Entretenimento

Ana Furtado comemora 3 meses sem quimioterapia fazendo exercícios

Ana Furtado travou luta contra o câncer de mama.
06/12/2018, 11h03

Ana Furtado ainda segue o tratamento contra um câncer de mama por meio de radioterapia. No entanto, a apresentadora da TV Globo sentiu o desejo de comemorar uma data importante: há três meses, concluiu as sessões mais intensas de quimioterapia.

“Gratidão por ter chegado até aqui. Gratidão por ter o amor e o apoio da minha família. Gratidão por ter minha vida nas minhas mãos: eu posso, eu quero, eu consigo”, disse.

Nesta quarta-feira, 5, em seu perfil oficial no Instagram, Ana Furtado divulgou um vídeo no qual mostra disposição para seguir o tratamento, agora, com radioterapia. “Um, eu posso. Dois, vou conseguir. Três, claro que consigo. Quatro, vamos nessa…”, afirma a apresentadora, enquanto realiza exercícios de flexão.

Ana Furtado aparece bem disposta e motivada enquanto pratica os exercícios físicos. “Superação diária para enfrentar todos os desafios. Tenham força e coragem. Fé em Deus e em você! Sem esquecer que tudo passa. Fica o aprendizado, o crescimento e o fortalecimento do corpo, mente e espírito. Celebre seu dia”, concluiu a apresentadora.

Atividade física

Um estudo inédito do Ministério da Saúde, divulgado em outubro, revela que uma em cada dez mortes de mulheres com câncer de mama poderia ser evitada pela prática regular de atividade física. De acordo com os pesquisadores, o tempo indicado seria 150 minutos por semana.

O levantamento concluiu que 2.075 mortes poderiam não ocorrer se as pacientes realizassem ao menos uma caminhada de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

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Esportes

Recebido por torcedores em aeroporto, River está em Madri para final com o Boca

O grupo tinha cerca de 20 torcedores.
06/12/2018, 11h26

Festejado por um grupo de cerca de 20 torcedores que o aguardavam no aeroporto de Madri, o time do River Plate desembarcou na capital espanhola nas primeiras horas desta quinta-feira visando o jogo de volta da final da Copa Libertadores, neste domingo, contra o Boca Juniors, às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu.

A equipe está hospedada no hotel onde se concentra para a decisão e fará o seu primeiro treino em solo espanhol nesta tarde, às 15 horas (de Brasília), no CT do Real Madrid. Já na manhã desta quinta, a equipe do Boca treinou em um dos campos do CT da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), em Las Rozas, depois de ter desembarcado na Espanha na última quarta.

Na chegada em Madri, Leonardo Ponzio, meio-campista e capitão do River Plate, lamentou o fato de que o seu time não poderá atuar no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, após o confronto de volta da decisão, marcado para ocorrer no dia 24 de novembro, ter sido adiado por causa dos ataques de alguns torcedores da equipe ao ônibus do Boca Juniors, nas imediações do estádio.

Após seguidos adiamentos, a Conmebol optou por não realizar o confronto na capital argentina e o levou para Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, fato que impedirá a presença no estádio da maioria dos torcedores que foram ao Monumental de Núñez no último dia 24. “Há muitas pessoas que ficaram magoadas, mas não vamos remediá-las com palavras, mas com resultados. As 66 mil pessoas que estiveram no Monumental vão nos ajudar e vão estar conosco (em pensamento). Vamos defendê-los em campo”, disse Ponzio ao jornalistas no aeroporto da capital espanhola.

O confronto de ida da final, realizado no estádio de La Bombonera, terminou empatado por 2 a 2. Como os gols marcados fora de casa não têm peso para efeito de desempate na decisão, o River precisará vencer para garantir o título sem a disputa de pênaltis, que ocorrerá em caso de nova igualdade no placar. “Está tudo igualado. E resta um jogo que é único em qualquer contexto, ainda mais agora por ser fora da América do Sul”, completou Ponzio.

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Goiás

Marconi Perillo encabeça organização criminosa em plena atividade em Goiás, diz PF

O esquema abarca, segundo a PF, as agências do Estado de Goiás pelas quais os envolvidos passaram ou ainda integram, entre elas a Agetop, Codego e Saneago.

Por Ton Paulo
06/12/2018, 13h05

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), seria o líder de uma organização criminosa de coleta de propina e lavagem de dinheiro, cujos nomes presos hoje (6/12) na Operação Confraria, Jayme Rincón e Julio Vaz, seriam os integrantes. O esquema abarca, segundo a Polícia Federal (PF), as agências do Estado de Goiás pelas quais os envolvidos passaram ou ainda integram, entre elas a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e a Companhia Saneamento de Goiás (Saneago).

Em documento do Ministério Público Federal (MPF) ao qual a reportagem do Dia Online teve acesso, consta que, além de longevo (opera pelo menos desde 2010, havendo indícios de que atue desde até mesmo antes, em 2006), o esquema permanece atualmente em plena atividade de coleta de propina e de lavagem de dinheiro. De acordo com o documento, “o mecanismo segue operando com as mesmas engrenagens”.

De acordo com o MPF, após deflagrada a Operação Cash Delivery, a PF recebeu denúncia anônima noticiando que o Gerente Geral dos Distritos da Codego, Marcio Gomes Borges, manteria em imóveis de sua propriedade valores recebidos de propina. Ainda de acordo com a PF, no documento do MPF, Marcio é pessoa diretamente ligada a Jayme Rincón, preso na manhã desta quinta-feira na Operação Confraria. Jayme é ex-diretor presidente da Agetop e foi coordenador de campanha do governador Zé Eliton (PSDB).

A propina da Codego seria resultado do adiantamento do pagamento a fornecedores supostamente participantes do esquema de corrupção e desvio de recursos públicos de contratos firmados pelo órgão do Estado. Marcio Gomes, ainda, teria salário de aproximadamente R$ 12.000,00, e sua esposa Meire Cristina Rodrigues Borges, que também foi presa hoje, teria salário de R$ 3.000,00. Levando em conta a soma de suas rendas, a “vida de luxo ostentada pelo casal, que possui diversos veículos de luxo, além de imóveis, seria incompatível” com seus proventos.

Segundo a PF, a célula criminosa existente no âmbito da Codego é composta por Julio Cezar Vaz de Melo (preso hoje na Operação Confraria), atual presidente da Codego e ex-presidente da Saneago; Marcu Antonio de Souza Bellini, chefe de Gabinete da Codego, Jayme Rincón e Marcio Gomes Borges, e que Jayme Rincón e Marcio Gomes seria “prepostos”do ex-governador Marconi Perillo.

O MPF diz ainda que Julio Vaz é sócio e “verdadeiro comparsa de Jayme Rincón”, investigado da Operação Cash Delivery, e que ambos integrariam o esquema de propina encabeçado por Marconi Perillo. Segundo a PF, no documento, “extraem-se elementos hábeis a consubstanciar que atuam em conjunto tanto nos crimes de corrupção quanto na “lavagem de dinheiro” no momento em que ambos são prepostos do Ex-Governador Marconi Perillo, e juntamente arquitetam desvios de recursos públicos e direcionamento de propinas auferidas no âmbito das agências do Estado de Goiás por onde passam e/ou passaram, bem como se beneficiam do enriquecimento ilícito”.

Marcio teria, ainda, mantido contato telefônico com os alvos da Operação Cash Delivery, Marcio Garcia Moura e Sergio Rodrigues de Souza, policiais militares encarregados de receber a propina da Odebrecht, que seria destinada a Marconi, justamente no dia em que comprovadamente a propina fora recolhida por estes, em São Paulo.

Esquema de propina de Marconi Perillo iria além da Odebrecht

Segundo o MPF, fatos relatados por Jayme Rincón na Operação Cash Delivery e respingaram na Operação Confraria “constituem-se fortes indícios de que Marconi Perillo montou e mantém uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro, formado por “empresas parceiras”, para ocultar a origem da propina recebida, não só, da Odebrecht

De acordo com o MPF, as novas diligências realizadas e descritas na representação da autoridade policial revelam que a organização criminosa dirigida por Marconi Perillo encontra-se em plena atividade de coleta de propina e lavagem de dinheiro, não se limitando à Odebrecht, mas a outras fontes de recursos ilícitos (possivelmente junto às tais “empresas parceiras” a que se referiu Jayme Rincón, em seu interrogatório), envolvendo, além da Agetop, também a Codego e Saneago (Operação Decantação).

A reportagem do Dia Online segue tentando contato com o ex-governador Marconi Perillo ou sua assessoria. Marconi mudou-se para São Paulo, onde trabalha como consultor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O novo emprego teria sido articulado pelo governador eleito de São Paulo, João Dória (PSDB).

Governo de Goiás emitiu nota sobre a Operação Confraria

A assessoria do Governo de Goiás, em nota, afirmou que já determinou o afastamento dos servidores citados na Operação Confraria, e que acompanha e apoia as investigações.

A assessora especial da governadoria e esposa de Marcio Borges, Meire Cristina, foi presa hoje na operação.

Confira a nota na íntegra:

“NOTA OFICIAL

O Governo de Goiás acompanha com atenção os desdobramentos da Operação Confraria, da Polícia Federal, realizada na manhã desta quinta-feira e informa que já foi determinado o afastamento dos servidores, citados na operação, de seus respectivos órgãos. O Governo de Goiás enfatiza ainda que apoia e colabora com todas as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.”

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Política

Palocci diz que Lula negociou com lobista pagamentos para o filho caçula

Ex-ministro da Fazenda afirmou que entre o final de 2013 e o início de 2014 o filho caçula do ex-presidente Lula o procurou na sede de sua consultoria para pedir contribuições para o seu projeto de esportes.
06/12/2018, 13h30

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci disse nesta quinta-feira, 6, em depoimento à Justiça Federal do Distrito Federal, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociou com o lobista Mauro Marcondes Machado, do setor automobilístico, pagamentos a Luís Cláudio Lula da Silva, seu filho caçula, para a aprovação de uma medida provisória que tinha como finalidade prorrogar incentivos fiscais de montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Ao juiz Ricardo Augusto Soares Leite, Palocci afirmou que entre o final de 2013 e o início de 2014 o filho caçula do ex-presidente Lula o procurou na sede de sua consultoria, em São Paulo, para pedir contribuições para o seu projeto de esportes.

“Ele disse que precisava para o evento ‘Touchdown’, que ele lidera, entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões e que eu ajudasse com recursos via empresas conhecidas, porque eu conhecia muitas. Não pude fazer nada e fui falar com Lula para saber se ele me autorizava a fazer isso. Sempre que alguém me pedia em nome do ex-presidente eu o consultava”, contou.

“Aí, ele (Lula) me disse que não precisaria atender ao pedido de seu filho porque ele disse que tinha resolvido o problema com o Mauro Marcondes. Ele me falou que empresas iriam pagar Mauro Marcondes, porque ele já prestava serviços a elas, e prestou nesta ocasião também, porque iam pagar quantia entre R$ 2 e R$ 3 milhões, e que o Mauro ia repassar recursos ao Luís Cláudio.”

De acordo com o ex-ministro, o lobista demonstrou ter acesso “irrestrito” a Lula. “O ex-presidente me disse que tinha confiança no Mauro Marcondes e que o conhecia desde que era sindicalista no ABC e ele era atuante na área empresarial. Tinha razoável confiança nele. Me disse isso porque fiquei espantado com a forma como o ex-presidente teria interferido na MP de forma tão explícita. Mas ele me disse que ele era de confiança dele e que não haveria problema.”

Palocci foi ouvido no processo em que o ex-presidente Lula é acusado de corrupção por, segundo o Ministério Público Federal, ter recebido propina para a editar a Medida Provisória 471. A MP, investigada na Operação Zelotes, foi aprovada em 2009 e tinha como finalidade prorrogar incentivos fiscais de montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Palocci prestou depoimento na condição de testemunha de acusação no processo em que Lula, o ex-ministro Gilberto Carvalho e mais cinco são réus. Segundo o MPF, a empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos, do lobista Mauro Marcondes Machado, representava os interesses da CAOA (Hyundai) e da MMC Automotores (Mitsubishi do Brasil) e teria ofertado R$ 6 milhões a Lula e Carvalho.

O dinheiro seria para financiar campanhas do PT. Como prova dos repasses indevidos, o MPF apresentou uma série de troca de mensagens e anotações apreendidas com os alvos da Zelotes. Todos negam as acusações do MPF.

O depoimento de Palocci é o primeiro concedido após sua passagem para a prisão semiaberta domiciliar, na última quinta-feira, dia 29. Por conta disso, ele foi feito por meio de videoconferência em São Paulo. O ex-ministro foi arrolado como testemunha da acusação e da defesa do lobista Mauro Marcondes Machado, réu na Zelotes.

Delator na Lava Jato, Palocci obteve o benefício após a 8ª Turma Penal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região entender que, devido à sua colaboração premiada, o ex-ministro poderia cumprir metade de sua sentença em regime diferenciado.

Imagens: Istoé 

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Política

STJ põe em pauta ação mais antiga do Brasil pela posse do Palácio Guanabara

Desde 1895, a família Orleans e Bragança alega na Justiça que o governo brasileiro não a indenizou pela tomada do palácio.
06/12/2018, 13h56

Os ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) devem julgar nesta quinta-feira, dia 6, dois recursos em que se discute a posse do Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. Este é considerado o caso judicial mais antigo em tramitação no Brasil. O relator dos recursos é o ministro Antonio Carlos Ferreira.

Desde 1895, a família Orleans e Bragança alega na Justiça que o governo brasileiro não a indenizou pela tomada do palácio, logo após a Proclamação da República.

Em 123 anos de tramitação, o caso já teve muitas decisões e reviravoltas na Justiça, incluindo a reabertura da discussão após o processo ter sido encerrado na década de 1960. Os recorrentes, agora, são herdeiros da Princesa Isabel e do seu marido, Conde dEu.

Ação histórica

Os Recursos Especiais 1.149.487 e 1.141.490 discutem se o Palácio Guanabara estava incluído, quando da Proclamação, entre os bens privados da família imperial, ou se era bem público destinado apenas à moradia, finalidade que teria perdido com a queda da monarquia.

Os herdeiros alegam que o decreto presidencial proibindo a família da Princesa Isabel de possuir imóveis no Brasil não estabeleceu pena de confisco em caso de desatendimento da obrigação de liquidar os que possuía.

Nas ações, os Orleans e Bragança pedem a restituição do imóvel e o reconhecimento do domínio dos legítimos sucessores da Princesa Isabel sobre ele, de forma que o palácio seja considerado integrante do espólio da família imperial.

Caso a Justiça entenda ser impossível a devolução do imóvel, pedem que a condenação seja convertida em perdas e danos pelo seu valor atual.

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