Economia

Goiás tem a maior queda na produção industrial do país, em comparação ao ano passado

De acordo com o IBGE, o estado de Goiás foi o que apresentou a maior queda na produção industrial entre os 15 estados pesquisados.

Por Ton Paulo
10/12/2018, 11h13

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados recentemente sobre a indústria brasileira não foram lá muito animadores para Goiás. De acordo com o instituto, o estado de Goiás foi o que apresentou a maior queda de na produção industrial entre os 15 estados pesquisados.

O IBGE pesquisou o desempenho da produção industrial deste ano de 15 estados brasileiros, de setembro para outubro, e constatou que nove deles tiveram recuo, apesar da alta nacional de 0,2%.

A maior queda foi observada em Pernambuco, de 10,1%. Goiás teve recuo de -1%.

Também foram constadas quedas na produção nos estados de Mato Grosso (-2,7%), Ceará (-2,6%), Pará (-2,5%), Paraná (-2,5%), Rio Grande do Sul (-2,1%) e Rio de Janeiro (-0,8%). A Região Nordeste, que reúne as produções de seus nove estados, também recuou 1,9%.

A produção da indústria de São Paulo manteve-se estável no período. Cinco estados sustentaram a alta nacional de 0,2%: Amazonas (12,4%), Santa Catarina (4,4%), Espírito Santo (1,9%), Bahia e Minas Gerais (com 1,1% cada um).

Em relação ao ano passado, enquanto Goiás teve a maior queda na produção industrial, Pará teve o melhor desempenho

Na comparação com o ano de 2017, Pará teve a melhor alta em sua produção industrial e Goiás a maior queda.

Comparando com o mês de outubro do ano passado, 11 dos 15 locais pesquisados tiveram alta, com destaque para o Rio Grande do Sul (14,8%) e o Pará (12,9%). Quatro locais tiveram queda, sendo a maior delas registrada em Goiás (-6,5%).

No acumulado do ano, 12 locais tiveram alta e três, queda. O maior crescimento foi registrado no Pará (10,1%). A maior queda, em Goiás (-3,5%). No acumulado de 12 meses, também foram 12 locais com alta e três com queda. O destaque positivo foi o Pará (9,9%). O destaque negativo ficou com Espírito Santo (-1,8%).

Com produção industrial em baixa, projeto de Ronaldo Caiado para reduzir incentivos fiscais às indústrias goianas é aprovado

Os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovaram em primeira e segunda votação, na última semana, o projeto da governadoria com o substitutivo do relator, o deputado Lívio Luciano (Podemos), que dispõe sobre a redução de incentivos fiscais a setores produtivos em Goiás.

A proposta, já aprovada, vai gerar um impacto de aproximadamente R$ 1 bilhão na economia do Estado, uma vez que mudará os quadros de reinstituição dos incentivos, dos benefícios fiscais ou financeiros-fiscais e das isenções relativos ao ICMS. O projeto foi acordado após uma reunião entre o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) e nomes do empresariado goiano.

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Goiás

Ronaldo Caiado mantém mistério sobre secretariado

Caiado disse durante várias entrevistas que iria revelar os nomes do primeiro escalão no início de dezembro.
10/12/2018, 11h56

O Governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), deve participar nesta segunda-feira (10/12) da diplomação do Presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL) em Brasília. No entanto, a expectativa era para que o democrata revelasse nesta semana pelos menos cinco nomes que irão compor sua equipe durante o seu governo, que começa a partir do dia 1º de janeiro de 2019, quando toma posse. Porém os nomes ainda não foram revelados.

Caiado afirmou em diversas entrevistas que divulgaria os nomes que irão compor o seu secretariado no início de dezembro. Com dois meses após o pleito, alguns nomes foram revelados, mesmo sem a confirmação do governador eleito. Entre os nomes conhecidos até o momento, estão o do ex-prefeito de Vila Velha e policial federal, Rodney Miranda (PRB) deve assumir a Secretaria de Segurança Pública e Ricardo Soavinski deve assumir a presidência da Saneago.

A tendência é que as outras pastas tenham pessoas com ligação com o alto escalão do governo Bolsonaro, para conseguir junto ao Governo Federal, trazer recursos para o Estado de Goiás. Por essa razão, os futuros secretários podem ser indicados tanto pelo presidente eleito, como pelos Ministros, Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes.

Governo Caiado vai ter 17 secretarias

Ronaldo Caiado afirmou que em seu governo vai ter 17 secretarias, excluindo algumas que existem hoje e desfazendo a unificação de outras como a Seduce que engloba as secretarias de Educação, Esporte e Lazer; a da Agricultura que atualmente compõe a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED).

Um nome que também aparece para assumir a Secretaria da Indústria e Comércio durante o governo de Caiado, é o do atual presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) José Vitti (PSDB). A possibilidade da ida de Vitti para a pasta seria em razão de sua atuação na articulação política para a aprovação do projeto de Caiado que reduz incentivos fiscais para o setores produtivos em Goiás, gerando um impacto de R$ 1 bilhão no Estado. As informações são do Jornal Opção.

Via: O Popular 

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Goiás

Se comprovados os abusos, João de Deus pode pegar até 150 anos de prisão

No entanto MP alega que não recebeu nenhuma denúncia.
10/12/2018, 12h51

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) criou uma força-tarefa para conduzir as investigações das denúncias de violação sexual contra o médium João de Deus. O caso será acompanhado por quatro promotores e duas psicólogas. As investigações começaram a partir de uma reportagem exibida na última sexta-feira (07/11), no programa “Conversa com Bial”, da rede Globo.

Em Goiás, o MP tem registros de denúncia contra João de Deus desde 2010. Em 2012, o médium foi denunciado pelo MP por abuso sexual, mas o crime foi arquivado por falta de provas. Já em outro caso o médium foi absolvido.

Durante a coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10/12), o promotor Luciano Meireles informou que até o momento o Ministério Público não recebeu denúncias das vítimas. “O MP não tem material para acusar João de Deus, pois nós não recebemos nenhuma denúncia”, contou. O promotor esclareceu ainda que se houver provas a casa Dom Inácio de Loyola, onde Joao de Deus atende, pode ser interditada e o médium preso.

De acordo com o promotor Luciano Meireles, se as denúncias forem comprovadas, o suspeito pode ser acusado de estupro, estupro de vulnerável e violação sexual.

Em São Paulo e Minas Gerais polícia recebeu denúncias contra João de Deus

Em São Paulo e Minas Gerais as vítimas já procuraram a polícia para fazer a denúncia, os depoimentos estão marcados para semana que vem. Em Goiás até o momento ninguém procurou a delegacia.

Para denunciar as vítimas podem procurar a delegacia no município em que elas moram ou pelo e-mail denuncias@mpgo.mp.com.br. 

A coletiva de imprensa foi conduzida pela promotora e coordenadora do CAO criminal, Patrícia Otoni, pelo promotor e coordenador do CAO criminal, Luciano Meireles, e pelo promotor substituto de Abadiânia, Steve Gonçalves Vansconcelos.

O Portal Dia Online procurou a assessoria do médium João de Deus, mas, até o momento nossas ligações não foram atendidas.

Imagens: Globo.com 

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Goiás

Durante abordagem, PM descobre homem que aplicava golpes pela OLX, em Goiânia

De acordo com a PM, o homem havia anunciado um carro no site de compra e venda, recebeu adiantamento em dinheiro do comprador e, logo em seguida, desapareceu.

Por Ton Paulo
10/12/2018, 13h34

Policiais militares que realizavam um patrulhamento no Setor Urias Magalhães, em Goiânia, na manhã desta segunda-feira (10/12), ao abordar um homem em atitude suspeita descobriram que se tratava de um homem que aplicava golpes pela OLX, se utilizando do site de compra e venda para enganar compradores. De acordo com a PM, o homem havia anunciado um carro no site, recebeu adiantamento em dinheiro do comprador e, logo em seguida, desapareceu.

De acordo com o Tenente Elismar, uma equipe do 9º Batalhão da Polícia Militar (9º BPM) fazia uma patrulha no Setor Urias Magalhães por volta das 10h30 de hoje, na Rua Rondônia, quando abordaram um indivíduo em atitude suspeita indo na direção de uma motocicleta.

Ao fazerem a checagem do histórico do homem, os policiais descobriram que se tratava de Marcios Vinicius Alves de Sousa, de 21 anos, procurado pelo crime de Estelionato (artigo penal 171).

Ainda segundo informações do Tenente, Marcios havia anunciado um veículo no site de compras e vendas OLX, veículo este em que um homem do município de São Miguel do Araguaia, a 476 quilômetros de Goiânia, demonstrou interesse.

Para fechar o negócio, Marcios Vinicius, então, pediu um adiantamento no valor de R$ 1 mil reais, que foi devidamente pago pelo comprador para garantir a compra. O depósito foi feito em São Miguel da Araguaia.

Entretanto, após verificar que o dinheiro havia sido depositado, Marcios desapareceu, sem entregar o veículo e nem devolver o dinheiro. Diante disso, o sujeito lesado procurou a polícia, dando queixa do ocorrido.

O abordado foi conduzido ao 2º DP onde foi confirmado o fato, sendo detido em seguida.

Polícia Civil investiga outro homem que aplica golpes pela OLX

O site OLX parece ter se tornado reduto de golpistas, que se utilizam da boa fé alheia para enganar compradores e subtrair-lhes dinheiro.

A Polícia Civil de Goiás (PC) investiga desde setembro deste ano um homem suspeito de dar golpe na compra e venda de veículos por meio de anúncios na internet. De acordo com a PC a um site local, o golpista finge ser cliente e usa as informações do vendedor para revender os automóveis. Assim, ele faz duas vítimas ao mesmo tempo, pois não paga o vendedor do carro nem entrega o veículo ao cliente.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Luciano Carvalho, ao G1, o golpista age da seguinte forma: Uma vítima resolve vender o veículo, coloca foto do carro, descrição e o valor, aparece o golpista se apresentando como potencial interessado e, de posse dessas informações, ele replica o anúncio com se ele próprio fosse o dono e o vendedor. Só que neste caso, colocando muito abaixo do que o valor de mercado. Aí aparece outra vítima interessada na aquisição do veículo. Ele passa a conversar, de forma simultânea, com duas vítimas.

A PC investigam seis casos, que resultaram em 12 vítimas.

Via: G1 

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Economia

Goiás está entre os Estados que podem ficar sem caixa para cobrir gastos da gestão atual

Com atrasos nos pagamentos dos salários dos servidores estaduais, além de outros problemas, são alguns dos motivos que podem fazer Goiás ficar sem caixa.
10/12/2018, 14h08

A menos de um mês do fim do mandato, 11 governadores correm o risco de deixar seus Estados sem caixa para cobrir despesas realizadas em sua gestão, segundo levantamento feito pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A prática é vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e criminalizada no Código Penal, sujeita a pena de um a quatro anos de reclusão, embora até hoje ninguém tenha sido responsabilizado formalmente.

A punição foi incluída na lei para que os sucessores no cargo não encontrem uma situação de “terra arrasada” quando começarem os seus mandatos. A reportagem consultou técnicos do Tesouro Nacional para cruzar dados fornecidos pelos próprios Estados ao Ministério da Fazenda e chegar à disponibilidade de caixa de cada um deles até outubro deste ano.

Depois, foram estimados o volume de despesas deste ano que ficará para o próximo exercício (os chamados “restos a pagar”), uma vez que este valor também afeta as disponibilidades financeiras dos Estados.

Os chefes dos poderes precisam pagar todas as despesas feitas em seu mandato. Para isso, devem quitar todos os compromissos até 31 de dezembro do último ano da gestão ou deixar dinheiro em caixa para honrar as parcelas que ficarem para seu sucessor.

No entanto, muitos já admitem publicamente que não terão dinheiro, por exemplo, para pagar o 13.º salário dos servidores. A fatura ficará para os governadores eleitos. Se somadas as disponibilidade de caixa dos governos estaduais, a estimativa do rombo que deve ficar para os eleitos é de R$ 78,4 bilhões.

No ritmo atual, correm o risco de ficar sem caixa para cobrir os gastos os governos de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe. Também estão nesse grupo São Paulo e Rio Grande do Norte, mas esses Estados só apresentaram até agora os dados da execução orçamentária até agosto, de acordo com o sistema do Tesouro.

Cortar despesas

Para barrar a ameaça de descumprimento da LRF, os governos estaduais precisariam conter despesas ou cancelar restos a pagar de anos anteriores. Mas a avaliação de técnicos do governo federal é de que essa é uma tarefa difícil, uma vez que o mais provável é que os serviços contratados já tenham sido prestados. Nesse caso, cancelar a despesa corresponderia a uma espécie de “maquiagem”, com a criação de um orçamento paralelo. Por isso, o cenário pouco deve se alterar até o fim de 2018.

Além disso, as informações que constam nos Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e de Execução Orçamentária (RREO) usados pela reportagem para fazer o levantamento são declaratórias dos Estados. Isso significa que há chance de existirem “esqueletos” a serem desvendados pelos próximos governos.

A apuração do cumprimento ou não do artigo 42 da LRF é feita pelos Tribunais de Contas Estaduais (TCEs) no momento da análise das contas de governo e depende ainda de uma interpretação jurídica do texto legal. Esses tribunais, preenchidos por indicações políticas, até hoje não motivaram nenhuma condenação de governador por deixar rombo no caixa, embora a situação já tenha sido verificada em anos anteriores.

“O que está acontecendo com os órgãos de controle? Quem se beneficia com esse processo? Temos que fazer essas perguntas. Não há o controle externo dos tribunais de contas”, alerta a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, que passou os últimos anos lidando com o problema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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