Brasil

Segurança do Carrefour confirma agressão a cachorro e diz estar arrependido em depoimento

Em depoimento prestado nesta quinta-feira (6/12) na Delegacia do Meio Ambiente, ele afirmou que não percebeu que havia ferido o animal e só teria se dado conta quando viu o sangue no chão.
07/12/2018, 09h39

O segurança do Carrefour acusado de agredir e causar a morte de um cachorro, em uma unidade do hipermercado em Osasco, na Grande São Paulo, confessou à polícia ter golpeado o animal com uma barra metálica, mas se disse arrependido. Em depoimento prestado nesta quinta-feira, 6, na Delegacia do Meio Ambiente, ele afirmou que não percebeu que havia ferido o animal e só teria se dado conta quando viu o sangue no chão. Também disse ter buscado ajuda e ligado para o Centro de Zoonoses do seu celular pessoal.

O Estado apurou que o homem esteve na delegacia acompanhado de um advogado. Ele relatou que estaria muito assustado com a repercussão do caso e que não pretendia causar a morte do cachorro. Foi indiciado pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, por praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. A pena prevista é de três meses a um ano de prisão, além de multa, que pode ser aumentada em até um terço por causa da morte do animal.

O segurança foi dispensado após o depoimento. Ele vai responder em liberdade, porque o crime é considerado de baixo potencial ofensivo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o caso ainda é investigado. “Policiais analisam imagens de câmeras de segurança do local e colhem oitivas de testemunhas, como a veterinária do Centro de Zoonoses de Osasco, que atendeu o animal, e o segurança do estabelecimento, porém mais detalhes não podem ser passados para não atrapalhar as investigações.”

Hemorragia

O deputado estadual Fernando Capez (PSDB), defensor da causa animal, esteve nesta quinta no Centro de Zoonoses de Osasco, acompanhado pela ativista Luisa Mell, e foi informado de que o cachorro teria vomitado sangue durante a viagem de carro entre o Carrefour e a repartição municipal. “Essa hemorragia é compatível com trauma, mas também poderia ter sido causada por envenenamento, mas, infelizmente, não há laudo.”

Para Capez, a forma como o cachorro foi capturado pela equipe da Zoonoses pode ter agravado o quadro do animal. “Eles usaram enforcador (cabo com corda na ponta) e deram trancos, o que pode ter acelerado a morte dele”, disse.

Conforme o deputado, dificilmente o autor das agressões ou possíveis mandantes serão punidos com algum rigor. “A pena é branda demais porque é considerado crime de menor potencial ofensivo. Hoje é impossível, por exemplo, que alguém vá preso por isso.”

Segundo o parlamentar, um projeto de lei (PL 470/2018, do senador Randolfe Rodrigues, da Rede) deverá ser votado na próxima terça-feira, 11, no Senado, aumentando a pena atual para de um a três anos de prisão. Se aprovada, a lei terá de passar ainda pela Câmara dos Deputados.

A prefeitura de Osasco nega que tenha havido excesso dos funcionários do Departamento de Fauna e Bem Estar Animal (Zoonoses) que fizeram a captura do cachorro. Segundo o município, o manejo foi realizado por um oficial de controle animal qualificado e o cão foi encaminhado ao departamento para atendimento emergencial, mas morreu, apesar de ser tratado.

De acordo com a prefeitura, o atendimento aconteceu no dia 28 de novembro, mas somente no dia 1.º de dezembro houve a denúncia de maus-tratos e foi iniciada a apuração do caso, com a solicitação de inquérito policial.

Carrefour

O Estado solicitou entrevista com representante do Carrefour. Entre as questões enviadas por e-mail, a reportagem perguntou se houve ordem superior para que o segurança usasse de todos os meios para retirar o cachorro da loja.

Via assessoria de imprensa, o Carrefour apenas repetiu a nota oficial que já havia distribuído, em que reconhece o “grave problema” ocorrido na loja de Osasco e que “não vai se eximir de sua responsabilidade”.

Em condição de anonimato, um supervisor da loja de Osasco disse ao Estado que o segurança só agiu porque um cliente reclamou da presença do cachorro no estabelecimento. Relatou ainda que o cãozinho estava havia mais de uma semana no local e era alimentado por alguns funcionários, na lado de fora da loja, sem que fosse molestado.

Desde o início, segundo ele, o Centro de Zoonoses de Osasco foi acionado para retirar o cachorro do local, mas a equipe só teria comparecido depois que houve a agressão. O segurança terceirizado foi desligado da equipe. Os funcionários usaram um ‘enforcador’ para conter o cachorro, que acabou desmaiando nessa ação. O supervisor afirmou que não havia qualquer vistoria prevista na loja naquele dia ou nos dias seguintes, como foi publicado em redes sociais.

Imagens mostram o cachorro sangrando muito após sofrer as agressões. Veja:

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Goiás

Advogado é preso em nova fase de Operação que apura crimes na Câmara de Planaltina de Goiás

O advogado já é réu na ação do processo decorrente da Operação Caifás, que apura desvios da Igreja Católica de Formosa.

Por Ton Paulo
07/12/2018, 10h33

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) deflagrou na madrugada desta sexta-feira (7/12) a quarta fase da Operação Mãos à Obra, que apura irregularidades constatadas em contratos na Câmara Municipal de Planaltina de Goiás. Nesta fase, foi preso temporariamente um advogado que atuava como procurador Jurídico do órgão legislativo.

A operação, que é coordenada pelo promotor Rafael Simonetti e que conta com o apoio do Centro de Inteligência do MP-GO, participação de três promotores de Justiça, dois delegados e de 11 agentes da Polícia Civil (PC), ocorre na cidade de Formosa, na região do Entorno do DF, onde estão sendo cumpridos quatro mandados, sendo dois de prisão e dois de busca e apreensão.

De acordo com informações do MP, os mandados estão sendo cumpridos contra o ex-procurador Jurídico da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás, o advogado Edimundo da Silva Borges Júnior, e de Fábio José de Souza Rodrigues, ex-gestor de Contratos da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás.

A prisão do advogado é temporária, enquanto que a de Fábio é preventiva.

Fábio, ex-gestor de contratos, já havia sido preso temporariamente na terceira fase da operação, ocorrida também em Formosa. Em sua residência, os promotores e policiais encontraram mais de uma centena de cheques guardados em diversos cômodos.

Já Edimundo, o advogado, já é réu na ação do processo decorrente da Operação Caifás, deflagrada pelo MP-GO no último mês de abril, para apurar desvios da Igreja Católica de Formosa.

Durante as investigações, o MP detectou que Fábio José, que já é investigado por outras infrações cometidas no âmbito da Câmara Municipal de Planaltina, tais como aquisição de bens e contratação de serviços de forma fraudulenta, não poderia ter realizado estas irregularidades sem a anuência de Edimundo da Silva Borges Júnior, que seria o responsável por adulterar os procedimentos ilegais, na tentativa de evitar qualquer persecução judicial ou administrativa.

Operação Mãos à Obra prendeu o prefeito, empresários e o gerente do Banco do Brasil de Planaltina de Goiás, todos ligados ao esquema na Câmara Municipal

Esta já é a quarta etapa da operação, que foi deflagrada inicialmente no começo de novembro, em Planaltina de Goiás, e culminou na prisão do então prefeito da cidade, Pastor André, que, na época dos fatos apurados, era presidente da Câmara de Planaltina.

De acordo com o MP, ele teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário. Além dele, empresários e servidores da Câmara de Planaltina também foram presos.

A segunda fase da ação foi deflagrada em Planaltina, no dia 20/11, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara Municipal. Já na terceira fase, deflagrada no dia 29/11, o MP detectou que o ex-gestor de Contratos da Câmara de Planaltina utilizou-se de ligações com o servidor do Banco do Brasil para descontar cheques da Câmara, com fraude no endosso para sacar dinheiro em espécie e repasse de uma porcentagem para o gerente

Via: MP-GO 

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Goiás

Emenda aprovada pelos vereadores de Goiânia impede a retirada de descontos do IPTU

Emenda foi aprovada por unanimidade pelos vereadores.
07/12/2018, 11h32

Os vereadores de Goiânia aprovaram na última quinta-feira (6/12), em primeira votação e por unanimidade, uma emenda que impede que a Prefeitura retire os descontos do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no próximo ano.

O projeto, que é de autoria dos vereadores Elias Vaz (PSB), Lucas Kitão (PSL) e Alysson Lima (PRB), propõe uma alteração no projeto do Paço modificando lei 9.704 de dezembro de 2015, a qual fala sobre a Planta de Valores Imobiliários de Goiânia.

A emenda foi aprovada junto com o projeto enviado à casa pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), em que prevê o aumento da faixa de imóveis que vão ter o valor do IPTU reajustado de acordo com a inflação. Atualmente apenas imóveis avaliados em R$ 200 mil reais pagam esse valor, a proposta do prefeito é que o imposto com o reajuste com a inflação chegue a imóveis com valor de R$ 500 mil.

Os imóveis que tem um valor venal maior que R$ 200 mil na regra atual e as residências com valor venal acima de R$ 500 mil na proposta da prefeitura, vai ter o imposto reajustado por faixas que variam de 5 a 15% por ano, acima da inflação.

Notificação enviada aos moradores de Goiânia por irregularidades na casa

A Prefeitura de Goiânia enviou para 543 mil residências da capital uma notificação, em que informa que o contribuinte precisa atualizar os dados cadastrais do imóvel junto ao Paço. Isso pelo fato do contribuinte por alguma razão ter feito alguma alteração na casa e não ter avisado ao município.

O vereador Elias Vaz (PSB) afirmou que as notificações enviadas pela prefeitura são absurdas  e explicou como pode acontecer “Por exemplo uma casa vizinha ao lado da outra, pode ser até um conjunto semelhante até, o morador fez uma alteração na casa e o outro não, vai pagar o dobro do imposto do seu vizinho, o que é uma injustiça fiscal”.

“Se tais parágrafos não forem suprimidos, o Paço poderá aumentar em 200% e até 300% o valor do imposto. Não vamos aceitar isso”, conclui o vereador.

Como o projeto enviado pela Prefeitura foi acolhido com a emenda, a proposta agora vai para a Comissão de Finanças da Câmara (CCF) e caso aprovado ele volta para segunda e última votação na casa.

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Entretenimento

Vingadores 4: Assista ao primeiro trailer do aguardado filme

Filme chega aos cinemas brasileiros em 2 de maio de 2019.
07/12/2018, 11h42

A Disney divulgou nesta última XXX (XX) o primeiro trailer de VINGADORES 4, a continuação do aguardado sucesso da Marvel Studios.

A Disney liberou o trailer do aguardado Vingadores 4. O filme é continuação de “Guerra Infinita” e traz uma galáxia desolada após o estalo de Thanos que matou metade da galáxia no longa anterior.

No elenco temos Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Scarlet Johansson, Chris Hemsworth e Karen Gillan. A direção é dos irmãos Joe e Anthony Russo.

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 2 de maio de 2019.

Assista a seguir ao trailer de Vingadores 4:

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Goiás

Menina de 11 anos morre após levar tiro acidental na nuca, em Aparecida de Goiânia

Ainda não informações sobre um possível vínculo de parentesco entre a menina e o autor do tiro acidental, que está foragido e já teve o nome divulgado.

Por Ton Paulo
07/12/2018, 11h45

Uma menina de 11 anos morreu nesta sexta-feira (7/12), após ser baleada com um tiro na nuca, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a Polícia Civil, a principal suspeita é que o disparo tenha sido involuntário. Ainda não há informações sobre um possível vínculo de parentesco entre a menina e o autor do tiro acidental, que está foragido.

De acordo com o delegado Klayter Camilo, do Grupo de Investigação de Homicídio (GIH) de Aparecida de Goiânia, Patrick Suet, de 18 anos, teria disparado contra a menina de 11 anos, acertando-a na nuca. Ainda segundo Klayter, caso ocorreu por volta da 1h30 desta sexta-feira, em um ponto comercial localizado na Avenida das Nações, no Setor Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia.

O delegado ainda disse, em entrevista ao Dia Online, que a “Delegacia está apurando detalhes do caso para entender o que realmente aconteceu”. Conforme disse o delegado, a principal suspeita é que o disparo tenha sido feita de maneira acidental.

“A criança morreu após ser atingida por um tiro na nuca, ao que parece, acidental. O socorro chegou a ser acionado, mas a menina morreu ainda no local do ocorrido”, conta

O caso ocorreu por volta de 1h desta sexta-feira, em um ponto comercial que fica na Avenida das Nações, no bairro Vera Cruz, em Aparecida de Goiânia.

O corpo da criança foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

Outra criança morreu após levar tiro acidental, em Carmo do Rio Verde

Em novembro deste ano, um menino de sete anos morreu após ser atingido na cabeça enquanto brincava com outras duas crianças, de 10 e 2 anos, com a arma do padrinho, na chácara da família em Carmo do Rio Verde.

A vítima foi socorrida, levada para Ceres e, depois, para o Hugol, em Goiânia, onde teve morte cerebral, segundo a família.

Conforme o delegado, ocorreria a festa de aniversário do dono da arma no local, naquele dia. Porém, quando o menino se feriu, não havia nenhum adulto por perto.

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