Esportes

Polícia espanhola devolve à Argentina torcedor do Boca considerado perigoso

O combate aos torcedores violentos se tornou uma prioridade ainda maior depois que o duelo de volta da decisão.
06/12/2018, 10h51

A Polícia Nacional da Espanha confirmou nesta quinta-feira que deportou de volta para a Argentina, na noite de quarta, no aeroporto de Madri, o argentino Maxi Mazzaro, um dos líderes de uma ala radical da torcida do Boca Juniors. Considerado perigoso, ele tentava ingressar na capital espanhola para acompanhar o confronto de volta da final da Copa Libertadores, que será realizada neste domingo, às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu.

“A polícia detectou nesta noite (de quarta-feira), no aeroporto Adolfo Suárez Madrid Barajas, um dos Barras Bravas mais significativos e perigosos, com numerosos antecedentes. Esta pessoa foi devolvida à Argentina. O futebol não é violência”, informou a Polícia Nacional, por meio de publicação em sua página no Twitter.

O combate aos torcedores violentos se tornou uma prioridade ainda maior depois que o duelo de volta da decisão, que estava marcado para ocorrer no último dia 24 de novembro, no estádio Monumental de Núñez, ter sido adiada por causa do ataque dos torcedores do River Plate ao ônibus do Boca Juniors, poucas horas antes da partida.

Depois de seguidos adiamentos, a Conmebol acabou optando por levar a finalíssima da competição continental para Madri, onde torcedores dos dois times vão acompanhar a luta pelo título. O duelo que ocorreria no último dia 24 contaria apenas com seguidores do River Plate, por medida de segurança, assim como somente a torcida do Boca pôde estar presente no jogo de ida da decisão, no dia 11 de novembro, no estádio de La Bombonera, onde os dois times empataram por 2 a 2.

Como o esquema de segurança falhou nas imediações do estádio Monumental de Núnez durante a chegada do ônibus do Boca ao local no último dia 24, o temor pela ocorrência de novos episódios de violência e os riscos de manter a partida em Buenos Aires motivaram a Conmebol a não realizar este confronto na capital argentina.

Na última terça-feira, o Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires comunicou a prisão de Matias Sebastian Nicolas Firpo, torcedor do River, pela acusação de ter cometido vários delitos durante os incidentes de ataque ao ônibus do Boca.

Firpo, de 31 anos, foi detido na sua residência em Lomas del Mirador, cidade localizada na região da Grande Buenos Aires. E enfrentará diversas acusações, como dano, pequenas lesões intencionais, impedir a realização de um evento esportivo, ataque a autoridades e formação de quadrilha. A sua identificação foi possível a partir do uso de imagens de redes sociais e também de câmeras de segurança localizadas nas proximidades do estádio do River.

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Entretenimento

Ana Furtado comemora 3 meses sem quimioterapia fazendo exercícios

Ana Furtado travou luta contra o câncer de mama.
06/12/2018, 11h03

Ana Furtado ainda segue o tratamento contra um câncer de mama por meio de radioterapia. No entanto, a apresentadora da TV Globo sentiu o desejo de comemorar uma data importante: há três meses, concluiu as sessões mais intensas de quimioterapia.

“Gratidão por ter chegado até aqui. Gratidão por ter o amor e o apoio da minha família. Gratidão por ter minha vida nas minhas mãos: eu posso, eu quero, eu consigo”, disse.

Nesta quarta-feira, 5, em seu perfil oficial no Instagram, Ana Furtado divulgou um vídeo no qual mostra disposição para seguir o tratamento, agora, com radioterapia. “Um, eu posso. Dois, vou conseguir. Três, claro que consigo. Quatro, vamos nessa…”, afirma a apresentadora, enquanto realiza exercícios de flexão.

Ana Furtado aparece bem disposta e motivada enquanto pratica os exercícios físicos. “Superação diária para enfrentar todos os desafios. Tenham força e coragem. Fé em Deus e em você! Sem esquecer que tudo passa. Fica o aprendizado, o crescimento e o fortalecimento do corpo, mente e espírito. Celebre seu dia”, concluiu a apresentadora.

Atividade física

Um estudo inédito do Ministério da Saúde, divulgado em outubro, revela que uma em cada dez mortes de mulheres com câncer de mama poderia ser evitada pela prática regular de atividade física. De acordo com os pesquisadores, o tempo indicado seria 150 minutos por semana.

O levantamento concluiu que 2.075 mortes poderiam não ocorrer se as pacientes realizassem ao menos uma caminhada de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

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Esportes

Recebido por torcedores em aeroporto, River está em Madri para final com o Boca

O grupo tinha cerca de 20 torcedores.
06/12/2018, 11h26

Festejado por um grupo de cerca de 20 torcedores que o aguardavam no aeroporto de Madri, o time do River Plate desembarcou na capital espanhola nas primeiras horas desta quinta-feira visando o jogo de volta da final da Copa Libertadores, neste domingo, contra o Boca Juniors, às 17h30 (de Brasília), no estádio Santiago Bernabéu.

A equipe está hospedada no hotel onde se concentra para a decisão e fará o seu primeiro treino em solo espanhol nesta tarde, às 15 horas (de Brasília), no CT do Real Madrid. Já na manhã desta quinta, a equipe do Boca treinou em um dos campos do CT da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), em Las Rozas, depois de ter desembarcado na Espanha na última quarta.

Na chegada em Madri, Leonardo Ponzio, meio-campista e capitão do River Plate, lamentou o fato de que o seu time não poderá atuar no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, após o confronto de volta da decisão, marcado para ocorrer no dia 24 de novembro, ter sido adiado por causa dos ataques de alguns torcedores da equipe ao ônibus do Boca Juniors, nas imediações do estádio.

Após seguidos adiamentos, a Conmebol optou por não realizar o confronto na capital argentina e o levou para Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, fato que impedirá a presença no estádio da maioria dos torcedores que foram ao Monumental de Núñez no último dia 24. “Há muitas pessoas que ficaram magoadas, mas não vamos remediá-las com palavras, mas com resultados. As 66 mil pessoas que estiveram no Monumental vão nos ajudar e vão estar conosco (em pensamento). Vamos defendê-los em campo”, disse Ponzio ao jornalistas no aeroporto da capital espanhola.

O confronto de ida da final, realizado no estádio de La Bombonera, terminou empatado por 2 a 2. Como os gols marcados fora de casa não têm peso para efeito de desempate na decisão, o River precisará vencer para garantir o título sem a disputa de pênaltis, que ocorrerá em caso de nova igualdade no placar. “Está tudo igualado. E resta um jogo que é único em qualquer contexto, ainda mais agora por ser fora da América do Sul”, completou Ponzio.

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Política

Mourão expõe embate entre militares e Lorenzoni na equipe de transição

O desgaste de Lorenzoni também é sentido no Congresso.
06/12/2018, 11h36

As divergências na equipe de transição do governo Jair Bolsonaro ficaram mais evidentes nesta quarta-feira, 5, quando o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, expôs o embate entre o grupo de militares da nova administração e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Nos bastidores, há uma disputa pelo comando da coordenação de governo e reclamações sobre a forma como Lorenzoni tem buscado protagonismo.

Em Belo Horizonte, onde esteve para participar de um encontro com empresários, Mourão disse que, se forem encontradas irregularidades na investigação aberta contra Lorenzoni, ele terá de deixar o governo.

Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de petição autônoma (fase anterior ao inquérito) para apurar denúncias de pagamentos de caixa 2 da J&F ao deputado Lorenzoni nas campanhas de 2012 e 2014. “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”, afirmou Mourão.

As declarações do general esquentaram ainda mais o clima com Lorenzoni, que nega as acusações e chegou a dizer que a investigação era uma “bênção” para que o caso fosse esclarecido.

Em Brasília, questionado sobre as afirmações de Mourão, Bolsonaro titubeou antes de responder. “Em havendo qualquer comprovação de uma denúncia robusta, contra quem quer que esteja no governo, ao alcance da minha caneta BIC, ela será usada”, disse o presidente eleito.

Na prática, há uma avaliação do núcleo militar – hoje com sete integrantes indicados para o primeiro escalão – de que será impossível Lorenzoni conduzir negociações com o Congresso e ainda acumular a coordenação da equipe ministerial. Essa constatação se baseia no fato de as duas tarefas exigirem muito trabalho e dedicação para ficarem sob a responsabilidade de um só ministro.

A ideia da criação de um centro de monitoramento do governo, que seria chefiado por Mourão, foi deixada de lado. Ninguém, no entanto, arrisca um palpite sobre quanto tempo durará a decisão, já que os anúncios dos últimos dias sobre a configuração da Esplanada foram marcados por idas e vindas.

O novo embate no núcleo da transição é para que o controle das ações administrativas fique com a Secretaria de Governo, nas mãos do general Carlos Alberto dos Santos Cruz, designado para fazer a interlocução com Estados e municípios, além de cuidar do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Nesta semana, porém, o próprio Lorenzoni assegurou que a coordenação de governo permaneceria na Casa Civil.

Mourão afirmou nesta quarta que ao menos parte da articulação política do Palácio do Planalto poderá ficar sob comando dos militares. O vice disse que ele mesmo poderá participar, assim como Santos Cruz, e repetiu que será “o escudo e a espada” de Bolsonaro. “O escudo defende e a espada ataca antes de ele ser atacado”, comparou.

Problemas

O desgaste de Lorenzoni também é sentido no Congresso, onde, a portas fechadas, dirigentes de vários partidos dizem que o futuro chefe da Casa Civil não tem jogo de cintura política. Insatisfeitos, integrantes de siglas como PP, PTB, Solidariedade, PRB, PSDB, PSB e até o DEM agem para formar um bloco que dê as cartas do poder na Câmara, a partir de 2019, isolando o PSL de Bolsonaro. O grupo defende a recondução de Rodrigo Maia à presidência da Casa.

O modelo de articulação política previsto por Lorenzoni terá a colaboração de políticos que não se elegeram neste ano. Já foram convidados para a tarefa o candidato derrotado ao governo do Espírito Santo Carlos Manato (PSL) e os deputados não reeleitos Leonardo Quintão (MDB-MG), Danilo Forte (PSDB-CE), Walter Ihoshi (PSD-SP), Milton Monti (PR-SP) e Marcelo Delaroli (PR-RJ). Após encontro com Bolsonaro nesta quarta, a bancada do PR anunciou que integrará oficialmente a base do futuro governo (mais informações na pág. A6).

A escolha de Danilo Forte para fazer a “ponte” com o Nordeste, por exemplo, já provoca críticas. Políticos de Pernambuco se queixam da falta de nomes do Estado na equipe. O fato de Bolsonaro não ter chamado o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) para nenhum cargo também causou contrariedade em políticos pernambucanos e é atribuído a uma rusga que Lorenzoni teria com ele. Mendonça Filho foi ministro da Educação no governo de Michel Temer, concorreu ao Senado, mas não se elegeu. Na quarta à noite, porém, o ex-governador do Estado Joaquim Francisco (PSDB) foi convidado para fazer parte da equipe de transição.

Procurado pela reportagem, Lorenzoni não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Istoé 

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Goiás

Marconi Perillo encabeça organização criminosa em plena atividade em Goiás, diz PF

O esquema abarca, segundo a PF, as agências do Estado de Goiás pelas quais os envolvidos passaram ou ainda integram, entre elas a Agetop, Codego e Saneago.

Por Ton Paulo
06/12/2018, 13h05

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), seria o líder de uma organização criminosa de coleta de propina e lavagem de dinheiro, cujos nomes presos hoje (6/12) na Operação Confraria, Jayme Rincón e Julio Vaz, seriam os integrantes. O esquema abarca, segundo a Polícia Federal (PF), as agências do Estado de Goiás pelas quais os envolvidos passaram ou ainda integram, entre elas a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e a Companhia Saneamento de Goiás (Saneago).

Em documento do Ministério Público Federal (MPF) ao qual a reportagem do Dia Online teve acesso, consta que, além de longevo (opera pelo menos desde 2010, havendo indícios de que atue desde até mesmo antes, em 2006), o esquema permanece atualmente em plena atividade de coleta de propina e de lavagem de dinheiro. De acordo com o documento, “o mecanismo segue operando com as mesmas engrenagens”.

De acordo com o MPF, após deflagrada a Operação Cash Delivery, a PF recebeu denúncia anônima noticiando que o Gerente Geral dos Distritos da Codego, Marcio Gomes Borges, manteria em imóveis de sua propriedade valores recebidos de propina. Ainda de acordo com a PF, no documento do MPF, Marcio é pessoa diretamente ligada a Jayme Rincón, preso na manhã desta quinta-feira na Operação Confraria. Jayme é ex-diretor presidente da Agetop e foi coordenador de campanha do governador Zé Eliton (PSDB).

A propina da Codego seria resultado do adiantamento do pagamento a fornecedores supostamente participantes do esquema de corrupção e desvio de recursos públicos de contratos firmados pelo órgão do Estado. Marcio Gomes, ainda, teria salário de aproximadamente R$ 12.000,00, e sua esposa Meire Cristina Rodrigues Borges, que também foi presa hoje, teria salário de R$ 3.000,00. Levando em conta a soma de suas rendas, a “vida de luxo ostentada pelo casal, que possui diversos veículos de luxo, além de imóveis, seria incompatível” com seus proventos.

Segundo a PF, a célula criminosa existente no âmbito da Codego é composta por Julio Cezar Vaz de Melo (preso hoje na Operação Confraria), atual presidente da Codego e ex-presidente da Saneago; Marcu Antonio de Souza Bellini, chefe de Gabinete da Codego, Jayme Rincón e Marcio Gomes Borges, e que Jayme Rincón e Marcio Gomes seria “prepostos”do ex-governador Marconi Perillo.

O MPF diz ainda que Julio Vaz é sócio e “verdadeiro comparsa de Jayme Rincón”, investigado da Operação Cash Delivery, e que ambos integrariam o esquema de propina encabeçado por Marconi Perillo. Segundo a PF, no documento, “extraem-se elementos hábeis a consubstanciar que atuam em conjunto tanto nos crimes de corrupção quanto na “lavagem de dinheiro” no momento em que ambos são prepostos do Ex-Governador Marconi Perillo, e juntamente arquitetam desvios de recursos públicos e direcionamento de propinas auferidas no âmbito das agências do Estado de Goiás por onde passam e/ou passaram, bem como se beneficiam do enriquecimento ilícito”.

Marcio teria, ainda, mantido contato telefônico com os alvos da Operação Cash Delivery, Marcio Garcia Moura e Sergio Rodrigues de Souza, policiais militares encarregados de receber a propina da Odebrecht, que seria destinada a Marconi, justamente no dia em que comprovadamente a propina fora recolhida por estes, em São Paulo.

Esquema de propina de Marconi Perillo iria além da Odebrecht

Segundo o MPF, fatos relatados por Jayme Rincón na Operação Cash Delivery e respingaram na Operação Confraria “constituem-se fortes indícios de que Marconi Perillo montou e mantém uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro, formado por “empresas parceiras”, para ocultar a origem da propina recebida, não só, da Odebrecht

De acordo com o MPF, as novas diligências realizadas e descritas na representação da autoridade policial revelam que a organização criminosa dirigida por Marconi Perillo encontra-se em plena atividade de coleta de propina e lavagem de dinheiro, não se limitando à Odebrecht, mas a outras fontes de recursos ilícitos (possivelmente junto às tais “empresas parceiras” a que se referiu Jayme Rincón, em seu interrogatório), envolvendo, além da Agetop, também a Codego e Saneago (Operação Decantação).

A reportagem do Dia Online segue tentando contato com o ex-governador Marconi Perillo ou sua assessoria. Marconi mudou-se para São Paulo, onde trabalha como consultor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O novo emprego teria sido articulado pelo governador eleito de São Paulo, João Dória (PSDB).

Governo de Goiás emitiu nota sobre a Operação Confraria

A assessoria do Governo de Goiás, em nota, afirmou que já determinou o afastamento dos servidores citados na Operação Confraria, e que acompanha e apoia as investigações.

A assessora especial da governadoria e esposa de Marcio Borges, Meire Cristina, foi presa hoje na operação.

Confira a nota na íntegra:

“NOTA OFICIAL

O Governo de Goiás acompanha com atenção os desdobramentos da Operação Confraria, da Polícia Federal, realizada na manhã desta quinta-feira e informa que já foi determinado o afastamento dos servidores, citados na operação, de seus respectivos órgãos. O Governo de Goiás enfatiza ainda que apoia e colabora com todas as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.”

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