nada melhor que pedir uma cerveja gelada!

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 17h às 00h / sábado, das 11h às 00h

Telefone para contato: (62) 3251-0851

Endereço: R T 32 Q 12 275 – Lt12 – Vila Americano do Brasil, Goiânia – GO, 74210-120

8 – Habib’s

Comida árabe em Goiânia: 8 lugares para conhecer e se deliciar
Foto: Reprodução

O Habib’s é uma famosa rede de fast foods que já atua no Brasil há muito tempo e, atualmente, também representa uma das melhores opções de comida árabe em Goiânia. É famosa por oferecer pratos variados por preços baixos, sendo que suas esfihas e quibes são os mais populares.

Entre outros pratos populares da casa estão o tabule, o homus, coalhada seca, babaganuche, abobrinha recheada, kafta na bandeja, entre outros.

Horário de funcionamento: todos os dias, das 11h às 00h30

Telefone para contato: 

(62) 3093-1728

(62) 3093-2028

(62) 3094-5034

(62) 3954-8585

Endereço:

Rua 7, 830, QUADRA F6, LOTE 25 E – St. Oeste, Goiânia – GO, 74110-090

Av. T-63, 1482 – Nova Suíça, Goiânia – GO, 74280-230

R. Píres do Rio, 260 – Jardim Atlântico, Aparecida de Goiânia – GO, 74916-260 (Buriti Shopping)

Av. Dep. Jamel Cecílio, 3300 – Jardim Goiás, Goiânia – GO, 74810-100 (Flamboyant Shopping)

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Goiás

Artistas e produtores ocupam prédio da Sefaz em protesto contra atrasos do Governo, em Goiânia

O não pagamento da verba para os projetos culturais aprovados viola a Lei, e faz com que mais de 6 mil empregos diretos deixem de ser gerados.

Por Ton Paulo
06/12/2018, 16h17

Um grupo de manifestantes, entre eles artistas e produtores artísticos, ocupam, neste momento, o prédio da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás (Sefaz), em Goiânia. No protesto, que estava já marcado para esta quinta-feira (6/12) os manifestantes exigem pagamento restante do Fundo de Artes e Cultura do estado de Goiás, que estaria com os anos de  2015, 2016 e quase todos de 2017 atrasados.

Ao todo, 15 pessoas estão no local, e, de acordo com um dos presentes, mais pessoas estariam chegando. O primeiro grupo que entrou no prédio e ocupou a sala do secretário da Fazenda do Estado, Manoel Xavier, chegou por volta das 14h30, e continua no local. A pretensão é que a ocupação dure até um posicionamento concreto da secretaria, com uma solução para a reivindicação.

De acordo o presidente da Companhia de Teatro Sem Nome, Norval Derbari, que está presente na ocupação, a decisão de ocupar o prédio da Sefaz veio depois de várias tentativas frustradas de resolver o problema do atraso dos repasses junto ao Governo. “Nos reunimos com o secretário da Sefaz, da Seduce, sempre prometem que vão fazer o pagamento e não fazem. Foram feitos planejamentos, reescalonamentos, e não foi pago, então nós estamos aqui aguardando a posição e a decisão [do secretário]”, conta.

“Temos projetos culturais aprovados e com pagamento atrasado de 2015, 2016 e 2017, e maioria de 2017. Nós só queremos receber o que o Estado no deve, para que os projetos culturais aprovados no edital sejam concretizados”, declara Derbari.

O Estado de Goiás abriu a seleção ao prêmio do Fundo de Arte e Cultura por meio de editais, seguidos de uma criteriosa avaliação e, por fim, publicou no Diário Oficial os projetos aprovados, tudo conforme dispõe a Lei de número 15.633/2006, que institui o Fundo de Cultura no Estado. Apesar da seleção e aprovação, poucos são os agentes culturais que puderem iniciar seus projetos, pois a maioria ainda não recebeu o prêmio que fora contemplado.

Não pagamento por parte da Sefaz prejudica geração de empregos

Segundo Derbari, o não pagamento da verba para os projetos aprovados viola a Lei, e faz com que empregos diretos e indiretos deixem de ser gerados. “Os projetos culturais geram mais de 6 mil empregos diretos, fora os empregos indiretos. Além disso, as companhias e grupos culturais fazem compromisso com os municípios. As pessoas, periferias, centros urbanos, ficam sem os eventos culturais. Milhões de pessoas deixam de ter acesso a esses projetos por conta dos atrasos”, finaliza.

Ao todo, quase 30 milhões de reais, verba que, por lei, deve ser destinada aos projetos culturais aprovados no edital, estão em atraso.

Norval Derbari declarou que os manifestantes continuarão no prédio até que o a reivindicação seja atendida. “Nem que a gente fique até hoje à noite, até amanhã, até semana que vem, vamos revezando o pessoal, só vamos sair quando isso for resolvido”, finaliza.

Procurada pela reportagem do Dia Online, a assessoria de comunicação do órgão declarou que ainda estava se informando sobre a pauta da reivindicação e do protesto, e que, no momento, não havia ninguém na Secretaria que pudesse se pronunciar sobre o caso.

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Trânsito

CCJ aprova projeto que estabelece linhas de ônibus 24 horas em Goiânia

Principal objetivo é atender trabalhadores que atuam durante a noite.
06/12/2018, 16h59

Foi aprovado nesta quinta-feira (6/12) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o projeto de lei que prevê a implementação de linhas de ônibus 24 horas em Goiânia. O próximo passo é o encaminhamento ao plenário da Câmara Municipal para votação, e se aprovada pelos vereadores, a matéria segue para sanção ou veto do prefeito da capital.

Com o objetivo de atender trabalhadores que atuam durante a noite, como atendentes de casas noturnas, garçons, plantonistas e outros, o projeto, de autoria do vereador Zander Fábio (Patriotas), havia sido apresentado na Casa em agosto deste ano e desde então estava em análise na CCJ, que verificou a constitucionalidade e legalidade da proposta.

De acordo com Zander, a lei deve assegurar que as linhas 24 horas circulem entre os terminais e locais de maior movimentação noturna com intervalo máximo de 20 minutos entre as partidas e também determina a criação de linhas radiais que saiam dos terminais para os bairros com intervalos de até 40 minutos.

“Além de propiciar transporte por motivos emergenciais de saúde, a opção do transporte na madrugada aumentará a circulação de pessoas que querem usufruir da vida noturna da cidade, gerando mais empregos e consequentemente aumentando a economia do município”, reforça o vereador.

Novidades nas linhas de ônibus em Goiânia

Também em agosto de 2018, foi aprovado, após quase dois anos de tramitação na Câmara Municipal de Goiânia, o projeto de lei que visa criar uma frota especial para mulheres que utilizam o transporte público na capital, o “Ônibus Rosa”. As linhas especiais têm o intuito de coibir o assédio, tanto moral como sexual, contra mulheres dentro do transporte coletivo de Goiânia.

Zander, que também é autor da matéria, explica que os índices oficiais apontam que 39% das usuárias registram reclamações em relação a essas práticas, sem contar as vítimas que não relatam os casos de assédio. “Com esse projeto nós entendemos que vai atender essa demanda. Esses ônibus precisarão ter uma identificação, mostrando ser exclusivo para mulheres, bem como alguma pintura na cor rosa”, conclui.

Se sancionado, o serviço funcionará de segunda a sexta-feira, nos horários de pico: entre 5h e 8h; 11h e 14h e entre às 17h e 20h. Será proibida a circulação dos “Ônibus Rosa” com passageiros do sexo masculino, com exceção de crianças de até 14 anos, acompanhadas de um responsável, além dos motoristas serem, obrigatoriamente, do sexo feminino.

O projeto aguarda avaliação do prefeito Iris Rezende (MDB).

Imagens: Diário do Estado 

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