Política

Jucá: 'além da ajuda financeira, é preciso investigar desvios e corrupção em RR'

08/12/2018, 16h32

O senador Romero Jucá (MDB-RR), disse neste sábado, 8, que, além da ajuda financeira que será dada pelo governo federal a Roraima, “é preciso investigar com profundidade os desvios e a grande corrupção que sangrou os cofres públicos” no Estado. A declaração foi dada por meio de sua conta no Twitter.

Jucá destacou que haverá uma reunião no Palácio da Alvorada nesta tarde, convocada pelo presidente Michel Temer na sexta-feira, 7, para discutir a intervenção em Roraima. O encontro estava marcado para começar às 16h.

“Roraima teve excesso de arrecadação de R$ 580 milhões além do orçamento previsto para 2018. Estavam previstas todas as despesas de pessoal, duodécimo dos poderes, ICMS das prefeituras, educação, saúde e segurança. Onde foi esse dinheiro?”, questionou o senador no tweet.

Jucá ainda afirmou que o Estado é alvo da ação de uma “quadrilha” ligada à governadora Suely Campos (PP). “O marido e o filho já estão presos e outros irão”, acrescentou.

Conforme publicado na edição deste sábado do jornal O Estado de S. Paulo, Temer decretou intervenção federal em Roraima após uma reunião de emergência convocada na noite de Sexta-feira (8), na qual se discutiu a greve dos agentes penitenciários e da Polícia Militar.

Uma das medidas adotadas será a liberação de um crédito extraordinário para pagar despesas em atraso, como salários de servidores e pagamentos a fornecedores. O valor será entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. Temer deverá editar uma medida provisória para liberar o dinheiro. A primeira parcela será de R$ 23 milhões.

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Brasil

Ato contra morte de cadela faz Carrefour Osasco fechar as portas

O animal morreu após ser agredido por um segurança da loja, no último dia 30.
08/12/2018, 16h48

O Carrefour Osasco fechou as portas neste sábado, 8, por causa de uma manifestação agendada para o local, em repúdio pela morte da cadela “Manchinha”. O animal morreu após ser agredido por um segurança da loja, no último dia 30. De acordo com o Carrefour, a área de vendas da unidade na Grande São Paulo foi fechada às 14h, mas o estacionamento está liberado para os manifestantes. Por volta das 16h, não havia informações sobre a reabertura da loja após as manifestações.

Em um ato convocado nas redes sociais até às 15h deste sábado, mais de 12 mil pessoas haviam sinalizado que pretendem comparecer e 55 mil demonstraram interesse. O convite para o protesto pede às pessoas que durante o evento utilizem uma peça de roupa na cor preta, e levem balões, flores e velas, em sinal de luto contra a morte da cadela.

Na quinta-feira, 6, o segurança acusado de agredir e causar a morte do cachorro confessou à polícia ter golpeado o animal com uma barra metálica, mas se disse arrependido. Em depoimento prestado na Delegacia do Meio Ambiente, ele afirmou que não percebeu que havia ferido o animal e só teria se dado conta quando viu o sangue no chão. Também alegou ter buscado ajuda e ligado para o Centro de Zoonoses do seu celular pessoal.

O segurança foi indiciado pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, por praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. A pena prevista é de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa, que pode ser aumentada em até um terço por causa da morte. Ele vai responder em liberdade, porque o crime é considerado de baixo potencial ofensivo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o caso ainda é investigado. “Policiais analisam imagens de câmeras de segurança do local e colhem oitivas de testemunhas, como a veterinária do Centro de Zoonoses de Osasco, que atendeu o animal, e o segurança do estabelecimento, porém mais detalhes não podem ser passados para não atrapalhar as investigações.”

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Goiás

Médium João de Deus é acusado de abuso sexual

Além de abusar sexualmente das pacientes, o médium as ameaçava para que ficassem caladas.
08/12/2018, 17h22

O programa Conversa com Bial, da TV Globo, entrevistou quatro mulheres no programa que foi ao ar na noite da última sexta-feira (7/12) que afirmaram terem sido abusadas sexualmente pelo mundialmente famoso médium goiano João de Deus.

Os abusos teria ocorrido entre 2013 e 2017, no local onde o médium realiza suas famosas ‘cirurgias espirituais’, a Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, interior de Goiás. O programa, que foi ao ar na noite de sexta-feira, diz ter colhido depoimentos de dez mulheres com relatos semelhantes.

As mulheres contaram ao jornalista e apresentador Pedro Bial que os abusos cometidos por João de Deus aconteciam numa linha padrão. O médium, segundo elas, atendia as mulheres em público e depois pedia que elas o encontrassem, sozinhas, em seu escritório, para que ele incorporasse uma entidade e terminasse o procedimento.

Os abusos sexuais ocorriam, de acordo com os relatos, dentro da sala dele. Algumas dizem ter sido levadas a um banheiro dentro do cômodo. Elas afirmam que João de Deus lhes pedia segredo sobre as supostas “práticas espirituais”.

Além do programa entrevista com Bial exibido na última sexta-feira, uma reportagem do jornal O Globo que investigou as denúncias e ouviu quatro mulheres das 12 que afirmaram terem sido abusadas pelo médium João de Deus.

Uma holandesa teve coragem de mostrar o rosto e afirmou ter sido penetrada pelo médium João de Deus

Entre as mulheres que foram ouvidas pela reportagem esta a holandesa, Zahira Leeneke Maus, que recentemente usou o seu perfil no Facebook para relatar que foi abusada sexualmente pelo médium.

No relato de Zahira ela conta que conheceu João de Deus, através de um amigo que lhe falou sobre o médium. A holandesa então procurou por ele mais de uma vez para buscar pela espiritualidade e a cura de um trauma sexual.

A holandesa relata que em uma oportunidade, em que esteve na cidade de Abadiânia com o médium, ela foi convidada para uma consulta particular, e levada até um banheiro na sala dele, momento em que João de Deus se posicionou atrás dela.

“Ele pegou a minha mão e colocou por trás de mim na calça dele, fique me perguntando o que está acontecendo aqui, por que tenho que tocar no seu pênis para ser curada? Em seguida, ele começou a movimenta a minha mão no pênis dele, eu estava em choque” conta Zahira.

A holandesa afirma que durante o ato o médium disse que ela deveria sorrir, se sentir feliz por estar ali naquele momento. “Ele estava se limpando e fechando as calças de novo, me levou para outro escritório, me colocou em um sofá e abriu um armário cheio de pedras preciosas e disse que eu poderia escolher qualquer uma, como se fosse uma espécie de pagamento”, conta.

A coach espiritual e autora Amy Biank, afirmou durante a entrevista que levava várias pessoas para a Casa Dom Inácio de Loyola desde 2002, e disse que as pessoas que trabalhavam com médium tinham conhecimento da prática. A escritora confessou que em uma oportunidade ouviu o grito de uma mulher, enquanto João de Deus tentava obrigar ela a fazer sexo oral nele e mandou a escritora ficar calada.

Depois das denúncias irem ao ar na última sexta-feira (7/12) o médium por meio da assessoria de imprensa respondeu em nota que trabalha há 44 anos atendendo milhares de pessoas na cidade e nega todas as acusações feitas contra ele.

Confira a nota enviada ao programa

“Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

Via: G1 

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Brasil

Cubanas pedem ajuda à OAB para conseguir refúgio no Brasil

Médicas são consideradas desertoras por não cumprirem a convocação de Cuba para retornar à ilha.
09/12/2018, 10h28

Quatro médicas que atendiam a população de Nova Odessa (SP) pelo programa Mais Médicos protocolaram na quinta-feira pedidos de refúgio no Brasil. As profissionais não cumpriram a convocação de Cuba para retornar à ilha e, lá, são consideradas desertoras.

Segundo o presidente da subsecção local da Ordem dos Advogados do Brasil, sem apoio das prefeituras onde trabalharam, esses médicos estão batendo às portas da OAB para pedir ajuda. “Algumas cidades fizeram jantares de despedida para os cubanos, disseram que iam apoiar, mas viraram as costas para aqueles que ficaram aqui. Mesmo os que constituíram família não podem exercer a profissão porque não estão sendo readmitidos no Mais Médicos e não têm sequer Carteira de Trabalho para tentar outro ofício”, disse Alessandre Pimentel.

Cubanas decidiram ficar no Brasil

Das oito cubanas que atendiam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Nova Odessa, cinco decidiram ficar no País, mas só uma se casou e regularizou a situação de permanência. Para não serem consideradas clandestinas, a OAB encaminhou os pedidos de refúgio das outras quatro à Polícia Federal, em Piracicaba (SP). “Se forem para Cuba, vão sofrer retaliações. Há orientação do governo cubano de que o médico chamado de volta que não atende à convocação fica oito anos proibido de entrar em Cuba. As autoridades cubanas consideram-nos desertores.”

A cubana Liseti Aguilera, uma das solicitantes, disse que quer revalidar o diploma de médica obtido em Cuba e trabalhar em atenção básica no País. “Vim com a maior boa vontade e encontrei um povo amigo. Quero muito ficar, mas preciso de trabalho até poder fazer a prova.” Suleidys Gonzales, outra cubana, disse que não vai voltar à ilha pela ligação com os pacientes que atendeu em Nova Odessa. “Somos quase como família.”

Em nota, a prefeitura de Nova Odessa informa ter providenciado transporte e acompanhado as cinco médicas que foram requerer a Carteira de Trabalho anteontem. O prefeito Benjamin Vieira (PSDB), diz o texto, entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para discutir o caso.

Pelo Estado. Em outras cidades, cubanos que se casaram e decidiram ficar no País também enfrentam problemas. “Estamos sendo discriminados, pois saiu edital (para suprir o quadro do Mais Médicos) para os que já têm o CRM (registro no Conselho Regional de Medicina) e outro para formados no exterior. Estão dando prioridade para brasileiros que se formaram no exterior e excluindo a nós, cubanos, que já estávamos trabalhando há três anos, sem reclamação de ninguém”, disse a cubana Lissete Quiñonez, de São Miguel Arcanjo (SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Dom Total 

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Goiás

Após denúncias de abuso sexual, Polícia Civil de Goiás investiga médium João de Deus

Relatos vieram à tona na última sexta-feira (7/12), no programa Conversa com Bial, da TV Globo.
09/12/2018, 13h10

Depois que 12 mulheres denunciaram abusos sexuais praticados pelo médium João de Deus, a Polícia Civil de Goiás abriu uma investigação para apurar os relatos, além de crimes como exercício ilegal de medicina e estelionato. O Serviço de Inteligência fará um levantamento de todos esses casos, denunciados nos anos 1970, que foram arquivados pelo regime militar.

Os investigadores esperam ainda chegar a possíveis vítimas de abuso sexual que ainda não registraram ocorrência ou deram depoimentos à polícia. O levantamento, de acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, começou em outubro deste ano quando a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) recebeu as denúncias.

“Nós recebemos essa denúncia no final do mês de outubro. Esse inquérito já está instaurado com toda atenção devido à complexidade os fatos. Todas as senhoras que estão denunciando serão ouvidas pela Polícia Civil para que possamos buscar as provas necessárias para investigar com imparcialidade e com eficiência”, explicou o delegado-geral ao Dia Online.

Mulheres denunciam médium João de Deus

As denúncias de abuso sexual vieram à tona na última sexta-feira (7/12), no programa Conversa com Bial, da TV Globo. As vítimas relataram que as agressões ocorreram na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, interior de Goiás, onde o médium, famoso no mundo inteiro, atende milhares de pessoas que buscam curas espirituais.

As mulheres contaram ao jornalista e apresentador Pedro Bial que os abusos cometidos por João de Deus aconteciam numa linha padrão. O médium, segundo elas, atendia as mulheres em público e depois pedia que elas o encontrassem, sozinhas, em seu escritório, para que ele incorporasse uma entidade e terminasse o procedimento.

Os abusos sexuais ocorriam, de acordo com os relatos, dentro da sala dele. Algumas dizem ter sido levadas a um banheiro dentro do cômodo. Elas afirmam que João de Deus lhes pedia segredo sobre as supostas “práticas espirituais”. Após os relatos em rede nacional, outras duas possíveis vítimas procuram a imprensa local para denunciar agressões ocorridas com o mesmo padrão na ‘Casa’.

O que diz João de Deus

Por meio de nota, a assessoria do médium João de Deus afirma que “há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem [veiculada no programa Conversa com Bial], ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

Imagens: Revista Factual 

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